terça-feira, 28 de abril de 2015

Crescendo nas finais

Dizem que os números não mentem. Mentem sim e inclusive já foram usados para grandes atrocidades, mas isso e outra história. O presente hoje se mostra de outra maneira. Números do campeonato.

Numa rápida análise das estatísticas de fundamentos de cada equipe, temos uma leitura em raio-x de suas forças e fraquezas. Pois bem, o que dizem as estatísticas?

Antes uma consideração: ao contrário dos maiores adversários o Palmeiras montou um time praticamente novo pra temporada 2015, o que naturalmente compromete no resultado final, uma vez que no início da temporada o time ainda vinha cambaleando pra adquirir um padrão de jogo que outros já tinham. Considerado isto, vemos que:

O que o time do Santos mostrou no campeonato até agora, evidencia diversas qualidades principalmente em: finalização, desarmes e dribles. Lideram nesses quesitos. Outro fator evidente: a dupla Ricardo Oliveira e Geuvânio, assistidos pro Lucas Lima, é a que mais finaliza. É sua grande arma. Robinho fica alí só fazendo salseiro e aproveitando os espaços. Além disso o Lucas Lima também ajuda bastante na marcação, ainda no campo adversário.

Já nós somos fortes nos cruzamentos e viradas de jogo, embora não fiquemos muito atrás nas finalizações e desarmes. Nos dribles ainda nos falta muito. Nossos melhores jogadores em estatística são Gabriel (desarme), Lucas (cruzamentos) e Robinho (assistência). Mas temos outros números negativos, sendo líderes em perda de posse de bola e faltas cometidas.

Considerando isso, é fundamental que o Oswaldo tenha em mente a importância da marcação certa e de como travar – como fez na primeira partida – a dupla de ataque santista, que virá babando e caindo na área. E saber usar melhor o Dudu por exemplo, que pode render mais se tocar a bola mais rápido.

Com a ausência do Arouca o Oswaldo pode deixar o time mais ofensivo com Robinho na dupla com o Gabriel, tendo Valdívia, Dudu, Rafael Marques a frente e Leandro, Gabriel ou mesmo Cristaldo como centroavante. Contando com a entrada do Cleiton no decorrer do jogo. Ou entrar com dois volantes de contenção. Aliás é nosso ponto forte: a qualidade do nosso banco e as variações que ele permite. É aí que devemos investir.

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