quinta-feira, 28 de maio de 2015

Uma ilusão chamada futebol

O jogo foi horroroso e o Oswaldão já parece que acionou o "foda-se". A pergunta é: QUEM? Quem será nosso próximo treinador? Luxa? Cuca? Abelão? Renato Portaluppi? Eu voto em JESUS, só ele faz milagres desse porte..

Estamos nessa de troca / não troca de técnico enquanto vem notícia que lá na Suíça prenderam o Marin e vários outros por corrupção. LINDO!!! SENSACIONAL!!! Quem dera tivéssemos polícia assim aqui no Brasil. A Federal até que tenta...

Mas isso remete a uma questão fundamental no futebol: até onde o que assistimos, pagamos e torcemos é mesmo verdade, real e não apenas um circo onde nós somos os palhaços pagantes? Infelizmente a realidade pode estar muito mais próxima da segunda opção.

O problema é o seguinte: torcemos para algo inexistente. Simples assim. Torcemos pra algo que, na realidade prática não existe, sendo apenas levados a isso pois alguém tem que pagar as contas no final.

É assim que funciona: nós, somos levados a acreditar nos “times”, afinal é a paixão pelo clube que movimenta tudo. Mas na prática isso não existe. O que existe mesmo é um grupo de pessoas (jogadores) buscando projeção INDIVIDUAL naquela vitrine chamada clube.

Entrosamento hoje em dia é piada. E no futebol esse elemento é primordial, fundamental, essencial. E nessa pororoca de interesses (grupo x individual) que nosso futebol está afogado. Os clubes vivem muito mais a mercê dos jogadores do que se imagina. Basta uma “pisada na bola”, uma contradição, uma discórdia qualquer e toda motivação, todo empenho do “profissional” evapora num instante.

Porque sofremos com essa realidade? “Motivação” tornou-se a palavra-chave. E na busca disso, e também pra evitar descontentamentos no elenco, os treinadores adotaram a nefasta prática do “rodízio”, que é pra que todo mundo seja “testado”. Na prática serve pra que todo mundo possa ter seu “momento vitrine” e pra que o treinador seja querido pelo elenco, não seja fritado.

Só que esse “momento vitrine”, essa lambeção que mutos treinadores adotaram tem seu efeito colateral. Primeiro que ficamos vítimas do capricho dos jogadores (que aliás são sempre incensados pela mídia). E segundo, mais prejudicial, é que o entrosamento vai pro saco!

Pra conseguir o tão importante entrosamento o time deve atuar com a mesma formação base por vários jogos, caso contrário é impossível desenvolver um padrão de jogo sólido. O Luxemburgo faz isso. E por isso foi fritado no Atlético, foi fritado no Flamengo e muitos outros lugares que passou, pois não aceita essa mimada em jogadores. É foda. Muito foda.

Então é isso. A gente entra no estádio pra torcer pro time naquele campeonato. Os jogadores entram em campo pensando em fazer uma boa atuação, boas jogadas pra rechear o portfólio montado por seu empresário. Quanto ao resultado da equipe em si... bem, isso é problema mais de outros do que dele. Eles fingem que jogam pelo time e a gente vive essa ilusão. Citando Nelson, “a vida, como ela é”.

Resumindo: tivéssemos jogadores mais profissionais e menos mimados não viveríamos uma realidade onde o treinador tem que se preocupar em ficar alisando o elenco pra não vê-lo rachado e sem seu comando. Não precisaria fazer esse rodízio ridículo, jogando com titulares que ganhariam entrosamento mais rápido. Só pra citar, fizemos isso em 1993... mas hoje, a realidade é outra. Aí eu pergunto: já que tudo se torna um imenso produto, qual é nosso lugar nesse circo todo? Bom dia a todos...

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quando as batatas assam

Oliveira. Oliveira meu filho... tô aqui cantando a bola que a bagaça ferve por aqui quando os resultados não aparecem. Aí tu me me vai lá e perde do Goiás em casa? Ah certo, vinham de duas vitórias, tem o time bom..." não alivia nada.

Por isso e já que não adianta nada ficar aqui tecendo comentários sobre o time que não foi bem nesse domingo ensolarado em que mais de 37.000 palmeirenses encheram o estádio pra vê-lo derrotado, o melhor é mandar a imagem que diz tudo.


Oswaldo, se tem alguma batata assando hoje, é a sua. Terás mais algumas oportunidades, mas ou se coça, ou será caçado.  Le bataté est assadé.

É triste, eu gostaria de ver treinadores tendo mais tranquilidade e tempo pra desenvolver seu trabalho. Mas no Palmeiras não tem essa. O time é bom, o elenco é forte e o padrão tem que aparecer, caso contrário a culpa é do treinador. Certo ou errado é sempre assim. E lá vamos nós outra vez. A busca do treinador ideal, aquele que vai chegar num cavalo branco...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Aprendendo com Minas e RS

Estava conversando com uma amiga psicóloga, daquelas profissionais que trabalham em Recursos Humanos, lidando com grandes equipes. Perguntando quais as maiores dificuldades pra conseguir a eficiência, não houve dúvida por parte dela: bons profissionais e muita motivação.

Até aí, não há grande novidade, todos sabem da importância desse fator. Mas num universo onde o pagamento do salário aparece como um ítem corrente, o que mais a empresa pode fazer pra deixar o funcionário motivado? Resposta dela mesma: Perspectiva, gratidão e reconhecimento.

Perspectiva pra gente é vitrine e isso o Palmeiras faz bem. Uma grande vitrine pra que cada jogador possa sair daqui ainda melhor e mais valorizado do que entrou.

Gratidão vem da torcida e é um ítem sutil mas poderoso. O atleta tem que sentir que deve e vale a pena correr por aquela camisa, pelo que aquela coletividade representa.

Reconhecimento é valorização financeira e pública, vem de diretoria e comissão técnica. Treinadores que defendem seu elenco, ressaltam sua qualidade, suas individualidades e não fica só apontando erros. Isso é valorizado por qualquer elenco, o treinador que até pode ser bravo, mas defende o elenco categoricamente, como o Felipão antigamente.

Perspectiva, gratidão e reconhecimento são os combustíveis da motivação. Num contexto onde os clubes basicamente reproduzem as fórmulas utilizadas por outros, quem souber explorar cada diferencial, larga na frente.

Diretoria, comissão técnica e torcida devem estar alinhadas pra tocar o barco com toda força. Diretoria baixa o preço, comissão convoca e dá o comando, torcida abraça a causa e comparece. Assim se faz o entorno de um time que almeja a conquista. 

Hoje, alguns times já estão conseguindo aplicar essa prática de forma mais eficiente. E se quisermos os melhores exemplos devemos ir buscar em Minas e no Rio Grande do Sul. Atlético-MG, Cruzeiro e Internacional conseguem hoje alinhar suas equipes, comissão, diretoria e torcida num pensamento mais conjunto. O resultado já pode ser visto. Se liga Palmeiras.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Justiça parcial e treinadores defasados. Vai Brasil.

Última segunda feira tivemos o julgamento do Dudu no TJD-SP, que acatou a acusação de agressão e lascou 180 dias de gancho no garoto. Era de se esperar, pois nas primeiras instâncias da justiça as leis são interpretadas mais a risca, uma vez que não há autonomia pra se aplicar um critério que possa gerar precedentes.

Aí o time vai lá, entra com recurso e o caso vai a uma sala mais alta do prédio, o “pleno” do STJ, que pode (e tem autonomia) entender o caso com um critério mais brando. E se não der certo, ainda há mais um “superior” a que recorrer, o Supremo, onde quem fala mais bonito leva.

Agora eu pergunto: dá pra levar a Justiça do país a sério? Como é que esse tribunal não consegue distinguir um empurrão de uma agressão? Precisa subir de instância pra entenderem? Precisa desenhar mais? Precisa... porque aqui é Brasil.

O mesmo país que tem uma classe de treinadores defasados e incapazes de lidar com o individualismo e a mentalidade dos jogadores. O melhor exemplo disso é o Scolari, técnico que aprendemos a amar e odiar também.

Não estou aqui pra defender jogador algum, mas quando o infeliz do Kleber saiu do Palmeiras, abriu a caixa de pandora do treinador deixando claro que poucos gostavam dele, já que ao invés de proteger e abraçar o time como antigamente, ele mais esculachava e desdenhava de jogadores.

Pois o fato se repetiu no Grêmio e a despeito dos envolvidos, parece que procede mesmo. Acontece que o Felipão não é exceção. É um exemplo representativo da classe de treinadores que atua hoje no país. Classe aliás que dificilmente exporta profissionais a times de primeiro escalão internacionais, ao contrário do que acontece com os jogadores. A razão disso parece bem clara. Defasagem.

Aí alguém chega numa mesa redonda qualquer com a presença de um treinador e fala isso. Pronto, é esculachado e hostilizado, como fez o Mário Sérgio há tempos atrás. Brasileiro é assim mesmo, custa a reconhecer sua falha e via de regra põe a culpa nos outros, como o Felipão costuma dizer: “O que posso fazer se peço camarão e me mandam sardinha?” Faz sardella Felipão. Mas se vira com o que você tem, caso contrário ficará repetindo os mesmo erros.

O primeiro critério para um treinador ser bem sucedido é o time lhe ouvir. Quando ele se queima com o elenco, ninguém mais executa seus comandos e a fritura é feita em pouco tempo. Isso acontece geral. Por isso tantos treinadores tem que ficar “revezando” jogadores, pra evitar descontentamento e os tradicionais “rachas” no time. E isso nem é culpa deles, pois vem da mentalidade (pobre) do jogador, que não aceita ficar no banco etc.

Ou seja, hoje o treinador brasileiro se preocupa mais em alisar do que treinar o jogador, só pra não ser fritado pelo grupo. O resultado é óbvio.. Brasil levando de 7x1 dentro e fora dos campos.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Entrosamento é bom e faz vencer

AE OSWALDS! Tô aqui falando que vida de treinador no Palmeiras não é fácil. Pela paixão que sentimos, quando o resultado míngua, a batata assa.

Debaixo dos meus 40 e tralalá, sei que futebol é complicado. Exige um tempo grande demais pra uma torcida com tanta paixão. O torcedor nunca terá a paciência que o futebol pede. Fazer o quê? CORRE COM ESSA PORRA AÍ OSWALDS, caso contrário tua batata vai assar.

Eu lamento pacas essa dificuldade que o Palmeiras dá a todo treinador em ter um ambiente tranquilo pra trabalhar, sem trocentos “conselheiros” dando pitaco e cutucando aqui e ali. A prática da “corneta” que toca alto até o infeliz sair, se cala nos próximos 6 meses pra depois ressurgir retumbante. Ano após ano. Década após década.

Então Oswaldão, toca o barco aí, vara noite assistindo vídeo, mostre bem claro aos jogadores onde está a falha. Por exemplo: jogo do Barcelona ontem. Mais de 800 passes. Como é que se consegue passar tanto assim? Posicionamento, compactação. Sem isso você perde a bola invariavelmente.


Jogo sem torcida deixou tudo mais morno, mas isso não explica a falta de ofensividade, do jogo vertical, do drible e penetração no momento certo. Tem que ter mais confiança, ousadia! Rafael joga bem, mas pode ir mais pra área. Leandro ainda precisa mostrar um pouco mais. E o Dudu... bem, terá algum tempo no estaleiro, já temos que pensar em quem atuará por ali. Provável o Kelvin, que vem mostrando serviço.

Sobre o Zé Roberto, que me desculpe quem o defende na lateral, mas acho que já deu pra ele alí. Ou ele vai pro meio ou teremos uma 23 de Maio, uma 9 de Julho ali na esquerda. Desculpa Zé, mas a molecada é loka, corre pra burro! Sua visão é importante no meio, nos falta o jogo cerebral. O Valdívia já está pensando na Copa América. Já na direita o Lucas tem cumprido bem a função.

Oswaldo: que nessa segunda cinzenta você esteja tão injuriado quanto nós, palmeirenses. Batendo aquele constran que pesa na consciência e afasta o sono, tá ligado? Os erros estão claros, as dificuldades explícitas. Bora resolver essa parada, bora ganhar padrão de jogo tio! Tens elenco e tens torcida. De uma forma ou de outra estaremos alí, pra cobrar e comemorar. VAMOPALMEIRAS!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Onde há Mattos não há drama

Fez muito bem o Alexandre Mattos em vir a público desmentir a boataria sobre contratações. Conseguir livrar-se disso é quase impossível, mas o vazamento de informações pode ser estancado. E o Palmeiras, que sempre foi um vertedouro de boatos à imprensa, tem feito o que pode pra diminuir os efeitos nocivos dessa prática. E até certo ponto tem conseguido.

O problema é que a imprensa precisa vender. E pra vender muitas vezes precisa distorcer as informações e publicar notícias sem grande comprometimento com sua veracidade e muito menos consideração pelos danos que essa cobertura venha a causar ao seu “entrevistado”.

Não que ela precise nutrir qualquer simpatia, lógico. O problema é salientar a pauta omitindo e descontextualizando fatos. Quando um veículo faz comparações de treinador por exemplo dizendo que “os números” de um anterior são melhores que o atual, é porque tem interesse em vender na base do sensacionalismo, pois ignora que tivemos vitórias muito mais significativas nesse período. Um caso clássico de distorção usando números e causando confusão. Ou tem alguém que deseja a volta do Gilson Kleina?

O ambiente de trabalho no Palmeiras sempre foi complicadíssimo. Pela boataria que se espalha na imprensa, pela impaciência do torcedor, pela paixão como as coisas são tratadas alí. Treinador então nem conta, a cada 3 meses um é crucificado. E não poderia ser diferente com o Oswaldo, ainda mais com o elenco fortalecido e a torcida inflada pelo “tô pagando, quero show”.

Nós somos assim mesmo, palmeirense é um drama. O ser humano é um drama. É por isso que a gente precisa dessas intervenções de uma diretoria que venha a público e dê com o pau na mesa decretando logo “quem manda nessa merda sou eu, vocês só falam groselha”. É isso aí Mattos! Onde Mattos rules, não há fucking drama. Capice?

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vai pro meio Zé!

Ae sim hein! Oswald's manda Zé pro meio e nóis se arruma. Ouça a voz da torcida e não se darás mal! Sampaio Corrêa né? Simpático Sampaio, com seu massagista Marley Cambalhota, conseguiu seu momento pole position no primeiro tempo, abrindo o placar e obrigando o Palmeiras a correr atrás.

Segundo tempo outro jogo. Chamada do Oswaldo no vestiário? Entrada do Robinho? Vergonha na cara? Um pouco de tudo. Mas a entrada do lateral esquerdo Egídio, que empurrou o Zé pro meio, foi o destaque do jogo. Lucas também está muito bem na lateral direita. A defesa ainda está queijo suíço, entrosamento alí não tá fácil não. Fosse outro time o Prass teria sofrido muito mais.

Victor Hugo é bom, mas conseguiu ser entortado pelo atacante do Sampaio. O Amaral, que entrou pra fortalecer a volância não ajudou muito.Wellington sempre entra pra um jogo isolado e não consegue desempenhar 100%. Só uma zaga titular – com o entrosamento que ela traz - pode nos salvar. 


Na frente também, o Dudu ainda está achando seu espaço, o mesmo com Rafael Marques. O Leandro não contribuiu muito mas hoje temos opções. Cristaldo sempre ajuda, chama o jogo e finaliza. O Kelvin driblador tem se mostrado uma ótima contratação. E temos que considerar a ausência do Cleiton, Valdívia, Gabriel Jesus.

Resumo da Ópera, tem muito o que melhorar (haja trampo Oswalds) mas o time parece disposto em campo e capaz de evoluir. Embriagados de emoção analisamos tudo de forma instantânea, mas só o tempo dirá quem vai ou quem fica. Titulares em campo, padrão de jogo e resultados, tudo exige tempo. Bora trabalhar treinador! VAMOPALMEIRAS!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Começa a luta pelo Brasileiro 2015

Esse 2x2 em casa na primeira rodada do Brasileirão2015 não era exatamente o que a gente queria, mas dada a situação da partida, onde estávamos perdendo e fomos buscar o empate no último ataque, valeu pela raça e pela luta.

Aliás, pelo jeito será uma luta constante, até mesmo contra a energúmena CBF, incapaz até de segurar seus impulsos comerciais chupados da vênus platinada que comanda esse país, e ter a capacidade de sair cobrindo desesperadamente o nome Allianz com ridículas faixas improvisadas.

É por isso que eu digo, tem horas que parece que esse país definitivamente não deu certo. Tivesse condição 90% da população se pirulitava pra Miami, isso sim. E essa Canalhagem Brasileira do Futebol, uma entidade privada que junto com a rainha mãe das comunicações do Brasil põe o esporte no bolso, como um produto e nada mais.  Que vergonha de fazer parte disso.

Já os clubes, entidades seculares muito mais representativas e anteriores a CBF, Globo ou mesmo a existência da TV, deveriam ser mais respeitados, com um nível de arbitragem melhor e uma organização que não nos envergonhasse. 7X1? Foi é pouco isso sim.


Mas voltando ao que interessa, nosso Palmeiras. Vários pontos importantes nessa partida, começando pelo Zé Roberto. Como pode o melhor lateral esquerdo do Campeonato Paulista deixar as avenidas que deixa? Assim não dá. Ou vai pra 2º volante, como o Oswaldo fez no segundo tempo ou disputa vaga com o Egídio, Victor Luís ou quem for. De toda forma, continua muito importante pro esquema de jogo

Outro: Valdívia. Pareceu desmotivado pensando mais na Copa América do que no Palmeiras. Ambos os lados esperam um reconhecimento maior. O Valdívia pelo gênio que acha que é (pode até ser mas a garrafa desse gênio vive quebrada...) e o Palmeiras, por tudo que já gastou com ele (aí sim, tem razão). Tudo depende de quem seu pai conseguir convencer a levar o futebol de seu prodígio. Caso consiga algum milionário perdulário, boa sorte. Caso contrário ele fica.

Finalizando, Rafael Marques. Aí a imprensinha chega perguntando se ele não rende mais alí na área. Não necessariamente. Os atacantes, bem marcados, abrem espaço pros meias quem vem de trás e também deve saber finalizar, como é o caso do Rafael Marques, que já vem caindo nas graças da torcida com sua raça e determinação.

Pois esse é o Palmeiras hoje. Um processo em evolução. Só gostaria de mencionar mais uma vez o SHOW da torcida comparecendo em massa pra assistir e ajudar o Palmeiras. O maior público da rodada comprova essa lealdade. Que sirva de exemplo e motivação ao time, pra perceber quanto a torcida o apoia e quão importante é esse campeonato. VAMONESSAPALMEIRAS!!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Contratempo ocasional de uma trejetória maior

Confesso, vandalizei. Em 1992. O Palmeiras vinha de seu primeiro ano com patrocínio Parmalat e fazia a final do Paulistão contra a bambizada na casa deles. Aí acho que no segundo gol tricolete não me aguentei e sentei a pesada no pobre banco de madeira arregaçando as ripas da numerada.

Fiquei com um com vergonha depois, o banco estava lá, inerte. Mas a fila era pesada demais pra que gente conseguisse segurar alguns impulsos. E na juventude a visão do imediato é muito mais forte, longo prazo é algo distante demais pra alguém com 20 anos.

Pois eu não conseguia ver que aquela mudança, mais do que um campeonato no primeiro ano, nos traria frutos maiores à frente. Esse é o mesmo momento que vivemos.

Com um aporte de mais de R$100milhões de reais em créditos para equalizar suas dívidas (que clube consegue isso?), ótimos patrocínios, um programa de sócio-torcedor que causa inveja nos adversários e uma bilheteria vultosa o Palmeiras hoje vive uma nova era, completamente diferente de 1 ou 2 anos atrás, que não deve ser maculada por um tropeço em algo tão efêmero quanto disputas de pênaltis.

É assim que devemos enxergar: O PROJETO PALMEIRAS está em seu início, a bem da verdade enquetes prévias mostravam que mesmo o torcedor palmeirense não esperava um título nesse primeiro semestre. O presente inicial foram as vitórias nos clássicos, as verdadeiras lembranças que teremos desse Paulistão 2015.

Não seremos soberbos como outros que desdenharam o campeonato após eliminação, o Paulistão é ótimo e tem seu charme. Se outros estados não têem “nível” pra fazer campeonatos regionais o problema é deles, nós temos. E é a preparação perfeita para o Brasileirão e Copa do Brasil. 

Só que às vezes, ao ganhar o time ganha se acomoda e relaxa no segundo semestre. Já o segundo lugar dá o vislumbre concreto da vitória que lhe foi tirada e a vontade insana de conquistá-la. Mas parabéns ao campeão, que a despeito das trágicas arbitragens tem um grande ataque.

Não há melhor semente pra futuras vitórias do que o reconhecimento do trabalho, ainda que não tenha trazido o resultado máximo, conseguimos ótimos avanços. Todo apoio será frutificado. VALEU TIME!!! GRANDE CAMPEONATO, GIGANTE PALMEIRAS, ETERNA TORCIDA.