quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Palmeiras, sob ataque

Um dos efeitos colaterais da liderança é torna-se alvo direto dos adversários. A bem da verdade o Palmeiras parece sob ataque!

Primeiro vem empresário espanhol encher a banca do Jesus, que já passa a se achar a última bolacha do último pacote do universo. Depois vem o gostosão do Barrios se dizendo insatisfeito com a "situação" e toda baderna em cima. Agora aparece a imprensa falando que o Nobre vai ficar com dinheiro da negociação do Cristaldo, no melhor estilo agiota na porta.

Um dos melhores presidentes que o Palmeiras já teve (a não ser que se considere apenas os títulos da equipe, aí o Mustafá Contursi ganha disparado... quem quiser que leve pra casa), fez o que nennhm outro jamais teve capacidade ou coragem pra fazer. Em 2 anos equilibrou as finanças apodrecidas por anos de incompetência administrativa e que deixaram o clube a beira da falência.

Tivessemos SEMPRE um presidente que investisse a quantia que ele investiu, e que JAMAIS pesasse pra ter o retorno do investimento antes do tempo, estaríamos bem felizes.

Agora resolvendo a questão Barrios: faça um gol e corra pra comemorar com o Cuca. Grazie!!! PALMEEEIRAAAS!!!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Titularidade não se pede, se conquista!

Fratellada, por vezes enfrentamos adversários, mas existe um GRANDE problema que permeia todos os clubes. E é aí que se vê a FORÇA desse clube. Em ceder ou resistir à essa infame realidade.

O problema é o seguinte: jogador não SE ESCALA. Mas hoje o jogador não aceita reserva e fala que “se for pra não jogar prefere sair”. Simples assim. Acontece que o treinador quer que ele jogue! Só que ele precisa jogar melhor do que os que são titulares pra fazer valer sua vontade. Jogar melhor. Não falar mais.

Por trás disso está todo o alicerce que sustenta a qualidade de um time: o COLETIVO acima do INDIVIDUAL. O jogadores estão se lixando pra essa conversa, sabem que um time de futebol não é absolutamente nada a mais do que vitrine pra que possa vender seu futebol. Então é compreensível que queiram jogar. E é compreensível que o time busque o melhor conjunto, não apenas melhor vitrine para seus jogadores.

Vai ficar com conversinha de que “se for pra não jogar prefere sair?” TCHAU. O jogador simplesmente não pode colocar sua vontade acima do grupo, isso é o que corrói qualquer esquema tático e está no centro das dificuldades que o futebol enfrenta hoje, haja vista sua condição cada vez mais mercadológica e menos esportiva.

Gosto do Cristaldo, também gosto do Barrios. Mas se for achar que deve ganhar vaga no gogó, repito, TCHAU. E que isso defina o padrão que o time precisa ter, mais baseado no mérito técnico, menos na valorização pessoal ou de um na força de empresário. Forte é o time que consegue agir dessa forma.

Falarei claramente: vaga no time titular não SE PEDE, muito menos se EXIGE (e se isso ocorrer, FORA!), se conquista! É por causa dessa utilização do time só como VITRINE que patinamos com elencos medíocres que jamais atingem uma coesão tática, uma força de grupo. POIS O GRUPO NÃO SE FORMA!!! Sempre tem um IMBECIL achando que "dane-se o time, dane-se o campeonato... eu quero e preciso aparecer"... VÃO PARA O RAIO QUE OS PARTA ISSO SIM!!!

Conclamo aqui uma postura que vá contra essa realidade MERCENÁRIA MALDITA, que coloca seus interesses acima do grupo. Isso é a ANTÍTESE do futebol. Pode mandar embora Cuca, sem peso na consciência. E que no Palmeiras prevaleça o MÉRITO não só o interesse FINANCEIRO PARTICULAR, seja de empresário, jogador ou diretor. Eu torço pro PALMEIRAS e não pra jogador.

No lado oposto dessa mentalidade está a nanica Islândia, que mostra como a força do GRUPO pode prevalecer numa constelação de "pseudo" estrelas, que não corre junto. Nas palavras de seu treinador, Heimir Hallgrimsson:

"A construção do espírito de equipe é essencial para um país como o nosso. Nós só conseguimos ganhar dos times grandes se trabalharmos como um", filosofa Hallgrimson. "Se você analisar nosso time, nós temos caras como Gylfi Sigurdsson no Swansea, que é provavelmente nosso jogador mais famoso, mas ele é o cara que trabalha mais pesado no campo. Se esse cara é o que trabalha mais duro, quem no time pode ser preguiçoso? Nós temos um cara como Eidur (Gudjohnson), que ganhou a Champions League e jogou por Barcelona e Chelsea. Ele vem sendo reserva nos últimos três anos, mas é um cara que dá muito apoio desde o banco de reservas. Então, como os outros não vão se comportar da mesma forma? Isso só mostra quão boa é a mentalidade desses caras."

 Onde assinamos, professor?


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Liderança exige postura

Na moderna concepção de futebol existe algo chamado “o elo fraco”. Trata-se daquela posição em que o time é mais vulnerável, via de regra com o jogador menos técnico da equipe. Nesta teoria (baseada na análise extensiva de resultados), esse elo fraco é mais decisivo para uma equipe do que seus jogadores mais fortes. Ou seja, não adianta ter um ataque forte, se tiver um ponto vulnerável na defesa.

O Cuca é realmente um técnico ousado. Tenta fazer com o Moisés algo parecido com o que o Luxemburgo fez com o Rincón na década de 90, ao recuá-lo do meio campo ofensivo à posição de segundo volante, algo que conseguiu com sucesso (no Palmeiras só atuou como meio-campo). Assim, entramos pra jogar fora de casa com um volante (Tchê Tchê) e um meio campo deslocado à defesa (Moisés).

Até aí tudo bem, já havíamos jogado (bem) assim contra o América. Bem, mas Cruzeiro não é América. Está ruim, mas tem camisa pra jogar com brio pra sair da parte debaixo da tabela. E assim jogou.

Pelo nosso lado, entramos com o ataque (Dudu, Gabriel e Roger) muito bem, mas na minha opinião, com duas falhas essenciais. Cleiton Xavier e Fabiano. O Cleiton Xavier seria a ligação com o ataque, mas frequentemente ficava fora de posição ou preso à marcação. Assim o ataque ficava isolado e mesmo na correria, não conseguia pressão ofensiva.

No segundo tempo a entrada do Thiago Santos visou justamente liberar o Moisés pra ajudar na saída de bola, mas na prática a teoria não funcionou. A entrada do Luan no lugar do Cleiton nos deu melhor movimentação, mas o meio-campo continuou perdido. Isso sem contar o mencionado Fabiano, que pode até ter uma boa presença ofensiva, mas definitivamente não tem velocidade pra lateral. Qualquer um que jogue um ponta pelo setor fará a festa em nossa defesa.

Tivemos sorte na rodada com a derrota dos adversários diretos, ótima chance pro time perceber que ainda precisa melhorar muito. Pra permanecer líder de um campeonato tão nevelado, ser bom é pouco. Temos é que arrepiar. Meio-campo e lateral, evolução é essencial.  

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A congestionada trilha ao topo do mundo

Nunca conheci ninguém que tivesse ido ou sequer pensado em ir ao Everest. Mas como todos que leem esse texto, já ouvi várias histórias a respeito. As mais recentes tratam de como a “trilha” mais utilizada para o cume já está abarrotada, estilo Marginal Tietê pré-feriado. Fora a sujeira....

Mas o que tem a ver o Everest com o futebol? Nada... mas a busca pelo “topo do mundo” nunca foi tão frenética e acessível a tantas pessoas. Ontem por exemplo, aparece o garboso empresário de Jesus dizendo que o destino do seu cliente dependerá de sua vontade (!) e que tudo é calculado pra que ele chegue ao “topo do mundo”. Sensacional, quero ser o primeiro a pegar seu autógrafo na noite de lançamento da biografia, aos 25 anos.

Não tenho nada contra quem só o cume interessa. Aliás, essa parece ser uma fixação humana, o que mostra quanto ainda temos a evoluir. Mas se almejar o topo do mundo é algo inerente ao espírito humano, que crítica é cabível nessa circunstância? Se Alexandre o Grande invadiu a Pérsia com 18 anos, eu também posso conquistar o mundo! Bem, hoje o "Alexandre" chama-se Neymar...

Mas a busca pelo “topo do mundo” torna-se ridícula quando se foca num caminho único. Projetar a carreira com base num padrão “Chuteira de Ouro” ignora que esse topo é sempre temporário, não se passa muito tempo ali. Mais importante é “como” você chega lá e o que faz nesse caminho.

Existem milhares de jogadores que mesmo sem desfrutar de uma Chuteira de Ouro, chegaram aos seus “topos do mundo”. Conquistaram o respeito e a admiração de verdadeiras legiões, seja pela dedicação ou pelo compromisso que assumiram com seus times. E venceram. E enriqueceram. Muito. Porque você não precisa buscar um Everest se no mundo há tantas outras montanhas que levam ao topo. Pense nisso Gabriel. E se ainda tiver dúvida, converse com nosso amigo Marcão.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Futebol anos 70, com velocidade 2000

Sei que todos estão falando do Jesus e seus discípulos, com méritos ao Roger Guedes, moleque de talento impressionante, jogando como um legítimo ponta direita. Seria mais do mesmo louvar o belo futebol apresentado pelo ataque ou o padrão de jogo veloz que está sendo implantado.

Mas gostaria de ressaltar algo que me impressionou ainda mais. Nossa formação tática com um só volante. Sejamos sinceros, desde a década de 70 (onde o Ademir fazia dupla com o Dudu), eu não via o Palmeiras iniciar uma partida com tal formação. Deve ter havido, ao longo do tempo, com certeza. Mas não nessa época de futebol moderno.

Jogamos ontem só com o polivalente Tchê Tchê na função, se revezando com o Jean, que tem muito mais a função de ligação do que contenção e ficou bem mais na lateral direita. Outro aspecto fundamental: tivemos 622 passes, com 571 acertos (91%). Caraca mané! Que coisa muito louca, bagulho europeu! Esse Cuca é duca! 


Jogando com 5 ofensivos (Moisés, Cleiton Xavier, Dudu, Roger e Gabriel) desde o início da partida, mal demos chance ao já precário América de Minas. Foi um baile que só não terminou em goleada pela excelente atuação do goleiro adversário, que até fez defesa a la Gordon Banks.

Lógico que o sacripanta do Barcelona estava lá, trazendo seus espelhinhos pra levar nosso ouro, numa prática que se repete desde o século XVI. Tudo bem, R$25milhões não é espelho, mas o Gabriel é ouro. Como é ouro o Roger. E outros também estão brilhando! O Dudu parece no paraíso com a companhia. O Zé Roberto por exemplo, entrou no lugar do Egídio e deu uma dinâmica de movimentação fabulosa. Moisés também continua consistente, gostei da estreia do Fabiano (lateral direita) e até o meia Vitinho, revelação das base, teve seu nome cantado em sua estreia. Foi mágico!

Creio que finalmente estejamos achando nosso jogo, nosso padrão. Mas o Brasileiro é uma maratona, então teremos que nos preparar para as mudanças de ritmo que, invariavelmente, haverão. Mas o time é bom, a estrutura é forte e o treinador sabe das coisas. Não é sempre que as estrelas se alinham dessa forma... quem sabe, preságios de um novo tempo. AVANTI PALMEIRAS!!!!


terça-feira, 21 de junho de 2016

Não dá dessas, Cafú!

Pô, o cara sempre foi um excelente jogador, grande parça, gente fina pacas. Mas dá uma declaração que deixa evidente como os clubes hoje não valem NADA, e que torcedor só serve mesmo pra pagar toda festança e calar a boca assistindo suas principais revelações sendo tungadas pro exterior, PRECOCEMENTE, algo do qual não podemos fazer nada além de sentar e chorar.

Pô, ninguém vê o lado do torcedor que é quem paga toda essa conta!!! Futebol agora só existe pra fazer jogador e empresários MILIONÁRIOS e qualquer coisa fora disso é a mais pura ilusão! Amigos, fratellada do coração... ESQUEÇAM O CLUBE. Não torcemos para um clube, mas sim para uma GÔNDOLA DE SUPERMERCADO a qual abastecemos mensalmente com nosso dindim.

Pô, vá se lascar: HEI BARCELONA, VÁ TOMAR NO OLHO DO FIOFÓ!!!! Barcelona, Manchester, PSG, Real Madrid e a PQP!!! Cazzo, não tem 1 sacripanta pra defender os clubes e dizer que “tudo bem, sabemos que o mercado é inexorável e leva mesmo (ganhar em euro até São Francisco quer), mas que é uma tremenda sacanagem com a torcida, sem dúvida!

Quando surge oportunidade, vai. Não dá pra esperar. Mas é aviltante, revoltante, nauseante ver nossas jovens promessas serem vendidas assim, de forma precoce. Vamos arrebentar nesse brasileiro, bora Libertas ano que vem! Depois disso você vai!!! É pedir muito? 1 ano a mais é pedir muito? Cazzo, assim não se forma ídolo, não se forma craque, não se forma porcaria nenhuma!


Há tempos que digo e repito: a transformação do futebol num mero produto tira toda sua alma, que acaba sendo infladada de forma artificial por campanhas de marketing “sabonete”, com a mesma cara pra todos. Ainda que se pese a inevitabilidade do processo, não pode ser exaltado – como vem sendo – como objetivo final do processo. Nunca esqueçamos. O Marcos só se tornou ídolo após “recusar” uma proposta européia e acompanhar o Palmeiras, mesmo na série B. Assim se faz a alma de um time.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Liderança não vem por acaso

Sei que é um cliché, mas a liderança que exibimos hoje no campeonato não vem de agora. Esse resultado é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido há alguns anos, buscando a excelência em diversos departamentos, desde a indicação de jogador até a recuperação física.

Não compramos TchêTchê, Moisés, Jean ou Roger Guedes pelo DVD, mas sim graças a uma extensivo programa de observação de revelações, análise de perfil e estatísticas. Temos gente cuidadndo só disso. Que NUNCA deixe de existir.

Mas não adianta só saber quem você deve contratar. É preciso ter condição de chegar lá e levar. E temos isso hoje, com uma finança equilibrada e um dos melhores diretores de futebol do Brasil. Assim é que se conquista uma liderança. Somos hoje LÍDERES EM COMPETÊNCIA, da diretoria à fisiologia, do presidente à torcida... e a tabela do campeonato apenas reflete isso.

O melhor da partida contra o Santa Cruz foi o Moisés. Esse está arrepiando o meio-campo, fazendo justamente o que precisávamos. Caiu como uma luva! Aliás o ataque está muito veloz e insinuante. Pena que o Gabriel Jesus já esteja com a cabeça nas propostas européias. Sorte que temos um CUCA pra chamar sua atenção e dar uma escovada bonita nessa egotrip.


Somos hoje o time alvo. O time a ser batido. Aquele que "se escapar já era”. Só que não... temos ainda MUITO a melhorar, colapsos defensivos, transição mais segura, consolidação do padrão de jogo. Mas isso é muito mais fácil de trabalhar quando se tem qualidade à disposição e um pouco de traquilidade e confiança no trabalho, algo raríssimo de se conjugar.

Ainda estamos na fase inicial do campeonato e muita água ainda correrá sob essa ponte. Mas o time PRECISA DE NÓS, do apoio e da força de uma casa lotada, até mesmo quando jogamos fora de casa! Mas sem EMPOLGAÇÃO, e NUNCA, JAMAIS cantar vitória antes do tempo, bancar o gostosão pra atrair mais inveja do que já temos. Arrogância, soberba... é sinal de FRAQUEZA. Temos estilo próprio, não precisamos disso!

Super Laurinha e a Poderosa Nazareth

Estreia pé quente no Allianz
Devo dedicar esse post à dna. Nazareth e Laurinha (pé quente em seu jogo de estreia!), palmeirenses da mais alta categoria, prova viva de que nossa FAMÍLIA está bem representada em gerações que compartilham valores recheados de personalidade, estilo e um imenso coração!!! É muita alegria, obrigado meninas, vocês fizeram um palestrino (muito) feliz! Êita família linda!

SEGUE PALMEIRAS, AVANTI FAMÍLIA. SEGUE HUMILDE, CAMINHA UNIDA E BUSCA ESSA CONQUISTA! PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS, MEU PALMEEEEIRAS!!!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Fome de vitória, fome de conquista!

Time que pretende alguma conquista simplesmente não pode sofrer gol de empate a 2minutos do final da partida. Nosso treinador fez o certo, tirando um meia atacante pra reforçar a defesa com mais um zagueiro. Mas aí entrou o sinalizador...

É verdade que a parada deu chance ao adversário se arrumar e aproveitar a chance. Mas também houve vacilo da defesa que deixou jogadores livres pra finalizar. A culpa que o Cuca colocou na parada serve mais pra aliviar o lado do elenco e pode ser positivo.

Agora o time ficou com FOME DE VITÓRIA. Talvez (e só talvez), uma liderança precoce poderia tranquilizar o time além da conta. Da forma como aconteceu, o time volta "mordido" pra duas partidas em casa.

Num campeonato longo, como o Cuca bem disse, o time precisa ter “prevalência”, dar as cartas, ser quem manda na partida. Ainda que isso não aconteça 90min', tivemos essa prevalência no jogo de ontem, fora de casa. Ou seja, tudo bem, o empate deixou muita gente sem dormir, mas o padrão de jogo que o time está apresentando nos dá esperanças de que o time possa protagonizar esse campeonato.

Hoje quem mais chama a atenção são Moisés e TchêTchê. Movimentação, empenho, bela visão de jogo. E o TchêTchê é o “líbero” tão famoso nos anos 90. O Moisés quer garantir sua vaga no meio e tem correspondido bem à expectativa.


Outro que ajuda é o Zé Roberto. Tem um ótimo senso de posicionamento e a tranquilidade que a equipe precisa em muitos momentos. Roger Guedes é daquelas estrelas com brilho certo, ainda que nem sempre constante. Jesus já vem assumindo o comando de ataque há bastante tempo.

O melhor é que trata-se de uma formação com jogadores que dão clara mostra que podem evoluir bastante! Técnica E taticamente! Gostaria muito que a torcida não se deixasse levar pela empolgação e expectativa além do devido, pra deixar nosso futebol evoluir naturalmente, trocando o infantil conceito de “obrigação de vitória” (que esvazia todo o mérito de uma conquista), pelo consciente “dedicação de campeão”, onde os jogadores correm (de forma ordenada) e lutam de forma impressionante e constante, até o trilar do apito final.

Se o time quer ser campeão, tem que ter FOME DE CAMPEÃO. Que corre atrás. Que se impõe. Mais do que os outros. E que não vacila, deixando uma parada por sinalizador impedir sua vitória. E, de preferência, uma torcida que não atrapalhe o que já não é fácil.


terça-feira, 14 de junho de 2016

Supremo Tribunal de Política Desportiva

Mais uma vez eu pergunto: como pode um país que culpa quem não deve e isenta de responsabilidade os verdadeiros culpados, dar certo? Definitivamente, o Brasil NÃO deu certo. Se ainda vai vingar não sei, mas a realidade está longe disso.

Como é que o Palmeiras poderia ter controle sobre torcedores organizados numa partida realizada fora de casa? Como? Falho que é em sua capacidade de analisar um contexto, o tribunal decide punir com mais rigor o Palmeiras, justo aquele que menos poderia ter feito pra impedir a confusão!


A partir de agora, segundo esse critério ridículo, todos os clubes devem controlar suas organizadas, seja lá como isso possa ser feito, na cabeça da juizada impávida e colossal (em sua estupidez). Repito: um pais que tem uma justiça assim jamais será desenvolvido. E depois ainda reclamam por cantarmos o hino em nossa versão... PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS, MEU PALMEEEEIRAS! Seja com portão aberto, fechado ou escancarado, NOSSO AMOR É MAIOR!

Atualização
Ae sim!!! Manobration garante participation! No país do funk pancadão, se você não souber tchutchá, não chega lá!!!! Parabéns ao jurídico do Palmeiras que conseguiu REVERTER o estapafúrdio julgamento anterior. Chupa tribunal!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

12/06 – Dia da Felicidade Palmeirense!

Peraí fratellada, espera aí... antes de mais nada um belo CHUPA à gambazada fedentina da zona leste, filhotes da rede Globo. E de quebra, um CHUPA à impren$a medíocre que ignorou completamente o IMPEDIMENTO do jogador adversário pra direcionar todos os comentários acerca de como o resultado havia sido influenciado. Além de tendenciosos, são incompetentes na simples análise da jogada.

Mas isso já era. O que ficou foi o futebol SUPERIOR que o Palmeiras demonstrou ao longo de toda partida, dominando o adversário e só não fazendo mais pela pontaria descalibrada. Mas o DOMÍNIO foi amplo, geral e irrestrito.

Diante de um adversário rápido e técnico, nossa defesa teve que se desdobrar. Thiago Santos jogou uma de suas melhores partidas e mesmo o Dracena, sem o ritmo perfeito de jogo, segurou todo o ímpeto de ataque adversário. A bem da verdade, com exceção do Roger Guedes que ainda está buscando seu melhor posicionamento, todos jogaram bem.

O Gabriel busca toda jogada, o Jean está representando muito bem na volância, o TchêTchê parece nem sentir a camisa, o Dudu continua voluntarioso e o Moisés está garantindo a posição. Posso até estar enganado mas entre ele e o Cleiton Xavier, nem tenho dúvidas, vou no profeta. Mas estamos com um futebol que dá gosto de ver.


O destaque vai para o Cuca. Deus nos livre de que ele seja chamado pra seleção, que vá o Titi, Tete, sei lá o quê. Esse sim é a cara da seleção. Cuca não, ele é muito menos afeito à politicagem maldita que assola a selecinha cabecinha. Vai que é sua Titi!

Pra finalizar, uma menção honrosa ao NOSSO TEMPLO, NOSSA ETERNA CASA, PALESTRA ITÁLIA, ALLIANZ PARQUE. A força que existe nesse lugar é impressionante. É algo mítico, quase espiritual. Sediando partidas oficiais de futebol há 114 anos (o campo do Parque Antártcia foi palco da primeira partida de um campeonato oficial, em 1902), ouso dizer que NENHUM campo desse país tem tanta história, força e significância. Em que se pese os estádios cariocas na época que a capital do país era no Rio, as Laranjeiras, São Januário ou mesmo o Maracanã com seu gigantismo ultrapassado. Mas que ficaram no tempo, enquanto o PARQUE ANTÁRCTICA/ PALESTRA ITÁLIA/ ALLIANZ PARQUE fez da metamorfose sua grandeza!

PARABÉNS a todos nós que fazemos parte dessa história. Que temos NOSSA CASA desde sempre! Que lutamos, sofremos e vencemos. PARABÉNS AO TIME, e PÉS NO CHÃO pois ainda há muito trabalho a ser feito antes que possamos comemorar algo de verdade. BORA PALMEIRAS, BORA FAMÍLIA!!!!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Data Redentora, 12/06

Prezados... 12/06 será sempre um dia sagrado aos Palmeirenses, mas especialmente aos que viveram a fila. Data Redentora, 12/06/93 foi a abertura de uma nova realidade onde não só o Palmeiras, mas o Brasil, parecia mudar pra melhor e o esforço de anos e anos parecia enfim, dar resultados. O fim de nossa fila coincidiu com o alívio temporário numa crise econômica que assolava o país há décadas.

A paixão do Palmeirense, forjada na luta e na conquista, na superação de obstáculos e sobretudo no apreço pelos valores de sua herança cultural e familiar, é nossa principal característica.

O conceito “FAMÍLIA” não surgiu por acaso, mas fruto da união, da convergência de personalidades. O Palmeirese se SENTE numa família que compartilha valores semelhantes.

São esses valores que entram em campo. Tendo começado a torcer em 1977, quase não fui à final de 93 (só fui ao segundo jogo, do 4 x 0), pois eu ficava encanado achando que era pé frio.


No dia da final, 12/06/93 mandei a superstição às favas e fui lá comprar o ingresso (num lote extra de 500, colocado a venda no Parque São Jorge!), às 6h30 da manhã. E as próximas 24horas seriam as mais intensas da minha vida! E de lá pra cá já pude comemorar títulos do Palmeiras Campeão ao vivo, no estádio, pelo menos outras 8 vezes.

Não é só uma vitória. É a SUA vitória! NOSSA VITÓRIA!!! Palmeirense, lembre-se que a força de nossos valores já nos fazem vencedores antes do jogo começar! É por eles que lutamos! Por um mundo melhor, com mais educação, respeito, justiça e... muito verde!

Não somos iguais. Mas nossa diferença não nos faz inferiores ou superiores. Nos faz... PALMEIRENSES. SAGRADO O TIME QUE TEM UM 12/06. VAMOS PALMEIRAS!!! E VAMOS BRASIL! E pode soltar o hino!!!


Time pra pro clássico de domingo:
G - Prass - (indiscutível)
LD - Jean (segurança na lateral direita)
Zaga - Thiago Martins (boa sequência)
Zaga - Thiago Santos (tbm boa sequência) ou Dracena (está sem ritmo mas tem experiência
LE - Fabrício ou Egídio

1º Volante - Matheus Salles (bom jogador, cresce em decisões, rápido)
2º Volante - TchêTchê (rápido com boa saída, pode revezar com o Jean na direita

Meio-campo - Moisés - entrou bem, dinâmica no meio campo
Meio-campo - Dudu -  conduz, finaliza, dribla, bom passe
Atacante - Roger Guedes - dribla, rápido, finaliza
Atacante - Gabriel Jesus - idem Roger guedes, ainda melhor.

No segundo tempo pode entrar com Zé Roberto, Rafael Marques e Barrios

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Assédio ao Jesus

Esse assédio de times europeus em cima do Gabriel Jesus está no cerne do subdesenvolvimentismo brasileiro. Sempre vendido a preço de banana, o produto nacional é responsável direto por boa parte da riqueza e ao mesmo tempo, da subnutrição econômica nacional.

Um país essencialmente agrícola, com indústria e infra estrutura nanica (quando não agrilhoada), jamais poderá se pretender desenvolvido. E assim será com o futebol.

Vivemos uma grande época no passado e sempre seremos celeiro de craques. Mas hoje os clubes vivem à mercê do interesse empresarial e a seleção conta com um bando de festeiros que nem querem saber de estar ali. Querem ser convocados (pra valorizar), quanto a jogar bola, são outros 500. Falta de identificação é só um dos problemas.

Isso que acontece não é novidade alguma. Mas só quando for reconhecido que a força de uma seleção depende muito da força dos clubes desse país (haja vista a mamata de Real Madri e Barcelona que são anistiados mesmo devendo fortunas) é que a situação ode melhorar. Hoje os clubes são REFÉNS de um mercado empresarial cada vez mais ávido por lucro imediato.

E isso não é visto, não é falado, não é tido como um problema, ficando apenas nas costas de uma suposta “má administração dos clubes”, sempre responsabilizada em detrimento da realidade vigente, propícia ou não à atual condição falimentar dos clubes, muitas vezes causada pela necessidade em se fazer um time competitivo que, não raro, falha no retorno esperado.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Direito ao protesto!

"Se o torcedor se manifestar sem violência, é um direito que ele tem, de agir da maneira que acha correta. Afinal, a vaia e o aplauso são direitos do torcedor.” - Paulo Nobre

O direito que lhes garante a marcação de eventos é o mesmo que nos dá a liberdade para protestar e fazer barulho. Lógico, sem tipo algum de violência.

Dia 22, às 21h00 o Torres vendeu uma sessão tosquíssima de cinema pra não mais do que 5.000 idiotas (sim, porque pra assistir filme de ação em estádio de futebol só sendo muito idiota).

A desfaçatez em não cumprir a contrapartida financeira da forma correta dá ao inquilino do estádio uma sala de estar pra assistir sozinho, de cueca, o programa do Bozo no meio do gramado do Allianz Parque num dia de jogo do Palmeiras.

Como é que se pode acreditar num país onde você rouba do estado ou é roubado pelo privado? Gostaria de bater palmas a quem redigiu e assinou essa infâmia de contrato, sabendo que os subterfúgios jurídicos dariam condição pra construtora burlar o que quisessem.

Deixaram uma pleura de itens a fazer, entregaram o estádio incompleto, tem a ousadia explorar o contrato pra dizer que lhe caberia 1 assento a mais nos 10.000 lugares EXPLICITAMENTE citados, deixam de repassar os valores devidos pela utilização da Arena pros eventos. É inacreditável como uma empresa dessa ainda exista! Só num país ANACRÔNICO como o nosso esse descalabro jurídico é aceito.

Suspeito que essa postura de marcar sessão da tarde pra dia de jogo já seja consequência da DERROTA na mediação que o sei lá o quê Torres vai ter que encarar. Aliás, só nesse país mesmo pra se levar 5 anos pra decidir o que são 10.000 lugares. Como pode uma coisa dessa se pretender civilizada?

Totalmente legítima a insatisfação e  o protesto dos palmeirenses contra essa situação ridícula de um acordo que é totalmente lesivo ao time. Além do mais, tem que ser muito IDIOTA pra querer assistir uma PORCARIA de filme como esse Independence Day - programão a la Donald Trump - ainda mais fora de uma sala de cinema!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Brasil, o país do absurdo!

As organizadas de Palmeiras e Flamengo entraram em conflito no último jogo. A polícia, INCOMPETENTE em sua função preventiva, mas uma vez limitou-se à lambança. Ao invés de ser eficiente, pontual e cirúrgica, fez sua presepada tradicional que não coíbe nenhum tipo de manifestação futura e pior, atinge quem não deve.

Clássicos de uma só torcida são a FALÊNCIA DA SEGURANÇA em sua capacidade coercitiva, de punir corretamente evitando assim a repetição da ocorrência (segurança: polícia + judiciário).

De forma ESTÚPIDA tentam culpar os clubes!!!! CLUBE NUNCA FOI (nem deve ser) ESPECIALISTA EM SEGURANÇA!!! Culpá-lo por algo do qual jamais incentiva (pelo contrário) é bizarro! Acabamos culpando quem não deve ser culpado e eternizamos a insolubilidade do problema!

Pior, os clubes PAGAM pela segurança policial em seu campo (ou mando, como no caso do Flamengo) que, mal executada, ainda critica o clube! Como é que pode um país funcionar assim? O Brasil é o país do absurdo total, tem que mudar!


Mas não vai mudar. Não vai mudar porra nenhuma. Já estão falando em punir os 2 times (se o mando não era do Palmeiras, o que o clube poderia ter feito?). Deveriam sim coibir a POLÍCIA por sua incapacidade preventiva, além é claro, dos envolvidos diretos. E ponto final. Mas não... a molecada continua voando e a polícia continua vacilando. E o Brasil segue... cambaleando.  

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Futebol e seus clássicos

Lembro muito bem no dia do meu 8º aniversário, o Palmeiras enfrentava o Flamengo no Maracanã, num jogo espetacular em que sapecamos 4 no time do Zico, Adílio e Cia. Era então, 1979 e alí eu tinha a absoluta certeza de qual time iria acompanhar pelo resto da vida.

Anos se passam, décadas se vão e novas gerações aparecem. E os clásscios continuam. Seja no Maraca, em Brasília ou em Marte. Jogar com o Flamengo e ganhar do Flamengo se tornou um prazer constante ao longo do tempo.

O time ontem brilhou. Num estádio lá na capital do país, público recorde no campeonato, os palmeirenses praticamente dividiram os assentos no mando adversário, para ver o time aplicando uma filosofia de jogo mais rápido, com base na entrada do Moisés no meio campo e na ousadia no segundo tempo (ponto para o Cuca), quando entrou com um atacante (Luan) no lugar de um volante (Matheus Salles).

O Moisés tem a rapidez e movimentação que ajuda o meio-campo. Com ajuda do Jean, que também busca bom posicionamento, ganhamos qualidade no setor. Aì temos Roger Guedes e Dudu (um pouco insconstantes, mas ainda assim ok) e Gabriel Jesus arrebentando!


É um ataque muito jovem e veloz, precisa de alguém parrudo e experiente pra controlar o ímpeto ofensivo. E podemos desenvolver isso com o Jean ao lado do Moisés, afinal, com Thiago e Matheus atrás, e Jesus na frente, o cara tá bem enturmado. Parece brincadeira, mas o Moisés deu uma sustentação que esperávamos ter com o Cleiton Xavier que, bem... ainda precisa tirar o futebol da mala.

Meio campo rápido, atuante e insinuante, ladeado por laterais voluntariosas com TchêTchê e Fabrício, que mostrou boa disposição, mas ainda precisa acertar a marcação com mais atenção. Ainda temos espaços abertos pelos 2 lados. E se o TchêTchê acertar a pontaria, ainda vai guardar os seu.

Na defesa, o Martins continua mostrando boas atuações, com alguns lapsos, mas ainda vai evoluir bastante. O Mina deverá ter trabalho pra conquistar sua vaga. O Victor Hugo fez sua tradicional e sólida partida, fora o cartão desnecessário, que o tirou do próximo Clássico, esse sim de volta à casa.

O time está ganhando padrão aos poucos. A partida contra o Grêmio afinou os instintos e contra o Flamengo pudemos colocar o aprendizado em prática. Agora jogaremos com a equipe líder, num belíssimo teste para os nervos e para que o time mostre o que pode fazer no campeonato. 

Torcida presente unânime, força conjunta pra pulverizar qualquer pretensão gambá pra bem longe de lá! Tudo na paz, torcida família não é fogueteira, só quer cantar, vibrar e fazer sua festa. Mesmo que a imprensa gambá e a juizada CBF lutem contra!!! PALMEIRAS, VAMOS FAMÍLIA!!!!


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Jogaço para forjar o padrão

Fratellada do coração... realmente o futebol tem coisas peculiares. Noite fria, castigou os corajosos torcedores que a enfrentaram com uma baita chuva daquelas de esfriar a medula.

Em compensação, tivemos um dos melhores jogos do campeonato, onde a bola mal parou no meio campo, mas sim várias vezes no fundo da rede.

O Grêmio vem com a proposta de futebol moderno com muito toque de bola e força total no meio campo, sem um ataque fixo, preferindo vir com seus homens de trás. Funciona muito bem, acreditando na velocidade e no jogo físico, como de praxe dos sulistas.

Acontece que o Palmeiras tem brio. E quer mais! A vantagem precoce no placar nos jogou lá pra trás, aguentando as constantes porradas gremistas, que foram surtir efeito na incompetência de uma arbitragem incapaz de enxergar impedimento numa jogada óbvia.


Jogo empatado, fomos ao grande segundo tempo com a melhor substituição que o Cuca poderia ter feito. Nada contra ele, mas o Alec não tem velocidade prum jogo desse tipo. Roger Guedes entrou e mudou o panorama dando ao ataque a força que faltava.

Mas foi ao gol gremista que tivemos a melhor reação. Quem esperava que fossemos sentir, assistiu uma puchada de costas do Roger que engasgou os tricolores gaúchos. Atônitos, tentaram ir pra cima, mas bateram de frente com uma defesa improvisada com o Thiago Santos na zaga e aí pararam.

Ressaltando também a bela partida do Dudu, do Moisés, do Jean, do TchêTchê, do Gabriel, do Zé Roberto e Victor Hugo. Reparem no desempate, como ele põe o marcador pra dançar antes da cobrança de escanteio e sai pra cabecear no meio da zaga, lá no 3º andar! Perfeito!

Foi daquelas partidas em que se forja o padrão de jogo. Na marra, os jogadores tiveram que encontrar seu espaço, o melhor posicionamento, tempo de marcação, a melhor linha de passe. E pensar rápido!

Parabéns time!!!! Palmeiras fez ontem mais um dos seus shows, que tornam inexequível sua afirmação de grandeza, certo de uma bandeira carregada de valores fundamentais e tão preciosos. O prêmio, pra quem trabalha de forma árdua e não se abate pela incompetência que teima em corroer o esporte nacional. À isso nosso canto... PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS MEU PALMEEEEEEIRAS!!!! AVANTI FRATELLI!!!