segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Desabafo sobre o futebol nacional

Fratellada, hoje não há post sobre a partida de ontem. Primeiro porque o Palmeiras mal entrou em campo então nem há o que comentar. Segundo porque extiste algo pior do que a ruindade apresentada em campo. É o fato dessa ruindade estar generalizada. E o motivo disso é que se antes o futebol era uma vitrine, hoje é uma gôndola de supermercado. Nem vidro há mais. Entre e leve.

Há 15 anos atrás ouvíamos atentos a vociferação jornalística contra os “cartolas”, verdadeiros demônios sangue-sugas do futebol. Seriam eles – segundo ela – os responsáveis por toda desorganização do futebol brasileiro, bem como tudo de errado que lhe acontecia. Os jogadores eram “escravos” da lei do passe e aquilo tinha que acabar. Pois bem, acabou e aí? Aí é que lascou geral.

A imprensa continua achando que tudo se resume a “incompetência administrativa dos cartolas” sem perceber quanto a realidade vigente arrebenta, estraçalha, acaba, dificulta e as vezes impossibilita a administração de um bom futebol, haja vista o MERETRÍCIO MERCANTIL que o mercado futebolístico se tornou, onde toda qualidade é vendida logo na segunda temporada.

Não se consegue manter um time forte. Não se consegue formar na base sem perder o jogador antes do 20 anos!!! O clube passa anos formando pra contar com o jogador dos 16 aos 19 anos (fase ainda imatura), pra ver-lhe com passe livre quando faz 19 anos e dar-lhe adeus sem mal ver a cor do seu futebol. Lógico, se ele for bom. Se for pereba fica aqui e é isso que assistimos toda quarta e domingo.

Eu não torço pra um jogador. Apesar da mídia enfatizar essa estúpida idolatria pessoal, é para os CLUBES que se torce, por seus valores em comum. E hoje os clubes estão na lama, enquanto jogadores e empresários nadam “de braçada”. Obrigado impren$inha, por ter “libertado” os jogadores do julgo escravizante dos clubes. 7 x 1 pra vocês.

Obrigado aos Kfuros e Trajanus da vida e seu discurso vendedor – sou de esquerda, sou do povo – que podem ser lindos lá no 18ºandar de uma redação. Mas que aqui, no chão duro da realidade, se esborracha na ganância humana que não pertence a classe alguma. Liberdade sempre. Mas que não seja às custas do futebol nacional.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Copa é detalhe

Olha fratellada, só por Deus mesmo viu... assistir ao Palmeiras que abdica do ataque da forma como fez ontem é algo que corrói a alma até do mais empedernido palmeirense.

MARCELO OLIVEIRA. A hora é sua. Sei que o objetivo era o empate e quase conseguimos. Mas também quase conseguimos levar 3! E mal chegamos perto de fazer 1 mísero golzinho! Do juíz nem falo nada porque ja sabíamos que seria mais um em campo contra.

O último lance da partida - quando já com 10 em campo após a expulsão infantil do Lucas quase tomamos o segundo gol – foi daqueles de olhar pro céu e dizer: “Obrigado pela força!”. É nisso que temos que nos apegar, até pela falta de algo mais consistente.

Fratellada, quem tem pra quem rezar , o faça. Estamos precisando de ajuda externa pra vencer a batalha. Serve promessa, simpatia, mandinga, Exército Jedi, Cavaleiros do Zodíaco, Alienígenas do Passado, tâmo aceitando tudo!!! Mas peloamordeDeus... alguém faz o Barrios atacar. Alguém faça esse time jogar!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

AGUEEEEEENTA CORAÇÃO!

Parafraseando um dos ilustres narradores esportivos nacionais, numa saudação aos milhões e milhões de corações palmeirenses espalhados pelo mundo, unidos pela emoção e pelos valores dessa sagrada e secular entidade que nos alumía, amém. AGUEEEEEEEEENTA CORAÇÃO!!!!!

Uma Final de Campeonato não é nunca apenas “mais uma”. Já viví muitas e muitas finais e posso afirmar, cada uma é a primeira. As emoções, por mais que sejam maquiadas num pretenso ar blasè, borbulham efervescentes no peito palestrino, incontido que é em sua paixão.

AH PALMEIRAS... se viver é aprender a amar, e torcer é basicamente um ato de amor, torcer é viver. Respeito aqueles que não se aprazem com o ludopédio. Mas sinto um certo dó de quem não vive, quem não sente essas emoções que nós, doentes, fanáticos e apaixonados torcedores compartilhamos.

FRATELLADA, FAMÍLIA!!! TODOMUNDOJUNTO!!!

A Vitória? Ahhhh Vitória... Deusa grega por tantos louvada ainda é só um vislumbre, uma fresta de luz que invade nossa alma acalentando-a docemente, de um calor tão sutil e necessário, único capaz de aquecer estes corações alvi-verdes embrutecidos pela batalha.

JESUS!!! O mestre que olha por todos nos emprestou um rebento homônimo, é ou não é pra se apegar? Olha o talento, olha o esforço da criança! Olha a vontade no rosto de um Dudu. A determinação no olhar de um Zé Roberto. A grandeza na postura de um Prass. A enormidade de uma nação que nasceu pra lutar, sofrer, conquistar, se emocionar, viver. Meus Deus, obrigado por me dar esse time pra torcer.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Palmeirenses de braços dados

Fratellada, começa o período que define o ano. Que pode levar torcida, jogadores, comissão técnica, diretoria ao céu ou ao inferno. Período de nervosismo, de roer as unhas, de promessas e simpatias.

O mundo atravessa um momento singular onde mudanças maiores parecem se avizinhar, levadas a cabo por uma velocidade vertiginosa de informação e processamento. O futebol reflete o momento, haja vista o que vivemos hoje em relação há 10 anos atrás. Muitas mudanças e algumas certezas.

Estádio novo, várias contratações, excelente patrocínio, bilheterias polpudas e equilíbrio financeiro. Enredo perfeito para uma temporada exitosa. Campeonato Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil são disputas acirradas nas quais voltamos a ser protagonistas.

Mas do que adianta ser protagonista se não houver o prêmio final a coroar todo esforço realizado?

Bem... a sabedoria ensina que o prêmio está no próprio esforço e a preparação que vem dele. Inegável, verdade inexorável. Mas fala isso pro coração! Fala isso pro coração que está em estado permanente de hipertensão, que está ali acompanhando, dando show, dando a alma, sofrendo visceralmente, comemorando insanamente...

Ter esperado pela final por um mês pode ser bom pro time treinar. Mas pros nervos da torcida é lacinante. O consumo per capta de calmantes na cidade já bateu seu recorde anual. Ingressos esgotados. Palmeirenses de braços dados. Torcer é fácil. Difícil é explicar o que se passa aqui dentro! À FINAL, PALMEIRAS!!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Poder de reação

9 dias de concentração, retiro em Atibaia e muita conversa. Ainda que o resultado inicial não tenha trazido 3 pontos, trouxe uma 2 certezas: 1) o time voltou com brio e poder de reação; 2) Jesus dá a luz! Não tira mais o moleque do time!

O primeiro tempo foi aquela dispersão que ainda persiste. Sem um jogo coeso passamos boa parte dos 45min. iniciais correndo atrás, num mix de meio-campo inoperante e ataque desassistido. O segundo tempo foi um outro jogo.

A entrada do Gabriel no lugar do Rafael e a vontade do Dudu fizeram a diferença. Robinho também teve participação importante. O time ganhou posse de bola e dominou as ações. Mais importante, soube controlar a pressão do placar adverso e buscar reação. Era isso que precisava, voltar com confiança!


Faltando 5 partidas pra acabar o ano não precisamos ficar muito nessa de “poupar” jogadores na próxima partida. O jogo contra o Cruzeiro pode ser encarado mais como um jogo sem pressão, com foco exclusivo no padrão de jogo, na movimentação e posicionamento. Já estou com ingresso pra esse “treino de luxo”, esperando nada mais que um time que sabe onde quer chegar. Nos vemos em NOSSA CASA! PALMEIRAS!!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

De braços sempre abertos, Palmeiras!

Como se ouve muito entre a torcida do Palmeiras, há clubes e times. Mas o Palmeiras formou-se, desde seu nascimento, acerca do conceito de “Sociedade”. Essa busca por um “mundo próprio” tem origem no orgulho e preservação da herança cultural familiar que a coletividade sempre carregou.

Ainda que isso tenha ficado esquecido, as gerações anteriores (imigrantes do início do século) tiveram que lidar com o preconceito de uma elite social que os via como intrusos, carregados de uma cultura diferente da sua, fosse mais barulhenta ou menos letrada – é bom lembrarmos que a imensa maioria dos imigrantes que aqui chegaram era de família muito humilde, que saíam de seu país justamente pra buscar uma condição melhor pra si e seus herdeiros.

E aqui estamos nós hoje, frutos dessa epopéia de culturas. Portador direto dessa herança sócio-genética, o Palestra Itália/ Palmeiras traz em seu espírito o valor pela aceitação social, a importância da integração social, elemento central que foi em sua formação.

Hoje, o Palmeiras tem que erguer essa bandeira, da INCLUSÃO SOCIAL, da sociedade multicultural, da sociedade que guarda valores e aceita diferenças. Aceitar as diferenças exige a consciência que seus valores podem ser preservados e que o princípio de direito universal não presume uma igualdade que a bem da verdade parece mais forçada publicitariamente do que natural.

Tudo isso pode parecer filosofia barata, mas é o que está em NOSSA BANDEIRA. É o conceito central que faz a personalidade e alma de uma "Sociedade". O Palmeiras não existiria se não pela busca de inclusão e integração social, sabendo que nela pode haver o melhor de duas ou mais culturas. Assim foi o Palestra. Assim é o Palmeiras!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Como se já não tivéssemos problemas

Naquilo que parece ser mais um episódio na grande novela de queimação de filme do Palmeiras, surge agora a notícia do piti da Crefisa, que estaria aborrecida com a diretoria do clube patrocinado que, segundo palavras de sua executiva, “faz contratações de quinta categoria”, “toma decisões e só depois consulta” e que assume compromissos de marketing e exposição de marca que não poderia arcar”.

Bom, é inacreditável as pataquadas que o Palmeiras se mete. Primeiro pela falta de uma única palavra (“especiais”), entra num litígio absurdo com a construtora, que julga ter direito a mais do que as explicitamente citadas 10.000 cadeiras ESPECIAIS à sua comercialização. Só no Brasil um juiz não entende um valor exato. Mas tudo bem...

Agora essa ideia energúmena de ver com camisa-passeio comemorativa, com patrocínio de uma empresa que sinceramente, não tem nada a ver com aquela que existia 20 anos atrás e foi inclusive à falência.

Pô Adidas, mas tenha dó também!!! Faça um terceiro uniforme animal, faz umas ações de mkt que enfatizem nossos valores, não algo que bata de frente com o patrocínio atual! Aí não dá! Ainda mais porque aquela camisa de 92 foi a última da fila. Então se há alguma pra lembrar é a de 93, que nem mais Adidas era! Marca aliás que nos acompanhou nos 16 anos de fila. Mas isso é passado né Adidas? Faz favor né!!! Pode despedir o infeliz que teve essa ideia.

E pra Sra. Crefisa... TÁ LOUCA! Cheirou maconha? Só porque tem a grana acha que pode esculachar o clube, o time e a diretoria? Bebeu água com querosene da Vale, minha senhora?! Ao invés de pegar um telefone e resolver, sai dando declaração pública sobre o que nem entendeu?! Brecha Gran Canyon, amadorismo nível master...

Futebol é muito mais complicado do que uma sala com ar-condicionado pode ensinar então seria bom que alguém avisasse o pessoal de lá: pode despedir também essa pessoa que teve a capacidade de pegar um simples e-mail de consulta e fazer a festa da imprensa depreciando o time e o clube em plena reta final de campeonato.

Não é possível que uma pessoa com esse despreparo fale em nome de uma empresa tão sólida. Parcerias são complicadíssimas de serem bem estabelecidas e não podem ficar a mercê de atos descabidos como este.

domingo, 15 de novembro de 2015

Antes que falem de nós!

Terrível, o mundo abalado por mais um ataque terrorista, a chapa vai ferver. Por aqui a ferveção tampouco arrefece, com sujeito se matando na rua a troco de nada. Depois da notícia largamente explorada sobre suposto confronto entre um palmeirense e um santista, os envolvidos se entregaram e graças a isso - e apenas isso - ficamos sabendo a verdade.

O cara não é palmeirense coisíssima nenhuma. Usava uma camisa verde do BRASIL. O que fez veículos de imprensa como UOL - notóriamente desafeto do Palmeiras depois que o clube interpelou frontalmente o descabimento de notícias falsas que o portal publicava sobre ele - seguindo a linha editorial-sensacionalista de um SBT se precipitar no julgamento da questão, tomando o cidadão por palmeirense e aa ocorrência como "briga de torcida".

O fato é que esse selo "briga de torcida" e a consequente crucificação dos envolvidos é um prato cheio à mídia, que não se detém na abordagem da questão. Afinal, pode-se até errar. Desde que se venda. Bastante. E meter o pau em torcedor organizado é é exatamente isso.

O SBT e outros veículos (a Globo também), noticiaram com a mesma ênfase a correção da notícia. Foram lá e mostraram que não era nada daquilo, que o próprio envolvido se entregou (orientado pelo advogado) contando a verdade, levando inclusive a camisa e tals.

Até agora no UOL não vi nada. Pro seu leitor ficou a impressão que a briga foi mesmo entre torcedores. Aí eu pergunto: como é que vc pode acreditar na veracidade dos noticiários se via de regra fatores decisivos para sua compreensão e julgamento são omitidos pra salientar e tornar a notícia mais "vendável"? E isso não acontece de hoje, muito menos é exclusivo das redações esportivas!

Amigos, a verdade é que vivemos num mundo que é muito mais simulado pelo interesse de quem está no comando (político-financeiro-midiático) do que ele é na verdade. Mais triste é que no momento em que o povo parecia acordar, a própria mídia tomou conta pra que todo o movimento fosse reduzido a um ato de vandalismo juvenil. Isso... é o Brasil. Por isso SOMOS PALMEIRAS!!!!!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

VIOLÊNCIA? NÃO PELA NOSSA CAMISA!!!

Fratellada, sei que é chato, mas devo abrir aqui um pequeno espaço pra reflexão acerca do terrível notíciário abordando o homicídio de um “torcedor santista”, que teria sido cometido por um “palmeirense”.

Antes de mais nada é preciso considerar que tudo deve ser apurado antes de qualquer avaliação, mesmo porque é muito fácil alguém vestir uma camisa de time pra desviar outra motivação.

Coloco tudo entre aspas por um motivo: seja lá quem fez a monstruosidade, fez por si ou por alguma rixa particular mas NUNCA EM NOME DO PALMEIRAS. Quem fez o que fez não o fez por “ser palmeirense” e sim por algo pessoal, seja lá por onde anda essa motivação absurda.

Apuração e punição pontual. De um lado. Mais atenção na educação do torcedor de outro. Os clubes deveriam encampar uma TREMENDA CAMPANHA, engajando jogadores e torcedores pra deixar explícito o conceito NÃO PELA NOSSA CAMISA!!!!

Vai fazer merda? NÃO EM NOME DO MEU TIME!!!! Fez em nome pessoal ou de qualquer grupo e responda por isso. MAS NÃO DO MEU TIME! Podemos não conseguir impedir a violência entre cada cidadão, mas podemos impedir que ela seja perpetrada “em nome” de um clube. E assim desestimulá-la!

Então que fique claro: quem LUTA não precisa brigar. Se brigar NÃO É PELA MINHA CAMISA. Esforço conjunto entre a mídia, os clubes e os torcedores. CAMPANHA CONTRA VIOLÊNCIA JÁ!!! VIOLÊNCIA? NÃO PELA MINHA CAMISA!!!! Fez merda filhão? Fez como cidadão e não como torcedor. E pague por isso.

Iluminados sejam aqueles e a família daqueles que pereceram de forma tão estúpida e desnecessária. E que os que aqui estão, lutem pra que isso termine.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Prioridade feita, tudo pela Copa.

Palmeirenses de todo mundo, relaxai-vos. O que vimos nesse domingo não foi o Palmeiras, mas um combinado pra entregar 3 pontos ao Vashco.

Não esperem que eu chegue aqui descendo lenha no elenco ou comissão. Tá na cara que já priorizaram um campeonato e é o que temos pro momento.

O Palmeiras está reservando seu fôlego pra Copa do Brasil, isso sim que importa. Tô sendo muito otimista? Lógico, é o que nos resta!

O Mattos deve reunir o elenco e comissão e declarar: são vocês em 2016. Onde quer que levem o time nesse fim de ano, estarão lá junto em 2016. Ou seja, é melhor correr...

Ainda que seja voz dissonante, discordo total e completamente da mudança radical de comissão e elenco. É óbvio que de uma temporada pra outra alguns vão e outros vem. Mas conhecendo futebol digo de cara: há times que você percebe que não vão pra frente e outros que apesar de maus resultados demonstram enorme potencial. E esse é nosso caso.

Desmontar todo time de uma temporada pra outra é a maior dificuldade que se enfrenta. O entrosamento volta ao zero. Nessas alturas dos campeonatos, os jogadores já sabem que é na Copa que mora nossa chance de um ano realizado. E a ela irão com toda vontade possível. Ao lado estaremos, pra cobrar e celebrar.

Nesse momento fratellada, deixo as sábias palavras do grande mestre, que todos sabem quem é... YODA, o verdinho fantástico. Que aliás deveria ser adotado por nossa torcida. SABEDORIA FRATELLI!!! Agora é hora de sabedoria... saber domar nossos instintos destrutivos internos pra chegar num outro nível. YODA É FODÃO. YODA É VERDÃO!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dane-se mas... ele está certo. A vaidade é (e sempre foi) nosso calcanhar de Aquiles.

Eu quero mais é que o Love se exploda, mas antes que isso aconteça algo chama a atenção.

Por mais que detestemos, ele foi preciso e pontual em sua afirmação e se o palmeirense tiver mais cabeça do que raiva nessa hora, saberá extrair a melhor lição.

A VAIDADE é sim nossa maior pedra no sapato. Não digo “hoje”, pois com uma baita comissão técnica uma diretoria atuante esse problema foi relativamente equacionado nessa temporada.

Mas sendo profundamente sincero fratellada. Nos 43 anos que vivi, já CANSEI de ver o Palmeiras penando por conta da vaidade. De cima a baixo, de dentro pra fora e vice-versa.

O orgulho é algo muito próximo à vaidade. E, orgulhoso de sua história, de suas conquistas e seus valores, o palmeirense vive a um passo desse terrível sentimento que só faz bem ao indivíduo e destrói grupos.

O que já era suspeito ficou claro. Sim foi a vaidade (ciúmes do salário de 400 pilas/mês) que nos tirou o Brasileiro de 2009. Quem quiser continuar achando que foi a ausência do Cleiton Xavier ou Maurício Ramos fique à vontade... eu vi ao vivo a“operação padrão” em campo e não me esqueço não.

Vaidade. Fratellada... Vaidade. Esse talvez seja a pior mazela, a pior doença, a pior característica que nossa coletividade carrega. Honra e orgulho são importantes. A vaidade é o mau uso que se faz deles.

Seja diferente. Mas não se julgue superior por conta disso. Nunca. Guarde pra si, ajude a evoluir e evoluirás ainda mais. Ponto. Já cansei de ver diretores do Palmeiras que comem frango e arrotam peru. Isso passa ao elenco. Isso apodrece o grupo.

PALMEIRAS. Você nasceu da alma pura e humilde de jovens trabalhadores que se uniram pra fazer bem aquilo que mais gostam. Toda e cada vez que deixares a VAIDADE (e suas irmã arrogância) se infiltrar em seus corredores, estará invariavelmente fadado à DERROTA. Jamais esqueça essas palavras.

Por mais que deteste dizer isso, o infeliz está certo. A vaidade sempre foi e ainda é nosso calcanhar de Aquiles. E dela, o futebol é antagônico.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

O mês mais importante de 2016

Fratellada, queiramos ou não, o Santos está com um treinador que conhece o Palmeiras e seu elenco muito bem, tendo uma larga vantagem nesse aspecto.

Não que a leitura de um elenco seja lá muito complicada, mas tê-lo em mãos por meses e depois ser dispensado confere ao profissional vasta munição contra o antigo empregador e mais: motivação de sobra pra vencê-lo.

Se analisarmos os adversários da tabela do Brasileirão 2015 ainda podemos ter alguma esperança. Mas o mais provável é que deixemos São Paulo e Santos na disputa, enquanto nos concentramos na curta, perigosa e instável Copa do Brasil.

Definitivamente, esse mês de novembro é o mais importante de 2016. Dependendo do que conseguirmos nele, todo futuro da próxima temporada será decidido. E ele tem um nome: Libertadores da América. Lá o clube se capitaliza e projeta. Consegue atrair jogadores, investimento e torcida. Ainda que haja vida fora da Libertadores, ela é bem mais modesta.

A torcida tem que fechar com o time de um jeito que os jogadores sintam total e absoluto constrangimento em não dar a alma no prélio. Doação, superação, determinação, empenho, esforço, raça... o time deve estar banhado, impregnado dos ideais de vitória. Pelo sentimento de merecimento que tanto time quanto torcida - que deu um show de presença em 2015 – tem por essa conquista.

Por isso eu peço... a todos os irmãos palmeirenses. Ainda que não haja alguém “mais torcedor” que outro, existe sim “melhor torcedor”! O “melhor torcedor” é aquele que pode até esmurrar parede, se descabelar, entrar em estado catatônico após uma derrota, mas não deixará que esse sentimento contamine sua paixão e, ainda que expresse seu descontentamento, não o fará publicamente, de forma a denegrir ou rebaixar o elenco.

A paixão pelo time e o respeito pelo elenco devem ser explícitas, públicas e primordiais e as cobranças pontuais, cirúrgicas e restritas. Assim o elenco sente que deve, de qualquer maneira, jogar por aquela torcida que embora conheça suas falhas não as expõe. Torcida que respeita, apoia e manifesta confiança.

É óbvio que a relação com a diretoria e o mês de 30 dias sempre contarão mais. Mas isso não tira a nossa responsabilidade de sermos a “MELHOR TORCIDA” não apenas pelo comparecimento – que tanto nos orgulha. Mas também pelo que fazemos nesse comparecimento.

PALMEIRAS, CELEBRO SUA VITÓRIA. AMO SEUS VALORES!!!