quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O grande balcão de negócios chamado futebol

E lá vamos nós. Sendo um dos clubes com melhor condição financeira no país, o Palmeiras pode ir às compras e tornou-se o ponto a ser observado. A referência.

Todos os adversários dão ALELUIA pela saída do Nobre esperando que o Palmeiras VOLTE a ser a pataquada cômica que foi nos anos iniciais deste século. Porque, como e por quem é outro assunto. Mas é fato que assim o foi.

Fora deste contexto já começamos bem (mal) com intriga política, ex-presidente peitando quem desconfiasse de sua palavra, a mulher do prato nos “ameaçando” novamente de retirar seu dinheiro caso não saísse de destaque no carro alegórico, treinador sem currículo assumindo o time pra Libertadores, Departamento Médico demitido sem uma satisfação pública (a nós só apareceu a carta de indignação do demitido) e o que é pior, uma condição onde a imprensa deita e rola (isso ela adora) no “rompimento” entre o prisa anterior e o atual. Ou seja: em menos de 1 mês já demos fortes indícios de retrocesso.

Posso e devo estar viajando na maiô? Posso. Devo... tomara que esteja. Só que o que ví nesse mês de janeiro já não me agradou nem um pouco. Mas não sou corneta, não gosto de cornetice e espero, pacientemente, que tudo se ajeite. Força aí Galiotte.


Sobre o Borja
É claro e evidente que todos gostariam de ter o futebol de talento desse jogador no time. Mas tenho a mais plena convicção que o sucesso de um time não se mede apenas pelos talentos que tem no papel e sim como esses talentos se arranjam dentro da equipe e principalmente, fora dela.

Já cansei de ver time contratando medalhões sem sucesso pois não conseguiam pagar o restante do elenco que, revoltado, parava em campo. “Não nos paga mas contrata camarão? Então joga aí camarão... sozinho.” E lá ía o time, caindo pela tabela...

Não creio que essa seja nossa situação hoje, recheados que estamos da verba. Maaas... fica a lição: já temos um elenco cheio. Talvez fosse melhor analisar o que conseguiremos com o quadro atual antes de buscar mais reforços. De toda forma, como o futebol é muito mais um balcão de negócios do que esporte propriamente dito, que pelo menos façam dos bons.

4 comentários:

  1. Galluzzi, a verdade que o Mustafá voltou a dar as cartas no Palmeiras, hoje olhando de longe o presidente não vai confronta-lo simplesmente por que vai sair perdendo.
    Na gestão do Paulo Nobre o Sapo voltou ao poder embora ficasse em segundo plano por que a grana do Nobre era necessária. Talvez esse foi o erro do Paulo Nobre, alimentar e dar vida a ele. Hoje o Sapo controla tudo e vai fazer o que quiser com a dona que se colocou nas mãos dele, e com o presidente que vai ficar nas mãos dos dois.
    O Palmeiras se prostituiu por dinheiro, é duro dizer isso, mas nem precisou rodar a bolsinha. Quanto ao futuro, não espero muito não, tempos sombrios num horizonte a médio prazo, toda essa grana que o Palmeiras passará a gerar serão geridas ao comando da velha politica mesquinha e podre que acabaram com o Palmeiras. Pena tinha tudo para deslanchar de vez, pois os principais concorrentes estão patinando.
    Agora ao grande balcão de negócios do futebol passa atualmente até pelo Tite, o antes homem acima de qualquer suspeita, começa a colocar as manguinhas de fora com sua convocação. Flamengo e Corinthians agradecem pela ajuda valorizando Jorge vendido ao Monaco após a convocação e Rodriguinho (seleção????), sendo negociado um dia após ao jogo com o Fenerbahçe. Por enquanto.

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    1. Tá afiado hein PG! Mas é isso mesmo. Ainda com uma ressalva: o Sapo Boi nunca esteve fora. Ou vc acha que na época pré-Nobre o Tirone comia na mão de quem? Quanto ao meretrício, veja... não é de hoje e não somos só nós. Todo e qualquer clube rasteja por investimento polpudo. Não mudando as cores do time, o resto vale! Sobre o Profeta da Perifa, o mestre Yoda da Zona Leste, imagina só se iria resistir às força$ do mercado... rs. Abs!!!

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  2. Galluzzi,
    O que eu temia aconteceu mais cedo do que eu pensava! Não sei se você se lembra, mas eu por diversas vezes postei aqui que receava que o modelo implantado pelo Paulo Nobre só funcionava com ele. Pois é, nem bem o cara saiu e já voltamos ao nosso cotidiano turbulento e ruidoso e isto não é nada bom.
    Também deixei claro que havia uma diferença muito grande entre os empréstimos do Paulo Nobre ao Palmeiras e o patrocínio da Crefisa. Neste mês o Palmeiras está amortizando a dívida com o Paulo Nobre no valor de BRL 45 milhões. Assim, com esta sangria no caixa, o Galiotte que já estava com a arma apontada para a cabeça, fica ainda mais exposto e dependente da sra. Leila que, por sua vez, é uma barraqueira tremenda.
    Abraços.

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    1. 'Giorno Ítalo! Bem amigo, sinceramente acho que é muito mais fácil tocar um "modelo" de gestão que deixa o clube CAMPEÃO com receitas vultosas, dívidas equilibradas e uma estrutura invejável, do que seguir os "modelos" existentes até então, que sempre repassavam o clube falido e com estruturas arcaicas. Ainda me pergunto qual a dificuldade (além da mais pura coragem) em "seguir" esse modelo...

      Sobre as diferenças, o nome já diz: empréstimo é uma coisa, patrocínio, outra. Enquanto um é fruto da incompetência administrativa outro vem por conta do sucesso da equipe. E empréstimo que o Palmeiras fez foi acordado com pagamentos de não mais de 10% da receita líquida. São largamente mais vantajosos do que os oferecidos pelo mercado financeiro! Se o Palmeiras está pagando é porque PODE pagar e é uma valor absolutamente CONHECIDO por todos há muito tempo, ninguém foi pego de surpresa por uma "sangria"...

      Sobre a mulher do prato (porque não tem jornalista pra perguntar a ela o que fazia com aquilo na mão?), nem falo nada... só serve pra dar brecha pra imprensa. Lembre-se: a CREFISA/FAM é do Lamacchia! Ela é apenas uma executiva do grupo....

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