sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Morrer e renascer

Amigos, queiram me desculpar pela ausência de alguns dias. Juntei o excesso de trampo aos desgosto e deixei a cabeça esfriar um pouco. Vamos lá.

Vou começar aqui com um desabafo e sei que isso é polêmico, mas preciso expressar um sentimento contido e que agora parece mais óbvio demais pra continuar sendo evitado. Sei que é polêmico. Sei que é uma metáfora. Mas também sei que é verdade, por mais terrível, absurdo, impossível que seja. É. Às vésperas do Centenário...

O Palmeiras... o Palmeiras para o qual torcemos. O Palmeiras que imaginamos existir. Sim, imaginamos... por que não existe.

O PALMEIRAS MORREU.

Catástrofe. Hectacombe. Apocalise. É isso tudo mesmo. O Palmeiras morreu. Só nossa paixão ainda continua a ilusão. Mas não. O Palmeiras morreu. Mortinho mesmo. Vou explicar melhor:

O Palmeiras, da forma pela qual conhecemos, é um conjunto de valores e ideais que se perdeu no tempo. Mais precisamente ao final da década de 70. Até ali nossas características eram irrefutáveis. Nossa imagem bem caracterizada, por uma coletividade com muita personalidade, mas que sabia se respeitar.

A partir do final da década de 70, as pessoas que começaram a dar as cartas no clube abandoram o espírito de união, a identidade moral foi pro espaço, o senso de coletividade deu lugar à noção de um clube de bairro, as eternas disputas políticas, vaidades e interesses pessoais passaram a falar mais alto e o fim começou.

E a partir dalí, nunca mais ganhamos nada. O período Parmalat fou uma ilha, uma exceção nesse mar morto, que se não houvesse mal teríamos um título nos últimos 40 anos. Por mais que nos doa, por mais que nos fira, essa é a dura verdade. O Palmeiras morreu, lá atrás, no fim da década de 70.

Então meus caros, o time pelo qual torcemos, gastamos tempo e dinheiro, é um defunto. Na década de 90 colocaram uns fios, animaram o corpo e achamos que o bicho estava vivo. Ilusão. Sem os “fios” de uma administração externa o corpo volta ao chão, largado pela eterna incompetência da geração que tomou conta do Palmeiras há 40 anos. Triste né? Pois é.

Às vésperas de completar 100 anos, a gente percebe que o clube está morto há uns 40. E aí? O que fazer? Entrar em depressão e ir torcer pro Juventus? Não... com todo respeito e apreço pela Mooca. Ainda há muito pela frente.

Primeira coisa é emitir um atestado de óbito. Reconhecer porque o ambiente que existe no clube jamais permitiu uma equipe com verdadeiro respeito pela camisa. A história se repete. Times e times que não se empenham, que não enxergam união ou espírito de grupo no clube. Que vestem a camisa até a página 2, que vivem num racha que não é nada mais do que vem de cima. É isso que vem matando o Palmeiras há 40 anos.

Pois se o Palmeiras morreu, ele precisa renascer. E isso só vai acontecer quando houver um consenso de práticas e procedimentos que devem voltar e outras que devem ser, definitivamente abolidas dentro do clube.

Caso o Palmeiras não faça essa repaginação administrativa, uma guinada forte em sua própria forma de existir, sei que parece ridículo, mas continuaremos torcendo para um defunto. Desculpe pessoal, é só uma provocação pra que algo mude lá dentro do clube... mas é verdade. 

5 comentários:

  1. Galuzzi, fratello, acho que nosso destino está selado. Mais um rebaixamento à vista, o pior de todos, no ano do nosso centenário. Triste realidade! Vagabundos endinheirados e com salarios em dia como seu Leandro e principalmente seu Wesley são o retrato desse time inofensivo e moribundo. Até os mortos de fome do foguinho a meses sem receber tem mais disposição que esses dois trastes.

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    1. Algo precisa ser feito, Allan, assim não é possível.

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    2. paulogabrieljr@ymail.com22 de agosto de 2014 17:11

      Roberto
      Você falou tudo
      , o Palmeiras está agonizando e triste , ouvir que os torcedores de outros times estão sentindo pena do nosso glorioso Palestra
      Estou em luto

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  2. É inacreditável somos aproximadamente 15 milhões de torcedores, temos mais títulos do que a maioria dos outros times, recetemente tivemos um governador e agora temos o ministro dos esportes palmeirense, um economista respeitável como ex-presidente do clube e um dos maiores neurocientistas do mundo louco pra ser garoto propaganda, e nada disso é usado a nosso favor. Dinheiro e influência( poder de negociação ) não deveriam faltar. É realmente melancólico.
    Da última vez que postei um comentário aqui escrevi que vestiria o manto todos os dias e sairia de casa com narigão pra cima com muito orgulho mas, como diria Gal, " dessa vez doeu demais". Nesses dias o olhos vão buscar o chão quando vir pela frente uma camisa adversária, mas vai passar.

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    1. Vai passar Julio! Acredita fratello!!! É nóis.

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