terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Intelectual de vitrine. Comentarista de balcão.

Detonando no fim de semana e após aparecer na pré-temporada como a grande sensação, o Palmeiras voltou a ser protagonista. Quando poucos acreditavam que pudéssemos dar a volta por cima, mostramos que um pouco de austeridade pode arrumar a casa.

Incrédulos lambedores de saco populista, vários jornalistas torcem e continuarão a torcer contra o Palmeiras, velada mas sistematicamente, apenas porque ir contra o Palmeiras é como ser um Robin Hood das notícias, que está lá pra agradar as camadas menos favorecidas.

Pior que essa imparcialidade disfarçada é a tentativa de alguns jornalistas em – sem nunca ter vivido tal ambiente – avaliar situações que acontecem no vestiário, numa preleção. Pior pra quem assiste, tendo sua opinião moldada de forma torta.

Antes do jogo, tal como dissemos no último post, o Zé Roberto emocionou o elenco batendo no peito do companheiro ao lado pra dizer “Palmeiras é grande!”. E que “quer entrar pra história do clube”. Ninguém precisa de intelectualidade numa hora dessa. Mesmo porque ninguém iria entender porra nenhuma.

Sentimento de verdade é coisa que jornalista só tem por sua família e pela sua conta bancária. O resto é enganação pra vender manchete. Por isso deve ser tão complicado, prum sujeito que fica confinado numa redoma de vidro, conseguir entender a situação.

Um tal de Sormani quis destilar boçalidade na TV. E disse que a preleção foi fraca, pobre intelectualmente. Na boa... cala a boca meu filho. Você não tem ideia do que o Palmeiras passou nas internas. Você nem mesmo imagina como está o astral do elenco pre-temporada. Nem o que o presidente do Palmeiras pediu pra que o Zé fizesse.

Discurso intelectual você faz pro seu chefe, meu filho. Não num vestiário de futebol antes de uma partida. Alí é lugar de emoção, de coração, de sangue pulsando nas veias. Sentimentos que só existem prum jornalista quando a audiência aumenta, independente da asneira que tenho dito, e quantas opiniões tenha mal formado. E assim segue nosso país, em excelentes mãos.

Aos poucos os próprios clubes e suas torcidas já estão criando sua própria MÍDIA, que longe de ser chapa branca e muito mais próxima do cotidiano do time, consegue transmitir sua realidade de forma esclarecedora, abrangente e contextualizada. Mídia de massa sempre vai existir, mas fica cada vez mais confinada em abordagens folclóricas e populares, vendendo pra muitos e não informando ninguém.

18 comentários:

  1. Palmeirense se sente tão coitadinho, tão minoria, que logo vai ter vaga especial em supermercado.

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    1. Rsss... Eu JAMAIS vou entrar num blog de gambá para ler o que tem lá...

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    2. Isso sr. Anônimo... é o mesmo que um membro da KKK falava sobre os protestos nos anos 60. Aprende meu filho: LUTO PELO MEU DIREITO. Direito à boa informação, à informação no contexto, não salientada pra vender.

      Quero que SUA minoria se foda, vc acha que algum palmeirense se preocupa com quantidade? Além disso, quem é "minoria" com mais de 10milhões de torcedores? É cada um que aparece...

      Agora, vá perguntar quem se fez de "coitado" pra ganhar um estádio da Rede Globo vai. Vá se perguntar quem se faz de "oprimido" pra desfilar de "time do povo". Quem lambe o saco de autoridade pra ganhar 50.000 m² de terreno e cimento da Imigrantes. Depois a gente conversa.

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    3. hhahahaah Muito boa resposta, Galluzzi!!!!! A minoria deste Sr. Anônimo é tão coitada que acreditou ser uma potência de tanto ouvir a mídia tendenciosa falar isto. Hoje, estão afundados em dívidas por darem um passo maior do que a perna.

      Montaram um time cheio de estrelas e não tinha $$ para pagar os impostos. Ridículo. Complexo de grandeza. É como comprar uma Ferrari e não ter $$ para colocá-la no seguro nem pagar o IPVA, daí torce para não ser parado em blitz ou ser roubado.

      Vá lá, lixão, continue dando ibope pra mídia palestrina.

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  2. Galluzzi, Voce tocou num ponto que me passou despercebido, estamos (falo de todos), criando nossa própria mídia. O negócio ta tão sujo e nojento que o cliente final que somos nós estamos vomitando por não aguentar mais. Vai chegar num ponto e isso parece inevitável, que a mídia "oficial" vai perder a força. Grande parte dos ouvintes não são mais bobos, muita gente apesar de ainda ser pouca num contexto geral não se deixa mais levar ou fazerem a cabeça. O mundo gira, a fila anda, as coisas mudam, e mudam pra todos. Ou eles percebem isso e começam a mudar como era para ser a essência do jornalismo, ou vão morrer. Isso vale tambem para a RGT e seu conglomerado. A e quanto ao amigo anônimo ai em cima,é um daqueles que infelizmente se deixam guiar por essa podridão que jogam em cima deles, pobres coitados, não perde tempo não. Deleta.

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    1. Ah PG, quando os caras levantam a bola não dá pra deixar de chutar né? rss... quanto a mídia de massa, sempre haverá. Mas a medida que, numa discussão, ficar cada vez mais claro que quem acessa outras mídias tem mais e melhores informações, a tendência é a imprensa convencional ficar mais esvaziada. Em último caso ela vem e deglute algum mais proeminente... rs. As corporações são grandes, a ignorância endêmica e a batalha é longa... rs. Valeu amigo.

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    2. Aproveitando sua deixa PG, aproveito para deixar uma pergunta para debatermos:
      Poderemos chegar a um nível de mídia própria a ponto do Palmeiras arcar com as suas próprias transmissões de TV? Imaginem o Palmeiras gerando sua própria transmissão de jogos. Imaginem a renda para o clube. Seria o fim do cabresto imposto pela RGT. Sério mesmo, pois moro no interior do Brasil e vocês não imaginam como é torcer pra um time e não ter grana sequer pra comprar uma cerveja pra ter a chance de ver o time jogar do telão de um bar.

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    3. Franco, sinceramente não sei te responder, acredito que sim, a tendência é está e as coisas caminham para isso, mas não sei como pode viabilizar isso a curto prazo. Seria o melhor dos mundos, não seriamos mais obrigados a ver e ouvir uma unica transmissora e estar debaixo do julgo dela, esse é um mercado muito poderoso e tem muita gente graúda envolvida. Com certeza o Galluzi tem mais subsídios neste assunto que nós.

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    4. Franco, embora não tenha assim tantos subsídios quanto nosso caro PG salientou, digo pelo que ouço: a curto e médio prazo isso é completamente impossível de acontecer. É viável a longo prazo, mas pouco interessante aos clubes, pois quanto maior a exposição maior o retorno. E haja vista a cobertura que a TV ainda tem, dificilmente isso deixará de acontecer.

      A luz no fim do túnel chama-se “INTERNET”. Os caras se borram disso e tentam domá-la tanto quanto possível, mas a medida que os dispositivos (smartphones etc) vão se multiplicando e a banda larga melhorando, o tic-tac deles vai contando. Antigamente era impossível para qualquer clube pensar em “canal do clube”, em “transmissão de jogos”, mas com os recursos de hoje isso vem se tornando viável. Ainda não vale o custo, mas tem que ser uma opção ao torcedor, para todos os times que se dizem “grandes”. Valeu.

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    5. TV Palmeiras via internet com alta definição, acessadas pelos sócios torcedores com direito a assistir a todos os jogos do Palmeiras. Com propaganda própria e paga pelos anunciantes interessados e licenciados. Talvez esteja ai Galluzzi e Franco, a solução até a curto prazo.

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    6. O problema são as transmissões ao vivo, concessão etc. Termos contratuais hoje impedem totalmente. O lance é apostar no futuro. Já ficaria satisfeito agora com a bendita transmissão customizada, narrada, comentada e voltada ao torcedor de cada time. Cogitaram, mas não vingou ainda. Questão de tempo. Abs!

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  3. Haja vista o que o Galluzzi nos expôs PG, ainda se torna inviável a TV Palmeiras fazer cobertura de jogos pois, os holofotes para os patrocinadores seriam menores, bem como para o palmeiras. Haveria um certo boicote em aparições do Palmeiras em TV aberta, assim como fizeram com o Red Bull provavelmente.
    E com relação ao medo que os manipuladores da mídia possuem com relação à Internet posso dar um exemplo claro disto. Desde os tempos que vc, Galluzzi, postava no blog do torcedor da referida emissora acompanho aquele espaço, ora mais, ora em menos intensidade... Neste último ano o blog estava nas mãos do Canuto, da Mondo Verde, e como co-autor o Málaga. Após um post do Málaga sobre o caso Kardec, a emissora colocou naquele post um direito de resposta e depois disto nunca mais vi postos do nosso colega palmeirense. Uma clara censura aplicada pela emissora.

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    1. Franco, um veículo de comunicação é uma empresa em sua essência. Precisa faturar. Um veículo de massa, seja a Record ou Globo ou qualquer uma do gênero, age simples e naturalmente como uma "coorporação", onde seus interesses são primordiais. O que fode é a cara de "bons moços" com que todos tem que se travestir pra poder pagar de amigo.

      Nesse contexto toda informação que possa ir de encontro a esses interesse é podada. Seja um "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo" nas manifestações ou um "o Tinga é um estrume futebolístico" como eu disse lá... rs. Ou seja, a sociedade fica tolhida da verdade por conta dos interesses de quem a divulga. Desde sempre... acontece que hoje há um feedback... abs.

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  4. Porra, estudar jornalismo e ser caricatura do Neto é de fuder ! O tal de Audax era bacana, inovador, agora é decepcionante, sem sal, ruim de doer mesmo. A preleção do Zé Roberto foi fora do tom, piegas, afinal de contas não era uma final de campeonato. Já no... nome do time do bosta, suposto jornalista, que fez o comentário ... a preleção é científica.
    Bendita internet ! Só ela pode nos salvar da vala comum da mídia futebolística e suas opiniões moldadas pra atender um certo público. Que a mídia palestrina ganhe muito espaço e junto com ela a mídia de TODOS os outros clubes. Que a diversidade seja respeitada também no futebol.

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    1. Julio, muitas vezes a emoção é piegas. Fazer uma preleção que comece a formar um espírito de grupo pra temporada não. Valeu, abs!

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    2. Toda preleção é boa desde que alcance seus objetivos, pode ser ela piegas, cientifica, ou idiota. Se o Palmeiras perdesse o jogo talvez ninguem saberia que existiu a preleção. No meu ver a preleção é o que menos importa, principalmente o que se fala, o importante é chacoalhar a pessoa, deixar ela motivada naqueles momentos. Só isso. O proprio Zé Roberto disse que nem lembrava direito o que ele falou. Foi só emoção, que é o que distingue o esporte.

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  5. srsrs... Pô, escrever nunca foi minha praia. Da maneira que está redigido da pra entender que eu achei a preleção piegas. Nada disso, achei bacana. Na verdade ouvi esse comentário na ESPN, e me irritei, mas acho de não me expressei direito. rsrsrsrs

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    1. AAAEEeeeeee... Julião, se ocê num for claro, os 2 neuras aqui num raciocina, fratello! rss... Abs!

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