quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Nós e os treinadores

Fratellada, não quero aqui pagar de moralista, puritano ou ingênuo. Sei que há mais coisas por baixo dos tapetes do que podemos imaginar, Mas uma coisa é fato: dentre todos os times, o Palmeiras continua sendo aquele que oferece o ambiente mais complicado para o sucesso de um treinador. E o motivo disso é simples: paixão (além da mentalidade imediatista que nos assola)

Vítimas da paixão. Paixonite aguda. Chamemos do que for. Mas a paixão que temos por nosso time, por mais que represente a essência de nossa torcida, possui efeitos colaterais. E se não aprendermos a reconhecê-los, jamais teremos condições de tratá-los.

De tão apaixonado por seu time (de história tão gloriosa), o Palmeirense simplesmente não aceita o revés com tanta paciência. Castigado por tantas agruras, tampouco tem “gordura” de títulos recentes pra conseguir dar ombros às derrotas. São cáusticas, nos ferem direto na medula... difícil lidar.

Mas estamos num momento especial. Recém campeões, iniciamos a temporada com confiança. Só que o futebol ainda não reapareceu. Culpa do treinador? Menos do que gostaríamos. Culpa do futebol que exige tempo e de nossa EXPECTATIVA, que paira além da lógica razoável.

Precisamos aprender a ir além da ideia do “treinador-salvador”, aquela criatura mítica que nos resgatará o futebol acadêmico. Isso reproduz o “sabastianismo” brasileiro em sua eterna busca pelo salvador da pátria. Isso simplesmente não existe!

É um conjunto de fatores que determina o sucesso de uma empreitada, muito além de uma só pessoa. Ainda que seja sempre o elo de substituição mais fácil, serve mesmo de bode espiatório – do descontentamento da torcida e da incompetência de outros.

Sendo reconhecidamente um dos países onde a “dança de treinadores” é mais intensa, poderíamos esperar um movimento contrário a essa realidade. Mas, haja vista nossa diminuta capacidade auto-analítica, isso continuará a acontecer. E continuaremos pedindo as soluções erradas para os mesmos problemas. Isso é Brasil... mas somos Palmeiras!

6 comentários:

  1. Galluzzi, não há como te contestar, o que diz é a realidade. O MO teve meio ano para formar um time com uma cara, até formou, mas os defeitos se sobressaíram apesar do título da CB, e os sérios problemas de contusões principalmente em jogadores chaves em momentos cruciais. Isso é crônico.
    Eu ainda confio no MO e espero que ele definitivamente acerte o time, mas ele tem que deixar de ser turrão, todos os técnicos teimosos acabam perdendo o emprego, ou por insistir num esquema errado, ou jogador que não se encaixa mas é queridinho, improvisações sem necessidades etc. Isso são exemplos, não quer dizer que o MO se encaixe neles, mas tem que ficar esperto, pois não terá mais desculpas de agora em diante. Por mais que nós torcedores tentemos ser pacientes, a hora que estouramos, acaba ali. Voce sabe muito bem disso.
    Também é hora do PN do Cícero e Alexandre Mattos, terem uma conversa séria com os atletas, são todos profissionais, e eles não podem errar nem na frente e muito menos atras. Só para exemplificar concordo com o MO sacrificar o L. Almeida. Errou feio, paga. Pois teve todas chances necessárias, coisa que o Nathan por exemplo não teve.
    E por ultimo, o PN trazer uma consultoria especializada para investigar os departamentos de fisiologia, fisioterapia e principalmente Preparação Física, é inadmissível o excesso de contusões no Palmeiras Acho que é isso.

    ResponderExcluir
  2. Grande PG, sambaste na avenida fratello? Ou saiu em bloco. Eu fiquei no bloco do controle remoto... rs... bom, vamos lá. Como vc disse, naquele "meio ano" que o MO teve pra formar o time com uma cara, tivemos sérios problemas de contusão e ainda conseguimos um título. Em 6 meses.

    Começamos 2016 e só na nossa ilusão o Reveillón + pré-temporada tem a capacidade mágica de fazer o time superar os erros apresentados na temporada anterior. Acabamos de contratar peças importantes e leva-se muitos JOGOS (não treino) pra se chegar ao melhor time/esquema e superar as falhas.

    Sobre a lide com o jogador, nem se trata do afastamento, mas a forma como isso é feito, as declarações e tal. Pq hoje no futebol, meu amigo, se vc faz qualquer coisa que possa parecer um "destrato" com o jogador e sua sagrada "imagem" pode abalar qualquer estrutura, então - infelizmente - tem que ter muito "tato" como proceder esse processo natural. Hoje fratello, até o merthiolate tem que ser "ser dor"...

    Sobre a fisiologia... rs. Claro que nem existe "consultoria especializada" em fisiologia, só mesmo outros profissionais pra avaliar. Mas até que poderia ser saudável pro Palmeiras ter outro parâmetro de procedimentos, quem sabe... eu já dizia desde o ano retrasado... contrata o cubano, contrata o cubano... não contrataram, deu nisso... rs. Mas só finalizando... já vi INÚMEROS casos de contusões pré-temporada, e também de contusões quando há vários jogadores brigando pela mesma posição, principalmente nessa época, pq os caras querem ganhar a confiança do treinador. Não digo que isso nos tenha acontecido agora, mas... acontece. Abs!

    ResponderExcluir
  3. Galluuzi, Acho que to muito sério, kkkk , vou quebrar um pouco isso.
    1º Não fiquei nem no bloco do controle remoto, preferi descansar.
    2º Sei que ainda não tivemos tempo suficiente, mas se o Tite arrumar a casa com 6 novas peças vou ficar muito puto kkkkkkkkk.
    3º Hoje ta todo mundo cheio de mimimi, acabou a época dos cascudos como no tempo do Brandão.
    4º Como hoje tem consultoria pra tudo, acho até que tem para departamento fisico kkkk, essa eu fui buscar mesmo kkkkkk, mas conversar com gente do ramo que seja isenta será uma boa.
    Abração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vai por mim PG, quebra isso, senão isso te quebra...

      1) achei que estava relax só no controle remoto, mas vc é o mestre yoda do descanso. Ae sim!
      2) Praquilo eu nem olho.
      3) Vero... a insustentável leveza do ser.
      4) Traz o cubano de volta!

      Excluir
  4. Tenho muitas restrições com esse treinador do Palmeiras, ele substitui mal demais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas aí é que está Manu... NÓS temos muitas restrições com TODOS os treinadores que passaram aqui nos últimos 40 anos!!! Vivi toda a década de 80, aquela fila desgracenta, inteira sob o mesmo discurso: "esse treinador não presta", a cada 8 meses. E sei que muitos não prestaram mesmo!

      Mas o problema não é esse. O problema é a FALTA DE OPÇÕES! Trazer de fora é sempre um risco e os treinadores nacionais via de regra seguem todos um imenso padrãozão. Mesmo o mais badalado, o "yoda" dos treinadores (Tite), pegou foi um belo (ainda que fedorento) vento a favor e soube velejar magistralmente nele. Sacar a "psicologia" do jogador pra fazê-lo jogar 100% pelo time é o grande segredo dos treinadores bem sucedidos no Brasil. Porque lá fora essa consciência é mais difundida, enquanto a mentalidade brasileira é muito frouxa, pobre e infantil. Tudo isso pra dizer que sim, ele pode até substituir mal (o que não concordo muito), mas haveria outra a fazer diferente? Aonde está esse treinador que substitui bem?... valeu, abs!

      Excluir