quarta-feira, 16 de abril de 2014

Um palmeirense, ridículo de paixão.

Não falo do político, mas da pessoa. A entrevista do prisa tricolete, uma figura ímpar, cheias de trejeitos e maneirismos teatrais, revelou que o ex- governador de São Paulo José Serra é muito mais palmeirense do que poderíamos imaginar. Seria constrangedor, se não nos orgulhasse... Senão vejamos, pelos relatos do pudim: um governador que liga 3 vezes pro presidente de seu clube durante uma partida, pra esbravejar e pedir que ele invada o vestiário no intervalo é – deliciosamente – a cara de um palmeirense. Saber que ele rezava (se ainda o faz são outros 500) na frente  da TV quando o Palmeiras estava “acossado” é reconfortante, pois agora temos  companhia!
Ter conhecimento que ao realizar obras ainda evocava o espírito de trabalho e luta que um dia foi desprezado, e que jamais esqueceu de quem um dia tentou roubar o que é seu, traz um caráter mais humano ao cabeçudo ex- governador. Grande José Serra, guardião de tradições, que cresceu sabendo quanto os que aqui haviam vindo pra se estabelecer, crescer e construir foram um dia descriminados e, quando não, usurpados por uma elite que ainda ri de seus trejeitos e paixões. Pode ser risível ligar esbravejando pro presidente, mas ainda é melhor do que sentar junto no banco de reservas e agir nos bastidores, assim como governadores biônicos um dia já fizeram, não é mesmo Juva? Talvez seja essa uma das maiores diferenças entre os palmeirenses e os sãopaulinos. Nós, apaixonados, as vezes ridículos, mas ridículos de paixão. 
Do outro lado sujeitos simpáticos, mas de imagem exuberantemente soberana, que controlam suas emoções (e declarações) preferindo agir nos bastidores. Não somos assim, talvez até quiséssemos ser um pouco mais frios. Mas aqui é Palmeiras. E graças a Deus, sempre será.

Nenhum comentário:

Postar um comentário