quarta-feira, 6 de abril de 2016

Polícia para quem precisa!!!

Todos já sabem das medidas impostas pelo estado às organizadas (proibição de instrumentos, e uniformização nas partidas, torcida única nos clássicos). Sua opinião já pode ser vista nas respostas oficiais das torcidas e até dos clubes.  O Paulo Nobre já se pronunciou, num discurso extremamente coerente, apoiando a medida mas ressaltando que isolada, jamais será capaz de coibir a violência.

Do ponto de vista do torcedor comum, essa prática (clássicos com uma só torcida) é terrível, mas traz a sensação de maior segurança local e  maior presença dos torcedores da casa, que inclusive sofre menos com depredações. Com uma só torcida evita-se aglomerações de torcedores adversários em locais de trânsito. Mas é fato limitado, pois vários grupos normais e principalmente organizados continuarão a se reunir pra assistir aos jogos em locais comuns.

O verdadeiro problema é falta de PUNIÇÃO EFETIVA e PONTUAL dos infratores para quebrar a cultura da impunidade, verdadeiro alicerce da violência, fruto de uma condição social brutalmente violenta e desigual, que não só pune mal como por vezes pune errado.

Aí vem a imprensa e destila o brado míope que sua audiência quer ouvir: “Marginais! Bandidos! Cadeia e extinção!”, na velha caça às bruxas incapaz de perceber onde ela mesma falha. Punirão as torcidas e a brecha pra violência continuará a existir.

A identificação de torcedores na entrada do estádio não ajuda bolhufas, porque a imensa maioria dos crimes acontece do lado de fora. Jogos com uma só torcida vão contra a corrente do que se tenta praticar em qualquer lugar civilizado, e ao estado cabe civilizar sua população! Pode até ser adotado até o fim do ano, mas que nesse período se chegue a um “modus operandi” prático e eficiente, que nos livre dessa situação nefasta.

A solução é clara:
EDUCAÇÃO OSTENSIVA
PUNIÇÃO EFETIVA

Não menos importante e totalmente ignorado é o peso TÉCNICO que tal medida deve trazer ao esporte em si, pois jogos de uma só torcida aumentam o favoritismo do time da casa. Finalizando, cabe observar resultados práticos da adoção de tais medidas noutros locais, considerando as particularidades de cada um.

Enquanto o estado for INCAPAZ de realizar essas duas premissas de forma competente, continuaremos culpando e punindo de forma errada e o pior, maquiando uma solução irreal. Mas a manchete do dia está garantida e a bruxa da vez, incinerada. Descansai tranquila sociedade, com sua bela segurança de vitrine.

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