quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Flamenguices

Quantas vezes já não ouvimos que o Flamengo estava atrás de algum jogador nosso, que estava indo atrás de um treinador que também sondávamos? Tudo bem, da última vez levaram o Marcio Araújo então tem um crédito. Mas chegar direto no gerente de futebol, preparador de goleiro e analista de desempenho, numa só tacada, só poderia mesmo vir da Gávea.

Como bem sabemos, Flamengo é a versão gambá carioca. É aquele espírito bem brasileiro da Zona Tupiniquim, onde dívidas são feitas aos borbotões pois alguém sempre acredita que não serão pagas. Alguém vai dar um “jeitinho” para os times do “povo” (entidade volátil que serve a diferentes propósitos). É nessa “organização” que nosso querido Muricy Ramalho aposta.

E assim caminha a humanidade, tocando o dane-se pra qualquer ética que desponte no horizonte. Mas o que é ética para um time que – assim como seu co-irmão popular – ganha 70 milhões a mais por ano da TV por conta de uma injustificável audiência. Bem irmãos, isso é Brasil.

Alexandre Mattos
Quem viu a entrevista do Alexandre Mattos na Fox não tem como não se empolgar. O discurso por ele adotado é tão focado e meticuloso que não tardará a se tornar referência geral, se já não é. A citação dos padrões de excelência que o clube busca em diversas áreas internas é algo que anima qualquer torcedor. Da forma de contratação à integração das bases. É a nossa chance de “fazer escola” e adotar tais padrões no futuro. Cartilha ou Bíblia, se levar à vitória, que seja decorada.

Luto e Respeito
Pode ser adversário, inimigo o que for. Mas merece respeito pela paixão pelo clube e pela forma como soube conduzir seu clube e sua vida. Saudações ao ex-presidente do SP Juvenal Juvêncio que, pelo pouco que pude ver, era uma figura ímpar. Que esteja em paz.

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