segunda-feira, 18 de maio de 2015

Entrosamento é bom e faz vencer

AE OSWALDS! Tô aqui falando que vida de treinador no Palmeiras não é fácil. Pela paixão que sentimos, quando o resultado míngua, a batata assa.

Debaixo dos meus 40 e tralalá, sei que futebol é complicado. Exige um tempo grande demais pra uma torcida com tanta paixão. O torcedor nunca terá a paciência que o futebol pede. Fazer o quê? CORRE COM ESSA PORRA AÍ OSWALDS, caso contrário tua batata vai assar.

Eu lamento pacas essa dificuldade que o Palmeiras dá a todo treinador em ter um ambiente tranquilo pra trabalhar, sem trocentos “conselheiros” dando pitaco e cutucando aqui e ali. A prática da “corneta” que toca alto até o infeliz sair, se cala nos próximos 6 meses pra depois ressurgir retumbante. Ano após ano. Década após década.

Então Oswaldão, toca o barco aí, vara noite assistindo vídeo, mostre bem claro aos jogadores onde está a falha. Por exemplo: jogo do Barcelona ontem. Mais de 800 passes. Como é que se consegue passar tanto assim? Posicionamento, compactação. Sem isso você perde a bola invariavelmente.


Jogo sem torcida deixou tudo mais morno, mas isso não explica a falta de ofensividade, do jogo vertical, do drible e penetração no momento certo. Tem que ter mais confiança, ousadia! Rafael joga bem, mas pode ir mais pra área. Leandro ainda precisa mostrar um pouco mais. E o Dudu... bem, terá algum tempo no estaleiro, já temos que pensar em quem atuará por ali. Provável o Kelvin, que vem mostrando serviço.

Sobre o Zé Roberto, que me desculpe quem o defende na lateral, mas acho que já deu pra ele alí. Ou ele vai pro meio ou teremos uma 23 de Maio, uma 9 de Julho ali na esquerda. Desculpa Zé, mas a molecada é loka, corre pra burro! Sua visão é importante no meio, nos falta o jogo cerebral. O Valdívia já está pensando na Copa América. Já na direita o Lucas tem cumprido bem a função.

Oswaldo: que nessa segunda cinzenta você esteja tão injuriado quanto nós, palmeirenses. Batendo aquele constran que pesa na consciência e afasta o sono, tá ligado? Os erros estão claros, as dificuldades explícitas. Bora resolver essa parada, bora ganhar padrão de jogo tio! Tens elenco e tens torcida. De uma forma ou de outra estaremos alí, pra cobrar e comemorar. VAMOPALMEIRAS!

6 comentários:

  1. É Galuzzi, essa é a torcida do Palmeiras.

    Eu mesmo já estou ficando um pouco cansado da falta de padrão de jogo... será que depois de 5 meses no comando de um time, trabalhando praticamente todo dia, não dá tempo de conhecer o plantel?

    Se estiver havendo pressão interna, do tipo, põe X ou Y pra jogar, entenderei as dificuldades extras. Caso não, empatar com o Joinvile já está ficando demais. Honestamente, comecei a ver um filme enquanto assistia o jogo de ontem... o filme do time não indo bem no início, se complicando no meio e brigando pra não cair novamente. Tá foda!!!

    Abraço!

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    1. Fala Claudião, não sei se vamos brigar pelo campeonato, mas pra não cair tbm é exagero, acho eu. A grande verdade é que há tempos não tínhamos elenco, agora que melhoraram esse quesito, o peso cai no treinador. Não acho que o Oswaldo seja o melhor possível, mas acho que vários times conseguem ser campeões com treinadores do mesmo nível, porque não nós? Precisaremos sempre de um super medalhão como técnico pra ser campeões? Tivéssemos um ambiente menos corrosivo, prosperar no Palmeiras não seria uma tarefa tão inglória pros treinadores quanto é... abs!

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  2. Galluzzi,
    Recentemente tive a oportunidade de ler um artigo, em um dos jornais de grande circulação de São Paulo, de que embora em grande número, o Palmeiras com Alexandre Mattos, estava sendo cirúrgico nas contratações. Apesar de não concordar plenamente com a reportagem, foi inevitável a conexão com “Moneyball” (O homem que mudou o jogo), um filme norte-americano produzido em 2011 e que foi baseado no livro “Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game”, que por sua vez se baseia na história real de Billy Beane, diretor geral do time de basebol do Oakland Athletics, que criou um time competitivo para a temporada de 2002 embora a situação financeira do clube não fosse nada favorável. Sua estratégia foi a utilização de uma equação matemática capaz de avaliar os dados de cada um dos jogadores a partir de suas estatísticas. A citada equação matemática foi supostamente criada por Peter Brand – economista fanático por beisebol.
    Mas, se Mattos representa a versão Beane do futebol e contratou os jogadores que mais se destacaram em suas respectivas posições, por qual razão o Palmeiras consegue ter um desempenho tão ridículo diante de adversários tão pouco qualificados?
    A resposta a esta questão não é tão simples. Pode ser um indicativo de que o treinador não tenha conseguido entender o algoritmo proposto por Mattos para a solução da equação e continua encaixando as peças por intermédio de processos empíricos e arcaicos, sempre de acordo com suas preferências pessoais e experiências adquiridas pelos times nos quais trabalhou. Também pode ser sintoma da reação dos demais jogadores à panelinha entre OO e os ex-jogadores do Botafogo. O fato é que Oswaldo tem cometido os erros de forma recorrente. Os jogadores jogam espalhados demais, sem nenhuma intensidade. O time é lento, para não falar sonolento. É bom que OO comece a dar padrão de jogo a este time logo, senão ele vai ter sérios problemas.

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    1. Pois é João gosto de beise, mas nos EUA o profissionalismo é maior dando condições a essas análises estatísticas precisas. Aqui, sabe quem tinha uma estatística muito boa no Palmeiras até o ano passado? O Wesley. Jogador brasileiro dribla até estatística.

      Todo time bom mesmo que já vi até hoje, tinha além de peças importantes, o entrosamento como fundamento básico. Caso contrário o time fica a mercê de uma ou outra peça como nós em 2009 e tudo afunda.

      Por outro lado já vimos muito time “seleção no papel” que é uma fraude em campo. Por quê? Expectativa, pressão e vaidade. Quer saber a melhor fórmula prum time dar certo? Além da premissa de bons jogadores e boa comissão técnica paga em dia (não precisa ser uma seleção ou o treinador mais caro), dê a esse grupo 2 a 3 anos, mantenha a espinha dorsal com mudanças pontuais sem pressão na primeira temporada e aí sim, na segunda e terceira você verá melhores resultados. A maior parte dos times com bons resultados tem esse retrospecto. Mas por aqui, 6 meses é longo prazo, então...

      A despeito de achar o Oswaldo ideal (não é e nem precisa ser), é fato que as condições no Palmeiras para o desenvolvimento de um trabalho eficiente (confiança, segurança e estabilidade) são raras e é contra isso que me posiciono.

      A outra grande questão é a disponibilidade de mercado, mas isso é uma questão pra outro post... rs. Abs!

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    2. Galluzzi,
      Concordo plenamente com você quanto às poucas condições dadas aos treinadores no Palmeiras nas últimas décadas. Exceto nas épocas das vacas gordas proporcionadas pela Parmalat e o biênio 2008/2009 nenhum treinador recebeu condições adequadas. Entretanto esta não é a situação do Oswaldo de Oliveira. Poucos são e/ou foram os treinadores que tiveram a oportunidade de receber uma quantidade enorme de recursos qualificados para trabalhar, com muitos deles tendo sua indicação. Seis é o número de jogadores contratados que já trabalharam com ele em outros clubes.
      Oswaldo Oliveira não se reciclou. Utiliza-se da mesma fórmula arcaica de antes e está tentando montar o time baseados em suas experiências passadas. Foi a isto que me referi quando citei o Billy Beane e sua equação matemática.
      Com relação a prazo dados necessário para resultados tivemos exemplos de treinadores que obtiveram resultados em menos de seis meses no cargo. Luxemburgo assumiu o Palmeiras em janeiro de 2008 e em 04 de maio daquele mesmo ano já era campeão paulista. Ainda em 2008 classificou o time para a Copa Libertadores. Em 2009 efetuou uma completa reformulação do elenco que só não foi campeão brasileiro daquele ano porque o então treinador, Murici Ramalho, não teve competência para administrar as vaidades. Podemos citar, ainda, o caso da primeira passagem do Felipão no Palmeiras onde em menos de seis meses no cargo foi vice-campeão brasileiro, perdendo a final para o Vasco após dois empates. Não bastasse o que foi citado, veja o exemplo das seleções que em três meses, no máximo, todos estão treinados, com conjunto e entrosados.
      Portanto, em qualquer lugar do mundo, seis meses representa um prazo muito longo quando o assunto é futebol.

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    3. Fala João!

      bem, no caso do Felipão e do Luxemburgo, que foram os únicos que conseguiram títulos relevantes no Palmeiras em décadas, ambos também tinham grandes elencos na mão. Concordo que não só o Oliveira, mas a esmagadora maioria dos treinadores brasileiros não se reciclaram. Esse é o problema! Não tem muito pra onde correr não meu caro! O Palmeiras já não foi buscar treinador na Argentina? O que deu? Ah, devia ter trazido outro... cara, não existe isso de "quero esse treinador e pronto". Não existe. Muitas vezes não há condições pra trazer quem vc quer e vc tem que se contentar com o possível. O Mano Menezes não foi sondado antes? 600.000 por mês, seria viável pagar isso? Então, não é questão de "quem devemos trazer" e sim "quem podemos trazer". Isso é pra todos os clubes.

      O Felipão mesmo que vc citou, tá numa DRAGA desgraçada, todo mundo falando que envelheceu, só queima os jogadores e não consegue empatia com nenhum elenco. Aconteceu isso aqui mesmo! O Luxemburgo? Adoraria ir pro SP. Pq o SP não aceita ele? Porque ele vem com todo esquema e toda mala dele e isso os caras não aceitam! Só pra te mostrar como é difícil técnico bom. Vc acha que é só o Oswaldo que traz jogadores conhecidos? 7 de 10 treinadores fazem isso, pq quando o treinador conhece e indica, sabe que o jogador seguirá suas instruções.

      Na minha opinião João, é foda paca achar treinador bom pra ser campeão. Mais importante do que ficar buscando o "Principe Encantado" dos treinadores é sacar que podemos e devemos criar um ambiente mais FÉRTIL aos trabalho dos caras. E 6 meses pode ser bastante no caso de um Gareca da vida, que não passou de 35% de rendimento. Mas se o cara estiver na média de 65%, ganhando clássico e o time estiver fechado com ele, dá pelo menos 2 temporadas. A imensa maioria dos treinadores no mundo consegue resultados a partir da 2º temporada. Mas o Palmeirense não tem paciência pra isso. E tome fila. E tome culpa nos técnicos... vejo esse história desde os 80 e não acho que seja a solução pra gente. Boa dialética. Abs!

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