quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Quo Vadis Palmeiras?

Aonde vais, Palmeiras? Para onde você vai? Descer, subir, ficar? Não era assim que pretendíamos atravessar o centenário. Com um Estádio que nem mais parece nosso e sim propiedade particular de um tal Torre que tem a PETULÂNCIA de se dizer esperançoso que os dirigentes palmeirenses “tenham a consciência da devida importância dessa casa”.

É realmente nós nunca tivemos essa consciência. Nossos diretores, seja de hoje ou ontem, nunca tiveram a consciência de como o Palestra Itália era importante. Quase tacaram fogo pra não perdê-lo. Trocamos de nome por isso. Não era importante? Era, pois acabou. Palestra Itália, o nosso saudoso Palestra Itália, nunca mais.

Agora temos o estádio do sr. Torre, que gentilmente nos aluga. Obrigado sr. Torre, o sr. é magnânimo e ainda fala em “ajudar” o Palmeiras a sair do buraco onde está. Poderia ajudar começando primeiramente a entregar o estádio na forma como nos foi vendido e não com essas gruas/ guindaste com acabamento mais barato que você nos enfiou goela abaixo, sem contar é lógico com a FACADA NAS COSTAS que foi a interpretação NOJENTA que fizeste do contrato, na interpretação de que “colocquei cadeira, é tudo meu”. Asqueroso...

Infelizmente, iludida e entorpecida por uma mídia incapaz de abordar o que realmente importa, preferindo a isso nos relegar ao imediatismo dos resultados de cada jogo, a torcida palmeirense segue incólume, mesmerizada e embasbacada. E inerte em suas reivindicações.

Tivessemos um mínimo de discernimento, estaríamos na porta daquela porcaria de construtora aos berros de “o Estádio é nosso!!!”. Sinceramente, nossos antepassados devem estar com vergonha de nossa falta de ação.

Pois entre a perda de um estádio e a perda de rumo não há muita distância. Mais uma vez vou repetir: o Palmeiras perdeu sua essência, seu diferencial, seus valores mais fundamentais e virou um mais do mesmo. Nosso marketinge se resume a licenciar produtos com linha de outros clubes. A vender chinelo e cueca com o símbolo. E é nela que a gente freia...

Financeiramente temos feito o possível. Ainda precisaremos de muita austeridade antes de termos caixa pra vir mais alguém e estourar tudo de novo. Alguém aí se lembra da última vez que tivemos caixa azul? Foi em 2002... e o que tivemos depois disso?

Palmeiras PELOAMORDEDEUS, muda. Mas muda de verdade... a política interna, o trato e a forma de conduzir o futebol, a imagem perante a torcida. Sem a mudança essencial nesses 3 pilares, não tem Valdívia, não tem Wesley, não tem Luxermburgo, não tem Nobre, Pescarmona, Graniere ou a putaqueopariu que nos salve, a médio e longo prazo.


Se por um lado nunca nos faltou consciência da importância de nossa casa, falta quanto a forma que nos comportamos dentro dela. ACORDA PALMEIRAS! POIS DORMES HÁ DÉCADAS.

2 comentários:

  1. Galluzzi, nós somos produtos do meio em que vivemos e somos fortemente influenciados por uma cultura semelhante ao do D.João quando veio fugido de Napoleão para cá. O Palmeiras é a instituição que é, pela cultura oposta do Rei que citei, foi com revolução e força assim como grandes Republicas que conseguiram fazer o antes Gigante no cenário futebolístico nacional . É óbvio e notório que a SEP precisa de uma revolução interna nem que seja a força por cabeças de vanguarda (se é que tem alguma la dentro), para que haja esta mudança. Caso contrário não vejo infelizmente outra saída. Cabe aos que conseguem de uma forma ou outra na mídia, apoiados por nós torcedores de alguma maneira influenciar esta revolução lá dentro.

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  2. Amém PG, amém. Dark ages > Renascença.

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