quarta-feira, 30 de abril de 2014

O que o Paulo Nobre deveria ter dito

"Boa tarde. Senhores, venho aqui declarar que o jogador Alan Kardec não faz mais parte do elenco palmeirense.

Numa atitude contrária às práticas habituais entre agremiações esportivas que compartilham respeito mútuo, o SPFC aceitou atravessar uma negociação ainda em curso, de um atleta com contrato ainda vigente, sobre a qual o Palmeiras ainda não havia apresentado sua proposta final.

Embora avesso a tal conduta, a Sociedade Esportiva Palmeiras reconhece o “direito legal” de qualquer entidade em agir de tal forma, não tendo o ocorrido nos causado surpresa, haja vista que a entidade supra citada não fez nada além do que - pública e notóriamente – costuma fazer, ao utilizar uma brecha jurídica para aliciar jogadores de outros times, fato repudiado por diversos outros clubes brasileiros.

Tendo consciência de suas condições financeiras, a S.E.P. luta para não assumir compromissos cujos quais não possa arcar. Cada centavo e cada segundo gastos em uma negociação visam cumprir essa direteriz considerando sempre a valorização do atleta e as reais possibilidades do clube.

O Palmeiras buscará atender aos valores de mercado sempre que possível, ainda como forma de se manter no topo desta “cadeia alimentar”, entendendo a condição como pré requisito para qualquer time ser “protagonista” das competições das quais participa, assim como o Palmeiras sempre foi.

Ao torcedor Palmeirense, nosso verdadeiro e maior patrimônio, devemos esclarecer que – se nesse momento não tivemos condição para acompanhar uma proposta significativamente superior de um adversário direto – é para reverter essa situação que estamos praticando uma política de austeridade financeira, necessária, embora não desejada.

A cena não é nova. O assédio predatório de clubes estrangeiros sempre existiu e tivemos que aprender a lidar com a situação. Assim fizemos e assim faremos.

Ao nosso ex-jogador, toda sorte possível e embora tenha nos deixado de forma amarga, preferimos a isso ficar com a memória de seus gols e a alegria que trouxeram à nossa torcida.

A Sociedade Esportiva Palmeiras agradece a compreensão de todos e, mais uma vez, ao que nos move - a imensa paixão do torcedor palmeirense. Obrigado e boa tarde."



Obs.: gostaria de declarar meu APOIO TOTAL ao Paulo Nobre. O post de amanhã falará disso. Grazie fratelli.

4 comentários:

  1. Faltou 2 frases: 1) "Fechamos um acordo com o jogador, mas depois eu voltei atrás"; 2)"Negociar com o jogador até 6 meses antes do fim do contrato é legalmente aceito pela FIFA".

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    1. Negativo. A primeira está implícita na defesa do tempo de negociação e a segunda no aceite quanto ao "direito legal" do adversário.

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  2. É o que eu sempre digo, eu nasci Palmeirense, nao estou e nao virei Palmeirense, p/os que sao de modinha, torcedores feitos pela midia meus pesames, nao importa o que acontecer, seguirei assim ate o ultimo dia da minha vida...so existe tres jogadores da minha geraçao p/qm torci mto, e que deram certo no meu Verdao, soa eles, Evair, Edmundo e glorioso Marcao, que por sinal conheço pessoalmente, enfim, nao torço p/ jogador, sou avanti, tenho dezenas de souvenires do Palmeiras, camisetas oficiais, e todas elas c/ meu nome...jogador passa...o Plameiras e eterno....segue sua vida AK...o tempo lhe dira se sua escolha foi a correta...a nós Palmeirenses, vamos para de se lamentar por isso e apoiar nosso Verdao incondicionalmente...e aos diretores, a torcida Palmeirense e o maior patrimônio do clube, jamais, nem mesmo nos seus piores momentos de insanidade se esquecam disso!!!

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    1. Eu concordo... mas que deu uma acirrada na rivalidade, ah deu... até que ponto isso foi intencional ou acidental, não sei, mas o Nobre tem que ter consciência do efeito de algumas palavras. Valeu André.

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