sábado, 21 de dezembro de 2013

Time pra crescer, time pra torcer.

O ganho por metas proposto pelo Nobre não é uma invencionice. É algo comum no universo corporativo de altos salários (tal qual o futebol). Incentiva quem quer crescer.

Só que mais do que isso, é uma necessidade do clube hoje. Necessidade que já existia há muito tempo, mas que nunca encontrou um presidente com coragem suficiente pra bancar.

Essa é a verdade... bater de frente com o descontentamento de uma torcida (má) influenciada pela mídia, além da desconfiança dos próprios atletas com um sistema ao qual não estão habituados.

O problema é obvio: o jogador recebe dependendo do resultado do time. Mas o resultado do time não depende só dele. Aí é que pega.

O correto é haver alguma avaliação individual sobre o jogador. Mas um time que não consegue ser campeão (mesmo com o destaque de alguns jogadores) não necessariamente ganha mais (patrocínio, marketing etc). E aí, de onde ele tira pra pagar as “metas” cumpridas pelos jogadores que se destacaram?

De toda forma o sistema não é novo, já ouvimos isso na época da Pirelli (2001/2002). Tomara que a época e o presidente façam a diferença... da minha parte, estou confiante.  E explico:

O Nobre conseguiu um bom aporte financeiro e só está administrando com bastante cautela. Isso dá segurança pra uma temporada com pagamento em dia etc. E boto fé num time que, mesmo sem ser considerado “de ponta”, se une pra superar a desconfiança.

Times que começam a temporada com um elenco que deixa a torcida satisfeita, frequentemente naufragam sem títulos. Times que começam desacreditados ganham força com o tempo e tem mais personalidade. Nem sempre acontece, mas se a torcida ajudar...
Por isso...

Irmãos, fratellada querida,  nesse ano de centenário, precisamos ter um comportamento exemplar.
Quem espera a Academia pra poder torcer (agora vou chutar o saco), pra mim, não é Palmeirense de coração. É um torcedor comum, igual aos de outras torcidas, que torce só pra se sentir vitorioso, não pelo amor que tem ao seu clube, seja lá pelo que ele estiver passando. Torcer é apoiar na dificuldade!

Isso é amor verdadeiro. Amor de pai. Aquele que mesmo reconhecendo as falhas de seu filho, não deixa de torcer um minuto. Ele sabe que falhas “oras, todos tem”. Mas é o seu filho. Sua carne, sua extensão, indivisível.

Então pros que dizem “chega, com esse time não torço”, eu digo o mesmo. CHEGA. Desse comportamento a gente não precisa. Cobrança, fiscalização, sempre. Mas ter uma série de condicionantes para poder torcer, estou fora.

Torci por uma fila inteira de 16 anos antes de gritar “Campeão!” Torci pelo Palmeiras com todo o coração e alma mesmo com os maiores energúmenos possíveis em sua presidência.  

A minha bandeira leva os valores que a nossa torcida tem no coração – independente do elenco que entre em campo ou do presidente que o comanda. E com esse espírito que entro no Centenário e é com ele que viverei em todos os novos anos desse novo século.

Sei que muita gente vai ficar no caminho, mas também sei que não estarei sozinho. VAMOPALMEIRAS. Luta e conquista!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Plutocracia, a lei para o mais forte



Definitivamente, essa porcaria de CBF é o maior gigolô do futebol brasileiro. Entidade privada (entupida) que se diz dona do esporte, leva milhões e paga de rainha do futebol, quando na verdade mais atrapalha do que qualquer coisa.

A Portuguesa errou, sim. Mas a punição cega, aplicada estóicamente, é um absurdo. A equipe poderia perder os pontos no outro campeonato, como diz estatuto da FIFA e seria feito caso o mesmo tivesse acontecido com a elitezinha carioca chegada no pudê.

Houvesse o mínimo de justiça nessa filhadaputice toda, perderia-se os pontos da partida e aplicaria-se uma multa, ou recorreria-se ao expediente acima citado.

Mas como esse é um país de filhadaputa (desculpem a revolta), onde a lei só existe pra livrar a cara de quem mais grana, esperteza ou contatos, dá –lhe Tapetes Fluminense e uma bela VIRADA DE MESA CLÁSSICA, ciclo nojento de privilégios que tivemos o prazer de quebrar 10 anos atrás.

ÀFIFA JÁ, PORTUGUESA!!!! AOS TRIBUNAIS DE LEI COMUM! Manifestações devem ser feitas. Todos juntos pela JUSTIÇA. Não abaixem a cabeça!!! Exponham a vergonhosa justiça brasileira, QUE JÁ É PIADA LÁ FORA, que só serve pros interesses de quem tem mais. É a mais pura plutocracia aplicada na maior desfaçatez.

Chupa povo brasileiro. Chupa Brasil. Você se manifestou, gritou, berrou e o que aconteceu? Lhufas!!! Os caras viraram a mesa bonitão e o que acontecerá? Lhufas!!! Esse foi, é e continuará sendo esse país acorrentado ao coronelismo e ao terceiro mundismo nojento que nenhuma ascensão econômica conseguirá limpar. Mas tudo bem né... temos novela e Casas Bahia  pra nos fazer esquecer.

Obrigado CBF... obrigado Justiça... obrigado por nos ENVERGONHAREM mais uma vez.
À FIFA PORTUGUESA, À FIFA JÁ!!!! Assim como fizeram há 500 anos, cruzem o oceano novamente, usem suas raízes européias, mas NÃO DEIXEM BARATO. Seja e qual for a divisão, vocês jogarão com honra e a Tapeçaria ficará no pó.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A frieza do mercado e a paixão de um torcedor

Seguinte pessoal. A atual conjuntura mostra um universo de clubes endividados ou em situação financeira complicada. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Dirigentes sempre foram apresentados como os responsáveis pela lambança, mas o buraco parece ser mais embaixo.

Talvez nunca tenha sido tão complicado – principalmente àqueles que vivem sob a necessidade de elencos competitivos – conseguir fechar o ano no azul. Fórmulas de receita são pensadas todos os dias. Estádios novos devem revigorar os caixas, mas ainda é expectativa.

A verdade é que a forma de se enxergar o futebol como “business” é o caminho e o que mata ao mesmo tempo. É o caminho pois não há como deixar de ver o clube como uma empresa de grande porte, movimentador de dezenas de milhões por ano. A recente entrada do Palmeiras no mercado financeiro (através das FIDCs) mostra isso.

Mas por que mata? Porque o mercado não vê coração. E um time precisa mais do que dinheiro pra ser campeão, precisa de momento, ambiente, organização, planejamento... que resiste ao dinheiro rápido de uma contratação ou clamor de uma mídia frequentemente direcionada.

Espírito de grupo é algo raríssimo de acontecer. Amizades rolam, mas comprometimento de verdade, além do discurso, é raro. Por isso, campeonatos tem sido conquistados na base do “susto”. Assim foi com as útimas edições da Copa do Brasil e mesmo desse brasileiro.

Time de verdade devem ter uma identificação com a torcida, uma motivação maior para vencer. Lembro bem de 1993, foi assim. Não é só o nível técnico, é o espírito de luta pela torcida. Assim como uma bandeira é erguida com um propósito, como uma planta busca a luz do sol, com todas as suas forças e alternativas. Assim um time se faz campeão

Por enquanto, o que se sabe é que o futebol movimenta bilhões e os clubes vivem em condições financeiras complicadas.  E falta amor, paixão, verdadeira identificação e doação. Isso não se vê em nenhuma feira de SoccerBusinnes do mundo.

Aprenda isso Palmeiras... poucos clubes tem a emoção tão arraigada em sua torcida. Sofres por isso, mas é tua pedra angular. Use nossa paixão e destaque-se dos demais. Mostre ao elenco de onde isso vem, e terás um grupo que sabe pelo que luta.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E o Brasil... pra debaixo do tapete.

Na iminência de um novo tapetão, há um cheiro de século passado no ar...

Essa desculpa da escalação errada de jogador é mais velha que eu. É o argumento que sempre foi usado, décadas e décadas atrás... é por essas e outras que o Brasil está nessa lama. As leis são interpretadas independente de sua moralidade.

Pergunte a qualquer fluminense se acha correto um time ser eliminado de um campeonato por ter escalado um jogador numa partida que já não valia mais nada. Ouvirás: “não interessa, lei existe pra ser cumprida”. É verdade, mas ouve-se o mesmo argumento pra justificar as coisas mais descabidas.

Cara pálida, nesse país, lei existe pra livrar a cara de quem tem mais grana, ponto.

É fácil um interesse prevalecer pra que se levante a lebre sobre o caso de um jogador atuando forma irregular, dando margem à salvação do outro.  Irregularidades acontecem mais do que se imagina. Mas quando há algum interesse direto, alguém vai lá e belisca. Caso contrário (como na maioria das vezes), esses erros nem vem à tona. Essa é a - triste - verdade. 

Na moral? Considera-se a influência que o “erro” teve no resultado final (que no caso foi nula), aplica-se multa proporcional e pronto. Isso em qualquer país civilizado. No Brasilzão nosso de cada dia, continuaremos, provavelmente debaixo do tapetão. Mas tudo bem, o carnaval tá logo aí pra fazer o povão esquecer, não é mesmo? É o Brasil-il-il mais amarelo que nunca...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Violência se combate com inteligência



Galera é o seguinte: dou minha opinião sendo torecedor de bancada e amante de estádios, solos sagrados que freqüento desde 1977.

Antigamente a integração era maior e não havia tanto problema. Porque acontece isso hoje?
1     1) A sociedade ficou mais violenta;
2     2)   Punições pontuais quase nunca foram feitas, a sensação de impunidade alimentou novas delinqüências;
3     3)   Falta de organização de um país que tem o “expertise” em tiração de reta e imputação (com toda putação possível) de culpa ao próximo.

E pra resolver esse imbróglio? Os clubes vão pagar a conta, com o estado tirando da reta, lógico. O exemplo do Coritiba, bem demonstrado neste blog traça o modelo a ser seguido. Gastar até R$100.000 por jogo colocando trocentos seguranças privados que devem – obrigatoriamente – trabalhar em conjunto com a polícia. Simples assim.

Câmeras de alta definição também ajudam na identificação. Mas o que é feito depois dessa identificação é o que pode determinar a continuidade da violência.

Só que a mídia se esquece de algo. Ávida pra explorar o “bom mocismo” da repreensão fácil, esquece que casos de violência “dentro dos estádios” são apenas uma pequena porcentagem do que acontece fora dele.

Assim, muito será dito e falado sobre o que os clubes devem fazer pra promover a segurança dentro dos estádios, porque nenhuma audiência suporta ver o sujeito sangrando estatelado quando está ali pra ver “festa”.

Mas sobre a matança que acontece fora dos estádios, com encontros premeditados que ao menos deveriam ser monitorados, nenhum Faustão aparecerá pra vociferar contra. Então o que deve mesmo ser feito?

1)      Educação. Com o dinheiro pago a 5 seguranças se faz material impresso para 50.000 pessoas. E não é caro manter uma equipe para acompanhar, monitorar e até interagir em redes sociais, de fóruns à facebooks da vida.
2)      Padronização no sistema de trabalho conjunto entre segurança particular + polícia e do clube com a polícia, transmitindo informações colhidas nos monitoramentos e coordenando ações.
3)      Tecnologia. As “Arenas” devem investir em câmeras com alta resolução dentro e fora do estádio.
4)      Eficiência na punição aos envolvidos. A falta disso faz com que todos paguem o pato.

É isso. O resto é surto de indignação da imprensa, que faz barulho mas pouco resultado efetivo apresenta. Enquanto isto, veremos o espetáculo de horror de sempre. Um jogando a culpa no outro, com a demonização tradicional dos clubes coniventes com a “barbárie", assim como um bêbado ao volante.

E o pior: a incitação para que não se vá ao estádio, só restando a “televisão”... ou seja, quem se lasca é o clube que arca com a violência dos outros e o torcedor que tem que pagar Pay-Per-View... isso é Brasil.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Renova-te, Palmeiras!



Decifra-me, ou te devoro... frase mitológica que faz uma analogia como a dificuldade de compreensão de um tema pode te complicar a vida. 

O Palmeiras hoje clama... “Renova-me, ou pereço” . Centenário e estádio novo contribuem pra isso, mas as raízes do arcaísmo no clube são longas.

E não é só na diretoria não. Passa pelo comportamento da torcida. Todos querem um novo estatuto.
Quem é lá de dentro quer o futebol tão forte quanto o torcedor comum. Mas sabe que a pressão externa pode gerar uma irresponsabilidade financeira cuja conta fica pro clube (e pra torcida sem títulos).

Já a torcida quer o clube de futebol, sem um “clubismo” atrapalhando. Qual é a solução?
Engrenem bem uma diretriz pra nortear as ações que já estão sendo feitas à outras – marketing, endomarketing e relações públicas. 

Trabalho de marketing é você definir as características únicas do seu produto e saber explorá-las. No endomarketing você executa isso em suas estruturas, e o clube tem uma grande mídia auxiliar pra ajudá-lo nisso. Só não sabe ainda como alinhar essa força.

O trabalho de RP do Palmeiras é horroroso. Nossa imagem é mais desgastada do que estopa de lava rápido no fim do expediente. Isso tem que ser revertido.

E nós, uma torcedores apaixonados, precisamos controlar nosso ciúme da camisa. Entender o que é crítica construtiva e onde começa a cornetagem. Que sempre nos atrapalhou.

Se é pra mudar o clube de dentro, tem que mudar aqui fora também, na torcida. Torcer efetivamente de forma mais consciente. Sem deixar de ver os erros nem as dificuldades. 

Menos vitalícios e menos cornetas. Pode ser um bom começo pra quem quer finalmente entrar no século XXI.