quarta-feira, 4 de maio de 2016

O novo futebol mundial

Fratellada, irmãos e irmãs de coração... já contei que estou lendo um livro que analisa o futebol, sob o ponto de vista estatístico. Além das obviedades, alguns postulados interessantes são considerados, como o que diz que um time pra ser campeão deve preocupar-se antes com a defesa, ou a afirmação de que um jogador muito fraco pode colocar todo esquema a perder, mais valendo não ter um jogador nota 4 do que ter um nota 9.

Tudo isso nos pode fazer ver o futebol de outra forma. O fato é que hoje, a maioria dos times de ponta  (Palmeiras incluso) utiliza softwares estatísticos que são usados não apenas pra fazer a medição do próprio time, mas também dos adversários (incluindo contratações). Alguns técnicos utilizam mais esses números. Outros ainda não aprenderam...

O fato é que o esporte tem se tornado uma ciência profundamente estudada, haja vista a dinheirama envolvida no processo. Quanto o jogador corre, por onde, como executa os fundamentos, pra quem passa, se não passa, se comeu direito, se dormiu, se penteou o cabelo... bem ou mal, existe uma leitura disponível.


Mas tudo isso passa por um gargalo. O motivacional. A cabeça do jogador. E aqui não se trata de ficar tratando feito criança e sim conseguir convergir o discurso, trazendo 100% de envolvimento e aumento de coesão, participação e colaboração. Isso é o verdadeiro futebol. Quando se joga essencialmente PARA O TIME, de forma inteligente e bem executada nos fundamentos.

Ontem por exemplo, um fraco time argentino vinha conseguindo segurar o time de melhor campanha na Libertadores (que corria o risco de ser eliminado tendo sofrido apenas 1 gol no campeonato!), até o momento que teve  um defensor expulso (sujo, tentou provocar o adversário com uma cotovelada, que reagiu de forma diferente do Gabriel...). Só pra constar, os argentinos terminaram a partida da forma habitual, derrotados e pancadeiros.


O grande mérito atual dos treinadores é: 1) saber fazer a leitura do enorme volume de dados estatísticos e aplicá-los sabiamente, de forma prática; 2) motivar o grupo de forma geral pra que o time jogue de forma dedicada, coesa e colaborativa. Tá ouvindio Cuca? Essa é contigo garoto!

Trocamos jogadores chave (jogador que EXIGE titularidade não cabe no pensamento de grupo) acreditando no conjunto, acima da individualidade. Acredito nesse futebol, e talvez por isso ele seja o esporte onde, por mais vezes, o “azarão” vence o “favorito”. Não somos azarões. Talvez entremos no Brasileiro como protagonistas. Mas não são os nomes isolados e sim a coesão do grupo que pode levar o time a ser campeão. Assim é o futebol de hoje.. Científico, estatístico e... mental.

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