quinta-feira, 30 de abril de 2015

À FINAL, RAPAZIADA!

FRATELLADA!!!! Lá vamos nós a mais uma final. AGUEEEENTA CORAÇÃO!!! Quem não estiver na frente da TV ou na frente do estádio ou mesmo na Vila, estará Torcendo do mesmo jeito. Impossível não contagiar.

Esse campeonato que já nos deu 2 alegrias imensas ao ganharmos 2 clássicos épicos, daqueles que entram pra história. Esse campeonato que pode ser muito mais do que um campeonato, ser um divisor de águas confirmando o caminho que o Palmeiras traçou lá atrás, ao eleger um cara jovem e corajoso pra sua presidência. Que cometeu seus erros mas recolocou o time entre os grandes.

Mas Palmeiras é essencialmente isso. De uma humanidade profunda, que erra, acerta, erra de novo, se empolga, se emociona e se apaixona. Não será diferente nesse domingo.

Depois de termos jogado uma suficientemente boa partida contra o simpático Sapaio Corrêa, com grande atuação do goleiro Jaílson, bom jogo do meia atacante Kelvin e oportunismo do Cristaldo, que salvou a pasmaceira. O restante ficou devendo até pela falta de entrosamento. Mas uma quantidade tão grande de passes errados não pode ser aceita assim.


Seja como for, um milhãozinho a mais pela bilheteria da partida de volta nunca é demais. E mantém o astral pro time da final, que é o que interessa agora. O time deve estar tranquilo pra domingo e tocar a bola com calma e atenção, muita atenção na marcação, a puxada de ataque é nossa.

Força, atitude, união e sabedoria nessa hora. Vamos que essa taça quer vir pra cá de novo. Todos juntos, misturados e alucinados VERDÃO!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Da missa não sabemos o terço

Como é bom ter um relance, ainda que breve, sobre a real das coisas... entrevista ontem do Alexandre Khalil (novamente) no Bate Bola da ESPN. Declarou de forma clara e explícita que no futebol:

1) Toda equipe deve blindar-se (o que é dificílimo) contra o vazamento de informações, capazes de destruir completamente o ambiente do grupo. Falou que pra descobrir os dedos-duros espalhava mentiras pontuais e quando elas vinham à tona, sabia qual era a procedência. Disse claramente que enquanto isso ocorria não havia chance de sucesso do time.

2) Jogadores fritam o treinador sim, aconteceu com o próprio Luxemburgo no Atlético. Quando o grupo não aceita o treinador, pode ser o medalhão que for, vai pra frigideira.

3) A mídia não sabe nem 10% do que acontece nos bastidores do futebol, fatos que ditam o rumo dos acontecimentos não vem à tona. Ou seja, a gente faz o maior blá-blá-blá em cima do nada.

Pra finalizar, ainda confirmou que o Curintcha ganhou seu estádio da rede Globo, tal como lhe confidenciou o cara de areia mijada Sanchez lá num almoço no Fasano. Devem ter avalizado as garantias financeiras e mexido seus pauzinhos, que nessa zona de país é o que realmente conta.

Resumo da história: vivemos numa ilusão que mascara uma realidade muito mais dura e crua do que imaginamos. A imprensa é o próprio arroz de festa, versando sobre o vácuo, sendo que o que realmente conta mal é sabido. E ao invés de permanecer no lugar-comum da vilanização de dirigentes (sempre culpados por tudo de ruim que acontece no futebol), poderiam voltar sua atenção aos próprios jogadores, grandes responsáveis pelo que acontece em campo.

Da mesma forma como a mídia faz com o patrão e o empregado, no futebol o dirigente é o diabo e o jogador o coitado explorado. Nada mais longe da verdade... não há santos nessa história, apenas um público apatetado que paga pra consumir uma ilusão que só o afasta do mundo real. E assim segue o bostelê televisivo, radiofônico e impresso. E como diz a propaganda, seja feliz!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Crescendo nas finais

Dizem que os números não mentem. Mentem sim e inclusive já foram usados para grandes atrocidades, mas isso e outra história. O presente hoje se mostra de outra maneira. Números do campeonato.

Numa rápida análise das estatísticas de fundamentos de cada equipe, temos uma leitura em raio-x de suas forças e fraquezas. Pois bem, o que dizem as estatísticas?

Antes uma consideração: ao contrário dos maiores adversários o Palmeiras montou um time praticamente novo pra temporada 2015, o que naturalmente compromete no resultado final, uma vez que no início da temporada o time ainda vinha cambaleando pra adquirir um padrão de jogo que outros já tinham. Considerado isto, vemos que:

O que o time do Santos mostrou no campeonato até agora, evidencia diversas qualidades principalmente em: finalização, desarmes e dribles. Lideram nesses quesitos. Outro fator evidente: a dupla Ricardo Oliveira e Geuvânio, assistidos pro Lucas Lima, é a que mais finaliza. É sua grande arma. Robinho fica alí só fazendo salseiro e aproveitando os espaços. Além disso o Lucas Lima também ajuda bastante na marcação, ainda no campo adversário.

Já nós somos fortes nos cruzamentos e viradas de jogo, embora não fiquemos muito atrás nas finalizações e desarmes. Nos dribles ainda nos falta muito. Nossos melhores jogadores em estatística são Gabriel (desarme), Lucas (cruzamentos) e Robinho (assistência). Mas temos outros números negativos, sendo líderes em perda de posse de bola e faltas cometidas.

Considerando isso, é fundamental que o Oswaldo tenha em mente a importância da marcação certa e de como travar – como fez na primeira partida – a dupla de ataque santista, que virá babando e caindo na área. E saber usar melhor o Dudu por exemplo, que pode render mais se tocar a bola mais rápido.

Com a ausência do Arouca o Oswaldo pode deixar o time mais ofensivo com Robinho na dupla com o Gabriel, tendo Valdívia, Dudu, Rafael Marques a frente e Leandro, Gabriel ou mesmo Cristaldo como centroavante. Contando com a entrada do Cleiton no decorrer do jogo. Ou entrar com dois volantes de contenção. Aliás é nosso ponto forte: a qualidade do nosso banco e as variações que ele permite. É aí que devemos investir.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vantagem simples não pode acomodar

Saímos na frente na disputa de 180minutos pela Taça do Paulistão. Legal mas agora temos os 90minutos finais lá na Vila com o time titular descansado e melhor orientado.

Descansado porque finalmente temos elenco pra jogar duas competições. Vamos ao Maranhão enfrentar o Sampaio Correa pela Copa do Brasil sem nenhum dos jogadores que iniciaram a última partida. Nem o Valdívia lógico.

Bom, precisamos mesmo dessa semana pra dar uma melhorada geral. Depois do pênalti perdido o Palmeiras se abateu demais e parou de oferecer perigo ao gol adversário. O Cleiton Xavier cansou e o Oswalds ao invés de tirar ele tirou o Robinho. Pra mim foi a cagada da tarde, mas beleza seguramos a vantagem.

Sobre os pênaltis: o segundo é vísível que já na área, no último instante o pé direito do jogador santista - que já vinha agarrando - toma a frente do pé esquerdo do Leandro e o trava, impedindo e causando sua queda definitiva. Sem contar lógico, no pênalti no primeiro tempo em cima do Rafael Marques, deslocado do chute com carga por trás.



Arbitragens a parte, no começo ficamos insistindo pela esquerda, com Dudu e Rafael Marques. Mas a boa marcação travou tudo. Até que descobrimos a direita, com o Lucas, melhor do jogo. Aí o jogo fluiu melhor.

A vantagem do jogo na Vila é que o Santos terá que sair mais e sendo o contra-ataque uma de suas maiores forças teremos a condição de jogar o feitiço contra.

O Santos perdeu mais com a ausência de seu Robinho do que nós sem o Valdívia. Mas temos que acertar a marcação, já que teremos 2 volantes de contenção ao invés do que aconteceu nessa partida, com a saída do Arouca.

Tem que marcar direito, marcar com muita atenção e aproveitar qualquer oportunidade, o que tínhamos pra desperdiçar já foi, né Dudu. Aliás, aposto que ele fará uma baita partida no próximo fim de semana. Vai correr mordido, pilhado pelo próprio presidente do clube.

Começamos a semana conscientes da vantagem e mais conscientes ainda que muito tem que melhorar, principalmente na marcação do meio campo e sua ligação com o ataque. Bora Oswaldo, faz cara de mau que nem a que você estava na arquibancada, pega fortin com a molecada e vâmo erguer essa linda Taça, mais que merecida. E faça desse o começo de uma longa e bela história.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Clássico Arte

Já virou clichê: Palmeiras x Santos sempre rende grandes jogos. Afinal são 2 equipes que sempre privilegiaram o futebol arte, ofensivo e sem muita falta. Prova disso a partida antológica em 1958 quando o placar foi a 7x6, pro time do Pelé infelizmente. Mas o Palmeiras da época estava se remontando, após quase uma década sem títulos – o último havia sido o Mundial de 51.

Será um presente ao público. 180minutos de futebol arte e se o juiz não atrapalhar, que vença o melhor. Eu não estou satisfeito só em chegar na final não, de forma alguma. Chegamos é pra levar, com credenciais que vão de um 3x0 magistral no tricolets à desclassificação gambática em casa.

O Santos sempre teve meu respeito pelo bom futebol que sempre praticou. O problema é que viver a sombra de um Pelé não é fácil não. Sabemos porque penamos depois da saída do Divino. Mas pra eles a sombra foi ainda maior. E se reflete até hoje. Na dependência dos “jogadores-astro”, como tiveram depois Robinho e Neymar.

Comemoração na final de 59 no Pacaembú,
ainda com sua concha acústica.
A qualidade de tais jogadores é indiscutível. O problema é a quase deificação dessas figuras, que aparecem ocasionalmente a cada uma ou duas décadas. Futebol não é só um jogador, uma estrela que brilha acima de todas. Isso fragiliza o grupo. Seja como for, o time do Santos hoje é equilibrado e tem aquele Lucas Lima que precisa ser muito bem marcado.

O Palmeiras merece esse campeonato, sem a menor sombra de dúvida, pelo que passou, pelo que viu sua torcida sofrer, pelo investimento, pela coragem e pelo que sofreu antes de ver algum resultado aparecer. O Palmeiras mostrou que devemos ter paciência e evitar julgamentos precipitados. A reconstrução pode deixar a casa feia por um tempo, mas não precisa demitir o pedreiro por conta disso, espera pra ver a obra completa! E agora falta pouco...

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Paixão e devoção, de geração à geração

Você sabe o que levou o Palmeiras à vitória na última partida? A defesa do Prass, a qualidade dos jogadores, a orientação do treinador, o empenho da diretoria, tudo foi importante. Mas o que definiu mesmo foi o que nos mostra a imagem ao lado, que diz tudo.

Fé. Fé pura de uma torcida linda, que não tem problema em passar seus valores de geração pra geração, uma vez que são compreendidos e admirados por quem vem depois, tal qual a linda menininha da imagem.

Essa paixão que se mistura com devoção, comum a tantos torcedores, tão habitual por aqui, explica um pouco o que significa torcer de verdade. Não se trata apenas de escolher um time e esperar que ele ganhe, tal como se aposta num cavalo. Ou pra ficar tirando sarro alheio (ainda que seja ótimo).

A torcida devocional jura amor à um time e seus valores assim como à uma religião e suas escrituras. Não pode uma religião – através de seus preceitos – ditar a forma como você conduz sua vida? Pois então, o mesmo acontece com o torcedor devoto. Ele reconhece, se identifica, assimila e age de acordo com os valores comuns mais proeminentes da coletividade que ele “pertence”.

Na torcida do Palmeiras isso significa valorizar uma vida de conquistas através do esforço próprio, de geração pra geração, valorizar sua herança cultural, sua educação e pioneirismo típico de quem costuma ser tido como referência. Significa ter um grande coração, apreciar a arte a família e uma bela macarronada!

Pois é por essas e por outras que acontece a devoção. Pela identificação aos valores e à vida que eles proporcionam. E que eles prevaleçam, pelo menos naquele instante! Quando se ajoelha assim pedindo aos céus, os anjos despencam pra atender. E assim se faz uma torcida. Assim se faz um time. O resto é detalhe.

obs: parabéns aos pais da bambina, essa os anjos escutam!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

PALMEIRAS, ÉPICO!

Fratelli, fratellada, o que falar num dia como esse? Primeiramente parabenizar cada palmeirense. Essa torcida merece cada momento de alegria que sente hoje. Pelo que sofremos, pelo que passamos, pelo que nos empenhamos, merecemos virar a página de um começo de século turbulento. Assimilar as lições da vitória pois derrotas já tivemos demais!



Divisor de águas. Como o Oswaldo disse, não é apenas uma vitória, é a motivação e a confiança que ela traz. Não era só o adversário que estava desfalcado, nós ficamos sem o Zé Roberto e tivemos que improvisar com um zagueiro que mal vinha jogando! Depois ainda o Kelvin, que vinha de recuperação. Sensacional.

Ganhar lá, estádio lotado, torcida adversária confiante. No último lance, alí no tie-break com um match poit recuperado, é foda demais. Fazer gol naquele goleiro lá não é fácil não. E o Prass, o que o Prass me faz? MITA. A defesa no ultimo pênalti foi igual a do Marcos em 2000, só mudou de lado! E ainda vai lá e comemora igual!!! PRAAAASS!!!!! VAI SE APOSENTAR AQUI. ESSE VAI SE APOSENTAR AQUI, NÃO TEM PRA NINGUÉM NÃO.

O momento chupa vai pro consórcio Itaquera-Global. Esse é só o começo. Só nóis mesmo pra mandar uma chapoletada nesse conluio que pretende dominar na base da força e da audiência. Palmeiras!!!

A gente erra, se atrapalha pacas. Mas quando o Palmeiras se organiza, representa a camisa. Nesse campeonato que já parece épico, só falta agora o embate contra o Santos, um time que sempre rendeu ótimos jogos, vide a última e histórica final de 59. E o último grande de que nos falta a vitória nesse Paulista. Será grandioso.

Vale lembrar uma coisa. Do alto dessa vitória, com a cabeça leve, podemos refletir sobre o que é o futebol e o quanto as vezes um ano ruim anterior pode preceder uma temporada vitoriosa. Pois armar um time desse que o Palmeiras armou não é fácil, é preciso financeiro. E às vezes você tem que se limitar num ano pra se armar no próximo.

Só que de nossa visão imediatista a gente critica sem considerar esse fator. Então, sejamos mais conscientes, vejamos coisas numa perspectiva de tempo mais longa, pra CONFIAR mais em nosso time. Não é fácil, eu mesmo critico pracacete. Mas temos que aprender, e confiar e apoiar. VAMOPALMEIRAS!!!!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Palmeiras x Central Globo de Itaquera

O jogo do Curica é assim: jogam com tranquilidade e confiança de quem tem um padrinho Lula e uma madrinha Global. E muito entrosamento. Pra fazer 1x0 e se fechar atrás explorando contra ataque. E usar a ansiedade do adversário. Confiança e tranquilidade pela paz com a torcida e com os resultados conseguidos. E num esquema bem definido, que não precisa mudar.

Nosso lance é não afobar e jogar com muita atenção, pois o adversário joga com passes rápidos no campo adversário. Não adianta sair dando bote desesperado, o negócio é cercar perto e fazer o passe sair picado, mastigado, buscando a retomada de bola na sequência.

O entrosamento Arouca e Gabriel é fundamental, bem com a qualidade na saída de bola do Robinho. Tentarão anular esse começo sempre que puderem, então o toque tem que ser rápido.

Conseguir um gol na frente muda toda história, mandando o adversário prum estilo diferente de jogo. Mas temos que lidar com ambas as circunstâncias. O mais importante é trabalhar com com o banco, E com a cabeça dos jogadores, mostrando quão importante é para o torcedor uma vitória nessa altura do campeonato.

Calma, serenidade e muita atenção. Marcação conjunta e ataque rápido. Quem correr menos que 10k nessa partida nem volta no ônibus. E vamoquevamo.

Golpe de Mestre II
O Nobre continua com a faca nos dentes nas negociações. Mais uma vez deixou claro publicamente que o Palmeiras tem interesse na renovação com o Valdívia e o mesmo acontece com o jogador.

Todos sabemos que pagar o valor que o pai do Valdívia considera justo é a falência de qualquer clube. Mas também reconhecemos sua importância. Falta só ele reconhecer o quanto o Palmeiras já fez e pagou por ele.  

terça-feira, 14 de abril de 2015

Divisão Globo-Itaquera de Entretenimento

Em 2013, num dos programas de entrevistas da ESPN o ex-presidente do Atlético-MG deu uma declaração emblemática. Disse que o presidente do SCCP Andres “Cara de Areia Mijada” Sanchez, havia lhe confidenciado que havia implodido o Clube dos 13 sob orientação da rede Globo, que passaria a negociar diretamente com o clubes aumentando significativamente a bolada de cada um além de - segundo suas próprias palavras – lhe dar o estádio de presente.

O estádio não foi “dado”, mas foi garantido pela prima da mídia. Mas o negócio é só um dos aspectos dessa ligação Globo-SCCP, que vai muito além da audiência. Trata-se da imagem, da associação do canal a um elemento popular, que lhe dá credibilidade junto ao seu principal público. É uma estratégia de comunicação totalmente legítima. E já foi feita na década de 70/80, com o Flamengo.

A Globo gruda no Corinthians pra ter a cara “do povo”. E o Corinthians, com a mais justa razão, explora sabiamente o conceito, deitando, rolando e aproveitando o momento. Até aí, tudo bem. O problema é que isso acontece de forma velada, subjacente. E no contexto esportivo prejudica as demais equipes, obrigadas a competir sob situação desigual.

É óbvio que a audiência é determinante pro canal e a programação é dele. Mas quando o esporte vira só um produto a competição justa é distorcida em favor do interesse do mais forte. E vira um instrumento em si, de associação de imagem a um conceito e público-alvo.

Não há nada que uma grande coorporação precise mais do que o apoio popular e é isso que a Globo, dando a maior (e melhor) cobertura possível ao “time do povo”, busca. Não é só uma questão de audiência...

O Palmeiras tem que acordar pra isso. Sem deixar de receber o que deve, ter um caminho paralelo, configurar uma alternativa a essa associação, que já vem acontecendo há anos. E como fazer isso?

  1. Exposição. O torcedor não pode ser refém de um pacote caríssimo de exibição. Ainda que o palmeirense tenha uma condição financeira boa, o futebol é uma diversão popular e o Palmeiras deve fazer o escarcéu que for pra ser transmitido mais vezes em TV aberta. Time competitivo já está montado, buscar bons resultados é o próximo passo. Aí a gente vai pra cima.
  1. Conceito. Inebriado com seu sócio Avanti e a sua fantástica bilheteria o Palmeiras está dando uma tremenda brecha ao não capitalizar o momento. Em 5 anos o SCCP abraçou o conceito de time “do povo”, puxando para si toda a força que ele agrega. O Palmeiras possui forte identidade, que só falta ser melhor trabalhada e apresentada. Os 2 conceitos mais próximos ao clube são o de “família” e “classe média trabalhadora”, ambos carregados de histórias e heranças culturais comuns à coletividade palmeirense. Paixão, cultura, estilo, disciplina, pioneirismo e irreverência são outras características comuns. Mas o que se destaca mesmo é o amor à família e aos valores que compõe sua identidade, quase num saudosimo romântico por algo que vem do passado e lhe causa orgulho. “Grande Família” por exemplo, é um conceito que desperta simpatia, acolhimento, fácil compreensão e poderia ser explorado.

Finalizando: em termos de estratégia de marketing o Palmeiras está levando um cacete. Assistindo seu concorrente aproveitando o momento como deveríamos fazer. Não temos um garoto propaganda tipo Lula, nem a Globo como madrinha. Mas temos algo maior que isso, os valores que unem uma nação com milhões e milhões de apaixonados. À LUTA PALMEIRAS!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

35.000 às 11h00, é “chora concorrência”.

Quando o Oswaldo aparece falando que “nunca havia visto uma torcida como esta” a gente dá um desconto e entende a orientação de quem quer se aproximar do seu público. Mas parece que sua sinceridade é realmente maior do que qualquer demagogia.

O Palmeiras coloca 35.000 pessoas às 11h00 da matina de domingão. É pra concorrência olhar o borderô com mais de 1.5milhão líquidos pro clube e chorar de inveja. Mas a maior diferença não está na quantidade, mas na qualidade da torcida, cheio de grupos familiares e amigos. É sensacional. O Palmeiras tem a torcida que todo clube pede a Deus.



E aos poucos o time vai mostrando um padrão de jogo mais definido. Acertando a marcação mais forte entre o meio-campo e a defesa. Arouca e Gabriel na volância, entrosando com a zaga. Vitor Ramos jogando bem, com a suspensão pelo 3º amarelo do Victor Hugo deve compor a zaga com Tobio (ou Jackson) na próxima partida.

O meio-campo ofensivo ainda joga sob a necessidade de um armador, apesar do Robinho fazer a função, é o Valdívia que impõe um diferencial inegável com sua técnica e genialidade. As viradas de bola, o domínio, a imprevisibilidade, os passes, ah os passes... é o tipo de jogador ao qual a bola agradece e o futebol de todo time aparece.

Se ele pode jogar ao lado do Cleiton, com certeza. Mas dependendo do adversário, pois perderíamos um pouco de marcação, além da importante presença do Robinho e do Dudu. Então, é questão de saber jogar com nossas opções, jogar com o banco que nos dá condição de variar jogadores e ganhar qualidade.

O Rafael Marques por exemplo, está ganhando confiança, é raçudo e joga pro time, puxando a marcação e abrindo espaço pro atacante principal, como aconteceu no gol contra o Botafogo.

Temos a semana inteira de preparação. Não é preciso dizer o quanto uma vitória é avidamente aguardada por aqui. Mas ninguém deve se desesperar em caso de outro resultado, pois o time está ganhando consistência e com poucos ajustes entrará no segundo semestre, que é onde o bagulho ferve mesmo, com condições de estar entre os protagonistas da competição.

Agradecemos a Deus e que dê clareza ao Oswaldo, confiança aos jogadores e paz a todos que acompanharem gloriosamente nosso time lá nas distâncias da marginal. Palmeiras vai jogar, eu vou! VAMONESSAPALMEIRAS!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

As vezes o Palmeiras ronca

O que é que vamos comentar sobre essa porcaria de jogo contra o Ituano? Um empatezinho mequetrefe que só serviu pra ver que não adianta avaliar os “pratas” numa só partida, sabemos que João Pedro e Nathan jogam bem mais do que apresentaram ontem. Principalmente o Nathan que está voltando de recuperação. Os 2 tem muita qualidade e devem evoluir, é só questão de tempo, orientação e confiança.

Outro ponto, o Maikon Leite. PeloamordeDeus, chama quem um dia achou que ele poderia ser jogador de futebol e diz: SQN filhão! Putaquelospariles... e olha que não faltou chance.

Mas a melhor da noite foi o Valdívia – segundo palavras do Oswaldo – cansado. É compreensível que após tanto tempo sem atuar com regularidade e pós recuperação o sujeito ainda esteja com o fôlego se abrindo. Mas péraí... eu tenho 43 anos e corro 2h00 cazzo... futebol é diferente, lógico, mas guaradas as proporções, o mundo hoje é muito mimimi.

Bueno, melhor é apoiar e dizer “é isso aí time, vai que nóis tá atrás”, baixar a cabeça e ir em frente. Sabe quando você levanta de manhã e encara aquela criatura remelenta e inchada ao seu lado, mas que fazer o que, você ama né?... então, baixa cabeça e segue em frente que daqui pouco melhora.


O Palmeiras as vezes parece uma gordinha que arrota na mesa e ronca na cama. Tem horas que a gente fala: “o que fiz pra merecer isso?”. Mas depois você sai na balada e se diverte pacas com ela e acaba se acostumando com o ronco. O Palmeiras ontem roncou, mas tem muita balada pela frente.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Holofote, o destruidor de grupos.

Poucas coisas rendem mais aos canais midiáticos (imprensa e publicidade) do que a exploração da característica natural de precisarmos de “referências” pra nossa conduta. Isso é parte de um processo cognitivo maior, que se estende por toda criação. Mas só entre nós gera audiência, dinheiro. E como é que faz pra criar isso? Holofote.

No sentido literal ou figurado. Holofote. Ou hoje em dia, câmeras. Aponte uma câmera prum sujeito. E ele pode se envaidecer. Aponte 100 câmeras em sua direção, e você terá um pavão ululante, que se acha a última bolacha do último supermercado do mundo.

A mídia sempre buscará personalidades que rendem ótimas matérias e vendem muito bem. No âmbito esportivo os clubes também lucram, a medida que a busca pelo “ídolo” também lhe traz boas divisas, ainda que haja sempre uma “aposta” em questão. Parece um sistema ideal. Seria, se não fosse por um pequeno efeito colateral: a sombra do holofote.

Todo holofote produz uma luz forte, intensa. Só que essa luz ofusca quem está ao lado. À sombra do holofote faz-se a sombra. E na sombra a motivação se esvai. E sem ela, o grupo se desfaz. Isso acontece no futebol a 3 por 4. Direto e reto. Todo dia e constante.

O clube tem que lidar com o ônus das câmeras, que esfacela conjuntos na busca por personalidades pra levar ao Olímpo, carregando junto sua audiência. Por isso eu digo... Valdívia, fica quietinho e joga, por favor.

Abrindo a Caixa-Preta
Por mais de uma vez o Paulo Nobre declarou que o custo de jogar no Allianz gira em torno de 700/750mil reais. O mínimo que se poderia fazer é explicar muito bem como é que esse valor pode subir 300% em relação a um estádio normal. Não pode ser tão caro assim e esse valor tem que ser revisto e negociado.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Vitória boa, mas demos brecha

Vencemos fácil o Mogi Mirim. Com o time que já vinha atuando e ganhando entrosamento. Ainda há muita falha na zaga que as vezes deixa a defesa desguarnecida e muitas outras coisas mais.

Só que aí, o que é que acontece? Mais uma vez, só pra entornar o caldo, ganhando de 3 o torcedor vai lá e faz coro pro Valdívia. Quando não faz corinho pra Gabriel é corinho pra Valdívia.

Não sou contra nenhum jogador, absolutamente. Mas a torcida bem que poderia ter a noção de quanto o excesso de atenção a um ou outro jogador pode prejudicar o ambiente do grupo num todo.

Os jogadores deveriam ser maduros pra lidar com isso. Pois é... deveriam. Mas poucas vezes são. E nós esquecemos até mesmo as lições básicas, como o que aconteceu ao time em 2009, quando da chegada do Wagner Love (e o time fez “operação-padrão” em campo).

A manifestação do torcedor é compreensível. Totalmente compreensível mas inapropriada. Era tudo o que o Mago queria pra deitar e rolar na entrevista, pra felicidade dos jornalistas.



O resultado disso foi o gênio apatetado do Valdívia dando lenha pra imprensa, ao declarar descontentamento pela forma como está sendo conduzida sua renovação e blá blá blá.

Só que pusemos 29.000 pessoas ontem contra o Mogi. Um jogador tem o poder de atrair torcida, sem dúvida. Mas quando joga! Produtividade sim! Lembremos que há uma Copa América daqui a alguns meses, lá no Chile. Advinhem quem vai jogar lá? A permanência do Valdívia é importantíssima. Mas não podemos ter o time dependente de um jogador.

Cristaldo
Pode não aparecer no gol do Fantástico, que mostra os últimos 3 segundo do lance. Mas o que fica escondido é como ele tem puxado bem a marcação. Só precisa aperfeiçoar o cabeceio, arma eficaz em várias situações.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Pro melhor estádio, a melhor festa

2 palavras sobre as festas e coreografias dentro do estádio.

Se a torcida do Palmeiras, bem como sua coletividade se considera mesmo diferenciada, que preza por sua herança cultural e que tem o estádio mais bonito do Brasil, não pode se conformar com nada menos do que fazer a FESTA DE TORCIDA MAIS BONITA DO BRASIL.

O clube deve se empenhar em fazer aquilo que ninguém fez até hoje aqui. Ações que se tornem manchete de jornal, referência a outras torcidas. Que literalmente causem admiração e inveja noutras torcidas, mas sobretudo um imenso ORGULHO ao torcedor Palmeirense.

Não precisa ir longe. Não precisa querer reinventar a roda. Só é preciso organização, disposição e alguma verba, que convenhamos, o clube vem fazendo bem em sua nova casa.

É só pesquisar, estudar com os engenheiros do estádio e até mandar pra ver como funciona in loco, algumas “coreografias” feitas na Europa e imediações. O CLUBE tem que tomar a iniciativa dessas ações em coordenação com suas torcidas organizadas (são fundamentais na execução).

O torcedor está ávido por isso. O palmeirense, mais ainda. Mostrar a todos sua capacidade de organização e união, é muito do que a imagem do time, suja por tantos anos de bagunça, precisa.

Vamos fazer uma festa sim. Mas é CENOGRÁFICA. Com LUZES E SOM. Com MOSAICO 3D. Organizada, uníssona, irretocável. Aí fratellada, quero ver o jogador entrar desmotivado. Olhem só a quantidade de coisa animal que já é feita. É só o clube ter empenho e organização.