segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Melhor padrão ou melhor treinador? O que é mais fácil encontrar?

Pra que gastar tanto dinheiro com o Moe, quando temos alí o treinador da Ferroviária – que faz tudo aquilo que deveríamos fazer – pra isso? Vacilamos... bom, esse foi mais ou menos o sentimento do torcedor ontem ao sair do estádio e ainda por cima se deparar com a chuva pra recepcioná-lo...

Se o Moe está pensando num “laboratório” para a Libertadores, seria uma boa hora de mudar alguns ingredientes, porque está dando sinais que vai explodir... mas a escalação estava correta, as substituições também.

Mas a falta de meio-campo e o embaralhamento defensivo ainda acontecem. A defesa por instantes achei que estava melhorando mesmo. Mas ao sucumbir no fim do prélio demonstrou que ainda precisa de novas peças. Seja Gabriel, Dracena, Arouca ou quem for.

Mas o meio-campo ainda fica desconexo, permitindo a profusão de chutões pra um eventual aproveitamento da “segunda bola”. É triste ver um time tão minuciosamente montado, refém dessa situação. E causa invariáveis questionamentos.

Sempre fui defensor da tranquilidade ao treinador, mas ele também deve nos transmití-la, mostrando evolução em quesitos fundamentais, seja lá qual for o resultado. Mas há um detalhe... não existe isso de sair ao mercado trazendo um nome qualquer, nem de conseguir qualquer um que se queira.

É foda achar “a pessoa certa” praquele momento. E talvez não haja! Nesse caso o “certo” é acreditar no que temos, por pura falta de opção! De barriga encostada num balcão de padaria é fácil dizer “traz esse, traz aquele....” finalizando pelo famigerado “sei lá, alguém que resolva”. Vá ter o mesmo pensamento sendo responsável pelo custo milionário dessa decisão... aí meu amigo a figura muda.

Resumindo. VAMO LÁ MOE!!!! Não perca esse vestiário! Põe esse time pra correr e acertar os passes! Por mais que vejamos as dificuldades que você está encontrando pra achar um futebol eficiente, sabemos que as dificuldades pra achar um outro treinador melhor no mercado devem ser ainda maiores.

Então, por uma simples questão lógica e racional, ainda espero que o time apresente uma evolução. Porque nunca e nada nos foi fácil. E não seria um campeonato recém-conquistado ou um planejamento bem feito que mudaria isso. Eu acredito.


Só pra finalizar, devo citar o comportamento EXEMPLAR da Mancha Verde que no final do jogo preferiu cantar apoiando O PALMEIRAS – pois acima dos jogadores era ele que estava em campo - tendo consciência da importância disso pra disputa do que realmente nos importa, a Libertadores.

Não estou elogiando “torcida” nem sendo “amigo” de ninguém. Apenas ressaltando UMA AÇÃO que se fosse reproduzida pelo restante da torcida, deixaria os jogadores verdadeiramente com VERGONHA de sua atuação, impelindo-os a – no mínimo – correrem mais em campo. 


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Tempo Rei

Hoje acordei com aquela música do Gilberto Gil na cabeça... “tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei... transformai as velhas formas do viver”... bom, não sei se é exatamente isso, mas tá limpo.

Tô aqui falando que é uma questão de tempo pro time melhorar. Sei que um Nhô Quim da vida não é lá grande parâmetro, mas a evolução acontece. Mas isso não adianta nada. O que adianta sim é a Libertadores. É lá que nosso desempenho será verdadeiramente avaliado.

Mesmo com a evolução fica evidente as falhas de cobertura das laterais, mesmo com o empenho do Thiago Santos, que vem mostrando boa disposição e técnica. Tampouco temos condição de ficar trocando bola no meio campo, sob grande risco de perdê-la. Na lateral esquerda o Egídio continua mostrando que o Vitor Luís pode jogar.

Nossos jogadores ainda continuam estáticos quando o companheiro está com a bola, ao invés de impor uma movimentação maior, que permita justamente essa troca de passes. Jamais conseguiremos ter toque de bola no meio campo se não houver mais movimentação!


Já no ataque existe aquele brilho mágico. Jesus e Dudu formam uma duplinha do barulho! Quando o Robinho está inspirado então, as jogadas saem que é uma beleza! Ponto forte do time, Dudu já vem sendo alvo de marcação dupla e as vezes tripla! Ou seja, se alguém acompanhá-lo, receberá passes com grande espaço a frente. Caso contrário, perderemos a bola.

Resumo da Ópera: começamos a mostrar algo de melhor, a sequência de jogos em casa (4 seguidos!) fará a diferença. Só um detalhe... o Barrios não jogou, e nosso ataque deitou e rolou. Se liga Barroso...

Finalizando, esperamos que a maiúscula vitória nos dê uma réstia de tranquilidade que traga confiança pra sequência do trabalho. Não será fácil, mas a dureza no prélio não nos é estranha. A bem da verdade, sempre foram assim nossas maiores conquistas. Aberta a temporada no Allianz Parque!


Obs.: juiz catastrófico... Lucas deveria ter sido expulso e um pênalti claro não nos foi dado. Outro pro adversário foi bola na mão.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Emoções pela frente

Olha lá a notícia da manhã... Inter perde do Veranópolis e Grêmio do São Paulo-RS.

O que isso tem a ver com a gente? São resultados comuns ao início de temporada.

O que eu quero dizer é que não adianta ficar olhando apenas pra um exemplo, quando todos os outros mostram o contrário. Começar a temporada com 4, 5 vitórias é totalmente incomum.

Repito, pela enésima vez (e será a última), é que não devemos ficar tão neuróticos com nossa pobreza futebolística no mês do carnaval. A evolução leva meses e não semanas.

Já comprei meus ingressos pro domingão Paulistão e pra quinta, contra los hermanos. Quem considera um Palmeiras x Ferroviária um jogo fulequinho é porque ignora a história.

Até meados da década de 90, o estadual paulista sempre foi o arroz e feijão dos clubes daqui. Tais partidas, sempre foram muito procuradas pelas famílias, pois os pais eram temerosos em levar seus filhos em clássicos. E essas equipes do interior jogam pra caramba!

Lembro de ser, por meu pai levado, a inúmeras partidas do gênero... nostálgicas lembranças! Esses verdadeiros “clássicos” paulistas tem muita história! Domingão é dia da família em massa no Allianz! Tô lá!

Já na quinta-feira o clima muda... Libertadores tem algo de épico, quase beligerante de alguma forma. É que de tão raras as partidas contra equipes de fora, a sensação beira um contato alienígena. Tudo bem, ainda é fase classificatória, mas pro coração verde não tem isso. Empatamos contra um time que pode perder todas pro resto do grupo, então agora temos que vencer. Em casa, após um empate, a vitória torna-se imprescindível.

Hoje é dia de sofazão contra o Quinzão. O time quer dizer um “basta” pro futebolzinho e sair de campo aplaudido. Prefiro ser comedido, sabendo que os próximos jogos é que sim, aumentam o grau de desafio. A temporada é uma maratona e nessas provas ganha quem sabe controlar sua energia, despejando-a no momento certo. Que assim nos seja. PALMEIRAS!!!!

Obs.: parece que despencou algum entulho lá na Arena PCC Globeleza... deveriam chamar o presidente da construtora pra explicar... a mesma que fez reforma do Sítio e do Duplex da Madame. Que lixo...

Ora, mas isso é uma ocasião ímpar. Merece musiquinha em homenagem. No ritmo da Clara Nunes em seu grande "Conto de Areia", com vocês, VERDÃO VAI JOGAR, vâmo lá fratellada!!!

Verdão vai jogaaaaar....
É casa cheia ôôôô...
Pro meu amor, PALMEIRAS!
Verdão vai jogar... 

Verdão vai jogaaaaar....
É casa cheia ôôôô...
Pro meu amor, PALMEIRAS!

Dizem que na Zona Leste subiram uma lage...
100 anos pedindo esmola pra poder jogar!
A lage foi feita com entulho do velho Palestra,
dinheiro roubado e o dedo do Lula, na casa do gambá! 

Verdão vai jogar!!!



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Jogo ôxo num campeonato xôxo.

OxO é foda. Deveriam devolver a grana do ingresso.

Mas o bagulho é louco, o processo é lento... e o advogado é nóia.

Pergunta:
Quanto tempo mais o nosso caro Marcelo Oliveira continuará no comando do Palmeiras?

Resposta:
Depende da Libertadores:
Se vencer, 100% que fica pelo resto da temporada (pro Mundial)
Se for vice, 50% de chance de ficar.
Se só chegar à semi-final, 20% de chance de ficar.
Qualquer outro resultado ele sai no dia seguinte à derrota. Essa é a verdade resoluta.

Ainda continuamos ouvindo a estupida cantilena vendedora da imprensa:

O time não tem padrão. Lógico que não.
Já era pro time ter padrão, com 20 dias de temporada? LÓGICO QUE NÃO!!!! Aí é que está o "X" da questão!

O futebol não funciona dessa forma paranóica como é retratado. São necessários pelo menos de 10 a 20 partidas para um time – com tantas novas contratações – se entrosar a ponto de apresentar um bom futebol.

Qualquer um que estuda o esporte seriamente e não vive absorvido pela paranóia midiática (que fala o que o povo quer – e não o que ele precisa ouvir), sabe disso!

Repetindo: QUALQUER time precisa de uma quantidade significativa de JOGOS OFICIAIS pra poder desenvolver seu time titular e A PARTIR DAÍ, ganhar padrão de jogo que traga o futebol bonito e os resultados. Isso é absolutamente normal!!!

É NORMAL O TIME NÃO TER PADRÃO (JOGO BONITO) EM COMEÇO DE TEMPORADA!
Por começo de temporada, entendemos 2 a 3 meses, que é o tempo pra fazer uns 20 jogos! Isso é absolutamente normal.

Então é isso. O time tem padrão? Logicamente que não, nem deveria! É a fase de testes, ERROS E ACERTOS são feitos até se achar a melhor composição. Por isso o “padrão” ainda está pra se formar! Técnico tem que ser cobrado e questionado agora? NÃO!!!! Deixa o cara trabalhar em paz!!!!

Libertadores. Libertadores. Libertadores. Essa deve ser nosso mantra. Troca de técnico (ou excesso de cobrança que coíba uma busca natural pelo melhor time) nesse momento é totalmente contraproducente para a competição que JÀ ESTAMOS participando. Mesmo porque não há treinadores com diferencial dando sopa por aí!


Se o Palmeiras tropeçar NA LIBERTADORES, aí sim é momento de repensar o comando geral. Caso contrário, qualquer discurso visa apenas desestabilizar um trabalho que ainda está se desenvolvendo e só serve CONTRA o Palmeiras.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Olha o buraco, Oliveira!!!

O empate com o River uruguaio foi assim, como podemos dizer... uma merda. Não que o time tenha jogado mal num todo, teve mais domínio e chances de gol do que o adversário. Mas estamos longe da compactação necessária para um time com alguma pretensão maior na Libertadores.

O Marcelo Oliveira entrou com o time certo, jogando Thiago Santos e Arouca na volância e Jean mais a frente pra ajudar o Robinho no meio-campo. A intenção é fortalecer o setor e até começou a mostrar resultado.

Mas na frente o Barrios ainda está devendo e ainda parece não conseguir aproveitar a movimentação do Dudu que, este sim, continua bem. O Erik ficou devendo e o Jesus faz a diferença.

Pra mim é difícil tirar Dudu e Jesus do time. O Jean também entrou bem e quando o Gabriel voltar teremos uma nova composição defensiva. Lembremos que temos Gabriel e Dracena pra compor essa defesa (Vitor Hugo – Dracena/ Gabriel – Arouca). Nas laterais, Lucas titular e Zé entrando só num tempo, revezando com o Vitor Luís. Fechou.

À frente, considerando Dudu único titular, restam 3 vagas pra 11 jogadores (Jean, Robinho, Barrios, Rafael Marques, Allione, Régis, Mouche, Jesus, Erik, Alecssandro e Cristaldo). Sem contar o Cleiton Xavier, que pra mim “o que vier é lucro”.

E aí? O que vai ser? Escolham a vontade. É complicado porque não temos referência de alguns novos, como Régis ou mesmo se o Cleiton conseguirá posição. Dúvidas a parte, a composição ofensiva com Jean, Robinho, Dudu e Jesus pode aliar posicionamento e velocidade. Barrios e Cristaldo opções diretas, ou Allione e Alecssandro. Or Rafael Marques e Erik. Ou...

Ter jogadores extras pra cada posição é fundamental pra montagem de um elenco que olhe a temporada num todo. Contusões mostram isso. Mas o efeito colateral disso é demora em se encontrar logo uma base titular que estabeleça o padrão.

Nosso padrão hoje é entrar com vontade, jogar com garra, jogar e deixar jogar. Sem marcação, com grandes buracos ao adversário. Tudo bem, ainda temos reforços pro setor. Mas se o Marcelo Oliveira não conseguir tampar os buracos, tanto no ataque quanto na defesa, estará ele mesmo cavando o seu. Olho no buraco Oliveira!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Luta, conquista e liberta!

Com a luta você conquista seu espaço. Com seu espaço, você conquista a liberdade.

O espírito que norteia uma competição como a Libertadores é algo difícil de descrever. Deve ser como estar nos play-offs do basquete. Na pós-temporada da NFL ou MLB. Só de estar alí o time já se considera um vencedor. E é!

Campeão, o Palmeiras entra em mais uma de suas tantas Libertadores da América integrando recheado hall dos vencedores. Não é segredo pra ninguém o ansejo palmeirense pela conquista de seu bicampeonato, sendo hoje, o título de 99, o de maior expressão que ao menos 3 gerações já puderam assistir.

Time reforçado, não inicia o torneio em grande forma. A reformulação no elenco - ainda que fundamental - ainda não trouxe o tão esperado padrão de jogo. O treinador teve pouco mais de um mês de “lua de mel” pós título da Copa do Brasil. O período já acabou e a pressão já voltou. E talvez seja até bom.

Pra jogar bem, o Palmeiras sempre precisou de PERSONALIDADE. O treinador tem que ser amigo, companheiro, mas também saber ser um general draconiano em defesa do esquema de jogo. Sem tesão não há solução. E sem personalidade não há padrão. Espírito de luta, sempre juntos VERDÃO!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Vai passar...

Palmeirense: NÃO ADIANTA RECLAMAR. Não adianta se enfezar. Isso só fará TUDO PIORAR. Sejamos mais RACIONAIS e menos PASSIONAIS. Tanta paixão nos impede de enxergar o mais óbvio: não é queimando treinador que vamos resolver a situação. Simples assim.

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS,
ONDE CANTA O SABIÁ.
AS BATATAS POR AQUI
ASSAM MAIS DEPRESSA QUE AS DE LÁ!

Sério... é sério fratellada... aqui vos fala um apaixonado palmeirense com quase 40 anos de estádio Palestra Itália. O time está sem padrão? SIM! O time está uma bagunça? SIM! Tem outro treinador disponível no mercado pra resolver essa situação a curto prazo? NÃO! Essa é a verdade, temos que ser racionais!!! Dar mais tempo (ainda que não seja eterno) pro time titular ser definido e o padrão de jogo surgir. Jogamos ontem com o time reserva!

Na saída do estádio o Marcelo Oliveira era a bruxa a ser caçada. A impren$inha já caiu matando, jogando lenha na fogueira que ela mesma critica, questionando fortemente a continuidade do treinador. Impressionante como reproduzem as piores demandas do seu público.

Vejam, não estou aqu defendendo treinador. Defendo que o cara consiga trabalhar em paz sem ter sua cabeça a prêmio a cada 6 meses. Somos, reconhecidamente o país com maior rotatividade de treinadores (nas últimas décadas). Isso ajuda em algo? Não, em porra nenhuma! Ou melhor, ajuda sim! A evitar que a responsabilidade pese nos fatores determinantes ao insucesso: TREINADORES ARCAICOS, JOGADORES MIMADOS, EMPRESÁRIOS VORAZES E TORCIDA IMPACIENTE. A receita da tragédia do futebol nacional.

Ontem era notável a afobação com que o time jogava, querendo fazer logo a jogada de ataque, tocando errado e dando espaço ao adversário. Num time que não vinha atuando junto, seria de se esperar essa falta de entrosamento. Isso deveria ser ressaltado. Mas não... o time já entrou na pressão, jogou na pressão e o resultado foi o que vimos.

Agora, já não há paciência alguma e a impre$inha já fala em “sobrevida” ao treinador, como se já falasse num defunto. Eu quero é mais que todo esse bando de CORVOS vá é pra PUTAQUELHESPARIU e pronto. Se tivermos que trocar o treinador que seja, mas que cada um deles possa ter tempo e ambiente pra poder trabalhar bem.

Precisamos do time tranquilo pra se entrosar e ganhar padrão de jogo, o que não acontecerá enquanto não houver um time titular definitivo. Ainda mais com um time reserva em campo – e isso deveria ter sido considerado pela imprensa, pois o MO fez bem em poupar os titulares pro que realmente importa.

No restante pessoal, não vou nem postar vídeo do jogo. Ao invés, fica um SAMBÃO do Chico Buarque pra fechar o carnaval e começar definitivamente a temporada, praqueles que estão de cabeça quente demais nesse momento que VAI PASSAR...


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Libertadores no Allianz Parque. Sem censura!

Já não bastava a Globo Midiatics Corporation se prestar ao RIDÍCULO de não mencionar nome de estádio e até nome do time, agora vem a Conmebol copiar a CENSURA canalha.

Futebol torna-se um produto asqueroso, que distorce a realidade por interesse comercial. Essa gôndola de supermercado onde os jogadores e empresários “nadam de braçada” e os clubes vivem numa eterna penúria financeira! Dirigente incompetente não falta. Mas faltam condições minimamente propícias pro êxito financeiro dos clubes.

O Palmeiras consegue se manter na base do presidente,  de sua torcida e de um investimento altíssimo em infraestrutura de seu estádio. Mas é uma equação complicadíssima, eterna corda bamba. E só pra dificultar ainda mais vem essa PORCARIA de Conmebola e quer cobrir bandeira, símbolo, placa... tudo o que não for dos patrocinadores DELES não pode, nem deve ser visto. É demais, beira o nazismo cultural, em seu aspecto mais grotesco.

Advogados neles!!! Dos bons! Impeçam essa canalhice comercial, que ainda vem escrita em boas e jurídicas letras. Distorcem a realidade pra caber em suas catacumbas comerciais. É demais....

Bem, quanto a isso já existe um pronunciamento do nosso lado. Todos sabem que sou feroz crítico da forma como a WTorre trata sua relação com o Palmeiras. Mas como é parte envolvida diretamente no naming rights, deve brigar – e está certa – pra que os interesses de seu patrocinador também seja respeitado.

Por isso emitiram essa nota, uma das defesas mais lúcidas que alguém já fez dos clubes de futebol. Parabéns pela manifestação. E CHUPA a todos os que não respeitam a forma de um clube buscar sua independência.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Se jogar esse futebolzinho aqui em casa...

Ô Marcelo Oliveira... nós aqui defendemos a paz, paciência e tranquilidade pra que o treinador possa bem desenvolver seu trabalho. Sabemos que somos vítimas de uma expectativa distorcida, esperando resultados antes do prazo. E também execro a cornetice. Mas por favor, faz o time jogar só um pouquinho melhor pra gente gostar mais de você, faz...

O Jean evoluiu. Foi um dos melhores junto com o Prass (ó a situação) e do Dudu. Já estou até vendo em jogos-retranca uma volância tripla, com Gabriel, Arouca e Jean. Quanto ao Robinho, tinha evoluído na última partida, nessa voltamos a ficar caducos no meio-campo.

Lucas bem, Zé na poupança, zaga até que segurou e na frente, Jesus sozinho no deserto. Se não houver alguém pra acompanhá-lo (seria o Barrios*), não adianta. Rafael Marques poderia fazer a função? Poderia não, pode e tem que fazer! Aí sim, chega alguém de trás chutando. Ou algo do tipo. Opções não faltam!


Difícil esquema 4-3-2-1. Pratica logo o 4-4-2 com a lateral subindo na boa a e vamos que vamos. O que podemos falar em defesa do time? Começo de temporada é sempre um futebolzinho de doer. E já comprei o meu contra o Linense... 60 pilas. Se o time apresentar esse futebol pruma torcida que desembolsou uma quantia dessa... terá uma vaia impiedosa. Pode até ser depois dos 90 (o que acho difícil), mas terá.

Vamos lá fratelli... sem cair na cornetice e tentando manter a lucidez. Deixa a comissão técnica trabalhar com o que tem e deixa o descontentamento pesar em cima, sem que isso cause nenhum desespero. Ouso dizer que no jogo de ontem por exemplo, houvesse mais 5min. teríamos feito um golzinho. Porque a pressão parece que faz o time acender...

(*ontem na TV cogitaram a venda do Barrios à China, com a vinda de outro avante – Tevez – o que é praticamente inviável de comentar haja vista o sensacionalismo com que tais pautas são habitualmente tratadas. Jogador por jogador poderia até ser interessante. Mas - de estilo a salário - há diversos outros fatores a serem considerados).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Nós e os treinadores

Fratellada, não quero aqui pagar de moralista, puritano ou ingênuo. Sei que há mais coisas por baixo dos tapetes do que podemos imaginar, Mas uma coisa é fato: dentre todos os times, o Palmeiras continua sendo aquele que oferece o ambiente mais complicado para o sucesso de um treinador. E o motivo disso é simples: paixão (além da mentalidade imediatista que nos assola)

Vítimas da paixão. Paixonite aguda. Chamemos do que for. Mas a paixão que temos por nosso time, por mais que represente a essência de nossa torcida, possui efeitos colaterais. E se não aprendermos a reconhecê-los, jamais teremos condições de tratá-los.

De tão apaixonado por seu time (de história tão gloriosa), o Palmeirense simplesmente não aceita o revés com tanta paciência. Castigado por tantas agruras, tampouco tem “gordura” de títulos recentes pra conseguir dar ombros às derrotas. São cáusticas, nos ferem direto na medula... difícil lidar.

Mas estamos num momento especial. Recém campeões, iniciamos a temporada com confiança. Só que o futebol ainda não reapareceu. Culpa do treinador? Menos do que gostaríamos. Culpa do futebol que exige tempo e de nossa EXPECTATIVA, que paira além da lógica razoável.

Precisamos aprender a ir além da ideia do “treinador-salvador”, aquela criatura mítica que nos resgatará o futebol acadêmico. Isso reproduz o “sabastianismo” brasileiro em sua eterna busca pelo salvador da pátria. Isso simplesmente não existe!

É um conjunto de fatores que determina o sucesso de uma empreitada, muito além de uma só pessoa. Ainda que seja sempre o elo de substituição mais fácil, serve mesmo de bode espiatório – do descontentamento da torcida e da incompetência de outros.

Sendo reconhecidamente um dos países onde a “dança de treinadores” é mais intensa, poderíamos esperar um movimento contrário a essa realidade. Mas, haja vista nossa diminuta capacidade auto-analítica, isso continuará a acontecer. E continuaremos pedindo as soluções erradas para os mesmos problemas. Isso é Brasil... mas somos Palmeiras!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Paulista, Paulistão ou Paulistinha? O regional mais difícil do mundo.

Vamos supor que você seja um canal de TV que compra os direitos do campeonato regional. Irá chamá-lo de “Paulistão”. Por outro lado, suponha-se como um jornalista que quer descreditar a competição. Vira “Paulistinha”.

Alheios a essa babaquice sócio-política, sabemos do seguinte: o Campeonato Paulista é o regional mais forte do país. Muito provavelmente, do mundo! Times de um interior de alta renda per capta se preparam bem, não raro chegando à competição em melhores condições físicas do que os “grandes”.

Assim sendo, um empate em início de campeonato não é nada grande coisa. A imprensa já quer colar uma zebra e fazer novela no caso do Leandro Almeida. Esclarecer é pinto, o que vale é vender, transformando tudo num imenso “reality-show” onde se vê de tudo, menos o que é real.

Esse empate contra o São Bento deve servir  pra observarmos – friamente – os pontos em que devemos melhorar. A defesa faz parte disso, lógico. Ficar 3 ou 4 jogos sem levar gols nos deu a ilusão de uma qualidade que ainda não há.

Só que não adianta ficar malhando o Leandro Almeida, queimando-o em praça pública num verdadeiro “show de horror”. Melhor foi ver o Prass puxando o jogador pro vestiário tirando-o da entrevista em campo. Ou o Victor Hugo, que ressaltou o apoio do grupo. É assim que se forma um time.


Novelas a parte, temos que ver o lado cheio do copo. A rapidez e inteligência na movimentação do ataque mostra bom potencial. As laterais, principalmente via Lucas, participam mais da transição. Cobertura é outro capítulo.

A estreia do Jean não foi lá grande coisa, o Thiago Santos ficou até sobrecarregado na marcação, mas é só uma estréia. Já o Robinho por outro lado parece ter acordado um pouco em relação a última partida.

Somando o lucro, noves fora, o negócio é não ficar “novelando” - transformando pequenos e habituais desafios – em problemas capitais, seja a atuação de um zagueiro, um gol contra ou um empate em casa.

Só pra finalizar, no lance que a imprensa crava gol mal anulado do São Bento, havia um jogador em claro impedimento participando da jogada! Se o impedimento se configurar apenas ao jogador que “tocar na bola” o time pode posicionar um atacante em impedimento só pra puxar, atrapalhar ou confundir a defesa adversária, participando assim efetivamente da jogada.

Mas isso é só um reflexo da prática pra lá de comum por aqui – de interpretar as leis ou regras de acordo com sua conveniência. Isso é Brasil... mas somos Palmeiras!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Começando bem

0x2 é sempre um placar legal. Ganhar fora de casa dá uma confiança extra e tão importante quanto os gols pró foi a ausência de gols contra. Ae sim hein...

Não vou ficar me detendo sobre avaliação dos jogadores, exaustivamente comentada nas mesas redondas da vida. Não adianta! Até os 38 do segundo tempo eu estava xingando (pra mim mesmo) o Robinho. Aí o cara me emenda um lançamento primoroso pro Dudu que – inquestionável – estufa as redes. Lindo.


Essa jogada sim deveria ser manchete de vários periódicos, mas ao invés disso essas porcarias de redações esportivas preferem ficar falando do salário do Pato, imposto do Neymar... é difícil...

E isso tem um reflexo. Tal cobertura leva a torcida à sua ejaculação precoce de ficar pedindo substituição aos 30' do 1º tempo do 1º jogo oficial da temporada. Parodiando Casoy,  ISSO É UMA VERGONHA!!!

E por que esse imediatismo assola? Porque a mídia o cultiva! A mídia VIVE do imediato e explorando-o ao máximo, forma uma horda de apaspalhados (convenientemente) sustentados pela mentalidade incapaz de se aprofundar 1cm na complexidade de um tema, a ele restrita à eterna superficialidade enganadora!

Prova? Aí o Alecs sai pro intervalo e a repórter (totalmente instruída a incentivar o conflito não pra esclarecer, mas só pra vender) já o joga contra o restante da equipe, dizendo o chavão “a bola não chega, a culpa é do meio campo”, só precisando de um “sim” do jogador pra se instalar a novela. Maldita novela...

Pois é esse comportamento estúpido da imprensa – que se preocupa mais em vender do que informar – que gera esse atitude precoce na torcida, que antigamente tinha muito mais paciência, consciência e inteligência, pra não cair na facilidade do pensamento raso e mentalidade superficial.

Vamos lá fratellada, não vamos cair no papinho furado vendedor. Vamos na nossa. Vamos quietos. Vamos pela sombra e chegaremos ao sol que esse time tanto merece. BORAVERDÃO!!!! BORA FAMÍLIA!!!!!