segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O FUTURO DO PALMEIRAS

Não quero saber se o Palmeiras perdeu essa rodada. Não quero saber se estamos mais perto ou longe do rebaixamento. Não quero saber se o técnico será o Gareca ou Dorival. E nem se o próximo presidente será Nobre, Pescarmona ou Frizzo (se bem que esse último inviabiliza tudo). Porque já tivemos “n” técnicos e “n” presidentes e a situação simplesmente se perpetua.

Temos que pensar em algo maior que isso. NO FUTURO DO PALMEIRAS.

Como já vimos dizendo aqui há algum tempo, o Palmeiras MORREU. No final da década de 70, com a entrada de uma nova geração de dirigentes com nova abordagem sobre o futebol. E aí deixamos de ser o time pelo qual, numa vã ilusão, ainda tentamos achar que é o que entra em campo a cada partida que assistimos. Não é.

Seja lá qual for o técnico, seja lá qual for o dirigente, seja lá quais forem os jogadores. NADA VAI MUDAR. Repito: NADA VAI MUDAR. O Palmeiras continuará cada vez mais longe de seus valores, de sua identidade, cada vez com capacidade menor de montar times que suem por sua camisa. Isso vem acontecendo há décadas.

Vou repetir. O PALMEIRAS PRECISA RENASCER. De novo: O PALMEIRAS PRECISA RENASCER. De dentro pra fora. Caso contrário, esqueçam. Continuaremos torcendo prum defunto com nosso manto. Com eventuais vôos de galinha e só.

Tentarei ser claro aqui. O Palmeiras precisa mudar de dentro pra fora:

Em sua relação INTERNA (menos disputa por poder, vaidade e fogo amigo, mais espírito colaborativo, consenso, respeito total pela instituição acima de cada um). Não nos cabe aqui ficar dizendo como cada um deve agir. Mas é fato que a imagem que o Palmeiras tem hoje é terrível, indo da bagunça ao estapeamento, sendo que muito mais do que ser “perseguido” o próprio Palmeiras fornece munição (como nenhum outro) pra auto mutilação. E tendo o mercado que tem, é um prato cheio à imprensa. Essa falta de cooperação, de união, é sentida diretamente pelos elencos e comissões técnicas, de todos os departamentos esportivos

Em sua relação com o DPF (Departamento de Futebol Profissional) – desde o fim da década de 70 a relação “Diretoria x Comissão Técnica e Jogadores”, apesar de correta, não cria um ambiente em que os jogadores se sintam integrados, que forme uma família, que haja harmonia ou uma alegria de jogar. A bem da verdade o DFP, sob muitas administrações é visto mais como um “fardo” do que algo que agrega valor ao clube. Essa relação “fria” e muitas vezes distante que se tornou um padrão – ainda que consideremos as diferenças, que existem – é um dos fatores principais na dificuldade de contarmos com elencos que se dediquem de “corpo e alma”, que se empenhem com aquele “algo a mais” que faz um campeão. Existe profissionalismo sim, até porque o Palmeiras cumpre seus acordos.  Mas não vai além disso. Essa relação sempre foi mais fraternal e acabou, a partir de meados da década de 70. Por isso torcemos pruma sombra do que eramos antigamente. Eu mesmo já ouvi de jogador que não existe alegria de jogar no Palmeiras, só pressão, interesse e cobrança. 
Aí não existe coração que bata dentro da camisa. Isso não é incomum, haja vista a extrema dificuldade em se formar times com verdadeiro "espírito de grupo". Mas se tornou um padrão-crônico dentro do Palmeiras. Rever essa relação é PRIMORDIAL pra entendermos e sairmos da atual situação e tendência.


Sua IMAGEM perante a torcida e mídia. Já vem mudando, com muita coisa boa sendo feita a medida que o marketing se torna mais presente. Mas trata do time como qualquer outro, simplesmente um produto igual. A MARCA deve ser renovada com AÇÕES EXCLUSIVAS que agreguem valor à sua imagem, resgatando características inerentes à nossa coletividade. Tal como alguns clubes europeus já fazem, focar em AÇÕES SOCIAIS (ajuda à campanhas de integração social, incentivo a programas de voluntariado junto a torcida, desenvolvimento de campanhas educativas etc.) e AÇÕES CULTURAIS, explorando uma característica em comum valorizada por nossa torcida (descontos e promoções aos seus torcedores para eventos culturais, cinema, teatro, shows, museus, exposições, feiras populares etc.) O Palmeiras precisa voltar a ser “admirado”, sem ficar exclusivamente dependente de vitórias para isso. A marca tem que ser admirada pelo que ela é, e não só pelo que ela proporciona. 
Finalmente, o que pode ser feito para marcar essa nova fase, aproveitando a reabertura do estádio, o ano do Centenário, é alguma renovação em LAYOUT, tal como foi feito no início da década de 90. Algo padrão no uniforme, ou mesmo em seu símbolo, que pode ser “limpo” e apresentado de forma mais forte e visível.

Tudo isso é apenas um conjunto de ideias e propostas, baseado no que precisamos realmente pra sair dessa situação que nos encontramos desde o fim da década de 70, com um vôo de galinha (uma exceção administrativa) chamado Parmalat no meio. Mas o que é INCONDICIONAL é que o Palmeiras para o qual torcemos deixou de existir há muito tempo, torcemos prum defunto da década de 70 e nos iludimos, por pura cegueira de paixão. Ele precisa RENASCER.



11 comentários:

  1. Galluzzi, esse seria o melhor dos mundos no Palmeiras. Mas vai demorar... e muito! Talvez devessemos rezar prá essa geração de dirigentes, conselheiros e corneteiros, se encontrarem com papai do céu mais cedo!

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    1. Por mais utópico que seja Camilo, não podemos deixar de apontar o caminho e lutar por ele. Juntos fratello!

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  2. Palmeiras contra o atletico parece um bichinho assustado.. isso pq o atletico ta com o time reserva.. olha o q esses dirigente ridiculos conseguiram transformar esse time...

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  3. Esse Weldinho não joga nem em time de solteiro x casado...

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  4. Henrique e o GOl.. o goleiro ja foi... a bola vaiiiiiii... pra fooooorrrrraaaaa.. mto ruuiiimmm.. pede pra sair pelo amor de Deus...

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  5. Nesse momento seria melhor encerrar as atividades desse ano.. rebaixar mesmo.. fazer um limpa nesse elenco.. e começar do zero a partir de janeiro...

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    1. O problema não o elenco fratello. A cratera é mais abaixo. Mais precisamente na forma que se faz a POLÍTICA dentro do clube, na RELAÇÃO diretorias x Departamento de Futebol Profissional e na IMAGEM que o clube projeta, velha e desgastada. É isso que deve começar a mudar, senão....

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  6. Boa madrugada Roberto, seu artigo é correto, mas há o porem da politica suja , das alamedas, onde o nefasto sapo boi, mantem as articulações por três décadas, esta é uma constatação infernal, pois quem deve mudar o estatuto feudal, só esta fazendo cena alegando ler paginas em branco !

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    1. É exatamente a isso que me refiro Claudio. A nefasta política suja das Alamedas entupidas de colesterol Mustafista que ama o social e detesta o futebol. É A ISSO QUE ME REFIRO. Vc captou corretamente. Isso vem MATANDO o Palmeiras há 3 décadas. Se não mudar, torceremos eternamente pruma ilusão, prum time que na verdade só existe em nossa imaginação. Saca?

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    2. Até porque esses caras devem ter uns 450 anos já e morrer que é bom nada.... ser torcedor do Palmeiras hoje é quase ser um monge tibetano tamanha paciência....

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    3. É ser o mais empedernido dos torcedores, FV... é o que luta pelas tradições e não so conforma com a situação. É àquele que a paixão fala mais alto.

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