quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Análise do time no Brasileirão

Fratellada,
como não poderíamos deixar de fazer, à todo palmeirense dedicamos nosso AGRADECIMENTO pela torcida fervorosa ao longo do campeonato. Fazemos agora uma análise completa do que foi o time nesse brasileiro, da defesa ao ataque, passando por diretoria e comissão. Esse é longo, pra ler aos poucos, então vamos lá:


DEFESA
Como já ressaltamos aqui inúmeras vezes, um dos fundamentos principais do futebol moderno é uma defesa sólida. Aqui vale uma ressalva: o povo e comentaristas brasileiros deitam elogios prum drible ou jogada de ataque, mas deixam longe a observação sobre as virtudes defensivas.

Sim, uma defesa ganha campeonato e nesse ano tivemos a defesa mais forte desde Antônio Carlos e Clébão na década de 90. Aliás, vários números desse time remetem às conquistas daquele período. Vamos começar pelo início, o goleiro.

Imagem Blog Torcedores.com

Vamos lá: qual outro time do campeonato teve seu titular arrebentado, seu reserva imediato não se firmando e seu terceiro reserva explodindo como revelação sensacional irrefutável até ao mais crítico analista? Jaílson é o nome da fera e não há Palmeirense NO MUNDO que não reconheça sua importância como PEÇA CHAVE na conquista desse título, pela segurança tremenda que passou em momentos chave e de muita pressão. Jaílson, nosso TÍTULO começou com você.

ZAGA
Ponto fundamental na espinha dorsal do time, viemos com a segurança de um Victor Hugo já dono da posição e que apenas confirmou sua titularidade ao longo de todo campeonato, a experiência do Edu Dracena que corresponde bem em momentos chave, provando que é fundamental mais do que uma dupla de zaga pra ver o setor funcionar num campeonato de longo prazo.

Mas a grande sensação foi mesmo o colombiano Yerri Mina que apresentou um futebolzaço, maiúsculo e imperativo, formando ao lado do Victor Hugo uma das melhores zagas que já tivemos. Muito seguro em posicionamento, exímia técnica, e também faz gols! Jogadorzaço, um dos maiores acertos de contratação da diretoria, sem dúvida. Pra completar, a juventude do Thiago Martins, que tampouco deixou a peteca cair quando foi acionado. Está aí a base de nossa conquista, uma baita defesa.

VOLÂNCIA
Mas defesa não é só zaga, mas também volantes e laterais (essencialmente). Então falamos aqui dos volantes, que logicamente atuam na volância... mais uma ressalva: por volantes entende-se um posicionamento duplo “contenção/ saída de jogo” onde cada jogador tem função bem definida.

Pois bem, estávamos muito bem servidos com Gabriel e Arouca, dois grandes volantes de contenção. Mas então se machucaram. Mas ainda assim tínhamos Matheus Salles e Thiago Santos.

Mas foi com a vinda do Tchêtchê e a entrada do Moisés que tudo mudou. Aqui temos uma das principais atuações do técnico Cuca, ao utilizar o Tchetchê como volante “líbero” com liberdade pra subir ao lado do Moisés, meia de origem que se mostrou polivalente ao ser recuado à marcação, mas também auxiliando na saída de bola. Isso sem contar com seu arremesso lateral, eficiente, embora causasse o desgosto de comentaristas.

Ou seja, pela primeira vez em décadas jogamos com uma dupla de volantes sem que um deles fosse de contenção nato. E mesmo assim conseguimos ser o time com menor número de gols sofridos no campeonato! Sensacional, Cuca! Não sei porque poucos comentaristas observaram isso, mas foi outra chave para o desempenho da equipe.

LATERAIS
Outro setor que explica a segurança na defesa. Jean teve um desempenho muito importante, jogando até no meio quando necessário. Subindo só na boa, manteve a estrutura defensiva mesmo em contra ataques adversários.

Não tivemos grande excelência ofensiva pelo setor, mas ficamos sólidos na defesa. Fabiano, deu calafrios nas primeiras partidas e parecia ser o ponto fraco. Mas o Cuca soube dar-lhe oportunidade e não é que o rapaz não desapontou? Ajudou no que pode, liberando o Jean pro meio quando precisamos.

Na esquerda tivemos Zé Roberto e Egídio. Talvez seja nesse setor boa parte de nossas brechas, o Egídio sempre mais esforçado do que eficiente e o Zé Roberto muito bem e seguro, mas menos presente do que gostaríamos. Não tivemos tanta força nas laterais, mas conseguimos segurar bem o tranco.


MEIO CAMPO
Consideramos os homens de meio campo ofensivo, enquanto a volância é mais defensiva, ainda que participe essencialmente do ataque também. Aqui nossos principais, Dudu, Allione, Barrios, Rafael Marques e Cleiton Xavier.

Esse pode ser o setor onde mais qualidade seria esperada do que efetivamente tivemos. Fora o Dudu que apesar de um momento de queda de rendimento foi sabiamente alçado à capitão e já retomou excelente desempenho, nenhum dos outros citados conseguiram se firmar, com alguma ressalva ao Cleiton Xavier, que joga na base da insistência, mas não que tenha incorporado o que realmente esperávamos dele com a 10.

Allione até jogou bem quando foi solicitado. Barrios, ainda com algumas participações satisfatórias ficou a maior parte do campeonato contundido e Raphael Marques simplesmente foi um bom reserva. É nesse setor (além de um lateral e um atacante) que concentraria os reforços pra próxima temporada.

ATAQUE
Considerando pro ataque Gabriel Jesus, Roger Guedes, Erik e Alecsandro, vemos alguma diferença. Gabriel Jesus teve me 2016 o ano de sua vida (até então). Explodiu meteoricamente, sendo vendido ao Manchester City ainda no meio do ano, mas numa jogada excepcional da diretoria, ainda permaneceu até o fim da temporada.

Com certeza seu rendimento também foi prejudicado por inúmeras convocações à seleção, mas não resta dúvida que num compto geral sua permanência foi extremamente positiva. Mesmo porque também fomos prejudicados pela palhaçada do doping errado em cima do Alecsandro, que os tirou de nós quando vinha em bom físico. Voltou com menos rapidez que antes, algo normal de acontecer até que se retome o físico e ritmo de jogo.

Além dele o Erik, outro que também mostra mais disposição do que tecnica, imprime velocidade e tem bom posicionamento tático, mas finaliza com pouca eficiência, algo fundamental à sua posição. Finalizando o Roger Guedes, de quem eu até esperava um futebol no mesmo nível do Gabriel e quem ainda acho que sob a batuta firme do Cuca pode melhorar e evoluir muito em seu futebol. Boa esperança pra 2017.

TÉCNICO
Excelente. Chegou – pra variar – num turbilhão, após a saída do Marcelo Oliveira, a qual achei que teria sido até precipitada. Os resultados iniciais do Cuca forma horríveis, várias derrotas seguidas, mas assim como uma grande equipe se forja na dificuldade, assim o Cuca conseguiu contornar os problemas e montar uma grande equipe, com base na regularidade, eficiência técnica e um elenco preparado sob medida pra competição de longo prazo como o Brasileiro.

Soube montar o time com toques seguros, defesa compacta, saída rápida e eficiente ao ataque. Parabéns Cuca! És desejo UNÂNIME da torcida pra 2017, algo raríssimo de acontecer pelas críticas alamedas palestrinas. Você é o cara.

DEPARTAMENTO MÉDICO
Foi tratado com esbulho pelo jornalismo grotesco que estrebucha no chão por audiência e depois aparece com cara de paspalho pedindo desculpa. Apesar de odiado por torcedores que acham ali a culpa pela demora em recuperação de jogadores, é vítima de um tremendo mal entendido por falta de esclarecimento acerca do que realmente acontece com os jogadores, que muitas vezes vai além da recuperação física, ainda que isso não seja de interesse do clube para divulgação.

A verdade é que o Palmeiras conta hoje com o que há de MAIS MODERNO para prepação, análise e recuperação física, com profissionais topo de linha pra cuidar da área, chamados que são inclusive, para conferências acerca dos métodos mais recentes de tratamento.

DIRETORIA
Aqui podemos considerar o trabalho do diretor de futebol, Alexandre Mattos e equipe. É difícil julgar sem saber pormenores das internas, mas podemos avaliar um bom nível de contratações e principalmente a manutenção de motivação no elenco após a famigerada janela européia que, quando não leva talentos deixa insatisfeitos. Saber contornar essas situações exige muito tato e conversa, outro talento fundamental ao diretor de futebol, além das contratações.


PRESIDÊNCIA
Com todo respeito, aqui um dos nossos pontos mais altos. Paulo Nobre foi para o Palmeiras o que todo torcedor, de qualquer time nacional (e internacional) gostaria que seu presidente fosse: rico, dedicado e inteligente.

Capaz não só de equalizar as dívidas do clube como aumentar exponencialmente suas receitas com patrocínios vultosos, além do sucesso com o programa sócio torcedor e a vitória estrondosa em cima da Wtorres sobre o direito de comercialização das cadeiras.

Além disso, reformulou todo o clube com base no plano de excelência, colocando profissionais competentes bem pagos e bem cobrados pela eficiência em sua função. Dos profissionais de análise de dados de jogadores pré-contratação (fundamental), ao uso de softwares pra leitura de todo big data. Dos equipamentos à grande reforma no CT, ao custo de alguns milhões de reais dados de presente ao Palmeiras, pagos do próprio bolso.

Isso sem contar nas demonstrações de grande paixão (que na verdade só os aproxima de nós mortais de sangue quente palestrino) expulsando adversário de nossos camarotes e ainda fazendo troça com a patética câmera Torres no próprio camarote presidencial, além do fabuloso jatinho, o AIR PORK ONE, fundamental na presença de jogadores importantes pós convocação. Inigualável.

Essas e outras fazem do Paulo Nobre sem dúvida alguma um dos maiores presidentes que o Palmeiras já teve, da estatura de um Dante Delmanto, um Paschoal Byron Giuliano ou Delfino Facchina. Gigante, na época em que mais precisamos de um. Que as cruéis, excruciantes e terríveis lições de outrora tenham sido aprendidas e as luzes que brilham hoje sobre nosso escudo em seu protagonismo nacional jamais deixem de se apagar. O caminho está trilhado, pavimentado e bem iluminado.


O ALLIANZ PARQUE
Nenhum estádio desse país é tão temido quanto o Allianz Parque servindo de casa para o Palmeiras. Melhor, ganhamos finalmente da Wtorre o direito sobre as cadeiras, que nos assegurou não sermos passados pra trás numa picaretagem esdrúxula. O que já era nosso ficou garantido e a torcida, encantada com sua fabulosa (e invejada) casa, abarrota suas dependências, num espetáculo de emocionar qualquer um!


A FAMÍLIA PALMEIRAS
Finalizando pelo melhor, essa FAMÍLIA PALMEIRAS que se formou a partir da volta à sua casa e a forma como o time responde bem a isso. Não sei se pela arquitetura nova ou pela elitização (associados Avanti), a verdade é que o estádio hoje parece ocupado por torcedores de verdade, que embora continuem críticos, apoiam como há muito não se via. Bola cantada, jogada de mestre o aproveitamento do conceito FAMÍLIA, que dá ao torcedor o pertencimento que ele deseja. Que se amplie e reforce cada vez mais.

PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS, MEU PALMEEEEEIRAS!!!

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Na faixa de Campeão Carlinhos, é nóis!!!! Grazie, abs!!

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  2. Fala meu amigo Galluzzi, cara, nesse quesitos, acho que para uma libertadores precisamos trazer dois laterais 1Dir e 1Esq, apesar der ser campeão sem o camisa 10, ele ainda faz falta contra esquemas mais fechados e sem espaco, e um atancante que faca sombra nos possíveis titulares, pq Alecssandro, Barrios, Rafael Marques, Erick nao coloca pressao nem em mim na pelada de fnal de semana. Com tudo o Ano foi Maravilhoso e que venha a Liberta 2017!!!! Abração #campeaoBR16

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  3. Fala Frateladada, Grande Galluzi!
    Cara tenho 36 e nunca, nunca parei de acreditar que nossa maré iria mudar, tenho até as camisas da série B para não esquecer dos momentos difíceis, sou PALMEIRENSE da época do jejum de 17 anos não sou torcedor modinha, a paixão pelo verde e branco exalam em meus poros, mas agora são outros tempos de somente alegrias e conquistas, domingo e dia da breja, churrasco e gritos e meus vizinhos se preparem pois é dia de festa dia é dia de SER CAMPEÃO!!!!
    Galluzi saiu na UOL ESPORTES que o SEP assinou com o Esporte Interativo procede??

    Abraços de Mais UM Palmeirense de Belém do Pará.

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  4. Excelente postagem galluzi. Para mim o cuca foi fundamental nessa conquista. A contratação do tche tche e o novo posicionamento do moisés como você bem falou mudaram o jeito de jogar do palmeiras. Mas também sinto falta de um camisa 10 como bem lembrou o verdão mineiro, em jogos contra times retrancados essa figura de um 10 faz falta. Sobre contratação de laterais eu daria chances ao vitor luis que tá no bota emprestado e ao joão pedro que trabalhando com o cuca pode evoluir e muito. Minha única preocupação neste momento é a permanência ou não do cuca, parece que ele está passando por problemas de saúde na família e estas questões sempre pesam.

    Abraços a todos e vamos rumo ao título.

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