segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Política arcaica ainda presente

Num pequeno hiato, lembremos o ano de 2002. Temos motivos para acreditar que vivemos período semelhante. Na época tínhamos o técnico Wanderley Luxemburgo de volta ao time, com Zinho, Dodô e Lopes, e o clube finalmente voltando à administração própria de seu futebol, após anos de comando extremamente vitorioso da “era Parmalat”.

A empresa faliu e bem fez o Palmeiras em pular fora do barco, no momento exato. E então o futebol voltou às mãos de nossa diretoria “caseira”, tendo o presidente Mustafá Contursi a frente, como nos anos anteriores. A diferença é que na referida “era”, a influência de nossa diretoria no futebol era bem menor.

Voltando às nossas mãos, tudo o que esperávamos era a continuidade do que havia sido feito. Que finalmente, após os tenebrosos anos de fila, tivéssemos “aprendido a lição”, afinal foram 8 anos de aulas acadêmicas.

Pois bem... foi mal. Num dos piores pesadelos que poderíamos ter enfrentado, foi o comando do barco passar às nossas mãos para enfiarmo-nos nas pedras, direto e reto. O Luxemburgo caiu fora na 2ª rodada do Brasileiro, após constatar a postura anacrônica da diretoria em relação ao elenco, ao receber a resposta a um pedido de reunião via bilhete.

Via bilhete. É assim que a filosofia arcaica trata o futebol, essa coisa de torcedores marginais e jogadores mercenários que só fazem “quebrar” os clubes. Bem, em muitos sentidos ela não está errada, mas ainda mais errado é acreditar que sem um trato extremamente cuidadoso (investimento, profissionalização, presença, comando, parceria) o futebol naufraga e o clube naufraga junto!

A “austeridade/ ortodoxia financeira” nem é uma característica má dessa filosofia. O que desanda o caldo é o desprezo pelo futebol e seu universo. Tal como nas práticas clientelistas nacionais mais arcaicas, alçam o clube ao patamar do fracasso contínuo e à inexorável fila. E nem adianta ter dinheiro, pois nesse sistema os jogadores não “vestem” a camisa.

Pelo menos ainda temos o Galiotte à frente e uma estrutura vitoriosa demais pra ser ignorada ou desmantelada... ou não? Até quando? O pesadelo "ergométrica sem pedal" voltará?

8 comentários:

  1. E aí Galluzzi, blz? O que você acha dessa candidatura da Leila da Crefisa ao conselho do clube com a intenção de se candidatar a presidente e o Nobre tentato impugnar, será que isso não pode refletir no patrocinio, o clube ainda precisa bastante da grana da Crefisa, qo que você pensa sobre a situação?

    Abraço

    Denilson

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    1. Oi Denílson, seguinte: essa dna. Leila é uma energúmena, marionete do Mustafá e só está onde está pois CASOU com o Lamacchia, esse sim gente fina. É um absurdo que chegue alguém e queira, tendo por base o dinheiro, se candidatar a presidência. A mulher consegue conturbar o ambiente do Palmeiras cada vez que abre a boca, imagine na presidência! E o pior, só vê o clube como uma máquina de dinheiro. Com todo o respeito, acho que o futebol exige muito mais manha do que ela pensa ter. "Cala boca Leila" já virou jargão dentro do clube... abs.

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    2. Fala Galluzzi, blz?

      Estava esperando alguém falar disso, não sabia da metade do que você disse, mas é a impressão que tenho. Tenho a sensação de que ela quer se tornar presidente e aí ninguém sabe o que pode acontecer. Não vou muito com a cara dela, mas já errei algumas vezes ao "não ir com a cara".

      Abraço!

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    3. Claudião, com todo respeito à senhoura em questão, tá na cara que é uma ponta de lança do Mumú. Não tem ideia da selva que é o mundo do futebol e acha que o Palmeiras é um brinquedinho em sua estante... é a minha impressão. Valeu, abs!

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  2. Enquanto esses senhores rondarem o Palmeiras sempre existirá o perigo de voltarmos para trás.

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  3. Prezado, boa tarde
    e esta briga agora entre Leila e Nobre?
    Os dois querem a presidência.....

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    1. Negativo Vitor, não se deixe levar pelas pataquadas desinformantes de Neto e Cia. O Nobre não está nem aí pra voltar à presidência, a dna. Leila é que vem a público falar asneira. Pra mim o Musta viu nela algo fácil de manipular e está se aproveitando disso. Medo... muito medo disso. Será o Nobre um oásis de competência num mar de asnos funcionais?

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