segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Só o espírito Palestrino nos salva

Bom, o espírito Palestrino e a ruindade dos times que estão lá em baixo da tabela.

Mas seja lá Arena Palmeiras, Allianz Parque ou simplesmente o novo Palestra Itália. Ao qual retornaremos nessa quarta-feira, após saudosos 4 anos de afastamento.

Pois é fratellada, com duas partidas a serem disputadas em nossa legítima CASA é o que precisamos pra salvar o ano. São os 6 derradeiros pontos, contra Sport e Atlético-PR. Pode até vir noutra partida, mas é em casa que temos mais chances.

Nem adianta discutir o jogo de ontem, no qual a ausência do Valdívia foi muito sentida, como sempre e onde a zaga aprendeu que antecipação faz parte do jogo. Agora já foi, vamos mirar a reta final do campeonato.

O Palmeiras precisa usar sua CASA pra voltar a ser Palmeiras, o que não faz há décadas – com exceção do período parmalatiano – e reintroduzir seus valores e sua identidade, diluídos no tempo. Dizemos isso há tempos e não nos cansaremos de repetir:

O Palmeiras perdeu sua identidade, diluiu seus valores e se tornou um clube “mais do mesmo”, igual aos “quaisquer” da vida, sem diferencial, sem apelo, mas ainda assim com um torcida apaixonada que ainda se apega a ele, ignorando a palidez do defunto.

Não é uma derrota que nos faz pensar assim, como não seriam algumas vitórias que voltariam om o véu da ilusão. É o conjunto da obra – em décadas. A fogueira de vaidades e a cizânia entre “social x futebol” que começou a se aprofundar no fim da década de 70 é vista por muitos como causa principal de nossa desgraça. Compreensível e de difícil, mas obrigatória solução.

Internamente é isso que precisa ser equacionado. O futebol deixar de ser visto como "esporte marginal" e compreendido como verdadeira força propulsora de nossa grandeza e, como esporte nacional por essência, que pode efetivamente – tal como uma escola - criar referências e padrões de conduta para melhores cidadãos.

Externamente o Palmeiras precisa intensificar o processo de “diferenciação”, do resgate de elementos próprios (cultura, trabalho, pioneirismo, migração e integração social) e trabalhar isso com a torcida, aproveitando a “nova casa” pra criar um “novo padrão de torcedor” que se identifica mais com o time por sua essência, menos dependente de vitórias para apoiar presencialmente o time.

Pode parecer insistência, bater na mesma tecla. Mas é isso que o Palmeiras precisa. E não será a eleição de um presidente, nem a contratação de um ou outro jogador, nem uma vitória ou derrota que mudarão isso. É um conjunto maior de ações. Estatuto novo, estádio novo. Um novo comportamento nas internas e nas bancadas. Palmeiras: resgate sua identidade e volte às conquistas.

2 comentários:

  1. Galluzzi,
    O time é tão ruim, e mais ainda sem Valdívia, que é grande o risco de um fiasco na inauguração da nova Arena. Talvez fosse melhor aguardar outro momento, mas a força da torcida pode empurrar o time. Essa a esperança que resta!

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    1. Pode ser ruim Camilo, mas nem se compara com aquela bomba de 2002. O Palmeiras precisa da força de sua casa. Estarei lá! Trarei as exclusivas. Valeu!

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