sexta-feira, 15 de maio de 2015

Onde há Mattos não há drama

Fez muito bem o Alexandre Mattos em vir a público desmentir a boataria sobre contratações. Conseguir livrar-se disso é quase impossível, mas o vazamento de informações pode ser estancado. E o Palmeiras, que sempre foi um vertedouro de boatos à imprensa, tem feito o que pode pra diminuir os efeitos nocivos dessa prática. E até certo ponto tem conseguido.

O problema é que a imprensa precisa vender. E pra vender muitas vezes precisa distorcer as informações e publicar notícias sem grande comprometimento com sua veracidade e muito menos consideração pelos danos que essa cobertura venha a causar ao seu “entrevistado”.

Não que ela precise nutrir qualquer simpatia, lógico. O problema é salientar a pauta omitindo e descontextualizando fatos. Quando um veículo faz comparações de treinador por exemplo dizendo que “os números” de um anterior são melhores que o atual, é porque tem interesse em vender na base do sensacionalismo, pois ignora que tivemos vitórias muito mais significativas nesse período. Um caso clássico de distorção usando números e causando confusão. Ou tem alguém que deseja a volta do Gilson Kleina?

O ambiente de trabalho no Palmeiras sempre foi complicadíssimo. Pela boataria que se espalha na imprensa, pela impaciência do torcedor, pela paixão como as coisas são tratadas alí. Treinador então nem conta, a cada 3 meses um é crucificado. E não poderia ser diferente com o Oswaldo, ainda mais com o elenco fortalecido e a torcida inflada pelo “tô pagando, quero show”.

Nós somos assim mesmo, palmeirense é um drama. O ser humano é um drama. É por isso que a gente precisa dessas intervenções de uma diretoria que venha a público e dê com o pau na mesa decretando logo “quem manda nessa merda sou eu, vocês só falam groselha”. É isso aí Mattos! Onde Mattos rules, não há fucking drama. Capice?

3 comentários:

  1. Só para constar o quanto é boa esta gestão Nobre e mais ainda agora com o Mattos: um certo blogueiro carniceiro do site do UOL reduziu drasticamente o volume de notícias mentirosas e tumultuadoras nestes últimos dois anos.
    Outra coisa, para fazer justiça ao Gilson Kleina, Galluzzi. Assim como é cedo para cornetar o trabalho do OO, nunca sequer chagamos ao ponto de poder avaliar o trabalho do Kleina, pois o cara não tinha um time decente em mãos. Fez o que dava pra fazer, que era subir pra primeira divisão.

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    1. Tô contigo Franco, o Kleina não foi avaliado justamente nem pela diretoria, nem pela torcida. Mas não vou mentir... naquele ponto em que chegamos, tive meu medo de que a diretoria investisse nele. Pura insegurança minha.

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    2. É verdade! A gente acaba misturando as coisas e avaliando pelo desempenho geral, naquela época o elenco era sofrível. Mas se a própria imprensa reconhece que o trabalho de um treinador - guardadas as proporções, o Gareca foi um extremo - precisa de tempo pra ser avaliado, porque surge com uma matéria que ignora esse fato e parte a analisar seus resultados com menos de 6 meses de time? Porque precisa polemizar pra vender. Eles sabem que a comparação é precoce e compromete opiniões. Mas se tiver potencial pra gerar repercusão, é o que importa. Quando um dirigente declara publicamente que a opinião pública não sabe nem de 10% do que se passa nos bastidores, a gente começa a ter noção do tipo de "informação" nos é vendida. Abs!

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