quarta-feira, 9 de março de 2016

Liderança individual ou espinha dorsal?

Aaahhh fratellada... nada como o ser humano e suas toscas necessidades. Nosso processo cognitivo (que está longe de ser perfeito) suga referências desesperadamente, precisa delas pra pautar seu comportamento. Assim foi (é e será) por tantas vezes em nossa história, pro lado bom e pro lado ruim, não faltam exemplos.

Num time de futebol o coletivo vive em dança constante com o individual, sendo esse segundo sempre mais valorizado por nossas bandas, ainda mais hoje na era da “Gestão de Imagem”... pois é. Mas uma coisa é fato: uma liderança em campo funciona pro bem e também pro mal...

Ter uma liderança em campo exige alguém com qualidade inquestionável, personalidade e identificação. Simples né? Busque a figura no mercado pra ver quanto tempo e dinheiro levará pra isso.

Logicamente a presença de um craque é sempre bem vinda, mas além das dificuldades em se encontrar a peça, por vezes essa “hierarquia” gera motins, com o desagregar da equipe questionando a “liderança”.

Sou daqueles que ainda acha a democracia... o caminho mais longo. É o mais florido, mas dada a estupidez humana - que muitas vezes se potencializa em grupo – torna a conquista de um objetivo uma incrível tragi-comédia intangível.

Mas há um meio caminho: a “espinha dorsal”. Na Academia da década de 70 ela vinha do Leão, Luiz Pereira, Alfredo, Dudu e Ademir que se entendiam magistralmente. Alfredo era parça de carteado do Luiz Pereira e ninguém ganhava deles, é o registro da época. Esse é o nível de entrosamento que gera uma defesa Acadêmica.

Talvez mais fácil do que buscar uma “liderança” em campo seja consolidar essa “dorsal” que vem do Prass, Victor Hugo e precisa ancorar na volância muito bem entrosada com Gabriel, Jean, Thiago Santos ou Arouca... seja qual for a dupla ou o power-trio. Na frente vai ligar o Dudu, Jesus e quem os acompanhar. Hoje contra o Nacional eu iria com Allione e Cristaldo, aproveitando o embalo.

LIBERTADORES!!! É hora de se ajudar, correr junto, cantar junto, brigar junto. A torcida pode até não estar vendo o time vencer, mas se os jogadores estiverem lutando, ela se incendeia. Assim sempre foi e será. E à você, doce vitória, que dedicamos a canção desse sagrado dia de prélio. PALMEIRAS MEU PALMEIRAAAAAAS!!!!


5 comentários:

  1. Oi Galluzzi, beleza, hoje o Allianz vai ferver, esse caldeirão vai fazer a tal Bombonera parecer uma "chaleira", os uruguaios vão tremer só de olhar a imensidão verde e com os deuses do futebol do nosso lado o time vai ficar contagiado por todas essa emoção e não vai ter pra ninguém. Vamo ganha PORCOOO!!!

    Abraço

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  2. Pois é Denílson, meu carro ainda tá na oficina, sou pobre e vou de buso... provável que chova, voltarei pra casa a 01h00 cansado, resfriado, enebriado e sem voz. Os tempos mudam, mas continuamos nos sacrificando pelos mesmos deuses. Só digo uma coisa: BORA PRO VULCÃO!

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  3. Galluzzi meu caro, hj encaminharemos nossa classificação, e tomara que seja da forma que o torcedor merece, jogando bem, ganhando e convencendo, pois libertadores nao e pra jogar com sorte, mas...vejo uma estrategia ala Palmeiras bem traçada, fazer o que da fora de casa, segurar um empate ou uma derrota minima, e engolir seja quem for dentro de casa no Alianz, e sobre seu texto, nos dias de hj, onde prevalece o capital e nao o amor, onde vivemos um escassez de craques, temos que privilegiar uma boa espinha torsal. Abração.

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    1. Caro Minas, sou daqueles que considera que numa Libertadores vale sorte, torcida, bastidor, promessa & simpatia! No mais, como vc disse, no abismo do futebol, a dorsal se eleva. Abs!

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    2. Outra coisa que queria te dizer, seu blog ta com forca total, vamos voltar a criar aquele velho buteco. Abração!

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