quinta-feira, 9 de junho de 2016

Assédio ao Jesus

Esse assédio de times europeus em cima do Gabriel Jesus está no cerne do subdesenvolvimentismo brasileiro. Sempre vendido a preço de banana, o produto nacional é responsável direto por boa parte da riqueza e ao mesmo tempo, da subnutrição econômica nacional.

Um país essencialmente agrícola, com indústria e infra estrutura nanica (quando não agrilhoada), jamais poderá se pretender desenvolvido. E assim será com o futebol.

Vivemos uma grande época no passado e sempre seremos celeiro de craques. Mas hoje os clubes vivem à mercê do interesse empresarial e a seleção conta com um bando de festeiros que nem querem saber de estar ali. Querem ser convocados (pra valorizar), quanto a jogar bola, são outros 500. Falta de identificação é só um dos problemas.

Isso que acontece não é novidade alguma. Mas só quando for reconhecido que a força de uma seleção depende muito da força dos clubes desse país (haja vista a mamata de Real Madri e Barcelona que são anistiados mesmo devendo fortunas) é que a situação ode melhorar. Hoje os clubes são REFÉNS de um mercado empresarial cada vez mais ávido por lucro imediato.

E isso não é visto, não é falado, não é tido como um problema, ficando apenas nas costas de uma suposta “má administração dos clubes”, sempre responsabilizada em detrimento da realidade vigente, propícia ou não à atual condição falimentar dos clubes, muitas vezes causada pela necessidade em se fazer um time competitivo que, não raro, falha no retorno esperado.

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