segunda-feira, 9 de maio de 2016

Audax. Deixa sua roupa mais branca!

Fratellada, gostaria de abordar uma pequena questão em voga nesses dias. A audácia de um time pequeno e sua proposta de toque de bola, de princípios estéticos que remetem ao futebol arte, à ofensividade e em última análise, ao espetáculo. Que é o que o povo quer ver. Que é o que vende. Que é para o que a imprensa baba ovo.

Pois bem. Interessante e válida a proposição do Audax. Mas só é possível para um time do tamanho do Audax, que não tem torcida alguma fazendo pressão por títulos. Títulos aliás que o time não tem a menor preocupação de angariar nesse momento, focando sua atividade, basicamente, em revelar e vender jogadores. E faturar com isso.

Não que os clubes tradicionais escapem muito desse contexto. O fato é que não foram criados como “caça-níqueis” mas como representantes de imensas coletividades que comemoram títulos, não a venda de uma revelação ao futebol europeu.

Pra ganhar títulos o dirigente tem que ir além do pensamento puramente financeiro e bancar situações onde a força da equipe se põe à frente do retorno de investimento. Isso sim é audacioso. Um time bancando globetrotter pra ser vendido à baciada no fim de cada campeonato, é uma simples estratégia de marketing. Com nome de sabão em pó.

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