quarta-feira, 29 de abril de 2015

Da missa não sabemos o terço

Como é bom ter um relance, ainda que breve, sobre a real das coisas... entrevista ontem do Alexandre Khalil (novamente) no Bate Bola da ESPN. Declarou de forma clara e explícita que no futebol:

1) Toda equipe deve blindar-se (o que é dificílimo) contra o vazamento de informações, capazes de destruir completamente o ambiente do grupo. Falou que pra descobrir os dedos-duros espalhava mentiras pontuais e quando elas vinham à tona, sabia qual era a procedência. Disse claramente que enquanto isso ocorria não havia chance de sucesso do time.

2) Jogadores fritam o treinador sim, aconteceu com o próprio Luxemburgo no Atlético. Quando o grupo não aceita o treinador, pode ser o medalhão que for, vai pra frigideira.

3) A mídia não sabe nem 10% do que acontece nos bastidores do futebol, fatos que ditam o rumo dos acontecimentos não vem à tona. Ou seja, a gente faz o maior blá-blá-blá em cima do nada.

Pra finalizar, ainda confirmou que o Curintcha ganhou seu estádio da rede Globo, tal como lhe confidenciou o cara de areia mijada Sanchez lá num almoço no Fasano. Devem ter avalizado as garantias financeiras e mexido seus pauzinhos, que nessa zona de país é o que realmente conta.

Resumo da história: vivemos numa ilusão que mascara uma realidade muito mais dura e crua do que imaginamos. A imprensa é o próprio arroz de festa, versando sobre o vácuo, sendo que o que realmente conta mal é sabido. E ao invés de permanecer no lugar-comum da vilanização de dirigentes (sempre culpados por tudo de ruim que acontece no futebol), poderiam voltar sua atenção aos próprios jogadores, grandes responsáveis pelo que acontece em campo.

Da mesma forma como a mídia faz com o patrão e o empregado, no futebol o dirigente é o diabo e o jogador o coitado explorado. Nada mais longe da verdade... não há santos nessa história, apenas um público apatetado que paga pra consumir uma ilusão que só o afasta do mundo real. E assim segue o bostelê televisivo, radiofônico e impresso. E como diz a propaganda, seja feliz!

2 comentários:

  1. Pois é, seria muita inocência não acreditar que essas coisas todas e ainda piores não acontecem no Futebol.

    Agora, o bom pra nós Palestrinos, é que não vemos nosso nome em bocas sujas, não vemos nem mesmo os rivais falando algo que denigri nossa história. Simplesmente por que não existe esses escândalos em nossa trajetória.

    Por isso digo, ser Palmeirense é um ideal de vida.

    Piethor Drumond

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    1. Santo ninguém é, mas que o Palmeirense sente orgulho de uma trajetória que prima pelo correto, isso sente. Valeu Piethor.

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