quarta-feira, 30 de março de 2016

Saber viver, saber torcer

Já vi e vivi trocentos times, técnicos, diretores e presidentes no Palmeiras. Um mais podreira que outro. Amantes irrestritos do clube, verdadeiras antas administrativas. Técnicos? Todos... novatos, experientes, paizões, acadêmicos. Times? Dos mais limitados aos mais bem pagos, e nem sempre campeões.

Baseado nessa experiência, seria leviano se ignorasse as dificuldades que enfrentamos – durante todos esses anos – com as mais variadas administrações, o que nos leva à constatação inexorável – e dolorosa – de que o problema poderia estar mais em algo interno ao nosso comportamento do que necessariamente à qualidade dos profissionais que nos servem – do jogador ao presidente – como habitual e insistentemente propomos.

Por isso venho há anos repetindo que somos cegos pela paixão. Incapazes de perceber que o problema está muito mais – do que gostaríamos – no Palmeiras em si, do que em quem por lá passa, ficamos condenados a repetir os mesmos erros interpretativos de sempre.

Quem aqui pode citar os maiores presidentes do Palmeiras? Estou falando com a turma de menos de 50 anos de idade. Puxem pela memória e quem vem? Um vácuo... deixa ajudar vai. Paschoal Byron Giuliano (grande dirigente da década de 70 que voltou nos 80), Delfino Facchina (pai do Carlos Bernardo Facchina Nunes, que trouxe a Parmalat em 92), Higino Pellegrini, Dante Delmanto... nomes que avançam ao passadoa, haja vista o hiato às novas gerações.

O que quero dizer é: se a atual administração é ruim, qual foi a boa? Temos na presidência um cara com paixão, dinheiro e coragem. Conseguiu grandes contratos. Colocou os melhores profissionais pra compor a comissão. Inovou na gestão. Como é que podemos ser cegos à isso? Ao deserto de competência que nos cerca (vide últimas décadas!)?

Consideradas e observados as falhas – criticar a presidência do Palmeiras hoje é dar um tiro no pé, uma paixão que nos cega nos deixa incapazes de ver a dificuldade que existe em conseguir bons presidentes em nível administrativo. Além disso, cada um administra sob condições herdadas e possíveis. E as do Nobre tampouco foram boas, pelo contrário!

Sobre o Mattos, veio pro Palmeiras badalado, tendo convicção de que sua passagem seria antessala à seleção. Isso não é ruim necessariamente! Ele sabia que teria todos os holofotes e procurou montar o elenco do Palmeiras com a maior qualidade possível – dentro do orçamento – seguindo inclusive a orientação de profissionais contratados pra fazer a leitura de desempenho geral de jogadores, depois usada pra fazer a aproximação.

Não boto a mão no fogo. Se nem o Marcão – segundo o próprio – foi santo, quem mais o seria? Quero dizer que por mais que um “diretor de futebol” queira contratar exclusivamente por critério técnico, vai se condicionar além do orçamento, à forma que o mercado age.

Ou seja, contratações de um mesmo empresário levantam suspeita de ficarem tecnicamente viciadas, um problema eterno do futebol. Mas e aí... aconteceu isso mesmo? E até onde o Mattos poderia ou conseguiria ter feito diferente? Tivemos nós antecessores que teriam feito melhor na mesma situação?

Não sou dono da verdade. Talvez o cego seja eu, observante apenas ao renitente e impertinente comportamento humano da culpa alheia, menos dolorosa que a autoprofilaxia. Mas ainda acredito piamente que nossa paixão pode ser menos destrutiva, desobstruindo nossa visão limitada a períodos tão curtos de tempo e a sentimentos viscerais que ignoram a razão.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Troca o treinador que resolve!

A culpa é do Oliveira 1. Não, esse já foi!  É do Oliveira 2. Não não, esse também já foi! Mudamos, a culpa agora é do Cuca!!! Se tivessemos trazido aquele outro treinador, estaríamos bem. Aquele outro, oooo... Jesus Cristo! E olhe lá, hein! Teria que vir com uma liga Galáctica com Filpo Nuñes, Brandão, Telê e Minelli. Haja milagre pra ressucitar esse time!

Não há o que falar agora a não ser esperar que melhore. Apedrejar o ônibus só traz mais nervosismo a um time que mostra sinais claros de desequilíbrio emocional. Não podemos condenar a indignação da torcida, mas que a ação – infelizmente - atrapalha, é fato.

Independente disso, a cobra agora fuma pro Mattos, responsável pela montagem do elenco que agora se mostra tão frágil. O que fazer, ò Mattos? Reunir o elenco, falar à imprensa e buscar alguma solução externa imediata estilo “salva pátria”. Mas com as inscrições já fechadas, vai fazer o quê?

Da minha parte, prostrarei-me monásticamente, tentando fingir que as derrotas não incomodam. E que se dane. Não podemos fazer nada agora. O que tínhamos pra fazer já fizemos. E deu merda, fazendo o time despencar ainda mais rápido. O que resta é aceitar o futebol que vier pela frente, desde que não nos faça perder  mais!

Só mesmo muita calma, paciência e conversa. Muita conversa. Não é hora de buscar jogo bonito, padrão, o caralho! É hora de NÃO PERDER MAIS. Comecemos pela defesa. Parar com a sangria já! Parar de tomar gols é mais importante do que qualquer coisa. Ajustada a defesa vamos à frente, buscando o gol redentor e pronto.

Gerenciando o dano: o que fazer quando a casa está caindo? Recolher-se ao básico, partindo de onde você tenha alguma segurança. E se esse ponto não existir, que se crie um. No nosso caso é: APROXIMAÇÃO e PASSE. Mudar o estilo de jogo sem a preocupação jogar bonito. Eficiência agora é tudo, nem que pra isso tenhamos que abrir mão da posse de bola e jogar na segurança.

Vou repetir: CUCA! Arruma a defesa. O problema é nas duas laterais! E pelo meio também. A situação é crítica. Bom, nem vou me alongar mais pra não cair no óbvio das mesas redondas. Apenas ressaltar que o desafio que se impõe é tamanho que a carreira de várias pessoas envolvidas está em jogo. Não por sua lisura, mas mas sua competência. Ou falta dela.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Vincit qui se Vincit

Com mais uma derrota na cabeça, seria útil se o palmeirense conseguisse, finalmente, reconhecer que nosso problema NÃO É TREINADOR. E muito menos o Mattos (bruxa da vez da impren$inha), um excelente diretor de futebol.

Tomamos na cabeça. Perder pro FlashPower é foda... Não quisemos mandar o treinador embora? Não ficamos dizendo que a culpa era do treinador? Imagino o Marcelo Oliveira rachando o bico e curtindo sua recisão...

Eu falei... eu falo... e não cansarei de repetir: o problema do Palmeiras não é TREINADOR (tivemos todos os top!) muito menos DIRETOR DE FUTEBOL (estamos com um dos melhores profissionais do país!) ou PRESIDENTE (dos melhores que tivemos em décadas!). O problema do Palmeiras é o AMBIENTE que se forma com pressão e cobranças além da medida e antes do tempo.

Estava ontem no tobogã... foi desalentador (embora totalmente compreensível) ouvir a torcida xingando presidente e time. Deu vontade de dizer claramente: NÓS ERRAMOS ao achar que a saída do treinador seria a solução. Não foi e agora o time vai demorar ainda MAIS TEMPO pra encontrar um padrão de jogo qualquer. FATO!

Inconformados e incapazes de reconhecer a situação, passamos a xingar o presidente e time – um dos elencos mais cuidadosamente montados dos últimos anos – reproduzindo um comportamento que sinceramente, pensei já superado.

De boa fratellada... sei que muitos não concordarão, ok. Mas pra mim está bem claro: nossa ânsia por resultados a curto prazo e incapacidade para melhor processar as derrotas (sem acusar tanto o golpe) são as razões fundamentais pelas quais o Palmeiras vive tanta dificuldade hoje.

Vamos à prova: troquemos o diretor. Troquemos o presidente. Se alguém ainda se ilude achando que é nessa caça às bruxas que resolveremos o problema, sugiro que busque o bonde “a culpa é do Zé”. Enquanto a gente busca um Zé qualquer pra malhar, a doença continua se alastrando dentro de nós.

Ano passado terminou em comemorações e o consenso geral de que o Palmeiras é “intenso”. Verdade incontestável, essa intensidade é a mesma que nos consome. Nunca deixaremos de ser assim. Mas podemos deixar de sofrer as consequências disso, caso consigamos perceber o que nos parece tão incompreensível. Que nossos maiores problemas não vem de fora... Vincit qui se Vincit.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Entulhão de Itaquera superfaturado

Ow fratellada!!! Bem sei que temos problemas muito maiores do que esse pra nos ater, mas não podemos deixar de lembrar a PIADA PRONTA que já se tornou o estádio erguido com nosso entulho lá na ZL.

Além do dono da construtora já estar em seu devido lugar, na CADEIA, não demoraria pras investigações da LavaJato irem cair no Pinicão ZL, com fortíssimos indícios de superfaturamento da conta paga com o dinheiro do contribuinte. Pelo jeito o vice-presidente do clube jáfoi pro xilindró explicar essas e outras cositas mais cavernosas como porte de arma e todo aquele metiér tão familiar à gambazada.

Mas tinha que ser curintcha mesmo. Se até relógio do Sambódromo tentaram passar a mão, imagina se não iriam perder a chance de fazer aquilo me melhor sabem fazer, tungar o dinheiro alheio?

Então fratellada, só pra contextualizar. Vira e mexe digo que quem construiu nosso estádio é o diabo em pessoa. Isso pode até ser verdade. Ms pelo menos nosso diabo não usou (e abusou!) do dinheiro do contribuinte pra fazer sua orgia construtiva, como bem fizeram os amigos do Lula, padrinho e presidente benemérito daquela associação.

Segue Brasil!!! Pra onde não sei... a tomar como exemplo essas práticas, pro lugar de onde ele jamais saiu. O eterno terceiro mundo da vira latice e dos amigos do Rei. E que Rei...

segunda-feira, 21 de março de 2016

Começar do zero

Começar do zero!

Campeonato Paulista tá servindoexemplarmente pra queimação de filme geral. É aquele campeonato em qua a vitória (de um time grande) é visto como obrigação e a derrota, motivo pra plantar crise.

Diante de cada derrota somos obrigados a ouvir a mesma estupidez: “gostaria de saber quanto é a folha salarial desse time”, numa clara provocação ao time “grande” que – supostamente – deveria ganhar o jogo, já que ganha mais dinheiro.

Cara... eu também poderia citar um corolário de pessoas que tem mais audiência que boa parte dos jornalistas e não ganha nada por isso. Mas tudo bem.

Fato é que o Cuca JAMAIS teria condições de arrumar a equipe em tão pouco tempo. Todos aqueles que pediam a troca de treinador agora se calam, cientes pela realidade explícita de que o problema vai além de um treinador, passando mais pelo tempo natural de maturação de um time.

Mas aqui uma resslava. Já podemos tecer críticas bem fundamentadas a algumas das contratações do time, que não resolvem porra nenhuma. O meio-campo por exemplo. Temos 2 estourados (Xavier e Moisés). Mas também trouxemos aquele Régis do Sport, que mal teve chance de mostrar futebol.Ou o cara é uma porcaria ou estaão vacilando em não colocá-lo. Sou mais pela primeira possibilidade.

Vou ser sincero. Paulista é super complicado pois pega times do interior do rico interior paulista que se preparam especificamente pra essa competição. Detalhe que a diferença na folha salarial não considera.

Enfim. O Cuca bem que poderia levar o time prum retiro em Itú ou Atibaia* e deixar o Valentim tocando o paulista por 3 ou 4 rodadas. Isso cobre umas 2 semanas, tempo ideal pra passar o time a limpo e cada um reconhecer a função do companheiro em campo. Vamos recomeçar do zero!

Precisamos desse momento de “antes/ depois”, algo que quebre essa rotina modorrente que o time se enfiou. Bora diretoria, se mexe aí. Fizeste boas contratações, mas uma pá de ameba veio junto. Já está claro que precisamos de umas 2 peças novas e mandar umas 6 pra outro time, que aproveitará melhor seu futebol. Chama o 10 da Ferroviária (nem sei o nome) e esse Camacho aí do Audax. O difícil encontrar alguém com futebol, humildade e personalidade. Mas é o que precisamos.



* crédito ao pessol do Forum PTD, sempre com boas ideias...

sexta-feira, 18 de março de 2016

Um jogo. Um foco: Rosário.

Olha fratellada, temos que ser sinceros como sempre. Só levamos um porque o Nacional também não é nenhuma Ferrari. Fosse um Atlético Nacional da Colômbia, o sacode seria de 4 pra cima.

Há muito tempo não via o Palmeiras apresentando um futebol tão horroroso quanto apresentou ontem, no Uruguai. NINGUÉM jogou bem! Ou melhor, o Prass foi bem e zaga também. Mas dái a frente nem o Dudu, constante referência, não jogou nada! Duvido que o Cuca tenha dormido essa noite. Deve ter acompanhado o Nobre numa noite às claras.

Começando lá atrás. Goleiro ok. Zaga ok. Laterais? Vixe... bom, o Lucas parece que está frequentando o mesmo ambiente onde o Egídio perdeu seu futebol, não é possível. Esse último nem volta mais, por favor Cuca.

Na volância, jogadores certos numa posição estranha. Achei que o Gabriel ficaria na contenção e o Arouca na saída, mas jogaram invertidos. Ajudou na marcação, mas a saída de bola foi desastrosa!

Sem laterais, volantes ou meio-campo pra conseguir conduzir a bola da defesa ao ataque. Simplesmente assim. No segundo tempo com a entrada do Robinho e Jesus até aparecemos por um ou outro instante. E só.

Vamos ao prático. O que o Cuca pode fazer? Vamos focar numa só partida, nossa final de Copa do Mundo, contra o Rosário Central lá. Olha a pedrada...valha-me Deus...

Lateral direita: Jean (se aceitar bem o posição) ou João Pedro? Normalmente se utilizaria um jogador mais experiente (Jean), até porque tem boa saída de jogo. Continuar com o Lucas pode até ser, mas ele deve voltar ao futebol antigo porque o de hoje está de doer.

Lateral esquerda: Zé Roberto, não outra opção. Egídio Deus me livre.

Volância: Pode continuar Arouca e Gabriel, mas devem se aproximar pra conseguir trocar a bola sob pressão. Os times sacaram isso, que é só apertar que a gente dá chutão. Se não resolvermos isso, danou-se. Mas não podemos esquecer que tanto Matheus Salles quanto Thiago Santos também correspondem bem quando entram.

Meio campo: aí complicou. Não sei o que fazer. Talvez jogar com Robinho e Allione, deslocando Dudu pra frente (ou sacando-o). Só sei que precisamos fortalecer e muito o setor, praticamente inexistente hoje. O Cleiton Xavier poderia entrar de cone móvel, talvez ajude mais do que o vácuo criativo que temos pelo setor. E valer algo das centenas e centenas de milhares de reais que já despendemos com ele. Só no Palmeiras essas coisas...

Ataque: aqui também tá complicado. Numa configuração diferente (pensando no Rosário) poderia jogar com Dudu e Cristaldo, ou começar com Jesus e entrar com Cristaldo no segundo tempo. Ou numa hipótese sem Dudu usar o Rafael Marques pra cabecear (dependendo do desempenho adversário nesse quesito). Barrios não me passa confiança. Alecsandro pode até ser, se a bola estiver chegando bem pelo meio. Mas tentaria algo diferente.

Olha, é trabalho pra dedéu. Vai quebrar a cabeça, Cuca! A única vantagem é que temos algum tempo pra treinar (e jogar) antes da batalha na Argentina. Faz retiro, vai pra Atibaia... não, Atibaia não! Muita imprensa, vai pra Itú. Vai pra onde quiser (ou não)  mas faz esse time jogar Cuca!!!

Mas vou dizer, fratellada. Preparem seus corações. Temos nos acostumado a jogar contra “favoritos”, mas dessa vez será gigante.

Não importa. O que podemos fazer agora é acreditar. ESTAMOS JUNTOS PALMEIRAS! RESISTIR! RESISTIR! RESISTIR!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

Jogando a corneta no lixo

Falem a verdade... não é todo time que tem um treinador com esse nome. Alexi Stival, nosso caro fratello Cuca (sim, ele é palmeirense!) chegou ontem à Academia de Futebol, ao lado do Cícero e do Mattos (em quem a impren$inha já coloca dúvidas por conta de contratações com um mesmo empresários – Eduardo Uram).

Logicamente já buscam a polemizar. “Cuca ressalta que contrato é de apenas 9 meses”. Lendo uma manchete dessas o que se pensa? “Ah, já vem pensando em sair”, quando na verdade o tempo de contrato – seja 9, 10 ou 11 – foi estabelecido em vista do mandato do atual presidente que teve a prudência de não comprometer o treinador num futuro que ainda é incerto.

Assim a imprensa se cala perante a virtuosa prudência, preferindo a isso ressaltar qualquer abobrinha que venda notícia, a despeito da qualidade informativa que ela possa transmitir. 9 meses que podem muitíssimo bem ser estendidos na próxima gestão. Mas como as coisas pela tribo tupiniquim só valem a curto prazo, jogada de mestre da presidência.

Por isso eu digo: BEM VINDO SR. ALEXI STIVAL, FRATELLO CUCA!!!! O sorriso dele na apresentação explicitou o que ele devia estar sentindo “Uau, finalmente cheguei!” É isso aí Cuca, você chegou e já foi ao campo.


Aqui na Anarquia Palestrina temos a incômoda mania de apoiar o Palmeiras – e os que vestem sua camisa – de forma constante e intransigente. Me recuso a dar voz ao discurso incendiário da imprensa e sua campanha sistemática CONTRA os clubes, nessa miopia atroz de que “são mal geridos”, ignorando a dificuldade tremenda que é gerir um clube nessa época em que jogadores e empresários nadam de braçada.

Nããão, imagina! Empresários e jogadores (preciosas fontes de informação) são “santos”, estão no direito de buscar enriquecer. Os clubes (que é pra quem a gente realmente torce) são os vilões, capitaneados pelos infames “cartolas” que não sabem gerir nada, nunca.

Essa distorção na realidade é criada por quem tem interesse particular em vender manchete e elas só existem assim, quando há polêmica, confusão. Não há? Então que se crie!!! Jornalismo ruim precisa de polêmica pra vender.

Midiotas a parte, a torcida teve tudo o que quis. Trocamos de treinador (não achei certo, mas ok) e conseguimos trazer um dos nomes mais comentados pela coletividade. Sinceramente não me lembro de ver diretoria com mais ações correspondentes à vontade da torcida como essa. É hora de reconhecermos. É hora de apoiarmos. É hora de guardarmos a corneta* e, se possível, jogá-la no lixo para sempre!!! BORA CUCA, BORA VERDÃO!!!! É NÓIS NA TORCIDA, É NÓIS NA PAIXÃO.

* Cornetice = excesso de cobrança na hora e da forma errada.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Vitória importante em data histórica

Palmeiras se firma e põe tricolets em seu lugar

O curioso dessa partida, a primeira após a saída do treinador, é que na maior parte dela não jogamos bem não. Mas futebol é assim e vencemos saborosamente, após mais um golaço do Robinho em cima do Jd. Leonor, na mesma forquilha com a qual o Cênico ainda deve se lembrar. Show!

Mas no primeiro tempo o time só acordou aos 35min. Apesar do Valentim ter escalado o time numa espécie de 4-4-2 (Robinho, Allione, Dudu e Alecsandro), a bola não saía redonda para o ataque, na mesma falha que sempre tivemos.

No segundo tempo o time voltou melhor, mas ainda dominado. Foi quando o adversário nos fez o favor de colocar seus titulares que estavam no banco. Passou a atacar mais e num contra ataque fulminante, Robinho cruzou pra Dudu que - com sua tradicional habilidade - mandou pro fundo das redes.

Ciente de nossa condição, foi aí que ganhamos ainda mais tranquilidade. Parece que o time fica mais a vontade sendo atacado do que tendo que atacar. Não é bonito e aumenta a pressão cardíaca. Mas pode ser eficiente!

Outro destaque que gostaria de ressaltar foi o excelente retorno do Edu Dracena, a volta à forma do Arouca e o próprio Alecsandro que mesmo ainda posicionado no meio da marcação, conseguiu fazer pivôs precisos, deixando nossos atacantes com verdadeiras avenidas à frente.


Disse antes e repito. Primeiro, parabéns ao Valentim. Segundo: o Cuca, já contratado, pegará um time que apesar de muitas falhas está longe de ser "terra arrasada", precisando mais de correções pontuais pra entrar nos eixos. Além disso, é raro um treinador estrear sem precisar "contratações", afinal é consenso que nosso elenco é bem recheado.

Agora essa semana é crucial. O jogo na quinta-feira contra o Nacional, lá no Uruguai pode ser decisivo às nossas pretensões na Libertadores. É neles que a equipe forma sua "dorsal" pois na hora da dificuldade cascuda não se arrisca, vamos com o que temos de melhor.

Orgulhosos numa segunda-feira onde a parte consciente desse país sente o calor cívico do sagrado direito de manifestação, seguimos nossa toada ainda mais felizes, pois foi barba de manhã e cabelo a tarde. Agora é hora de se UNIR e acreditar no time pelo qual a diretoria não mede esforços pra fazer evoluir. Hoje NENHUM palmeirense reclama (não conto os avallones da vida pois esses vivem pra apedrejar) e todos se UNEM, tal qual a nação, que tão lindamente o fez no histórico dia de ontem. UM NOVO BRASIL E UM GIGANTE PALMEIRAS!!!!!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Palmeirenses abraçam o conceito "família"

Fretallada, tenho visto ultimamente muitas pessoas em nossa torcida ostentando faixas com as inscrições "Familia Palmeiras" e parei um pouco pra concluir porque esse conceito vem sendo abraçado tão naturalmente por nossa torcida. 

Gerações devotas. De onde vem tanta paixão?
De onde vem tamanha identificação?
Ao tornar-se Palmeiras, o Palestra tornou-se a expressão máxima de um dos bens mais preciosos da humanidade: a miscigenação cultural. A civilização e a cultura europeia junto à paixão e ao coração brasileiro. Isso é o Palmeiras. É à essa HERANÇA CULTURAL que o palmeirense se apega, se identifica e busca, insanamente, pertencer.

Herança cultural. Não posso falar por outras torcidas mas sei que nós, palmeirenses, damos muito valor a esse quesito. Prova disso é que o conceito FAMÍLIA ao qual a torcida orbita, um dos poucos que talvez possa explicar a razão de tamanha devoção, pela força dos valores que ela converge.

A herança cultural que a Família Palmeirense carrega consigo é o valor mais precioso que essa torcida possui. É o verdadeiro alimento da paixão dessa coletividade, os ensinamentos e costumes de onde cresceu e com os quais foi construída uma história magnífica.

Algumas torcidas tem orgulho de sua história. O palmeirense É a história viva – retrato de gerações após gerações sobrepostas, filtrando valores e conservando sua essência: a força da conquista pelo esforço próprio, valor fundamental presente em todo e qualquer imaginário palestrino. Conquista com independência, humanismo e liberdade. E um pouquinho de anarquia, graças a Deus!!!

Assim o Palestra Itália se fez e conquistou seu espaço, de forma honrosa, pungente e definitiva. E é disso que o palmeirense tanto se orgulha. Dessa herança. Dessa conquista. Dessa postura. Apesar de ser intrinsicamente falível – quedas demais impedem qualquer arrogância – o palmeirense valoriza os esforço, a disciplina e a conduta moral, ainda que não perca sua irreverência típica.

Pois é isso... somos uma mistura de culturas, um povo com orgulho de suas conquistas e da forma com que as conquistou. De sua herança culural, e da força dos valores que ela traz. Isso é Palmeiras e isso somos nós, palmeirenses. E é por um mundo onde esses valores jamais deixem de existir que a torcida faz suas preces.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Aberta vaga para o próximo Cristo... que seja Redentor!

E lá vamos nós! Na busca pelo novo Cristo ou melhor, novo treinador, afinal, o final é sempre o mesmo. Primeiro a ovação, depois as chibatas, depois a cruz. Não é mole não. Valeu Moe, obrigado pela Copa do Brasil e pelo trabalho que infelizmente não teve tempo de madurar. És um grande treinador. Mas nossa fome é GIGANTE. Reconhecemos a gordice. Seja como for, como diz nosso amigo Coverdale, Here We Go Again! Ê vidamarga! Será que agora vai?

Os 45min. com um jogador a mais em campo sem conseguir converter em gol foi demais pro Moe. Mas o que já foi já foi, mosca de boi. Agora é olhar pra frente, pro alto e pro elenco. Nós tínhamos avisado, o Robinho está empacando o meio campo. Insistiram com ele, azedou. Culpa toda da recuperação lesma do Xavier, é ele o nome pra arrumar esse meio campo!

Robinho é um grande jogador. Só precisa encontrar um técnico que o ensine a partir pra cima ao invés de ficar só no lançamento. Mas também não foi só isso. Há todo um travamento em movimentação que deixa o ataque vítima fácil das defesas adversárias. A bem da verdade o time estava jogando bem quando levou os gols e assim continuou depois, até marcar. Mas veio o segundo tempo...

Aí quandro entrou Alecsandro e Egídio pensei... pra que facilitar se podemos complicar! Não, não não... seja lá quem vier precisa equacionar essa situação. Tá osso por alí. Vamos fazer a lição de casa nesse fim de semana com o Alberto Valentim no comando e ver o que uma boa conversa pode produzir, pois não há tempo além disso.


Não adianta conjecturar. Agora torcemos pela diretoria trazer outro técnico, e se for pra Cristo, que seja Redentor! Acelera Mattosão! Sorta a verba Nobreza! Tem gente boa por aí! Palmeiras precisa agora de espírito novo, disposição e muita personalidade pois o potencial é tremendo e considerando bem, o time não está nenhuma catástrofe. Tem muita coisa boa que deve ainda melhorar. VamoPalmeiras! Estamos juntos!!!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Liderança individual ou espinha dorsal?

Aaahhh fratellada... nada como o ser humano e suas toscas necessidades. Nosso processo cognitivo (que está longe de ser perfeito) suga referências desesperadamente, precisa delas pra pautar seu comportamento. Assim foi (é e será) por tantas vezes em nossa história, pro lado bom e pro lado ruim, não faltam exemplos.

Num time de futebol o coletivo vive em dança constante com o individual, sendo esse segundo sempre mais valorizado por nossas bandas, ainda mais hoje na era da “Gestão de Imagem”... pois é. Mas uma coisa é fato: uma liderança em campo funciona pro bem e também pro mal...

Ter uma liderança em campo exige alguém com qualidade inquestionável, personalidade e identificação. Simples né? Busque a figura no mercado pra ver quanto tempo e dinheiro levará pra isso.

Logicamente a presença de um craque é sempre bem vinda, mas além das dificuldades em se encontrar a peça, por vezes essa “hierarquia” gera motins, com o desagregar da equipe questionando a “liderança”.

Sou daqueles que ainda acha a democracia... o caminho mais longo. É o mais florido, mas dada a estupidez humana - que muitas vezes se potencializa em grupo – torna a conquista de um objetivo uma incrível tragi-comédia intangível.

Mas há um meio caminho: a “espinha dorsal”. Na Academia da década de 70 ela vinha do Leão, Luiz Pereira, Alfredo, Dudu e Ademir que se entendiam magistralmente. Alfredo era parça de carteado do Luiz Pereira e ninguém ganhava deles, é o registro da época. Esse é o nível de entrosamento que gera uma defesa Acadêmica.

Talvez mais fácil do que buscar uma “liderança” em campo seja consolidar essa “dorsal” que vem do Prass, Victor Hugo e precisa ancorar na volância muito bem entrosada com Gabriel, Jean, Thiago Santos ou Arouca... seja qual for a dupla ou o power-trio. Na frente vai ligar o Dudu, Jesus e quem os acompanhar. Hoje contra o Nacional eu iria com Allione e Cristaldo, aproveitando o embalo.

LIBERTADORES!!! É hora de se ajudar, correr junto, cantar junto, brigar junto. A torcida pode até não estar vendo o time vencer, mas se os jogadores estiverem lutando, ela se incendeia. Assim sempre foi e será. E à você, doce vitória, que dedicamos a canção desse sagrado dia de prélio. PALMEIRAS MEU PALMEIRAAAAAAS!!!!


segunda-feira, 7 de março de 2016

É, um dia iria acontecer...

NOSSA VITÓRIA, NOSSO JOGO, NOSSO PADRÃO. 

Alguém na rodada disse que o resultado um dia iria acontecer. Só que um resultado às vezes é um indício, não exceção. No Palmeiras deve ser assim. “Ah, mas foi o Capivariano”... tudo bem, antes nem contra um Capivariano conseguíamos convencer! AGORA SIM! Acertando o passe tudo melhora.

Os passes funcionam (tivemos um bom número deles) quando o time joga mais coeso, correndo junto. Mas devo observar algo, me digam se me engano: sem Barrios e Robinho conseguimos mais ação ofensiva. Nada contra eles, mas o esquema ficou melhor...

Gostaria apenas de ressaltar mais uma vez a presença da torcida e quanto ela é fundamental nesse processo. Não sei qual foi a última vez que, somados os públicos da rodada de SP, SCCP e Santos (que fizeram o clássico), não atingiram o público que o Palmeiras teve, contra o Capivariano!

Mas voltando ao time, os destaques do momento: Cristaldo e Allione. Muita raça no primeiro, ajudando a marcar a saída de bola. O Allione tem ótima técnica e pode “ganhar” esse meio campo se apresentar mais consistência durante o jogo. Bom, do Dudu nem preciso falar porque mais uma vez sai como um dos melhores em campo. O moleque detona!


Na parte defensiva o Thiago Santos continua mostrando um bom futebol, mas é nesse aspecto que o adversário foi mais frágil. Com Thiago, Matheus Salles e Arouca, além do Gabriel voltando, temos tudo pra acertar a volância. E o Thiago Martins, que está correspondendo muito bem no setor direito da zaga.

Finalizando, um dia iria acontecer do Palmeiras encontrar seu futebol. Se isso se transformará em “padrão de jogo” ainda é cedo dizer, mas nada como o tempo pra nos dar esperança... além de algumas lições. Ponto pra você, Moe! Vejamos a sequência pois agora é o que interessa.

QUARTA-FEIRA É 220V!!! Completando essa quadra de jogos em casa, um verdadeiro “banho de torcida” nesse time que precisava justamente desse “boost”. BORAVERDÃO!!!!!!!!

sexta-feira, 4 de março de 2016

A hora do chilique!

Não me agrada Big Brother e seu mundo de intrigas. Mas vi que tem uma louca lá dentro dando chilique. Não é por nada... mas é capaz que ganhe. Porque brasileiro adora um barraco, um chilique daqueles de mostrar os dentes. E é isso que o Marcelo Oliveira tem que fazer a partir de agora, caso contrário será ele a vítima.

Definitivamente: ou o Marcelo Oliveira muda radicalmente a postura da equipe ou não dá mais pra ele. Ontem no estádio quase tivemos um surto de colapsos cardíacos! Tô sem voz e de repente sem assobio também... de tanto assobiar no ataque adversário eu não tinha nem saliva mais no fim do jogo! Pelamordedeus!!!

Por seu caráter ímpar, o jogo de ontem nos impele à mudança. Por outro lado, a vitória permite que isso seja feito de forma calma e controlada. Mas precisa ser feito. Não dá pra ficar segurando jogo por mais de 45min. Menção honrosa  ao zagueiroThiago Martins que entrou e correspondeu.

O primeiro tempo foi muito bom. Mas o segundo, um desastre que só não se consumou por qualidade do nosso goleiro fantástico e um pouco de ruindade dos argentinos nas conclusões. Se tivessem na finalização a mesma qualidade que tem no passe... graças a Deus no futebol não existe “se”.



Líder do grupo que não tem troca de passes!!! Oliveira!!!! OLIVEIRAAAAAA!!!! 2 TOQUES! TREINA SAÍDA DE BOLA NA PRESSÃO!!! Esse time tem que melhorar a troca de passes, fundamento nº1 do futebol!!! Se é pra tirar o Robinho, que seja! Não tenha medo! Medo temos nós de passar essa situação de novo! E manda metade do seu salário pro Fernando Prass! Que ontem entrou de branco.  Não é por nada, mas quando goleiro palmeirense veste branco, parece que uma aura divina o cerca. Espetacular.

Fratellada... grazie Dio é sexta-feira e com notícia boa que a PF enquadrou o Sapo Barbudo (feliz habitante do imenso pântano de corrupção desse país). Felicidade mesmo apenas se a figura estivesse com a camisa do seu clube do coração na hora do enquadro... isso sim seria cena pra moldura!

Finalizando, uma observação ao espetáculo lindo da torcida, que inclusive fez algo inédito antes do jogo, confraternizando com os torcedores adversários, admirados não só com esse comportamento surpreendente, mas também com a grandiosidade do estádio palmeirense. Que sejam todos (ou quase) sempre bem vindos.

E peloamordedeus Oliveira.... TREINE PASSE. Aproximação, posicionamento e passe. Ou esse time aprende a passar a bola sob pressão, ou a pressão passará o treinador. BORAVERDÃO!!!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Jogando sobre o erro adversário

Os argentinos são malandros e sabem do nosso momento tenso. Por isso virão explorando nossos erros. Jogar dessa forma pode não representar o futebol mais vistoso, mas é eficiente e imprescindível numa Libertadores.

A torcida tem que estar junto com o time, fazendo-o jogar de forma tranquila, sem mais afobação do que já haverá.

Lembrem-se... os caras jogarão em nosso erro, sabem da dificuldade no meio campo, na defesa etc. Se o time não jogar calmo (ou tanto quanto isso for possível), já era. Porque argentino pode até quebrar o pau, mas conseguem controlar melhor a adrenalina. Brasileiro por outro lado é mais vulnerável nesse aspecto (inteligência emocional).

Essa partida contra o Rosário pode significar a continuidade do treinador, o que acho um absurdo nesse momento. Haverá uma “pausa” na Libertadores de quase 1 mês após o jogo contra o Nacional, na outra semana. Ora, esperem pelo menos até esse jogo!

É triste. Mas essa impaciência (caça as bruxas) com treinador aqui no Brasil – em especial no Palmeiras – parece que tem origem na mesma ignorância da opinião rasa, do julgamento instantâneo que não considera fatores fundamentais do processo.

É o tipo de mentalidade fácil de se enganar. Vc joga uma isca óbvia e lá vai ela correndo e gritando atenção àquilo, enquanto o truqe é feito debaixo das mangas. Quantas vezes já não fomos enganados com esses artifícios? Dio mio...

Então vamos lá fratellada. Estarei lá nesta quinta. Estarei lá contra o Capivariano. E contra o Nacional (4 seguidos em casa é raríssimo). E vamos que vamos pois é o PALMEIRAS acima de qualquer jogador, treinador, diretor ou presidente.

Só um adendo final. É impressionante como o Palmeiras parece funcionar sob adrenalina. Herança genética ou disfunção coletiva, só isso nos acorda. Coração palmeirense é uma usina de emoções.

terça-feira, 1 de março de 2016

Esculachados pela Torcida

Recentemente uma apresentadora/ repórter do SporTV foi esculachada nas redes sociais por palmeirenses que não só descobriram sua preferência clubística, mas também algumas piadas que ela teria feito, ainda quando na faculdade de jornalismo, com o Palmeiras.

Pelos comentários acerca do ocorrido a repórter teria declarado que teria sido “o pior dia de sua vida” e que mesmo pedindo desculpas por sua “escolha” (?) teria ficado profundamente chateada.

Apesar de nem ter visto o que aconteceu (nem tenho conta de twitter), por puro apreço gostaria de de responder à repórter com um imenso pedido de DESCULPAS pela falta de modos da nossa torcida. Somos ogros na defesa do nosso time mesmo.  Ainda que não considere nenhum jornalista “ingênuo” a ponto de achar que é sua preferência clubística e não o sarro tirou com o adversário a razão das hostilidades...

Essa resposta de torcida é a coisa mais efêmera, volátil e inconsistente entre todas as outras possíveis. Ausente de qualquer conteúdo racional, tais ofensas são puro vomitório de descontentamento e nada tem de “pessoal”. Mas não pode ser deixado barato, pq pessoas não devem sair por aí ofendendo - o comportamento digital deve ser o mesmo que pessoal! Isso deve ser bem vigiado!

Mas deixando clara a situação: o direito de escolha é universal! PelamordeDeus que a torcida não entende isso. O problema é o que se faz a partir dessa escolha. Se você decide ser jornalista esportivo e na época da faculdade andou fazendo suas “piadas” com outro time, pode ter certeza que um dia isso será descoberto e jogado na sua cara quando fores profissional. É certo? Não. Mas é a vida, como ela é.

E se ainda deres o “azar” de trabalhar numa hipermegacorporação como a Globo... ah, minha cara... aí sim é que pode se preparar pra isso. Sua isenção será amplamente questionada e do questionamento pro insulto, basta uma gota daquele ingrediente abundante na humanidade chamado ignorância.

O fator “machismo” é uma parte dessa ignorância. Mas tem pouco mais a ver do que qualquer outro fator que pudesse ser usado pra depreciação, por mais tosco e sem fundamento que possa parecer. Digo-lhe isso como torcedor de “divisa” ainda em época de cordas, que se acostumou a “cultura de ofensas” que alí existia, ainda que nada dela me agradasse.

Resumindo. Desculpa aí dona. Mas por favor, não leve nada pro pessoal porque é tudo paixão clubística que nada tem a ver com você. Mas qualquer piada com nosso time, tenha sido o PAPA ou a MADRE TERESA que tenha feito, hoje ou na década de 50... pode ter certeza, vai ser esculachado da mesma forma!

Apenas como referência e pra não se sentir sozinha, no mesmo hall dos "Esculachados pela Torcida" há um corolário de “colegas” de profissão, que vão de um Lang (ele mesmo adora a pegação no pé) a um Neves. Todos esses aprenderam a sublimar as ofensas decorrentes desse mix de paixão e descabelamento. Fale com eles! Sugiro que faças o mesmo e terás muito menos “dias tristes” em sua vida. Abs! Ah, quem mandou abração também foi seu colega... o Sidnei Rezende.