quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E o Brasil... pra debaixo do tapete.

Na iminência de um novo tapetão, há um cheiro de século passado no ar...

Essa desculpa da escalação errada de jogador é mais velha que eu. É o argumento que sempre foi usado, décadas e décadas atrás... é por essas e outras que o Brasil está nessa lama. As leis são interpretadas independente de sua moralidade.

Pergunte a qualquer fluminense se acha correto um time ser eliminado de um campeonato por ter escalado um jogador numa partida que já não valia mais nada. Ouvirás: “não interessa, lei existe pra ser cumprida”. É verdade, mas ouve-se o mesmo argumento pra justificar as coisas mais descabidas.

Cara pálida, nesse país, lei existe pra livrar a cara de quem tem mais grana, ponto.

É fácil um interesse prevalecer pra que se levante a lebre sobre o caso de um jogador atuando forma irregular, dando margem à salvação do outro.  Irregularidades acontecem mais do que se imagina. Mas quando há algum interesse direto, alguém vai lá e belisca. Caso contrário (como na maioria das vezes), esses erros nem vem à tona. Essa é a - triste - verdade. 

Na moral? Considera-se a influência que o “erro” teve no resultado final (que no caso foi nula), aplica-se multa proporcional e pronto. Isso em qualquer país civilizado. No Brasilzão nosso de cada dia, continuaremos, provavelmente debaixo do tapetão. Mas tudo bem, o carnaval tá logo aí pra fazer o povão esquecer, não é mesmo? É o Brasil-il-il mais amarelo que nunca...

3 comentários:

  1. Galluzzi, realmente isto é uma vergonha. Para mim, o início do fim vem desde que este STJD começou a ganhar mais destaque, com seus "promotores" requisitando vídeos e mais vídeos para punir lances que passavam desapercebidos pelos árbitros. Claro, sempre com 2ªs intenções no ar, deixando suas paixões clubísticas falarem mais alto.
    Basta vermos o tratamento que se deu no caso Barcos no jogo do Inter, em que a regra (que deveria ser cumprida) foi chutada em nome da "ética" : "validar gol de mão? Isto é um absurdo". O Palmeiras não queria validar gol de mão, queria a anulação da partida, uma vez que recursos tecnológicos foram utilizados para auxiliar o árbitro na tomada de decisão, o que é proibido em regulamento. Fizeram um julgamento ridículo, não aceitaram as provas do Palmeiras e fim de papo, prevaleceu a "ética". Tá bom.
    Outro caso foi o do Valdívia, que de maneira pioneira forçou cartão para ficar fora enquanto servia a seleção. O pecado, segundo o procurador Schimitd, foi ele ter confessado às câmeras. Tá certo, Tomamos mais 2 jogos, mas ficamos na espreita se este tratamento seria dado ao próximo que cometesse este crime. Não demorou nem um mês e o Elias, do queridinho do tribunal, fez a mesma coisa. Pressionado pela imprensa sobre a punição de dois jogos para o Elias, o procurador teve a cara de pau de dizer que teria que analisar o vídeo, ver qual era a intenção do Elias quando disse isto... uma piada!! Final da história: Cumpriu só a suspensão automática.
    Ou seja, este tribunal de araque julga de acordo com sua paixão / interesse, É uma vergonha, é o sinal da degradação do futebol.

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  2. Marcus, você foi PERFEITO na lembrança do Elias. E cadê o princípio de isonomia? Tá na conta bancária... vergonha, vergonha total.

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  3. INACREDITÁVEL!!! Quando me contaram fiquei com a certeza de que era alguma piada ou apenas rumor da imprensa pra vender notícia já que o campeonato acabou, que inocência a minha ! Pobre Portuguesa vai pagar a conta pela incompetência do Fluminense e pela falta de ética esportiva que reina no futebol.

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