segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Coragem pra jogar de acordo com as limitações

Ouvir uma entrevista do Valdívia não deve ser fácil pra imprensa. Nosso 10 deve pensar trocentas vezes antes de falar qualquer coisa, imaginando todo o desenrolar que cada palavra pode ter, seja lá qual for a intenção do jornalista (que geralmente é mais pela audiência do que informação).

Mas elevá-lo à condição de capitão do time foi uma jogada acertada do Dorival, que deu ao jogador a responsabilidade que precisava. Afinal das contas, Mago que é Mago põe ordem na casa.

O sofrimento continua, não está fácil não. Por pouco não sofremos o empate. Por pouco não, pela pontaria esdrúxula do adversário, que fez a nossa alegria. Por isso estão só com 31 pontos. Mas na próxima rodada - ainda que em casa - pegaremos um adversário com o ataque bem mais efetivo.

O lance é que a defesa está mais sólida. Mas ainda há pontos de ataque fácil pro adversário, seja nas costas do lateral, seja no buraco entre o meio-campo e a zaga. De cabeça melhorou, o Nathan e Tobio dominam bem o fundamento.



O que ignoramos é quanto demora, quanto é difícil é ganhar o verdadeiro entrosamento com a equipe. Daqueles que transformam bando em time. Estamos no meio do processo. Se 2014 foi o ano de nossa penúria, 2015 pode ser melhor. Pior é difícil.

Temos que nos desfazer de uma dúzia de atletas que retornaram e de boa, trazer só uns 3 ou 4 e pronto. Quanto mais inchado o elenco mais difícil de entrosar, criar ambiente. O negócio é ficar enxuto e na disposição, sem que discordâncias ou a falta de motivação de algum jogador que não esteja como titular possa contaminar o time. Não é tarefa fácil.

Persistindo a evolução do time a reeleição do Paulo Nobre parece certa e a diretoria terá melhores condições para executar seu projeto, vamos aguardar os resultados.

Está claro (por própria admissão do Nobre) que houve vacilos, não só na comunicação com os sócios, mas no caso Allan Kardec por exemplo.

Mas fora exemplos pontuais, e é inegável que houve mais acertos no processo, primeiro pra tirar o Palmeiras da situação de penúria financeira que se encontrava.

Depois pra projetar um modelo de time sustentável, não exclusivamente dependente de cotas de TV, mas que conte com a força de seu torcedor, que não é pouca, pra dar ao time as condições legítimas de ser protagonista nas competições que participa. 

Essa é a meta pra 2015. E pros anos a seguir...

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