sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O olho do dono engorda o gado

Galiotte! Galiotte meu filho! VOLTE PRO CT. Faça como seu antecessor e distancie-se das maledettas confusões de nossas alamedas! Volte a despachar da Academia de Futebol, nosso Centro de Treinamento, bombado e renovado.

Nos últimos 2 meses o presidente não esteve tão presente. "Está tudo em dia, está tudo ok"... SQN Galiotte! Sem a presença de um FORTE presidente junto ao time o negócio desanda. Como desandou.

Pior que isso é ouvir a apatetada ideia de que a culpa é do Alexandre Mattos. Ele pode ter seus erros, mas a dificuldade do processo é, frequentemente, subestimada. Digam lá um nome que nos venha a cabeça quando se trata de tal cargo.

Vou citar o exemplo de 2009. Tínhamos o Belluzzo de presidente e o Roberto Cipullo como diretor de futebol, a quem o presidente chamou justamente por ser o homem que estava a frente do cargo na época da Parmalat. Melhor nome impossível, pensavam todos.

Mais tarde, após a falência do Palmeiras no Brasileiro daquele ano, mesmo com a chegada de medalhões como Muricy Ramalho e Vagner Love e tendo ocupado a primeira posição por várias rodadas, a “FALTA DE COMANDO” foi apontada como razão principal para o ocorrido.

Isso com Belluzzo na presidência e Cipullo na Diretoria de Futebol. E o que isso prova? Que o “metiér” do futebol é muito mais complicado, tinhoso, cruel e difícil do que imaginamos.

Então tá.... a culpa é do Mattos... e quem será o "cristo" que fará melhor que ele lá dentro? Pensou num nome? Não né... pois é... e se tiver, é ilusão. Faz aquele auê no primeiro ano e no segundo já começa a ser apedrejado. Demora um pouco mais do que treinador, mas tem o mesmo destino.

Se liiiiiiiga, Galiotte! Vorta pro CT,
que é de lá que sai o leeeeite!
Quem tem culpa? Todos os envolvidos no processo, jogadores negligentes, presidência ausente, torcida, associados, conselheiros e diretores que, apesar de cantado “paciência” noutras situações (se ter mandado o Batista embora foi paciência, imagino o que acontece quando ela se perde), exerce sim uma pressão desmedida, estupidamente agravada nesse ano pela retórica do “investimento tem que mostrar resultado”, o que é verdade, mas precisa de tempo, que nós ignoramos.

Então assim... a cobrança exagerada fez com que tomássemos decisões precipitadas. A própria FORMA de saída do Eduardo Batista, escurraçado após a derrota para a Ponte Preta. Não que o Cuca não deveria ter voltado, digo apenas a FORMA e precipitação como a torcida (e clube) não absorveu o golpe da derrota no Paulista e já demitiu o treinador.

Essa ação já deixou o time instável. A transição poderia e deveria ter sido muito melhor planejada. Não foi e temos hoje um presidente falando que o Palmeiras foi vítima da mudança de FILOSOFIA... então tá, nosso problema é filosófico.

Boa parte do problema é essa pressão desmedida que faz tudo sair do controle. A "novelização" (transformação do esporte num produto midiático) contribui muito para esse processo. E além disso o Palmeiras não assimila o golpe. Não é capaz de segurar o tranco diante de uma derrota e falar “ok, vamos em frente que derrotas são normais no processo e tudo vai melhorar.”

Mediante essa realidade (e questões contratuais), um Fernando Prass foi mandado à reserva por ter “falhado”. Pagamos o preço nos pênaltis da Libertadores, situação dificílima que exige MUITA experiência do arqueiro. Mediante essa realidade, conselheiros palpiteiros espinafram uma diretoria VENCEDORA nos últimos 2 anos, como se houvesse algo melhor!

E assim o Palmeiras vai... tropeçando na própria paixão, sem se dar conta por que cai, nem por qual razão...

2 comentários:

  1. Aee Galluzzi, Para o Palmeiras se aplumar falta apenas algumas ações simples, porém se tornam tão distantes e problemáticas.
    1. O escritório do Galiotte tem que ser na Academia, é de lá que vem mais de 90% da receita do clube.
    2. Blindar o vestiário de Conselheiros, Imprensa e tudo aquilo que pode ser uma ameaça ao bom andamento do ambiente.
    3. Usar o sistema presidencialista que lhe é conferido para inibir qualquer ação que possa vir dos conselheiros, sócios e outras "coisas" que atrapalhem o andamento da diretoria de futebol, comissão técnica e jogadores.
    4. ter uma política externa firme e atuante junto a CBF, Comembol, FPF, Comissão de arbitragem e STJD.
    A função de presidente requer firmeza, não pode ser bonzinho e querer agradar a todos, ficar bem com todos, vai invariavelmente arrumar inimigos, isso faz parte da função, é o ônus do cargo. Fazendo isso 80% ou mais destas coisas que atrapalham e causam problemas melhorão sensivelmente.
    Galluzzi, bem vindo ao Boteco, sua presença lá com opiniões é esperada. Marcos Salvio manda um abraço.

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    1. Apoiado PG! E é uma honra participar do prestigioso Boteco... rs. Abs!

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