sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Melhor da primeira fase, Palmeiras confirma bom futebol

Torneios mata-mata costumam trazer uma emoção extra em relação aos pontos corridos, que tem por característica premiar a equipe com mais equilíbrio ao longo do tempo. Um mais “justo”, outro mais “emocionante”.

E emoção a parte, o Felipão parece talhado pra isso. Chegou ao Paraguai com instruções diretas pra defesa jogar fechada, sem que os volantes dessem os espaços habituais. Ainda que não tenhamos sido lá muito exigidos pelo setor, destaque ao Antônio Carlos e também ao Felipe Melo, que conseguiu completar a partida sem levar cartão!

O que acontece? Cada vez mais percebemos que o futebol – esporte onde mais vezes o azarão consegue vencer o favorito – depende muito do ambiente de grupo. 

Não que o Scolari já não tenha sido vítima da rabugice que acaba afastando os jogadores (inclusive em sua última passagem por aqui em 2012), mas tem a capacidade de explicar-lhes o simples.

Evita as complicações do futebol moderno, simplificando a vida do jogador. “É assim, meu filho: faça isso, isso e isso.” E ponto. Esse é o futebol Scolari.

Destaque também ao Borja e ao Moisés. Aliás, nosso segundo gol foi um primor, através de uma rápida jogada pela esquerda com Diogo B., que penetrou, chutou e no rebote brigado e vencido pelo Moisés, acabou nos pés do Borja, após uma linda assistência de nosso meia.

Todos os caminhos estão abertos à você Felipão! Por mais que os ecos de um futebol não tão “moderno” assustem muita gente (eu incluso), a paixão e identidade que você traz ao Palmeiras é inegável, emocionante e contagiante. Avante, Palmeiras!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A crise Palmeiras Crefisa

Os problemas que o Palmeiras enfrenta hoje com a dna. Leila Crefisa foram plantados há tempos. O tom “conciliatório” do atual presidente simplesmente não funciona nas alamedas palestrinas e acabou por criar uma situação em que a patrocinadora fala o que quer, abanando dinheiro da forma mais arrogante possível.

Sendo sincero: sempre fui forte crítico das pataquadas de nossa diretoria e conselho. Via de regra são pessoas muito inteligentes e que amam o Palmeiras com sinceridade. Mas o ser humano é complicado e as vaidades e interesses acabam se sobrepondo à forma prática de tocar o barco.

Quando o Paulo Nobre saiu, deixou o rastro de um Palmeiras dividido, pois não aceitava a prevalência que a “presidente” da patrocinadora queria impor ao clube. Do meu ponto de vista também é muito questionável o presidente da empresa patrocinadora querer se tornar presidente também do clube. Toda história de “jatinho e jantares” também parece um passeio com o diabo Pior ainda é a gritaria – "tenho dinheiro!" – propalada a quatro cantos pela referida em questão.

Dona Leila... acredite, o Palmeiras não é um clube comum. A senhora NÃO CONHECE o Palmeiras, ou se conhece, age como se não o fizesse. Isso porque a PERSONALIDADE que o palmeirense tem, simplesmente NÃO ACEITA esse discurso impositivo, que arrota dinheiro e diz: estou pagando, eu posso.

Pode até ser que a senhora se torne presidente. Veja, no contexto de qualidade geral de nossas administrações, pode até ser que seu jeito de presidir (mais moderno e voltado ao mercado) possa nos ajudar em muito. Mas entenda: o futebol é TINHOSO, exige tempo, coragem, cuidado, sabedoria pra agir na hora certa e se calar no momento apropriado.

A CREFISA tem dinheiro, mas lembre-se, só veio ao Palmeiras DEPOIS que nossa situação financeira já estava sendo equilibrada. Senão, não viria. Vocês nos ajudam muito, mas não foram vocês que “salvaram” o Palmeiras, e sim um efeito CONJUNTO entre um PRESIDENTE, um ESTÁDIO, uma TORCIDA e um PATROCÍNIO.

O Palmeiras NÃO É CONTRA a patrocinadora. Apenas sobre o grau de influência que ela pode ter no clube e isso é legítimo! O imbróglio com o patrocínio/empréstimo com certeza foi um erro de avaliação do clube, mas é compreensível nossa preocupação com a situação criada a partir daí.

Apenas finalizando: o patrocínio da CREFISA é ótimo e rende frutos ÀS 2 PARTES! Mas a senhora FALA MUITO para um clube que gosta de OUVIR POUCO. Por melhor que seja, o Palmeiras não pode se sentir REFÉM de patrocínio algum.

Se quiseres alguma prevalência saudável, evite qualquer citação de superioridade pelo dinheiro investido (o Palmeiras SEMPRE conseguiu os melhores patrocínios do país) e simplesmente administre. Mais na surdina. Mais piano. O Palmeiras faz PARCERIAS há décadas. Mas NÃO VAI TOLERAR ninguém que -  seja por dinheiro ou o que for – pretenda se fazer MAIOR que ele.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Asas do destino


A saída do Roger Machado pode não ter sido lá uma grande novidade, mas a vinda do Felipão sim, pegou muitos de surpresa.

Há anos – mais precisamente desde 2012, quando saiu – o Palmeiras vinha investindo em trinadores com perfil “moderno”, mais ligados ao futebol dos softwares de leitura de dados e sua imensa quantidade de informações.

Desta vez, o estilo “copeiro” falou mais alto. Esqueçam o futebol de 600 toques, de posse de bola, das novas táticas. Volta o futebol das chances, do jogo em cima do erro adversário, do “Deus nos Acuda”, do “acabou, juiz!”. Bom ou ruim, não importa. Ele é copeiro, é o que importa.

Tudo pela Libertadores, deve ter pensado a diretoria. Trazendo o treinador que mais tenha empatia com público, trazemos a torcida pra dentro do Allianz. Com torcida e time unidos, é difícil nos bater.

Só há um empecílio nesta jornada:  o time conseguir absorver a mudança de estilo de jogo, indo do passe ao cruzamento, do jogo de paciência ao jogo de contundência.  Não é pouco, exige tempo que talvez o time não tenha. Mas no fim das contas, traz uma emoção envolvente e, se der certo, uma família que corre junto e conquista unida.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Com Felipão, Palmeiras resgata identidade


Lembro bem quando o Felipão saiu do Palmeiras da última vez, após termos sido rebaixados em 2012, logo após, por sua vez, nos consagrarmos Campeões da Copa do Brasil, poucos meses antes.

Lembro que houve um grande desgaste, com declarações do Kléber acusando-o de expor demais os jogadores, esculachando-os em público. Não era muito diferente do que realmente acontecia, na medida que um Felipão não tolera mimimi.

Sinceramente, não achava que o Felipão teria saco pra voltar pro futebol brasileiro. Com a vida completamente ganha após 2 ou 3 temporadas na China, iria agora, no fim de carreira, se expor ao malho constante que são submetidos todos aqueles que ousam nesse cargo se enfiar?

 Só há uma motivação pra sua volta. Limpar o nome após os 7x1. E só há um lugar pra ele fazer isso, e é aqui. Talvez não aguentasse mais aquela comida chinesa, é verdade... mas a afetividade, o projeto e é claro, um cascalho nunca é demais, devem ter contado pro seu retorno.

Nenhum treinador conta com tanto carinho do palmeirense. Luxemburgo também é muito bem visto, mas tem mais rejeição. Então, que venha Felipão. O técnico copeiro pra disputarmos a Copa Libertadores.

Que já fique claro: FELIPÃO, ARRUMA A DEFESA. ARRUMA A DEFESA e o resto se ajeita. Temos um bom ataque que deve ainda melhorar. Mas nossa defesa é o ELO FRACO, onde a corrente pode estourar. No fim das contas, resta aquela corrente que menos teve elos fracos. É Campeão o time que menos erra.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Palmeiras: o maior MOEDOR de treinadores do futebol nacional

PRONTO. Mandamos o Roger Machado embora. E agora? Quem vem pra salvar a temporada? Não importa o nome. Será MOÍDO da mesma maneira.

Acompanho o futebol desde 1977. Só vi 4 TREINADORES sendo campeões no Palmeiras. Sendo que um nos rebaixou logo em seguida e outro foi demitido 3 meses depois. É normal isso? Não, não é. E por que acontece?

Diretoria cede a pressão de “conselheiros” e demite treinador, é uma frase que ouvimos TODO ANO. E ela só serve pra ENCOBRIR a falta de capacidade da presidência/ diretoria em formar um AMBIENTE em que todos estejam em SINTONIA pela conquista.

O Problema é o seguinte: o Palmeiras PAGA bem. Mas não ABRAÇA, não CORRE JUNTO, não CRIA VÍNCULO, monta time mas não FORMA GRUPO. A diretoria e conselho olha os jogadores DE LONGE, funcionários bem pagos com a OBRIGAÇÃO de VENCER. Mas não é assim que funciona...

Pra formar um grupo, o elenco tem que sentir que a diretoria CORRE JUNTO, que ESTÁ LÁ dando o COMANDO e segurando as pontas. Caso contrário, se for só o salário pago, na base do “recebe bem, tem obrigação”, o elenco até veste a camisa. Mas não se une pra ser campeão.

Essa é a verdade. O PROBLEMA DO PALMEIRAS É O AMBIENTE, QUE MONTA TIMES MAS NÃO FORMA GRUPOS. Que cobra em excesso. Que cobra de forma precoce e desmedida. Que deixa a PAIXÃO - essa nossa inefável característica – faar mais alto. E o futebol de hoje em dia dá pouco espaço pra isso...

Então é isso fratellada. A chance de continuarmos levando GUASCA por muito tempo não é pouca. Tia Leila? Pfffff... tadinha, vai bancar bastante viagem, vendendo crédito e lamentando derrotas incompreensíveis.

Há luz no fim do túnel? Não podemos crer que uma única pessoa possa resolver a situação. Mas tampouco parece provável que o Palmeiras, em seu corpo diretivo e consultivo tome consciência do que nos atrapalha e consiga, efetivamente, resolver a situação. DINHEIRO não basta. Há que ter ATITUDE pra formar um GRUPO. Há que ter COMANDO pra segurar a CORNETAGEM onde bem lhe compete. Na arquibancada, com seu amendoinzinho...

quarta-feira, 25 de julho de 2018

To Mattos or not To Mattos

Joguemos tomatos no Mattos. É um porcaria que só mente pra nós. Não é? Oras, estaríamos bem melhores com aquele diretor,  o... qual mesmo o nome? Ninguém. Simplesmente porque ser diretor de futebol é um trabalho hercúleo, só perdendo, em grau de insatisfação, ao do treinador.

Paradoxalmente, são 2 dos profissionais que mais desejam com a conquista de campeonatos, pois seus currículos dependem diretamente delas. Jogadores conseguem se tornar milionários sem ao menos ganhar um campeonato. Já um treinador...

O fato é que não sabemos mais que 20% do acontece dentro do grupo e do que influencia diretamente no desempenho da equipe. Carentes dessa informação, malhamos apenas o que vemos, que não é nada senão a ponta do iceberg.

E o que o resto do iceberg esconde? Um gigantesco mercado da bola, onde o futebol revela sua VERDADEIRA identidade, que é servir de balcão de negócios pra compra e venda de jogadores, um ramo trilionário.

E no meio dessa papagaiada toda estamos nós, a bancar a festa sob a ilusão de que alguém lá tem alguma preocupação além da autopromoção. Ganhar campeonato é babaquice pra manter o torcedor acreditando e pagando. Do empresário ao jogador. Da mídia ao diretor.

Não sabemos de nada e discutimos sobre tudo, na mais inócua dialética possível. E sabem do pior? Não vai mudar. Vai é piorar. O império da imagem, o culto a personalidade... assim segue esse esporte que ainda insiste em se chamar futebol, por que adotar o nome de balcão de negócios não seria tão atraente...

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Ataques vencem partidas. Defesas vencem CAMPEONATOS

Tudo bem, foi um jogo emocionante, daqueles que, como disse o treinador, ajuda a construir um grupo forte. Mas temos que ser sinceros, algo que jamais abandonaremos: com essa defesa não chegaremos a lugar algum.

Edu Dracena e Felipe Melo, apesar da experiência, técnica, posicionamento, comando, profissionalismo e senso de grupo que possuem, são lentos na marcação. Qualquer adversário que forçar um pouco mais pelo setor, consegue o espaço que quer. FATO. Por isso tem sido tão difícil segurar resultado. Nossa sorte ontem foi a força do Bruno Henrique e um gol quando não haveria mais tempo pro adversário dar a resposta.

Repito: nossa defesa é até boa. Mas insuficiente pra nos fazer campeões nacionais ou continentais. Roger, mude agora: temos um zagueiro recém contratado, ok. Mas na volância o bicho pega, pois o Thiago Santos, apesar de dedicadíssimo, não tem lá a experiência que o Melo traz.

Mas eu apostaria numa zaga nova (Antônio Carlos + o contratado) e o Thiago Santos no lugar do Melo, pra lhe dar mais ritmo. A forma como o Melo ficou marcando a grama no segundo gol é incompatível com qualquer time que se pretenda campeão. É um ótimo jogador, importante ao grupo. Mas dá brechas fatais, que põe todo trabalho a perder. Precisaria jogar com um outro primeiro volante ao lado. Naquele segundo gol, a verdade é que tampouco o Bruno Henrique acompanhou a entrada rápida do atacante, que chegou chutando... falha defensiva completa.

As laterais melhoraram bastante, mas ainda assim, caso enfrentemos um adversário que explore bem esse setor, temos sérias dificuldades.

Falando do ataque, ainda temos que esperar o Scarpa se entrosar, mas é um jogador promissor. O Lucas Lima (que não jogou ontem), por sua vez tem momentos de genialidade, mas também demora na recomposição defensiva. Moisés é o batalhador que a torcida admira. Mas perde um pouco de fôlego no segundo tempo, abrindo espaço demais. Ainda assim, imprescindível. E temos também Dudu, Hyoran.

No ataque temos boas opções. Mas repito, nosso problema é defensivo. Se o Roger pretende conquistar uma Libertadores e ainda disputar um Mundial com um mínimo de dignidade, precisará achar uma nova composição defensiva. 

NÃO ADIANTA NADA conquistar belas vitórias e rampantes de força se ainda tivermos os ELOS FRACOS DEFENSIVOS que colocam todo mérito do ataque por água abaixo. Conquista-se belas vitórias. Mas não se conquista o mais importante... CAMPEONATOS. Se liga, Roger.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Começa a emoção do segundo semestre

VOLTAMOS!!!

FRATELLADA, IRMÃOS DE CORAÇÃO, CÁ ESTAMOS NOVAMENTE!

Terminado o intervalo da Copa onde uma seleção de moleques milionários conseguiu perder um torneio que estava no papo, voltamos ao que interessa, mas não sem alguns postulados:

          Futebol é coletivo
          Estrelas são importantes, mas tem brilho inconstante. 
          A força está na constelação  
          No futebol de alto nível ganha mais quem erra menos
          Aí vem o “VAR”!

Pensando friamente, é um ótimo legado. O futebol de “grandes estrelas” sucumbiu ao conjunto, algo que há tempos deveria ter acontecido. Outro aspecto positivo foi a ridicularização da catimba sulamericana, praga infame que pegamos dos nossos vizinhos. De tão comum, a pequeneza moral se tornou um padrão, sinal de nossa cultura da picaretice.

Seguindo em frente, o que fizemos nesse período? Emprestamos zagueiro, contratamos zagueiro, vendemos o Keno, seguramos o Dudu, que parece não ter gostado. Aí complica. Fica explícito o CALVÁRIO que um clube sofre ao longo da temporada.

O Palmeiras em plena disputa do maior campeonato continental e as peças, fundamentais, não estão nem ai. Pintou grande oferta, “me deixe ir”. Isso acontece há muito. E é nessa situação que o clube fica: perde se vende (o que se contrata não é garantia de sucesso, sem contar o fator “entrosamento”), perde se mantém (fica com um jogador desmotivado).

O grande problema é que ninguém levanta essa lebre. O clube paga sempre como “culpado” de vender ou segurar e o jogador de vítima, por ter sido dispensado ou acorrentado.

Devemos ter um time diferente nesse segundo semestre. Keno fará falta. Acreditar que o Deyverson pode suprir a falta é quase utópico. Há esperança na asenção do Hyoran, na recuperação do Moisés e da volta do Scarpa, que finalmente pode render o que dele se espera.

Esperança, temos de sobra, na camisa e na bandeira. Agora é a hora de mostrar a força de um planejamento há tanto feito.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A montanha é grande. E é russa

Enquanto o campeonato se encaminha ao intervalo por conta da Copa do Mundo na Rússia, o Palmeiras ainda vive a sua montanha russa de emoções, conseguindo a proeza de ceder o empate jogando com o lanterna do campeonato, após abrir 2 gols de vantagem no placar.

Desatenção, descompromisso, falta de empenho, falta de vontade de matar o jogo, faca entre os dentes. Difícil ligar o 220v toda partida, mas o mínimo que esperamos é uma defesa que não sofra gols de quem jamais havia feito 2 no mesmo jogo durante o campeonato. É pedir muito?
Sem uma defesa CAMPEÃ, não se faz um time CAMPEÃO. As estatísticas, os programas, os documentários, o cinema o teatro e até o Vaticano falam em alto e bom tom. FECHA A DEFESA.

Num jogo achamos que encontramos o caminho. No outro, pinta a pedra. Não evitamos a pedra, damos é com o dedão nela. Thiago Martins fica olhando, Jailsão já não é... e lá se vão 2 preciosos pontos, que nos dariam mais tranquilidade pra última rodada... além de 3 posições na tabela, mero detalhe.

Assim é o Palmeiras hoje. Um time que promete mas ainda compromete.  Agora fecha que lá vem clássico, e seja o que Deus quiser (leia-se Galiotte/Leila/Mattos e Roger) para esse intervalo que pode definir nosso segundo semestre.  Pra cima, com tudo!