terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Violência se combate com inteligência



Galera é o seguinte: dou minha opinião sendo torecedor de bancada e amante de estádios, solos sagrados que freqüento desde 1977.

Antigamente a integração era maior e não havia tanto problema. Porque acontece isso hoje?
1     1) A sociedade ficou mais violenta;
2     2)   Punições pontuais quase nunca foram feitas, a sensação de impunidade alimentou novas delinqüências;
3     3)   Falta de organização de um país que tem o “expertise” em tiração de reta e imputação (com toda putação possível) de culpa ao próximo.

E pra resolver esse imbróglio? Os clubes vão pagar a conta, com o estado tirando da reta, lógico. O exemplo do Coritiba, bem demonstrado neste blog traça o modelo a ser seguido. Gastar até R$100.000 por jogo colocando trocentos seguranças privados que devem – obrigatoriamente – trabalhar em conjunto com a polícia. Simples assim.

Câmeras de alta definição também ajudam na identificação. Mas o que é feito depois dessa identificação é o que pode determinar a continuidade da violência.

Só que a mídia se esquece de algo. Ávida pra explorar o “bom mocismo” da repreensão fácil, esquece que casos de violência “dentro dos estádios” são apenas uma pequena porcentagem do que acontece fora dele.

Assim, muito será dito e falado sobre o que os clubes devem fazer pra promover a segurança dentro dos estádios, porque nenhuma audiência suporta ver o sujeito sangrando estatelado quando está ali pra ver “festa”.

Mas sobre a matança que acontece fora dos estádios, com encontros premeditados que ao menos deveriam ser monitorados, nenhum Faustão aparecerá pra vociferar contra. Então o que deve mesmo ser feito?

1)      Educação. Com o dinheiro pago a 5 seguranças se faz material impresso para 50.000 pessoas. E não é caro manter uma equipe para acompanhar, monitorar e até interagir em redes sociais, de fóruns à facebooks da vida.
2)      Padronização no sistema de trabalho conjunto entre segurança particular + polícia e do clube com a polícia, transmitindo informações colhidas nos monitoramentos e coordenando ações.
3)      Tecnologia. As “Arenas” devem investir em câmeras com alta resolução dentro e fora do estádio.
4)      Eficiência na punição aos envolvidos. A falta disso faz com que todos paguem o pato.

É isso. O resto é surto de indignação da imprensa, que faz barulho mas pouco resultado efetivo apresenta. Enquanto isto, veremos o espetáculo de horror de sempre. Um jogando a culpa no outro, com a demonização tradicional dos clubes coniventes com a “barbárie", assim como um bêbado ao volante.

E o pior: a incitação para que não se vá ao estádio, só restando a “televisão”... ou seja, quem se lasca é o clube que arca com a violência dos outros e o torcedor que tem que pagar Pay-Per-View... isso é Brasil.

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