terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Camisa & projeto. O know how da vitória

Muitos falam sobre a força da “camisa”. Mas a que isso se refere? Basicamente à torcida e à estrutura. Time grande, de tradição tem sempre uma grande torcida e uma estrutura que dá condições ao jogador de participar de qualquer disputa com a melhor preparação possível (equipamentos e profissionais). Além disso, força de camisa pressupõe uma equipe que está acostumada à pressão, a chegar a finais. Tudo isso o Palmeiras tem.

E existe um outro quesito, num sutil modo de agir que difere as equipes. Trata-se de um "know-how da vitória". Um conjunto de práticas a se buscar e também a se evitar. Receitas que unem o time, que criam ambiente fértil à vitória, que permitem ao time superar a derrota mais rapidamente e assimilar os erros sem repetí-los.

É lógico que a maior folha de pagamento tem a maior chance de vitória. Mas a história mostra que frequentemente – desde que a diferença não seja desproporcional – essa regra é quebrada. E é aí que acontecem as maiores conquistas. Quando o time se supera na base do entrosamento e da união. Porque o futebol é muito entrosamento, apesar culto aos “jogadores-ídolos” que existe hoje em dia.

Tudo isso pra dizer o quê? Que mais importante do que um time de estrelas é um time unido. Só que se você tiver um Wescley e um Tio Lúcio na defesa por exemplo, não haverá união nesse universo que salvará o time. Temos que torcer pra que o Mr. Alexandre Mattos  consiga mostrar a força do “projeto” que o Palmeiras está montando. É assim no futs.

Mês de 30 dias e um projeto invocado, com torcida que enche Arena. Atuar ao lado de jogadores de seleção com uma puta vitrine. Estrutura de primeiro mundo e comissão técnica alto nível, experiente e vitoriosa. Não precisa ser um grande publicitário pra vender o projeto quando ele é bom por natureza. E, por enquanto, é isso que o Palmeiras tem hoje.  Além é claro, da força de sua camisa.

Obs.: boa a estréia na Copinha, o time me pareceu bem equilibrado.

Obs.2.: á lá o Musgambento vociferando suas mustafices (fez pouco do Valdívia). Até melhor! É sempre bom ter o rolha de poço pra espinafrar... canaliza as indignações e poupa o restante. Grazie Mumu.

4 comentários:

  1. Galluzzi, eu sempre comento com meu filho (palmeirense lógico) o impressionante número de torcedores que vemos com a camisa, ops, manto sagrado andando pelas ruas. Até na Disney nós nos deparamos com vários palestrinos. A força de nossa torcida é indiscutível. Só nos falta um time que possa REDESCOBRIR esta força e usar a nosso favor, para podermos voltar a enfrentar de igual para igual os gambás e bambis da vida. Abraço!!

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    1. É Ricardo, mas estamos anos-luz de distância em termos de aproveitamento de marca. O que times como o Inter-RS ou o SCCP trabalharam nos últimos 10 anos mostra isso. Hoje nós não temos diferencial, só os valores que - graças a Deus - uma geração passa à outra, sem nada que venha do clube nesse sentido. Diferencial, características próprias, apelo de marca, identidade coletiva. O Palmeiras patina sobre ouro.

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  2. Galluzzi, tudo o que disse com propriedade, não é tão difícil e nem caro, pois o básico o Palmeiras e creio que somente mais 11 times do Brasil tenham. Basta boa vontade e gente realmente que coloque o clube acima das divergências e das vaidades particulares. Por outro lado vendo figuras como o Mumu que por mais que falem ao contrario, é ele quem manda no Palmeiras, vemos que isso tudo será muito, mas muito difícil mesmo de acontecer.

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    1. PG, não creio que o Mustafá "mande" e sim represente uma grande ala, que gosta do clube e o preserva o com aquela pegada "familiar" digamos assim. Um pessoal que não se conforma com as cifras do futebol, que se preocupa diretamente com a estrutura do clube, que considera o torcedor um apaixonado de ocasião (ao contrário "deles" que estão lá diariamente etc), que todo organizado é "marginal" e por aí vai. Veja, não estou condenando, é compreensível. Deve-se considerar sempre a "perenidade" da instituição. Mas daí a colocar o futebol em segundo plano são outros 500.

      Concordo plenamente que os interesses pessoais fodem geral. Mas cara... não basta boa vontade. Achar "gente que coloque o clube acima" disso não é o mais difícil. Tenho absoluta certeza que todos os últimos presidentes tem o Palmeiras como grande paixão e fizeram tudo possível para vê-lo vencer. Dificil mesmo é ter "competência" - na definição mais clara da palavra - pra montar comissão e o elenco certo dentro das possibilidades, dando-lhe tempo e condições pra que ele conquiste títulos. Isso é foda. E é por isso que o Nobre chamou o cara - reconhecidamente - mais hábil nisso hoje em dia, pra função. Depois de levar pedrada de todo lado, me parece ter aprendido a lição. Vamos aguardar os resultados. Abs.

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