quinta-feira, 21 de maio de 2015

Justiça parcial e treinadores defasados. Vai Brasil.

Última segunda feira tivemos o julgamento do Dudu no TJD-SP, que acatou a acusação de agressão e lascou 180 dias de gancho no garoto. Era de se esperar, pois nas primeiras instâncias da justiça as leis são interpretadas mais a risca, uma vez que não há autonomia pra se aplicar um critério que possa gerar precedentes.

Aí o time vai lá, entra com recurso e o caso vai a uma sala mais alta do prédio, o “pleno” do STJ, que pode (e tem autonomia) entender o caso com um critério mais brando. E se não der certo, ainda há mais um “superior” a que recorrer, o Supremo, onde quem fala mais bonito leva.

Agora eu pergunto: dá pra levar a Justiça do país a sério? Como é que esse tribunal não consegue distinguir um empurrão de uma agressão? Precisa subir de instância pra entenderem? Precisa desenhar mais? Precisa... porque aqui é Brasil.

O mesmo país que tem uma classe de treinadores defasados e incapazes de lidar com o individualismo e a mentalidade dos jogadores. O melhor exemplo disso é o Scolari, técnico que aprendemos a amar e odiar também.

Não estou aqui pra defender jogador algum, mas quando o infeliz do Kleber saiu do Palmeiras, abriu a caixa de pandora do treinador deixando claro que poucos gostavam dele, já que ao invés de proteger e abraçar o time como antigamente, ele mais esculachava e desdenhava de jogadores.

Pois o fato se repetiu no Grêmio e a despeito dos envolvidos, parece que procede mesmo. Acontece que o Felipão não é exceção. É um exemplo representativo da classe de treinadores que atua hoje no país. Classe aliás que dificilmente exporta profissionais a times de primeiro escalão internacionais, ao contrário do que acontece com os jogadores. A razão disso parece bem clara. Defasagem.

Aí alguém chega numa mesa redonda qualquer com a presença de um treinador e fala isso. Pronto, é esculachado e hostilizado, como fez o Mário Sérgio há tempos atrás. Brasileiro é assim mesmo, custa a reconhecer sua falha e via de regra põe a culpa nos outros, como o Felipão costuma dizer: “O que posso fazer se peço camarão e me mandam sardinha?” Faz sardella Felipão. Mas se vira com o que você tem, caso contrário ficará repetindo os mesmo erros.

O primeiro critério para um treinador ser bem sucedido é o time lhe ouvir. Quando ele se queima com o elenco, ninguém mais executa seus comandos e a fritura é feita em pouco tempo. Isso acontece geral. Por isso tantos treinadores tem que ficar “revezando” jogadores, pra evitar descontentamento e os tradicionais “rachas” no time. E isso nem é culpa deles, pois vem da mentalidade (pobre) do jogador, que não aceita ficar no banco etc.

Ou seja, hoje o treinador brasileiro se preocupa mais em alisar do que treinar o jogador, só pra não ser fritado pelo grupo. O resultado é óbvio.. Brasil levando de 7x1 dentro e fora dos campos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário