quarta-feira, 22 de abril de 2015

Paixão e devoção, de geração à geração

Você sabe o que levou o Palmeiras à vitória na última partida? A defesa do Prass, a qualidade dos jogadores, a orientação do treinador, o empenho da diretoria, tudo foi importante. Mas o que definiu mesmo foi o que nos mostra a imagem ao lado, que diz tudo.

Fé. Fé pura de uma torcida linda, que não tem problema em passar seus valores de geração pra geração, uma vez que são compreendidos e admirados por quem vem depois, tal qual a linda menininha da imagem.

Essa paixão que se mistura com devoção, comum a tantos torcedores, tão habitual por aqui, explica um pouco o que significa torcer de verdade. Não se trata apenas de escolher um time e esperar que ele ganhe, tal como se aposta num cavalo. Ou pra ficar tirando sarro alheio (ainda que seja ótimo).

A torcida devocional jura amor à um time e seus valores assim como à uma religião e suas escrituras. Não pode uma religião – através de seus preceitos – ditar a forma como você conduz sua vida? Pois então, o mesmo acontece com o torcedor devoto. Ele reconhece, se identifica, assimila e age de acordo com os valores comuns mais proeminentes da coletividade que ele “pertence”.

Na torcida do Palmeiras isso significa valorizar uma vida de conquistas através do esforço próprio, de geração pra geração, valorizar sua herança cultural, sua educação e pioneirismo típico de quem costuma ser tido como referência. Significa ter um grande coração, apreciar a arte a família e uma bela macarronada!

Pois é por essas e por outras que acontece a devoção. Pela identificação aos valores e à vida que eles proporcionam. E que eles prevaleçam, pelo menos naquele instante! Quando se ajoelha assim pedindo aos céus, os anjos despencam pra atender. E assim se faz uma torcida. Assim se faz um time. O resto é detalhe.

obs: parabéns aos pais da bambina, essa os anjos escutam!

4 comentários:

  1. Galluzzi,
    Ótimo post.
    Uma coisa que precisa ser citada em termos de identificação e que penamos nos últimos anos foi a falta da nossa casa. Tudo bem que em 2015 muita coisa mudou mas a volta a nossa casa foi muito importante para muita coisa. O Palmeiras sentiu muito o fechamento do Palestra Itália..a torcida desanimou, o Pacaembú nunca foi nossa casa nesses anos. Ganhamos a Copa do Brasil 2012 por ter jogado um ótimo jogo no Olimpico e depois seguramos as pontas na Arena Barueri. Fora esse momento foi duro pra torcida concorda?
    Primeiro campeonato na nova casa e já estamos numa final. Que delícia jogar a final EM CASA. Espero que seja a primeira de muita.

    Abraços.

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  2. Galluzzi fratello, realmente foi um momento inesquecível que eu vivi com meu filho nesse domingo, nos abraçamos, gritamos, muita emoção! Me senti feliz e orgulhoso de ter criado mais um palestrino!! E o nome da Rua Palestra Itália ficou demais, grande homenagem!
    Abraço, saudações alviverdes!

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  3. Galluzzi, minha esposa e duas filhas de 9 e 12 anos que não ligam para futebol. As vezes fico assistindo sozinho, no domingo repetiu-se o meu processo. Porém nos pênaltis, elas foram se achegando na sala e em poucos minutos estavam as 3 torcendo. No ultimo pênalti na defesa do Prass elas vibravam e gritavam muito mais que eu e estávamos abraçados e comemorando.
    PS: Tenho um filho de 17 anos que se diz Palmeirense e com o barulho da sala saiu do "computador e jogos cibernéticos", e perguntou o que estava acontecendo. Depois até me surpreendeu com a seguinte pergunta: "Quem está jogando". Preciso dizer mais alguma coisa?

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    1. PG, parabéns pela família! Mas seu filho precisa de uma ajuda imediata! Sugiro doses mensais de estádio de futebol pra ele, um belo Allianz Parque pra ele ver onde que o bicho pega. Bora arrastar o moleque do cyber! rsss... é nóis fratello, abraço!

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