terça-feira, 29 de abril de 2014

VINCIT QUI SE VINCIT parte 2

Bem fratellada, conforme dissemos ontem, segue hoje a segunda, analisando porque o foco de nossa atenção deve estar no Palmeiras como um todo, ao invés de personagens isolados, sejam diretores, treinadores ou jogadores.

Não que isso impeça a observação individual. Apenas propõe que sem uma abordagem em relação aos problemas INTERNOS e ENDÊMICOS do Palmeiras, nenhuma outra solução vingará.

Ontem mesmo já pipocou declaração de diretor falando que “pagaria os 20.000” pro Alan Kardec. Ou seja, o Palmeiras boicota o próprio Palmeiras.

Para resolver, vamos falar em 2 partes. Primeiro à comissão técnica/ time, depois à diretoria.

A começar pela comissão técnica: VÃO PRO RAIOQUEOSPARTA. O gente com cara de derrota... pelamordeDeus, façam um bichinho de pelúcia com o Girso que dará muito mais resultado. “Leve para casa você também, seu Ursinho Kleina, fofinho, amiguinho e que não faz mal a ninguém!”

Meu filho: o elenco deve ser amigo mas tem que te respeitar. Tem que ter um certo temor hierárquico, senão ninguém corre em campo. Estamos aí numa pasmaceira enervante, onde o adversário sempre corre mais do que nós, se aplica mais... porra a gente só ganha de Criciúma e Bragantino...

Pra mudar o esquema de jogo, volte com o Wellington ao lado do Lúcio. E o França de 1º volante. Mas primeiro volante mesmo, daqueles de contenção. Porque o Oliveira não tem velocidade suficiente. O França também não tem? Então junte os dois, senão fudeu. Sai Josimar e Thiago Alves.

Mais à frente, podemos ficar com Wesley, Valdívia, Patrick Vieira e Leandro. Recuperado, o Bruno César entra. Mendieta é opção no meio, Diogo, Rodolfo e M.Gabriel ao ataque. E ver o que esse Henrique apita.

O mais importante é agregar 3 líderes de grupo e chamar pra alinhar as coisas. Fernando Prass, Lúcio e Valdívia. Posicionamento, conversa em campo, entendimento, ambiente com os jogadores. Tudo deve ser antes conversado e debatido com as lideranças, pra que haja mais entendimento.

Falta conversa em campo, orientação pra que o time se posicione melhor. O time joga de forma burra e previsível. Falta malícia e atenção. Isso pode ser causado pela falta de diretrizes mais firmes.

Falando à diretoria: primeiro, não isolem mais a(s) organizadas. Um novo diálogo deve ser aberto, ainda que sob novas bases e não necessariamente conduzido diretamente pela presidência. Antigos interlocutores saíram e isso precisa ser revisto. É um apoio ainda necessário.

Quanto aos patrocínios, deixem claro a dificuldade e porque não forma feitos ainda, pois o pessoal ainda não entendeu. Repitam mais, porque a tendência é o pessoal se fazer de surdo. E corram com isso, porra. E sobre a Comissão técnica, não hesitem em trocá-la, afinal não fizemos tantas contratações pra ficar nessa lama. Resultado já, ou tchau.

E definitivamente, 2 anos é pouco pra qualquer presidente estabelecer algum plano viável. Isso deve ser corrigido no novo Estatuto, junto com outras propostas que já foram desenhadas. A necessidade dessas mudanças deve ficar bem clara.


Sobre a diretoria...
não sou sócio do clube, apenas conheço alguns. Mas é incompreensível que a torcida não reconheça o quanto essa presidência está tentando/fazendo pra mudar e melhorar o Palmeiras, como um todo. Parece carta marcada...

Emprestar dinheiro não é recomendado, lógico, mas diante da situação e da possibilidade (raríssima), o cara deu sua garantia pra ajudar o clube. E isso ainda é espinafrado... fosse pelo Nobre o próprio Estatuto já teria sido alterado. Mas há um Conselho Deliberativo antes disso etc.

Chamar um dos diretores de futebol mais vitoriosos do país e que já tinha uma grande relação e conhecimento com o clube não pode ser apontado como erro. E seu salário, estando também condicionado a metas, não pode ser o culpado pelo imbróglio.

A propósito, a política de metas proposta é muito mais uma circunstância do que opção. É uma tentativa, ainda que arriscada, de envolver a todos e conseguir arcar com os compromissos. Pela simples falta de grana.

Ainda assim fomos dos times que mais contratou para a temporada. E todos os jogadores com indicação ou aval do treinador. 10 ou 11 jogadores chegaram e tantos outros saíram, nada que nos dessa saudade.

Será que perante isso a gente está mesmo certo em achar que o problema do Palmeiras é a presidência? Sinceramente, tenho certeza que qualquer outro iria fazer ainda mais besteiras além de culpar as administrações anteriores pela “terra arrasada”que herdou de seu antecessor.

Finalizando, à torcida: o problema do Palmeiras não é a presidência, é o AMBIENTE DO CLUBE, que dificulta a fertilidade de qualquer coisa promissora. A diversidade de presidentes incapazes de acertar o rumo é prova cabal disso.

Temos que entender que o Palmeiras passa por um dos períodos de maior mudança em toda sua história. E talvez seja o clube que, por seu passado, tenha mais dificuldades em abandonar antigos modelos, ainda que tenham ficado no tempo.

Todo esse período de transição, de um clube com cara familiar para um futebol-empresa que arrecada e gasta milhões é difícil e nos deixa fragilizados. Não adianta rasgar a carteirinha cada vez que um “ídolo” for negociado. Cabe a nós como torcida entender esse momento e apoiar incondicionalmente, sem contudo abdicar das necessárias críticas, pois tudo se insere num contexto maior.

À diretoria/presidência: exponham a situação ao palmeirense. Venham a público em vários canais e programas. Na internert e redes sociais. Aproveitem as celebrações dos 100 anos pra explicar toda a fase de mudança pela qual o clube está passando, o que isso afeta e o quanto o apoio do torcedor é necessário, não pra um time, uma diretoria... mas para o Palmeiras e o futuro de sua história. Mais do que nunca, time grande e aquele que PODE CONTAR com uma grande torcida.

A luta será longa. Estarmos UNIDOS não será uma opção, mas uma questão de SOBREVIVÊNCIA.

PALMEIRAS, VENCE A SI MESMO!

6 comentários:

  1. Galluzzi, acompanhei os 2 post, o de ontem não quis escrever porque ainda estava com a cabeça quente. Voce tem razão na analise geral, mas as peças que geram essa engrenagem não funcionam. Ficarmos discutindo aqui o sexo dos anjos não nos levará a lugar algum. Resumindo. Em minha opinião tudo entrará nos eixos quando o anfíbio, batráquio deixar de respirar.

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    1. "tudo entrará nos eixos quando o anfíbio, batráquio deixar de respirar" - Perfeito.
      Mas acho q se demorar ele vai deixar muitos discípulos.

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    2. Vcs estão falando Sapo Boi né? Bom, eu concordo, mas não acho que o problema esteja numa só pessoa, mesmo pq, como o Andrez disse - discípulos... já há vários. O lance é o clima de porradaria que existe entre quem está no poder e quem está fora dele.... se isso não mudar, pouca coisa irá vingar. Grazie fratelli!

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  2. Galluzi, boa orientações.
    A liderança em campo nós não temos faz muito tempo, o unico q no ultimo ano tentou alguma coisa foi o Eguren, cujo futebol eu ainda não fui convencido, mas pelo menos tenta orientar o time e não deixar um bando de vaca loca em campo. Não sei como isso seria revertido, talvez seja uma questão de personalidade mesmo, acho q o Lucio deveria assumir esse papel, ele já fez isso em outros times.
    Também apoio o trabalho que esta sendo feito pelo atual presidente, mas quando os resultados dentro de campo não vem, fica difícil segurar a onda da torcida.
    O ultimo episodio mexeu demais com a confiança e paciência do torcedor, conversei com diversos palmeirenses e todos estão muito decepcionados com a atual situação e perderam as esperanças em 2014, triste pq esse ano é de centenário e deveríamos nos unir como nunca.

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    1. Andrez, mas via de regra as pessoas são muito imediatistas (a mídia incentiva isso). Se conseguirmos usar o episódio para nos unirmos, podemos ganhar algo no processo. Temos que acreditar que o clube possa repor de uma forma minimamente aceitável. E torcer... pq vai ser foda. Abração.

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  3. Senhores, boa noite.
    Tenho visitado diversos sites da mídia Palestrina nos últimos dias. Pra ser sincero, fiquei bastante decepcionado com o caso Kardec. A agua passou debaixo da ponte e precisamos olhar pra frente.
    Sinceramente o que acho que nos falta enquanto palmeirenses é UNIÃO. Tenho visto nos últimos tempos brigas e brigas entre nós. Mancha versus TUP, ao ponto de você ir no jogo e se de repente cantar uma música da TUP ser ameaçado por integrantes da MANCHA. Isto é muito sério pois sem querer entrar no campo religioso, Cristo disse que uma casa dividida não subsiste. Ela cai e rui. O que nos falta enquanto palmeirenses é baixar a temperatura, buscarmos um meio de interlocução e juntos arrumarmos uma saída para o Palmeiras. Não podemos continuar do jeito que estamos, mas isto depende de cada um de nós, seja comprando o AVANTI, uma camisa, torcendo, se manifestando de forma construtiva nos sites de nossa mídia, mas não podemos em hipótese nenhuma nos mostrar divididos e fracos. Nossos adversários riem de nós não porque não ganhamos títulos ou perdemos jogadores, nas porque nos mostramos fracos e desesperados.
    Meu pedido é: Vamos nos unir pelo Palmeiras, e pronto. Esta é a nossa meta.
    Um abraço a todos!
    Marcos

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