sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Um clássico, muitas histórias

Quem acompanha aos duelos entre Palmeiras x Santos, sabe que dalí sempre sai algo bom. Geralmente pra nós. Mas nem sempre foi assim.

Nascido antes do Palestra Itália, o Santos se beneficiou diretamente do café e do dinheiro que circulava na cidade litorânea ainda no início do século passado. Já tinha um bom esquadrão quando o Palestra Itália ainda engatinhava. Não raro levávamos tundas estremptuosas. Mas o tempo mudou...

O Palestra/ Palmeiras também sempre teve em suas finanças um de seus pontos fortes. Nossa coletividade empreendedora fez parte da história do nosso time e isso faz a diferença. Mas não param aqui as semelhanças. A maior talvez, seja o estilo de jogo ofensivo.

Os times santistas sempre revelaram bons jogadores, principalmente do meio pra frente. Possuem um estilo que privilegia o ataque e o toque de bola, assim como nós sempre fizemos, academicamente.

Os últimos anos acirraram um pouco essa contenda, haja vista as finais disputadas. Hoje, nos encontramos em situações semelhantes. Disputando ponto a ponto a presença no G4, o Palmeiras vem em ascensão, considerando a última vitória fora de casa. Deveremos ter o Allianz cheio e muita emoção.

Nessa hora portanto, é importante ter tranquilidade. Tranquilidade na defesa, na marcação, na transição e no ataque. Tranquilidade não é morosidade. É calma pra enxergar a oportunidade na hora certa e aproveitá-la. Assim decidem-se os clássicos.

Só um detalhe pro Cuca: põe o Guerra vai... reveza com o Profeta ou com o próprio Dudu, que não pode ser intocável. E no ataque... por incrível que pareça a torcida ainda tem esperança no Borja. Manda ele à campo Cuca! Revezando com o Bigode ou o Deyverson.

Os tempos são outros. Mas que as equipes possam HONRAR, pela impossibilidade de replicar, aquelas que há 58 anos atrás, cravavam um monumental 7x6 no placar de um Pacaembú atônito, extasiado e infartado (houve casos de pessoas que passaram mal nesse jogo). Não queremos infarte. Não queremos dor. Celebramos a VIDA e a ARTE que envolve esse espetáculo fabuloso chamado FUTEBOL. Por isso... PALMEIRAS!!!!!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mais que 3 pontos, trouxemos confiança

Começamos a jogar o cal em cima da ideia da troca de treinadores. É bom analisar essa rodada, que nos foi boa, com a derrota do Grêmio (no último minuto!), deixando tudo embolado entre o segundo, terceiro e quarto lugares (44, 43 e 43).

Melhor que isso, a imprensa agora tem assunto pra caçar na Zona Leste, despencando pelas tabelas. Deixem-nos em paz um pouco e tudo, com certeza, há de melhorar. Assim está sendo, em paz vamos muito mais longe.

É impossível negar que nem sempre o técnico faz aquilo que gostaríamos. Mas temos que considerar o conhecimento de fatores que nos são alheios para tal. Ainda assim nos perguntamos: e o Guerra? Ainda está em recuperação? Nesta partida contra o Fluminense não poderia ter entrado no lugar do Moisés, já cansado, no segundo tempo?

Sendo sincero: nossa zaga ainda bate cabeça e o Tchetchê ainda precisa reencontrar o posicionamento e atuação do ano passado, agora que está na mesma dupla com o Moisés. Um primeiro volante mais rápido e combativo ainda me parece essencial. Temos Thiago Santos e Bruno Henrique. Sem contar o Melo... 

Pra mim faria tal como ano passado, deixando Jean na lateral direita, dando espaço pro Guerra. Assim ficaríamos com Tchetchê (ou TS/ BH), Moisés, Dudu e Guerra no meio campo, com William e Deyverson ou Borja.

A zaga, ainda bate cabeça uma vez que o Mina ainda está fora. A verdade é que a saída do Vitor Hugo fez um grande estrago no setor, que ainda não se recuperou, apesar da chegada dos contratados Juninho, Luan e Antônio Carlos. Mas zaga é assim mesmo, custa a entrosar.

Nas laterais o Maike até vem bem, pode evoluir, ainda que o Jean tenha mais presença ofensiva quando atua pelo setor. E o Egídio, o que falar do Egídio? Nos deu 3 pontos com um golaço. Tomara que essa confiança ajude em sua atuação defensiva quando enfrenta adversários mais fortes. Aí quem sabe, finalmente, pode deixar de ser um elo fraco na corrente.

CONFIANÇA. Mais do que os 3 pontos foi isso que trouxemos do Rio. Mas não se enganem, o time tem que evoluir muito pra voltar a encontrar seu padrão e estilo de jogo, que ainda está longe do ideal. Mas se depender do entusiasmo da torcida, não tardará a chegar. Assim vamos, conquistando nosso espaço sem mãozinha alheia, como sempre fizemos, PALMEIRAS!!!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Palestra Itália - Palmeiras: a transformação

Fratellada... foi-se o dia 20 de setembro, aquele que marca nossa mudança de Palestra Itália ao Palmeiras que hoje conhecemos.

Não existe acontecimento que tenha mudado tanto a história da humanidade quanto a II Guerra Mundial. E nela nos transformamos.

Assim como muitos outros, o Palestra Itália surgiu para atender sua imensa coletividade italiana em solo brasileiro. Dessa forma nasceu e cresceu.

Mas tal qual a cultura italiana se espalhou e se misturou magistralmente às cores nacionais, assim também fez o Palmeiras.

Se no passado o mundo admirou sistemas que depois viu nocivo, o mesmo se passou por aqui. E talvez esteja aí nossa maior virtude. A transformação!

Flertamos sim! Quem não sente orgulho de suas raízes?  A herança cultural que essa coletividade carrega sempre foi um de seus maiores diferenciais. Por ela vivemos, mas por ela também quase perecemos. Mas tivemos a GRANDEZA de perceber isso para mudar.

O mundo muda. E assim o Palmeiras mudou. Decupou, filtrou seu passado para manter os valores positivos e humanistas. Assim fizemos e assim crescemos.

O Palestra nasceu como um clube “de colônia”. Evoluiu para um clube “de todos”. Ou pelo menos de todos aqueles que se identificam com os valores de EDUCAÇÃO e TRABALHO, com nossa personalidade apaixonada e visceral, nosso jeito atrapalhado e teatral. Nosso coração GIGANTE, once cabe de Santo a Animal.

Obrigado Palmeiras, obrigado por existir. Estou absolutamente convicto de que boa parte de meus melhores momentos de vida passei junto a ti. E também outros não tão alegres, mas fundamentais pela experiência. Viver é torcer. E torcer é um exercício de amor.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Tudo pelo G4

Ganhamos do Coritiba pelo placar mínimo, mas o que interessa são os 3 pontos que nos mantém saudavelmente no G4. Miramos agora o Santos pra beliscar essa terceira posição.

É impressionante como o time joga mais tranquilo sem tanta pressão. Toca a bola com mais calma, não se desespera e evita chutão. Os jogadores atuam mais próximos e não fogem da bola. É um efeito em cascata que produz efeitos imediatos.

Cuca NÃO DEVE sair no fim do ano, ao contrário do que tantos comentaristas gambás desejam. Imaginar que alguém que comece o trabalho do zero possa fazer melhor do que o Cuca é ilusão. Pode vir Abel, Renato, Mano, Wanderley... tudo a mesma merda. Nenhum deles ou outros possui nada além do que o Cuca já tem, com a desvantagem de não conhecer o time.

É inacreditável que ainda falemos o mesmo desde o começo do ano: ainda não temos uma lateral esquerda segura. Que o Egídio até joga bem com adversários pequenos mas que abre o bico com outros mais parrudos.

Também estamos capengas na volância, não sendo o Tchetche aquele volante do ano passado, mesmo com a volta do Moisés. Esse sim faz diferença no meio campo... o Deyverson vem ganhando espaço e na medida que o Dudu alinhar com essa formação, muita coisa boa pode acontecer. Se o Borja volta ou não, só depende dele.

Um parabéns final à torcida que compareceu em grande número ao Pacaembú, dando mostra inequívocas de paixão irredutível. Palmeiras não é mesmo só um time. É a encarnação esportiva de uma coletividade miscigenada, educada, trabalhadora e vencedora, buscando espaço num mundo malandro que ain da insiste em levar vantagem "no braço"... contra isso jogamos, contra isso VENCEMOS!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Em paz, Palmeiras é mais.

Um pouco de tempo para refletir melhor sobre o que nos acontece no dia a dia pode ser excelente pra termos uma compreensão mais afinada sobre as coixas...

Livre da pressão e da obsessão Libertadora, o Palmeiras segue em quarto lugar do campeonato, há boas 7 rodadas. Lógico, outros adversários também perdem, tal como tivemos e ainda teremos nossa cota. Mas a tendência é evoluir.

Apesar da maledicência midiática que amplifica qualquer pressão pra arrancar treinador, o Cuca pode trabalhar com tempo de sobra pra implantar seu padrão tático. E se isso acontecer, teremos vaga garantida pro torneio continental de 2018, o que com certeza deve fazer a diretoria buscar a manutenção da comissão técnica, evitando a ILUSÃO de um novo “príncipe que vira sapo em 6 meses”.

Vitrine melosa
De boa... jogador que fica de indireta tirando onda de praia quando não é escalado é o fim da picada. É o cúmulo do “mau” uso da comunicação pra autopromoção, a antítese do espírito de equipe, do conjunto coeso e do profissional que respeita a hierarquia de comando em prol do grupo.

É a VITRINE sendo muito maior que o ESPORTE. Grotesco, nauseante. Eu torço pro PALMEIRAS, não pra pseudo-estrelas que por ele passam. Torcedor não é IDIOTA pra eleger um ídolo a cada 6 meses.

Não é PN, que seja PG
Sabemos que o Galiotte não é nenhum Nobre. Aliás, é difícil chegar no nível do PN. Mas que seja então isso aí, “pica grossa” mesmo, presente, atuante. Deveria inclusive ter estado ao lado do Melo em sua entrevista de retorno.

Presidente entenda... o futebol não é lugar para tímidos. Bota “pg” geral na mesa e verás tudo o que apodrece nosso caminho recuando embostalhado com o rabo entre as pernas... essa praga da VAIDADE, da FOFOCA, do DESMANDO, da DISSONÂNCIA que atrapalha qualquer plano de excelência, só se prolifera quando não há pulso firme pra fechar-lhe as portas na fuça, como deve ser. Força prisa!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Vivendo e aprendendo a jogar

Felipe Melo pode voltar... não encontrou que pagasse e ficou lá mandando post tirando onda, como sempre.

Se deve voltar ou não importa menos do que o comportamento que ele terá caso isso aconteça. Volta, fica quieto e não interfira no trabalho do treinador com opiniões que não devem ser externadas. Noutras palavras, seja profissional.

O Felipe Melo se acha o bonitão, o sabe tudo. Mas esquece que o entrosamento e conjunto da equipe podem se esfacelar sem um comando definido e bem orientado. E que no caso do Cuca, não é possível haver esse duplo comando. Quem manda alí é ele e ponto.

O Felipe Melo já veio pra cá sob desconfiança sobre seu temperamento. Conseguiu queimar o filme publicamente. Se é mesmo o sabichão como pensa, que tenha a consciência que está tendo mais uma chance. Milionariamente remunerada, mas ainda assim uma chance.

Essa é a hora Melo. De ficar quieto. De colocar o grupo e a hierarquia de comando acima de opiniões pessoais. Quem sabe, faz a hora... reconhece seus erros e faz a diferença. As vezes é hora de falar. As vezes é hora de calar, e jogar. Sem precisar ser titular. Dando graças a Deus que nos acompanha, amém.