segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Operacional do Allianz Parque

Assistido a uma recente entrevista do Paulo Nobre, ouvi, do próprio, que o custo de uma partida no Allianz é 700.000. Isso mesmo fratellada, R$700.000. Setecentos mil reais. Tudo bem, entendo estádio novo e tals. Mas pelamordeDeus, gostaria de saber qual a média gasta por outros clubes (do mesmo patamar nosso).

Despender 700.000 pra fazer um jogo é algo impensável há apenas alguns anos. Ou seja, o Allianz Parque é o estádio mais caro operacionalmente do país. E quem paga isso é o Palmeiras.

Outro dado que chateia é ouvir que o espaço pra torcida adversária – por indicação da PM – tem que ser cercado por “tapumes”, grades apenas não adiantariam, que fazem pontos cegos em outros lugares da arquibancada, impedindo-os à venda, assim como outros tantos mil, que a PM também diz que tem que ficar vazios por sergurança.

Cara... QUE CAZZO??? Qual outro estádio do mundo recebe m tratamento desse? E outra: como é que – no projeto – isso não foi pensado e evitado? Como é que o Palmeiras fica com o projeto de um estádio que tem milhares de lugares inutilizados, buracos gigantescos na arquibancada (bombeiro pediu) e um o custo operacional mais caro do país? E ainda não puseram o símbolo!!!! Sem falar nas filas... sou apaixonado pelo nosso estádio, mas convenhamos há problemas que precisam ser equacionados.

Tática da Polícia
O Palmeiras deveria aproveitar o momento para sentar com a PM para tentar traçar um NOVO PLANO DE SEGURANÇA pros jogos do Palmeiras. Se essa INFAME tática de dispersão de tumulto persistir, a escalada de problemas só tenderá a aumentar!

O Palmeiras tem que distribuir material educativo, colocar pessoas mais preparadas pra orientar (até em pontos de furação de fila) e a PM passar da borracha e bomba pra câmera de alta definição e autuação PONTUAL pra abafar conflito. Sem isso, continuaremos na idade da pedra. Ou melhor, da bomba, borracha e gás.

Ingressos
Na mesma entrevista o Nobre assinalou que a intenção do clube seria vender a totalidade dos ingressos via net, esvaziando o quanto possível a venda via sistema antigo (bilheterias físicas). Bem ou mal essa é a tendência... adaptemo-nos.

Campanha Avanti
Já está claro que a força de um time dependerá em grande parte da força de seu programa de sócio torcedor. Então TODO palmeirense consciente deveria considerar essa possibilidade – lógico que os que quase nunca vão aos jogos não precisam disso, mas ainda é a forma de ajuda direta ao time.

Nossa força no programa AVANTI não é apenas um sucesso financeiro, mas algo que desperta inveja e até certa incredulidade em nossos adversários, que admiram a lealdade de uma torcida tão maltratada nos últimos anos. A força de um time está, em grande medida, em sua capacidade financeira. E na paixão de sua torcida.

4 comentários:

  1. Grande Galluzzi. O Brasil é mesmo um país estranho. Não vou nem dizer especificamente do Allianz Park, mas das outras arenas que foram construídas. Se o projeto de uma arena é por exemplo de 50 mil pessoas e foi dada a autorização pelo estado, prefeitura, bombeiros, polícia, CIA, Nasa, etc, então por que cazzo quando vai se fazer um jogo estes órgãos autorizam a venda de somente 40 mil? Isso é algo completamente inexplicável. Segundo ponto. No site do sócio torcedor o "time do povo" ganhou num sábado de carnaval 30 mil sócios passando a 110 mil, depois desceu pra 90 e agora está em 85 mil. É sério isso? É querer ser maior em tudo a qualquer custo usando todos os recursos possíveis sendo eles lícitos ou não, ou seria um meio de pegar mais dinheiro do governo e da rgt e usar o sócio torcedor para lavar o dinheiro sem levantar espanto? É o momento do Ministério Publico ficar de olho.

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    1. PG, esse país é qualquer coisa menos sério. Aí é que tá a graça. E a desgraça. Projeto aqui é piada. Sério, vc confiaria sua vida num foguete espacial com projeto brasileiro? É ruim hein... brasileiro é um povo que foi feito pra... passar feriado na estrada. Essa é a especialidade nacional. Vai Brasil

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  2. Galluzzi, eu andei pesquisando em reportagens antigas referentes a gestão do Allianz Park ainda antes de começarem as obras e em todas diziam que "TODO O CUSTO DE MANUTENÇÂO SERIAM DA WTORRE" o Palmeiras ficaria com o lucro líquido da bilheteria (líquido=Valor total da renda menos os custos operacionais), e isso foi divulgado pelos dirigentes do Palmeiras e confirmado pela WTorre. Que merda é essa agora de arcar com custos de manutenção? Voce atravez de suas fontes tem como levantar este assunto?

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    1. PG, pelo informado não se trata de um custo de manutenção e sim do custo de um evento. Nas palavras do Nobre, o Palmeiras "alugou sua casa por 30 anos", tendo a prerrogativa de fazer seus seus jogos lá. Mas assim como os custos de um show são bancados pelo Torre, os custos das partidas (ou qqerr outro evento que o Palmeiras faça) são do Palmeiras. Restante é do Torres. Valeu.

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