quinta-feira, 28 de abril de 2016

Recomeçar

A vida é como uma onda, na melô do zen-surfismo a gente vem e vai, jogadores vem e vão, geração após geração, campeonatos se sucedem. Qual nossa pegada agora? Intensidade pra perder peso e excesso de jogadores no elenco. Saudável pros dois lados.

Aliás, saudável é ter um elenco onde não haja falta de profissionalismo. E profissionalismo não é só treinar todo dia. É saber aceitar a reserva. Saber enxergar que o time está acima do interesse pessoal. Pois se isso não acontece, o desestímulo se dissemina. E aí não há time que se sustente.

Toda sorte do mundo ao Robinho e ao Lucas em sua ida ao Cruzeiro, mas não podemos ficar tendo conflitos de interesse dentro do grupo, sob risco de colocar toda uma temporada abaixo. Que fique a lição! Outros atletas, como Victor Luis e Nathan, também devem fazer sucesso nos clubes para onde foram emprestados, estão muito bem preparados. E assim deve ser com outros, elenco inchado dá zica mesmo. 30 jogadores no máximo, ideal no 28. Estamos uns 6 kg acima.

Mais uma vez, o time terá aquilo que todo treinador pede. Tempo. E estrutura. 2 semanas de inter temporada são perfeitas pro time se ajustar e assimilar a intenção tática pretendida pelo treinador. Mas isso só funcionará mesmo em campo, nos jogos oficiais. Já tivemos esse timming no começo da temporada e nem por isso o time se ajustou, tendo que se livrar do treinador pra que algo acontecesse. E o que aconteceu foi o Cuca, tendo PEITO pra sacar do time quem estava dissonante ao restante do grupo.

Bora Palmeiras. Futebol exige compromisso 100%. Campeonato Brasileiro exige VONTADE 100% DE GANHAR!!!! Sem isso não chegamos nem perto da conquista. Com isso, arrastamos multidões e por ela somos levados.  

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Nasci para ser Palmeirense.

Olha fratellada, sei que essa vida é complexa. Sei que existem ditames de conduta que nos guiam e nos fazem socialmente coesos. Tenho uma família maravilhosa embora ainda não tenha sido agraceado com a benção da paternidade, quem sabe um dia, ou não. Exerço minha profissão há 20 anos e pago contas desde adolescente. Basicamente um cidadão comum.

Pois é nessas horas, de sentimento comunitário, que algo vem à mente. Algo desponta como diferencial. Ser torcedor é algo pra lá de comum. O que faz a diferença é a raiz da motivação que te faz torcer. Você pode apostar dinheiro num cavalo e torcer alucinadamente pra ele. Mas na verdade estará torcendo pelo seu dinheiro. Você pode escolher um time e a ele se apegar loucamente, mas em última análise, estará torcendo pelo que ele pode trazer a você, o sentimento de vitória.

No Palmeiras isso se tornou comum. Acostumados as vitórias, viciamo-nos nelas quando, em sua ausência, diminuímos nosso impulso por acompanhá-lo, diminuímos nossa paixão, nossa prsença, nosso apoio. Mas aos poucos, vê-se um movimento de identificação que transpassa a oscilação vacilante da torcida exclusiva por vitórias. Um movimento que abraça o Palmeiras como à uma FAMÍLIA, como um catalisador de valores fundamentais à coletividade alvi-verde.

Trabalhe e Conquiste. Et Opus Conquer. Bem poderia ser o lema desse time, estampado em letras garrafais como um slogan em nosso estádio. O Palmeiras é um time batalhador, lutador. E quando se forma um grupo que demonstra essas virtudes, a sensação de união com a torcida é impressionante, avassaladora!


Ontem, mais uma vez, coração na boca. Mas no fundo sabíamos que ganhar sequencialmente nos pênaltis é algo que, além de difícil, pode ser reeditivo. A grande resposta havia sido dada ainda nos 90min quando calamos a Vila após 2 gols fulminantes em 3 minutos. Com todo respeito ao time do Santos, tivéssemos acordado 5 minutos antes, teríamos virado a partida.

Vimos o potencial do Guedes, vimos a evolução de vários jogadores. O meio campo pode ganhar corpo com Xavier, mas tem que ser mais rápido. A defesa ainda colapsa em alguns momentos, mas também está melhorando. No ataque, o Gabriel só precisa amadurecer a cabeça e vai estraçalhar. Questão de tempo. Valeu time!

Finalizando, um mérito a parte ao emocionante Cuca, impossível não simpatizar com ele. Expulso pela comemoração? Já tá no coração. Coração palmeirense é seletivo, mas é imenso! Aqui habita a paixão por uma família que luta, trabalha e se orgulha de correr pelo certo, com seus erros e acertos, somos humanos e acima de tudo PALMEIRENSES!

BORA BRASILEIRO PALMEIRAS!!!! BORA LOTAR O ALLIANZ GERAL!!!! BORA FAZER FESTA E VENCER O QUE INTERESSA!!!! PALMEIRAS, AO BRASILEIRO, É NÓIS! FAMÍLIA!!!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Certezas que o tempo traz

Vitoriosa Fratellada! Há coisas que só mesmo o tempo pode trazer. Ruga, osteoporose, calvície... e algumas certezas: o futebol é imprevisível. Sejam sinceros: quem aqui esperava que o Sr. Egídio fosse ressurgir das cinzas e ser um “melhor em campo”? Fala a verdade!

Isso é um exemplo de superação que deve ser bem visto e assimilado. O Alecsandro é outro que aparece em momentos importantes, apesar de continuar com uma movimentação questionável em alguns momentos – lê-se “lenta”. Suficiente contra o Bernardo, vejamos com outros melhores qualificados.

Desde o começo da temporada afirmávamos que o tempo seria fundamental pra equipe evoluir e que um mês é pouco pra conseguir o entrosamento fundamental. Passados 2 ½ meses, temos um resultado claro à frente: que o Cuca deveria ter começado antes.


Eu reconheço, faço MEA CULPA, achava que a manutenção de um técnico de ponta como o que tínhamos seria o suficiente, desde que tivesse tempo hábil, pra fazer o time deslanchar. Mas há vícios (bons e ruins) na postura de um time que se formam naturalmente no decorrer do trabalho do treinador e que só são superados com uma troca efetiva de comando, como o Palmeiras fez.

O Cuca parece mais ligado no 220, mais visceral, apaixonado mesmo. E fala a língua direta do jogador, uma vez que saiu das 4 linhas há não muitos anos. Melhor que isso, parece atento às mudanças, parece que reconhece a deficiência nos quadros técnicos nacionais. Não precisa ser perfeito, é só estar alinhado com a equipe para trazê-la junto às vitórias.

Só pra finalizar: é praticamente impossível que num grupo de 20, 30 pessoas que trabalham juntas haja plena concordância. Mais importante é atenção individual e respeito conjunto. O time parece que tem essa união, e parece querer mais. Assim se faz um grupo. AVANTI PALMEIRAS!!!


obs.: outra certeza que o tempo traz é que não se limpa uma casa tirando apenas as moscas que nela habitam, pela sujeira que nela existe. Coragem Brasil, Avança!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Um mundo de trabalho pela frente

Aaahhh fratellada... inicio a conversa desculpando-me pela ausência pós Libertas, mas é que as vezes falta tempo e por vezes, palavras. Por vezes o silêncio é melhor.

Perdemos a classificação sim, mas o time saiu de campo aplaudido. Vimos o Sr. Cleyton de volta! Vimos o Matheus Salles arrebentando na volância. Vimos claramente o esboço de um novo padrão de jogo, despontando no horizonte... em tons dramáticos, vimos o sol se pôr de um lado, e uma nova alvorada de outro. Assim foi e que assim seja!

Se o país vive um momento singular – FELIZMENTE! - o Palmeiras segue o movimento. Um novo time surge, com toque de bola mais eficiente, um futebol jogado minimamente à altura do esporte. E o clube tem, nos próximos meses, o tempo necessário pra se modernizar com o novo estatuto e se alinhar com uma prática diretiva que siga a disposição, coragem e profissionalismo que a atual administração, bem ou mal, com seus erros e acertos, adotou ao clube.

Nossa bandeira é nosso orgulho. Sem medo de mudança,
sem medo do futuro. Trabalha e conquista!
Não sou associado, falo do lado do torcedor, que ao menos pode ver a montagem de um bom elenco e grandes esforços para a contratação das melhores comissões técnicas disponíveis.

Assim como tudo o que queremos do país é uma nação mais justa e que dê condições ao seu cidadão evoluir e prosperar honestamente, o que esperamos do Palmeiras é um time que não seja conhecido por brigas internas e a contratação de elencos pífios, como por tantas e tantas vezes tivemos. Um time profissional, referência de conduta e protagonista das competições. Assim como nossa história ensina.

Fazemos o campeonato Paulista olhando o Brasileiro, esta sim, competição a qual já entraremos ajeitados e com um esboço de padrão a ser desenvolvido. Torneio longo, na medida que o time precisa pra evoluir. E vamos que vamos. NUM NOVO BRASIL, COM UM NOVO PALMEIRAS!!!


terça-feira, 12 de abril de 2016

Fundamental pisicológico

Fratellada, antes desse fundamental confronto pela Libertadores gostaria de lembrar o quanto a preparação psicológica é importante para essas ocasiões. Depois de apanhar tanto na argentina, Gabriel Jesus sabem bem disso.

Pra jogar a Libertadores você tem que entrar com a cabeça fria, na malícia e na ligeira. Há tempos já descobriram que o psicológico determina fundamentalmente as escolhas que uma pessoa faz, especialmente se estiver sob pressão, situação habitual em qualquer competição.

Fizeram um experimento colocando adolescentes pra pilotar karts. Primeiro sem ninguém olhando. Depois com “torcida”. O desempenho foi significativamente pior com a plateia, por motivos meio que óbvios. Lógico que jogadores estão – de certa forma – acostumados a essa pressão. Mas também – de certa forma – também a sentem. E assim se esvai um desempenho.

Vaidade & Ciúme
Sempre falei que em 2010 perdemos o campeonato por conta de ciúmes do elenco quando o Vagner Love foi recontratado pelo Belluzzo ganhando um salário acima da média. Pra quem acha que isso não acontece tome o caso do Barcelona que também implementa o sistema de ganho de produtividade para jogadores que ganham acima da média, equilibrando desigualdades para equacionar vaidades.

Tudo perfeito. Só me pergunto porque tal realidade é tão respeitada quando praticada por um Barcelona e quando é ventilada por aqui, sofre uma enxurrada de questionamentos do tipo “será que os jogadores irão aceitar?” Os valores pagos por jogadores são astronômicos e é facílimo (e perigosíssimo) para um clube de série A, empurrado pela pressão de sua torcida E mídia, desembolsar milhões por atletas que muitas vezes trazem prejuízos vultosos. É algo bem sabido e lamentado pela torcida.

Seria útil apenas se a mídia, num geral, percebesse a tremenda dificuldade e risco que os clubes correm para conseguir não só campeonatos, mas pra fechar no “azul”, algo praticamente impossível sem a venda de jogadores. Ao invés de estacionar na cantilena eterna dos “clubes mal administrados” que com certeza tem um grande fundo de verdade. Mas que está longe de ser a única responsável pela situação de penúria financeira que tantos e tantos clubes enfrentam.

LIBERTADORES
Não tem o que falar nem dizer. Mas não funciona sem o bastidor bem feito. Sabem o que digo, a artilharia hermana vai além das 4 linhas. No restante, é torcer, cantar e vibrar. Preparar-se pro pior, esperar pelo melhor.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A hora da verdade!

Após ouvir os piores impropérios a respeito do time ao longo de suas atuações nesse Paulistão, o Palmeiras se classifica, em primeiro do grupo. O tal de Água Santa, aquele mesmo que nos aplicou uma “humilhante” goleada, foi rebaixado. O que isso significa? 1) O time de Diadema é ruim mesmo; 2) O resultado de partidas isoladas não deve ser exponencializado, sob o risco de gerar uma distorção interpretativa.

Pega agora aquele paspalho que xingou o Palmeiras de bola esquerda do capeta quando levamos 4x1 e esfrega na cara dele a classificação em primeiro lugar do grupo. Esfrega dizendo “engole essa projeto de repórter recalcado dos infernos!”. Tempo. Sempre ele, tempo-rei. Pondo as coisas no lugar e as vitórias a quem merece.

Afinal de contas, estamos jogando bem? Não! Mas melhoramos tal como previsto há um mês atrás. Repito: sem tempo (e 1 mês não é tempo no futebol) e um pouco de tranquilidade time NENHUM consegue produzir o que pode ou deve.

Pontos positivos: Alecsandro sempre com muita vontade. Lucas Barrios nos dando a impressão de que pode melhorar. Jean Flex pela lateral funcionando melhor que o Lucas Original? Talvez seja o banco que o Lucas precisava.


No restante, sigo inconformado com o futebolzinho do Robinho, que chega a enfiar lindas bolas, mas peca na constância. A volta do Zé Luis não pode ser considerada um êxito total, mas se temos paciência com a evolução de outros, devemos o mesmo a ele. Mais que isso, precisamos de opção na lateral esquerda tendo em vista o desempenho com Egídio e Zé Roberto (esse melhor, mas tem que ser poupado em várias partidas).

Aos poucos as coisas vão entrando nos eixos. Nessa semana decidimos a Libertadores na base do que vier é lucro”, pois a torcida não nutre muita esperança por resultados combinados, ainda mais quando isso exige que não haja o jogo de “compadres” entre os hermanos (resultado que garante a classificação conjunta), haja visa a lisura (ou falta de) pela qual são conhecidos.

Seja como for, a torcida pelo menos parece seguir unida com o time, reconhecendo o esforço do Cuca em testar todas as opções possíveis. Considerando que a semana pode representar o fim da primeira parte da temporada ou ainda algo épico, ficamos aqui preparados pra tudo, esperando que o melhor aconteça. Que seja justo, que seja eficaz.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Jornada Libertadora

Lembro muito bem até hoje, meu pai dizendo, lá pra meados da década de 70, que a Libertadores era terra de ninguém, onde os jogos eram roubados pela juizada sulamericana que falava a mesma língua dos hermanos.

Muito tempo se passou e a competição ganhou maior dimensão, perdendo a má fama a medida que os jogos passaram a ser transmitidos pela TV, o que coibiu – até certo ponto – o descalabro no apito amigo.

Seja como for, ainda vemos a juizada “caseira” em ação, dificultando ainda mais a vitória do visitante. Não digo que venceríamos sem o juiz, mas que o sujeito delega pró-casa, delega.

Mas que se dane o delegado! Se ainda temos alguma chance, vamos que vamos. É inegável que um milagre se faz necessário pra isso, mas como já disse, dane-se o delegado. Somos PALMEIRAS.

Devo confessar que quase não assisti ao jogo ontem. A televisão estava ligada mas o nervosismo era tanto que mal parei de frente a ela. Acordei o bairro no segundo gol. Quase quebrei arrebentei a rótula comemorando o terceiro ao voltar desesperado pra sala que tem uma mesa no meio. Assim é a vida de torcedor. Tô mancando, tô esbagaçado. Mas tenho esperança!!!


Do que vi, nossa defesa (mesmo com 3 zagueiros) cometeu erros imperdoáveis. E o ataque também, poderíamos ter saído com a vitória! Pelo menos 2 chances claras de gol desperdiçadas (Dracena e Jean). O meio campo com Robinho continua uma porcaria, salvo lampejos de criação. O Gabriel foi o melhor do jogo e tal como a defesa, por infantilidade, foi expulso. Mas como ele disse, não fácil ficar apanhando m90 min. com a conivência do juiz...

O time dá sinais de evolução, o que seria mesmo inevitável com o passar do tempo. Mas ainda não temos um meio-campo decente e os bicões pra frente ainda continuam numa proporção exagerada. Disseram que o Cleiton Xavier já está treinando com bola. Mas ainda não é hora de nutrir muitas esperanças, quem conhece nosso Departamento Médico sabe que por alí todos passam e muitos ficam.

Não foi o resultado que queríamos, mas trouxe na bagagem a certeza de um time que não se entrega e que, com tempo e treinamento pode render muito mais. O que nos resta senão acreditar? Palmeiras, nossas esperanças estão contigo.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Polícia para quem precisa!!!

Todos já sabem das medidas impostas pelo estado às organizadas (proibição de instrumentos, e uniformização nas partidas, torcida única nos clássicos). Sua opinião já pode ser vista nas respostas oficiais das torcidas e até dos clubes.  O Paulo Nobre já se pronunciou, num discurso extremamente coerente, apoiando a medida mas ressaltando que isolada, jamais será capaz de coibir a violência.

Do ponto de vista do torcedor comum, essa prática (clássicos com uma só torcida) é terrível, mas traz a sensação de maior segurança local e  maior presença dos torcedores da casa, que inclusive sofre menos com depredações. Com uma só torcida evita-se aglomerações de torcedores adversários em locais de trânsito. Mas é fato limitado, pois vários grupos normais e principalmente organizados continuarão a se reunir pra assistir aos jogos em locais comuns.

O verdadeiro problema é falta de PUNIÇÃO EFETIVA e PONTUAL dos infratores para quebrar a cultura da impunidade, verdadeiro alicerce da violência, fruto de uma condição social brutalmente violenta e desigual, que não só pune mal como por vezes pune errado.

Aí vem a imprensa e destila o brado míope que sua audiência quer ouvir: “Marginais! Bandidos! Cadeia e extinção!”, na velha caça às bruxas incapaz de perceber onde ela mesma falha. Punirão as torcidas e a brecha pra violência continuará a existir.

A identificação de torcedores na entrada do estádio não ajuda bolhufas, porque a imensa maioria dos crimes acontece do lado de fora. Jogos com uma só torcida vão contra a corrente do que se tenta praticar em qualquer lugar civilizado, e ao estado cabe civilizar sua população! Pode até ser adotado até o fim do ano, mas que nesse período se chegue a um “modus operandi” prático e eficiente, que nos livre dessa situação nefasta.

A solução é clara:
EDUCAÇÃO OSTENSIVA
PUNIÇÃO EFETIVA

Não menos importante e totalmente ignorado é o peso TÉCNICO que tal medida deve trazer ao esporte em si, pois jogos de uma só torcida aumentam o favoritismo do time da casa. Finalizando, cabe observar resultados práticos da adoção de tais medidas noutros locais, considerando as particularidades de cada um.

Enquanto o estado for INCAPAZ de realizar essas duas premissas de forma competente, continuaremos culpando e punindo de forma errada e o pior, maquiando uma solução irreal. Mas a manchete do dia está garantida e a bruxa da vez, incinerada. Descansai tranquila sociedade, com sua bela segurança de vitrine.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ARROMBAMOS O BAÚ DO ARMANDINHO!

AAAAAAEEEEEEEEEEEE PORRRAA!!!!!!!!

VAMOS GANHA OU NÃO VAMOS??? VAI DAR LIGA OU NÃO ESSE TIME?

PALMEIRENSES DE TODO MUNDO E UNIVERSO: ACREDITAI-VOS EM VOSSO TIME!!!!

Cáspita, que jogo! Que clássico. 16H00 no Pacaembú num domingo de sol, é local sagrado. Nunhum time do mundo, nenhum clássico do mundo é mais perfeito do que um SEP x SCCP num num Pacaembú as 16h00 de domingo com sol. Ainda mais se for completo com a vitória verde. E assim foi (e será).

A verdade resoluta: ARROMBAMOS O BAÚ DO ARMANDINHO!!!!!

O Curintcha vem jogando (e ganhando muito) há muito tempo com o futebol ARMANDINHO do toque de bola exaustivo, que espera o erro do adversário pra marcar e ganhar o jogo. Não jogam pro público, nada de futebol “espetáculo”. Uma vez que a imensa maioria dos torcedores prefere o time vencendo mesmo jogando um futebol feio (não ruim, apenas feio) a jogar “bonito” e encontrar mais dificuldade pra vencer, é isso que fazem. Perfeito, tem todo o direito e razão.

Todos os fundamentos desse futebol podem ser encontrados reunidos numa publicação de 2013, chamado OS NÚMEROS DO JOGO de Chris Anderson e David Sally, dois estatísticos que chegaram a conclusões interessantes e que vem sendo utilizadas por alguns times. Gambazada inclusa.



Só que esse futebol renitente, da exaustão pelo toque de bola fica limitado se o adversário se concentrar em NÃO ERRAR e não cair no jogo de toque de bola subindo pra recuperá-la a qualquer custo, senão a armadilha funciona. Foi isso que fizemos.

Os caras ficam tocando bola chamando o time pra cima e nós ficamos esperando. Quando vinham pro nosso campo, aí sim, a marcação ficava ferrenha. E tentamos, na medida do possível, também tocar a bola. Mas conscientes de nossa limitação nesse quesito, buscamos valorizar as chances, nos lançamentos ao Jesus ou mesmo bola parada, de onde saiu nossa saborosíssima vitória.

Só um adendo. Sei que o Robinho é um grande jogador, mas parece que tem algo difícil no setor. Nos últimos 2 jogos foi ele sair pro time marcar o gol. Nada contra ele, mas o esquema precisa ser acertado nesse ponto.

Muito mais a ressaltar: PRAAAAAAAASSS MONSTRUOSO!!! O cara passa uma segurança, uma força tão tremenda, que o time ganha confiaça imediata. A ocasião do pênati defendido/ gol marcado ficará para a história! Prass, Dudu, personagem que já habitam nossos corações.

PRAS E DUDU JÁ MORAM NO CORAÇÃO PALMEIRENSE. É de emocionar a garra e o profissionalismo desses caras. PQP!!!

Sem demérito aos outros jogadores. Temos um grupo forte, que nunca foi rachado apesar das asneiras que a imprensa publica pra vender. Em uníssono quase nenhum grupo fala, e nem precisa. UNÍSSONA É NOSSA VOZ DIZENDO “TE AMO MEU PALMEIRAS!!!!” Além de CHUPA GAMBÁ retumbante, só pra não perder a prática. É NÓIS FAMÍLIA!!!!



Selvageria premiada com liberdade
Olha, nem quero comentar a BARBÁRIE pós jogo praticada INDISCRIMINADAMENTE por torcedores corintianos. Se a JUSTIÇA não agir, como é que tais episódios deixarão de ocorrer? Pra entender direito o que acontecer, a matéria da ESPN deixa bem claro, com a transcrição literal do depoimento de POLICIAIS QUE ESTAVAM PRESENTES NAS OCASIÕES. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A juventude não se acomoda!

Em 2003 estávamos lá, na primeira disputa da série B e o time não vinha muito bem. Até uma fatídica goleada em casa com direito a furo do Marcão e muita zoação no dia seguinte.

Sem ter pra onde recorrer, o Palmeiras (na época com o técnico Jair Picerni) apostou na molecada do time B, Vagner, Edmílson... e as coisas mudaram. O time engrenou e venceu a série B com grande vantagem sobre os demais.

A história dá voltas e ontem mostrou isso mais uma vez. Taí que a molecada, capitaneados pelo já consagrado Gabriel “Golaço” Jesus, faz em campo aquilo que os medalhões já consagrados não conseguem.

Gabriel Jesus, Thiago Martins e Matheus Salles. Molecada da base que temos que acreditar. O Barrios por exemplo, não tem feito grande coisa que justifique seu ½ milhão mensal. O Robinho tem que ir prum terreiro e voltar depois de uma boa sessão de descarrego. Fica tranquilo Robinho, tudo vai se ajeitar... o Allione é outro que apesar de sua evidente qualidade não consegue engrenar uma sequência de boas atuações.

Ou seja, com um meio-campo que não funciona, o ataque se movimenta. O Gabriel mostra ao time o que é ofensividade, dá gosto de ver. Quanto ao Rafael Marques... disse e ratifico que sua posição deve ser dentro da área... essa insistência dele no meio-campo não surte efeito. Já como peça que puxe a marcação e explore os cabeceios, é bem mais eficiente.


Não podemos ignorar a fragilidade do adversário, mas pra quem foi goleado pelo Diadema já é um avanço! Agora temos 2 dias pra enfrentar um dos melhores times da temporada (junto com Atlético-MG), coisa simples! Mas assim é que é, não tem refresco amigo!

Aliás, num calor saariano que temos vivido em São Paulo, junto com surto de gripe H1N1 e briga por impichi, tudo o que precisávamos era uma sexta-feira pós vitória. Ó sexta, aliviai nossa pressão! Dai-nos um alento desse mundo tão turbulento. Até o próximo domingo, NO GRAMADO em que a sagrada luta nos aguarda.


Gabriel escancara pressão desmedida da impren$inha. Boa moleque!

Gabriel... você é sensacional. Valeu moleque!!! Cala a boca dos que rastejam por audiência e manda logo na cara, que nem o Nelson Piquet, que jamais deixou de vencer apesar de toda antipatia da imprensa por ele. Só não deixe de marcar gols.

Mas apenas uma correção. Até abordar a “pressão” você foi perfeito, mas supor que há algum favorecimento sempre vai fazer os caras se levantarem contra, sem necessidade. Nem citar que "não queriam" nossa vitória, pra isso eles não estão nem aí. A Assessoria de Imprensa deve orientá-lo com não mais que um pequeno ajuste nesse sentido. Resto perfeito.

A pressão que a mídia põe nos times é geral, quem lhe oferecer mais vantagem nisso será a bola da vez. E como a torcida do Palmeiras é gigante e apaixonada, torna-se um prato cheio pra esse tipo de sensacionalismo, que exerce justamente essa PRESSÃO demasiada no time, uma vez que o torna um personagem da sua novela.

O mesmo EXAGERO que a imprensa usa na abordagem dos times é o que a dramaturgia faz na novela, transformando-o num produto mais vendável. Então “taca” sal na bolacha pra vender mais. É essa NOJEIRA que NÒS TORCEDORES também queremos FORA dos noticiários, tal como um consumidor tem o direito de pedir uma comida com menos sal!!! Aquele repórter que chega buscando declaração polêmica (que nem sempre explica bem a situação). A informação que é jogada fora do contexto pra gerar uma reação contrária. O repórter que se aproveita da indignação do torcedor pra vomitar impropérios ao time sem o menor bom senso... e por aí vai.

Impren$inha transforma o esporte num produto e paga muito bem por isso. Nessa transformação, os personagens são hiperexplorados aproveitando a paixão (frequentemente cega) do torcedor. Forma-se assim toda NOVELA em cima de quaisquer derrotas, numa espiral de PRESSÃO que prejudica qualquer time!!! Corporativista que é já vão malhar o Gabriel, que se for bem assessorado apenas irá dizer “apenas quero o melhor pro meu time.” E ponto final.

Estamos contigo Gabriel!!! Vai que é sua moleque!!!