sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Aprendendo com o acerto... dos outros.



Irmão palmeirense... certa vez li ago que explicava o significado original da palavra “idiota”. Seria a pessoa que não tem capacidade pra olhar além de si, de enxergar o mundo ao redor. Taí algo que devemos observar.
 
Quem não olha pra fora sofre a presunção de se achar melhor que tudo e todos.  Quem só olha pra fora vira um simulacro do que vê, sem conteúdo ou originalidade. Difícil é transitar sem cair prum lado ou outro.

Mas se pra nós a personalidade é inerente, a comparação sempre nos pareceu descabida. Mas ajuda... e ensina. Então vamos a 2 casos nesse ano que poderiam nos ensinar algo. Atlético-PR e SPFC (fazer o que).

O Atlético-PR deu exemplo à todos, peitando a Federação babaca e jogando o início de temporada apenas com jogadores de base, privilegiando a pré-temporada do time principal. O resultado apareceu no fim da temporada... um time SEM medalhões e que na base da organização e entrosamento, foi além de muitos outros com suas polpudas folhas de pagamento.

E mais, peitou a própria TV, transmitindo jogos através de seus próprios canais. Inédito e espetacular. Parabéns ao Furacão. Ensinou como se faz.

E a outra (infelizmente) é a do SPFC. Lógico, pela forma como se livraram do que nós não conseguimos.  Pois cortaram na carne. A demissão do Diretor de Futebol foi pontual. A partir dali o time melhorou.  

Nós, nunca tivemos a capacidade disso. A vaidade de nossas diretorias jamais permitiria isso. Sair um diretor por conta do desempenho da equipe? Jamais... a equipe é que tem que mudar, não o diretor.... pois, será mesmo?

Então tai. Se ninguém falou, falamos nós. Justamente por não ser uma situação agradável  é que devemos ter capacidade de olhar os erros e reconhecê-los, pra não repetir. E eventualmente, analisar  o acerto alheio, com humildade e coragem. VAMOPALMEIRAS!

7 comentários:

  1. Acrescento no caso do SPFC: a decadência delas coincidiu com a saída do MA Cunha, aquele mesmo tão odiado por nós.
    Elas eram muito espertas (além dos bastidores) no quesito "microgerenciamento", ou seja, a administração voltada para o campo, a competição, a bola, o time. Elenco (observação/contratações/dispensas/promoção de jogadores da base), preparação tática/técnica/física, definição de estratégias, recuperação de contundidos, motivação, monitoramento rígido do trabalho do técnico, todas essas coisas que fazem a diferença na hora da bola rolar.
    Quando o CUnha saiu, a casa lá caiu, mostrando que ELE era o cara que focava aquilo que faz um time competitivo.
    Nós do Palmeiras, incluindo muitos torcedores, estamos sempre mirando as altas esferas. Parcerias, patrocínios, estádio novo, marketing, reforma estatutária, sócio-torcedor, aumento de receitas, reengenharias mil (que no geral mal saem do papel).
    Isso é importante, claro, mas se não houver um departamento de futebol TECNICAMENTE bem afinado, estreitamente vigiado, com gente competente, atenta, que goste e saiba colocar a mão na graxa, não rola nada.
    Nada melhor que o seu exemplo: o SPFC continuou com grande estrutura, grande receita, grandes projetos, administração "modelo" e tal, mas foi totalmente ultrapassado por outros clubes que focaram exclusivamente no campo.

    Macedo

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  2. Desculpe voltar, Roberto, mas este assunto que vc trouxe agora é o mais relevante e merece muito debate.
    A organização interna voltada para o campo (independentemente do orçamento, dos grandes projetos, da "macroadministração" e da estrutura física do clube).
    O estádio, por exemplo, que sempre é visto como uma espécie de salvação do Palmeiras e diferencial para qualquer clube de futebol:

    - Fluminense campeão de 2012
    - Aquele outro time campeão da libertadores e mundial de 2012
    - Galo campeão da libertadores de 2013
    - Cruzeiro campeão brasileiro de 2013
    - Flamengo - campeão da CB de 2013
    - Atlético PR, o time médio com melhor campanha em 2013

    Tudo sem estádio próprio. Mesmo o Atl-Pr, que tem uma arena, jogou o ano inteiro num campinho emprestado (e imprestável) por causa da reforma pra copa.

    Macedo

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    1. Concordo Macedão... não adianta uma boa diretox, se o chão de fábrica não tem comando adequado. Mas sobre os estádios, todos querem ter. Não é questão de priorizar uma ou outra função. Elas devem ocorrer em conjunto - boa gerência de futebol (microgerenciamento) e boa diretoria (macro, planejamento, receitas etc).

      Pensar no Palmeiras hoje, sem a reforma de seu estádio (no contexto em que vários estão fazendo) seria como assisitir a consolidação de um clube de bairro com passado de glórias. E arrotando peru, lógico. Podemos até discutir o ônus disso, mas foi algo inclusive no qual o Palmeiras reafirmou seu pioneirismo, pensando na reforma antes de qualquer outro. Lembre-se que na década de 50 - quando passamos por uma grande reforma, piscinas etc - ficamos 8 anos na fila (a 1ª). Valeu!

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  3. Galluzzi, discordo do exemplo do SPFC: lembremos que quem os preside nesse momento é a versão Contursi tricolor, Juvenal Juvêncio.

    A demissão do diretor de futebol foi só mais uma de suas atitudes ditatoriais e a melhora do time ocorre, a meu ver, mais por um fato intra-campo (e vestiário): a partir do momento que se resolveu o racha no vestiário (que ocorria com Lúcio e o próprio Ney Franco), o time melhorou, além de que Muricy Ramalho é ídolo da torcida e tem respeito do segundo técnico deles, Rogério Ceni.

    O problema ali foi no campo, e foi resolvido no campo. Os problemas da diretoria deles continua por aí...

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    1. Olha Gabriel, pode até ser... na verdade presidentes que são "odiados" tem seus méritos nos bastidores, por conseguirem manobras políticas etc. Concordo que o o problema existia no campo, mas se a saída do Franco fosse o problema, o Autuori teria melhorado a situação. Com certeza a ida do Muricy deve ter ajudado, mas parece que ali quem peita a franga01 azeda ou sai queimado...veja lá. Abraço! http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2013/07/sao-paulo/clube-melhora-ambiente-sem-adalberto-e-ja-mira-superintendente.html

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    2. O problema, no fim das contas, é - e sempre foi - com a Biba Ceni. Faz parte, o cara é dono do vestiário e da bunda dos coleguinhas.

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  4. SPFW agiu como sempre, passando o facão nos possíveis culpados e não nos verdadeiros J.J.Whisk e sua trupe, quanto ao Furacão, foi o clube que mais admirei este ano, pois foram realmente arrojados, chagaram à final da Copa do Brasil e hoje estão na Liberta's de 2014.
    O Palmeiras enquanto pensar e agir como nossos "arcaicos Cardeais" dificilmente conseguira se libertar do "coronelismo" interno e sempre terá dificuldades pra voltar a brilhar como o maior vencedor de títulos no Brasil, porem eu acredito que esta gestão do Paulo Nobre, começa em 2014, já 2013 ele simplesmente fez o que devia, ou seja colocar-nos de volta à série-A, com eleições diretas e apoio da torcida principalmente do sócio-torcedor, eremos uma Diretoria que tentará sua reeleição para a gestão 2015/2016, pois não deixar em mãos diferentes tudo o que conquistaram em 2013/2014.

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