quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A fácil tarefa de gerir o futebol

Não é por nada, mas se disser que não houve muito Palmeirense ontem rachando o bico do escorregão do Kardec, estaremos mentindo.

É lógico que a diretoria vacilou. Mas é foda, vejam a postura tricolete de assediar um jogador adversário em pleno campeonato e repetir na conduta, agora com o Gabriel, que já chamou a atenção demais na base.

Porra, puta calhordice meu! Você está lá negociando com seu funcionário e sem dizer que teve outra proposta o cara simplesmente alega ter se sentido “ofendido” por sua falta de reconhecimento e se pirulita. O assédio bambi é imoral. O futebol, que já é difícil, torna-se assim uma carnificina.

A gente acha que é fácil? Não é, mesmo. Olhem lá o Santos, atolado em dívida e se lascando pra pagar em dia. Vejam o tricolete que também não fechou “master” nenhum. Vários clubes pipocando notícia de atraso de pagamento e tals.

O lance é esse: NÃO BASTA TROCAR PRESIDENTE. A mudança deve ser estrutural e maior. Isso já vem acontecendo, mas deve ser mais contundente, categórica e definitiva. Grandes auditorias já foram feitas. Um novo estatuto deve entrar em vigor. E uma nova forma administrativa deve ser incorporada. Uma reconstrução da marca, com diretrizes específicas.

Um exemplo: a parte social era deficitária – usava recursos do futebol para se manter - e agora deixou de ser. Por conta de medidas dessa administração. Que não necessariamente agradou os associados

Mas não é questão não dar atenção ao clube e associados. É adequar à realidade. Pode ser que num futuro esse repasse ainda venha a ocorrer, mas hoje simplesmente não há dinheiro pra isso. Só nessa temporada de 2015 é que poderemos ter a receita cheia (95%) sem comprometimento com dívidas de curto prazo.

Outra mudança essencial é o AVANTI. Hoje, torcedores comuns do futebol bancam meio patrocínio master pro clube. Não é um associado que tem interesse nas instalações da sauna, nem um organizado que tem ligação direta com sua entidade. Nenhum desse jamais teve NEM TERÁ essa capacidade. É O TORCEDOR COMUM QUE BANCA O TIME HOJE.

O AVANTI é o torcedor comum, apaixonado pelo time e com o Palmeiras acima de tudo! SAGRADA RECEITA, que é paga de coração, só pra ver e ajudar o time. Já cansei de ouvir história de quem nem mesmo vai ao estádio mas paga lá, todo mês, lealmente. Isso é amor puro pelo time.

Mas as mudanças devem continuar! Não podemos regredir! CHEGA do estilo politico ARCAICO das alamedas palestrinas. A essência deve ser mantida, mas um novo mundo deve surgir. Na forma como apresenta sua marca. Na relação com o torcedor. Na forma de administrar e conduzir o futebol.

E, só um detalhe, na forma de formar, contratar, montar e manter um time.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Perdemos a identidade, perdemos o futebol.

O que pode salvar o Palmeiras? Não digo só nesse campeonato, mas do eterno mar de derrotas que nos acomete desde o fim da década de 70, com exceção do período Parmalat?

Pode entrar Pescarmona, pode ficar aulo Nobre, se as mudanças não forem maiores não vai adiantar porcaria nenhuma.

Os jogadores não sabem pelo que jogam, além do dinheiro que lhes é pago. A camisa do Palmeiras entra vazia em campo, sem propósito, sem personalidade, sem alma.

Estamos falando isso há muito tempo. O Palmeiras tem que se reinventar. Pescarmona vai ser nossa salvação? Esperem sentados, de preferência com o controle remoto na mão.

Ainda acho que dentro das propostas o Paulo Nobre é mais sensato e capaz. O que acontece com o time hoje não seria um Pescarmona da vida que teria evitado, sinceramente.

Seja lá como for, a lama bate a nossa porta e não é de hoje. O Palmeiras tem que se reinventar. O Palmeiras tem que deixar a vaidade pra trás e resgatar sua essência. O Palmeiras tem que renascer.

Repito: o Palmeiras perdeu sua identidade e com ela, seu futebol. Salve-se quem puder esse ano, o barco só não afundará numa próxima tempestade se for pro estaleiro ser reconstruído. Assim como seu estádio.

A únicas coisas que podem salvar o Palmeiras são amplos programas de reengenharia administrativa interna e reengenharia da marca, aproveitando a reforma do estatuto e o novo estádio.

À nós resta esperar pelo melhor e preparar-se pra tudo. Só não ficar na ilusão de que um presidente pode salvar a pátria. O Palmeiras não precisa ser salvo. Precisa ser reconstruído, em suas estruturas internas e em sua imagem externa. Pode ser repetitivo, mas é a verdade.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O estádio não treme. Mas o time...

NÃO DÁ. Esse elenco, me desculpem, mas não está a altura do estádio em que joga e da torcida para qual joga. Não é possível uma coisa dessas.

Time BUNDA, entrou se borrando e assim continuou pelos 90 minutos de reinauguração de um dos estádios mais bonitos do mundo!

A novo Parque é absurdamente lindo aos olhos palestrinos. A maior e melhor impressão é sua imponência, haja vista que cresceu pro alto. A impressão de algo “fechado” dá uma sensação de imersão completa, é como se houvesse um mundo a parte ali dentro, isolado do externo, que só aparece na figura das estrelas.

Mas estrela no Palmeiras só mesmo no céu, porque em campo foi complicado. A síntese é o Weselei, Uésclei, Uésli, sei lá o quê. MEU DEUS DO CÉU!!! QUEM CONTRATOU ISSO????

Pegue a pessoa que trouxe essa coisa pro Palmeiras e deixe longe do futebol, PRA SEMPRE. Esse jogador é a maior enganação que já vi dentro das 4 linhas em muito tempo. E foi a contratação mais cara de nossa história, algo em torno de muitos milhões de euros. Ah, tenha dó, é de chorar. E o Diogo? O que é que esse garoto joga, alguém nos conte, porque futebol não é.

MUDA TUDO NESSA PORRA AÍ DORIVAL! PÕE HOMEM PRA JOGAR FUTEBOL, CAZZO!!!! Volta os argentinos, pede pelamordeDeus pro Valdívia e vamos lá. O Lúcio vai voltar né? Putza.... agora vai. Cara, não será fácil nossa vida nas próximas rodadas, mas sei que sem apoio da torcida o negócio fica pior...

Bom pessoal, o lance é curtir o estádio, que está ducaiáio e mociona qualquer palmeirense de alma vivente. No restante, é recorrer à nossa paixão porque se for pro racional a gente pira.

Chegada ao Parque pela av. Sumaré

Detalhe fachada, vista da Turiaçú

Com o fratello Bira, só gente fina na área!

Visão da Curva Sul Superior, nova área do Parque.

Parece que você está num estádio europeu. É outro nível.

O time em campo... estático e todo borrado.

Detalhe da cobertura, vista por dentro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

AO RETORNO!

Nenhum torcedor desse país tem a paixão pelo seu estádio como o palmeirense. Público, notório e histórico. O estádio do Palmeiras, o eterno Palestra Itália agora rebatizado Allianz Parque, é parte integrante do “ser palmeirense” pela forma como foi feito, em comparação ao habitual do país.

A personalidade palmeirense carrega a história do estádio. Pelo pioneirismo (o campo foi adquirido em 1920) ou pela forma como foi construído, forjando o caráter do povo palestrino que construía sua casa com seus próprios recursos.

Essa casa, essa maravilhosa casa a qual hoje retornamos, é onde está o verdadeiro coração do torcedor palmeirense. Voltar lá será como entrar no próprio coração. Com certeza emocionará a muitos.

A despeito do que poderia ter sido feito melhor pela construtora, a despeito das críticas pela forma de comercialização (que afinal de contas foram bem justas), o espírito é novo, deve marcar uma nova fase. De um Palmeiras que definitivamente olha para o futuro, reconhece e deixa pra trás a vaidade e arcaísmo, trocando-os por irmandade, espírito puro e pioneiro de quem trilha seu próprio caminho e se torna referência aos demais.

Assim sempre foi o Palmeiras, assim sempre será. Ainda que as pedras do caminho tenham sido postas mais por nós mesmos, faz parte de nossa humanidade. Vence quem se vence. VINCIT QUI SE VINCIT PALESTRA!!!

O PALESTRA ITÁLIA, NOSSO ESTÁDIO DE FUTEBOL, SERÁ ETERNO. AGORA REJUVENESCIDO EM PARQUE COM O FUTURO A SUA FRENTE.


VÂMOPALMEIRAS!!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Só o espírito Palestrino nos salva

Bom, o espírito Palestrino e a ruindade dos times que estão lá em baixo da tabela.

Mas seja lá Arena Palmeiras, Allianz Parque ou simplesmente o novo Palestra Itália. Ao qual retornaremos nessa quarta-feira, após saudosos 4 anos de afastamento.

Pois é fratellada, com duas partidas a serem disputadas em nossa legítima CASA é o que precisamos pra salvar o ano. São os 6 derradeiros pontos, contra Sport e Atlético-PR. Pode até vir noutra partida, mas é em casa que temos mais chances.

Nem adianta discutir o jogo de ontem, no qual a ausência do Valdívia foi muito sentida, como sempre e onde a zaga aprendeu que antecipação faz parte do jogo. Agora já foi, vamos mirar a reta final do campeonato.

O Palmeiras precisa usar sua CASA pra voltar a ser Palmeiras, o que não faz há décadas – com exceção do período parmalatiano – e reintroduzir seus valores e sua identidade, diluídos no tempo. Dizemos isso há tempos e não nos cansaremos de repetir:

O Palmeiras perdeu sua identidade, diluiu seus valores e se tornou um clube “mais do mesmo”, igual aos “quaisquer” da vida, sem diferencial, sem apelo, mas ainda assim com um torcida apaixonada que ainda se apega a ele, ignorando a palidez do defunto.

Não é uma derrota que nos faz pensar assim, como não seriam algumas vitórias que voltariam om o véu da ilusão. É o conjunto da obra – em décadas. A fogueira de vaidades e a cizânia entre “social x futebol” que começou a se aprofundar no fim da década de 70 é vista por muitos como causa principal de nossa desgraça. Compreensível e de difícil, mas obrigatória solução.

Internamente é isso que precisa ser equacionado. O futebol deixar de ser visto como "esporte marginal" e compreendido como verdadeira força propulsora de nossa grandeza e, como esporte nacional por essência, que pode efetivamente – tal como uma escola - criar referências e padrões de conduta para melhores cidadãos.

Externamente o Palmeiras precisa intensificar o processo de “diferenciação”, do resgate de elementos próprios (cultura, trabalho, pioneirismo, migração e integração social) e trabalhar isso com a torcida, aproveitando a “nova casa” pra criar um “novo padrão de torcedor” que se identifica mais com o time por sua essência, menos dependente de vitórias para apoiar presencialmente o time.

Pode parecer insistência, bater na mesma tecla. Mas é isso que o Palmeiras precisa. E não será a eleição de um presidente, nem a contratação de um ou outro jogador, nem uma vitória ou derrota que mudarão isso. É um conjunto maior de ações. Estatuto novo, estádio novo. Um novo comportamento nas internas e nas bancadas. Palmeiras: resgate sua identidade e volte às conquistas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estamos felizes, mas estamos não cegos!

Olha, vão me desculpar, mas apesar de toda felicidade de ver o estádio novo etc., tá batendo um inconformismo difícil de esconder.

Primeiro foi a bendita história das cadeiras e da interpretação estapafúrdia que a construtora fez disso, julgando ser ela dona de todos os lugares do estádio. Depois foi o fato da entrega dos prédios administrativos com muita coisa a ser feita – haja vista que o clube precisa de mais de R$10 milhões pra finalizá-los. Só o estacionamento que era pra ser subterrâneo e não foi feito assim já nos prejudicou pacas com a perda de um espaço enorme.

Depois a mudança no layout do projeto, quando as grandes colunas externas (5) deixaram de ter o acabamento previsto (liso e curvo) pra usar algo NITIDAMENTE mais barato e de fácil instalação.

Depois o próprio projeto interno que, não sendo ruim, mas que por privilegiar a Arena para SHOWS, abriu imensos BURACOS na arquibancada em locais nobres – ítem equacionado de forma muito melhor noutros estádios (entradas atrás dos gols).

Agora é esse absurdo de grades colocadas no meio das cadeiras da arquibancada – exigência lógica e previsível – da PM. Se isso era totalmente previsível, por que as ANTAS que disseram ter visitado mais de 100 estádios pra projetar o nosso não estudaram isso? É muita burrice!

Erro crasso num projeto de milhões. Mais uma pra trás
da construtora.

Cara, sinceramente nossa Arena foi projetada e executada por quem nunca havia pisado num estádio (se foi uma vez na vida deve ter sido muito, porque não parece que gosta nem um pouco) e tentou utilizar do que podia (e não podia!!!) pra deixar a execução da obra o mais barata possível. ESTÁ NA CARA!!!

Enebriados, idiotizados e mesmerizados pela mídia incapaz de levantar a lebre certa, o torcedor palmeirense segue feliz, lógico, para seu estádio novo. É impossível negar a felicidade depois de 4 anos longe.

Mas que essa felicidade não nos CEGUE para as SACANAGENS e INCOMPETÊNCIAS que essa obra está mostrando. Apesar do que construtora e todos a quem ela agracia, podem repetir. Aqui é uma VOZ DE TORCEDOR COMUM.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mostraram como se joga

Pois é, nos mostraram como se joga. Só que foi o adversário que fez isso, não os nossos. A pegada, a forma ligada que o Atlético entrou em campo, marcação em nosso campo, decisivo quando teve que ser.

Ao contrário do nosso, vacilante, indeciso e desentrosado. Realmente o futebol tem das suas... quando vínhamos em ascensão, um jogo pra lá de brochante, às vésperas do clássico.

Vínhamos elogiando e não será agora que mudaremos o discurso. A falha de marcação no segundo gol por exemplo... não adianta espinafrar. Observar exaustivamente, corrigir e pronto. Se a correção não for possível, aí sim fazemos mudanças.

Mas ver uma estatística que aponta nosso meia de criação com o maior número de desarmes executados deveria indicar ao treinador nossa falha na pegada defensiva.

Nunca vi bons times do Palmeiras sem uma boa defesa. Já vi times com bons ataques naufragarem por conta da defesa. No futebol moderno algumas premissas são fundamentais. Individualismo é fatal. Coletivismo e ação integrada são a tônica. Inteligência e aplicação.

Sem esses elementos, um time será sempre limitado. Desarmes são feitos em conjunto, ataques idem. Ficar dependente de um jogador pra criar (Valdívia) e outro pra finalizar (Henrique) é a desgraça de qualquer equipe que jogue contra um adversário mais consciente. Como foi com a gente nesse fim de semana.

Se teremos condição para assimilar essa lição, não sei. Em 5 últimas rodadas não é hora de inventar. Vai no simples e certo. O Valdívia deveria sim pedir dispensa da seleção, afinal são jogos decisivos que faremos e o Chile disputará amistosos. Mas não é o que deve rolar.

O time precisará da torcida mais do que nunca. Por incrível que pareça nossa vaga na séria A do ano que vem ainda não está garantida e o time precisará de muita calma e apoio pra não descarrilar agora. Cada ponto é fundamental, cada gol é de ouro.

Juntos com o time que precisa muito da torcida. Conta com a gente Palmeiras, atenção e sem vacilo daqui pra frente. VAMO PALMEIRAS!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O Estádio é nosso. O espaço a gente cede.

Na boa, cada um que chame do que quiser. Por mais que tente, não consigo ir além da Arena Palestra, Arena Palmeiras ou simplesmente Palestra Itália. O novo Palestra Itália.

De quem a construtora que insiste em dizer que é a proprietária de “todas” as cadeiras e não as 10.000 estipuladas no contrato que ela assinou, além de não entregar o estacionamento no subterrâneo, de deixar as colunas (5) externas de sustentação sem o acabamento que ela própria nos vendeu (e que eram muito mais bonitas que as armações pintadas que deixaram).

Do ponto de vista interno, tudo muito bonito ok. Mas como uma Arena projetada para espetáculos, fizeram várias “grandes entradas” laterais ao campo, em locais (quando existiam) privilegiados da arquibancada, que agora ficou com grandes “buracos” na altura do gramado.

Outros estádios resolveram isso com entradas atrás dos gols, locais com pior visão, cuja perda de assentos não prejudicaria tanto o torcedor. Mas - a construtora vai afirmar - o número de assentos foi ampliado. E nem precisaria mais mesmo. Só que fica claro que o torcedor foi colocado de lado, em troca de um projeto mais “viável” possível (por viável entenda-se o mais barato e o mais rentável possível).

Com todo respeito: WTorre, valeu pelo estádio, mas isso não se faz. Tudo o que o torcedor não queria é ter que ouvir – suprema heresia aos ouvidos palestrinos – que o estádio “não é mais seu”. Cara, isso é um soco no estômago de qualquer palmeirense, com um mínimo de conhecimento da história do clube.

Esse campo, que é mais que centenário, é sagrado. Reforma todos queriam. Mas não queríamos vender a alma pro diabo como parece ser o trato com uma iniciativa privada com um apetite financeiro capaz de sacanagens que não poderíamos imaginar.

A gente não sabe o que faz nesse país. Ou é amigo do Rei (Dona Globo, partido no poder), e ganha dinheiro do BNDES ou qualquer porcaria dessas, ou é milionário ou fica a mercê dos tubarões do mercado privado. Ah Brasil, como você nos ensina... seja como for, A ARENA É NOSSA.

VERDÃO VAI JOGAAAR,
É CASA CHEIA ÔÔÔ!
ARENA É DO PALMEIRAS!!!!

VERDÃO VAI JOGAR...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Coragem pra jogar de acordo com as limitações

Ouvir uma entrevista do Valdívia não deve ser fácil pra imprensa. Nosso 10 deve pensar trocentas vezes antes de falar qualquer coisa, imaginando todo o desenrolar que cada palavra pode ter, seja lá qual for a intenção do jornalista (que geralmente é mais pela audiência do que informação).

Mas elevá-lo à condição de capitão do time foi uma jogada acertada do Dorival, que deu ao jogador a responsabilidade que precisava. Afinal das contas, Mago que é Mago põe ordem na casa.

O sofrimento continua, não está fácil não. Por pouco não sofremos o empate. Por pouco não, pela pontaria esdrúxula do adversário, que fez a nossa alegria. Por isso estão só com 31 pontos. Mas na próxima rodada - ainda que em casa - pegaremos um adversário com o ataque bem mais efetivo.

O lance é que a defesa está mais sólida. Mas ainda há pontos de ataque fácil pro adversário, seja nas costas do lateral, seja no buraco entre o meio-campo e a zaga. De cabeça melhorou, o Nathan e Tobio dominam bem o fundamento.



O que ignoramos é quanto demora, quanto é difícil é ganhar o verdadeiro entrosamento com a equipe. Daqueles que transformam bando em time. Estamos no meio do processo. Se 2014 foi o ano de nossa penúria, 2015 pode ser melhor. Pior é difícil.

Temos que nos desfazer de uma dúzia de atletas que retornaram e de boa, trazer só uns 3 ou 4 e pronto. Quanto mais inchado o elenco mais difícil de entrosar, criar ambiente. O negócio é ficar enxuto e na disposição, sem que discordâncias ou a falta de motivação de algum jogador que não esteja como titular possa contaminar o time. Não é tarefa fácil.

Persistindo a evolução do time a reeleição do Paulo Nobre parece certa e a diretoria terá melhores condições para executar seu projeto, vamos aguardar os resultados.

Está claro (por própria admissão do Nobre) que houve vacilos, não só na comunicação com os sócios, mas no caso Allan Kardec por exemplo.

Mas fora exemplos pontuais, e é inegável que houve mais acertos no processo, primeiro pra tirar o Palmeiras da situação de penúria financeira que se encontrava.

Depois pra projetar um modelo de time sustentável, não exclusivamente dependente de cotas de TV, mas que conte com a força de seu torcedor, que não é pouca, pra dar ao time as condições legítimas de ser protagonista nas competições que participa. 

Essa é a meta pra 2015. E pros anos a seguir...