terça-feira, 31 de outubro de 2017

Não há caminho fácil

Pois é fratellada, o empate contra o Cruzeiro nos mostrou algumas evidências: 1) não há caminho fácil; 2) Estamos longe do ideal; e 3) É bom controlarmos a empolgação pras rodadas à frente.

Falemos tecnicamente: com essa defesa não se faz campeão. Dracena se posiciona muito bem mas não tem velocidade pra voltar e marcar um ponta veloz. Maike tem surpreendido com boas atuações mas ainda peca pelo ímpeto ofensivo que deixa espaço na defesa. E o Jean não faz essa cobertura... ou seja, temos um buraco.

O Valentim deve perceber que a estratégia de usar 2 segundos volantes (Tchetche não é um volante clássico de contenção, apesar de se esforçar, muito menos o Jean) ao lado do Moisés, não está surtindo o mesmo efeito do ano passado. Porque o Moisés está mais lento e nossa zaga, menos estruturada que na época do Mina + Vitor Hugo.

Na verdade poucas pessoas tem dado a devida ênfase para esse fato: o quanto nossa zaga tem tido dificuldades em voltar ao padrão de 2015. Também pudera, a proteção da casinha também tem falhado! E olha que nem falei do Egídio hein...

Ou seja, ou voltamos a jogar com um PRIMEIRO VOLANTE de contenção (Bruno Henrique, Thiago Santos, Felipe Melo ou Arouca), ou ficaremos a mercê do talento adversário. Nesse caso quem roda é o Tchetchê, Jean ou mesmo Maike, dando lugar à volta do Jean à lateral direita, posição que ocupava quando fomos campeões ano passado. Isso se ele quiser, lógico.

Do meio pra frente temos que reconhecer os esforços do Moisés, mas reconhecer quando a parte física faz diferença. E no futebol rápido de hoje, faz e muita. Estamos sentindo a falta do Guerra, sem dúvida... mas há outras opções. Raphael Veiga e Hyoran estão babando pra entrar. Erik também, o que seria melhor que o Roger "me levem pra Europa" Guedes.

Quem está muito bem é a dupla Keno e Borja (poderia apenas ser menos mala né... até pra comemorar é marrento... comemora com os companheiros, filhão! Aprenda que no Brasil é assim...). Esses ficam... e o Dudu, precisa de seu afago habitual, mas permanece firme no meio-atacante.

O mais importante é o seguinte: fechar a defesa! Definir o primeiro volante e posicionamento de cobertura dos laterais. Se fica Maike ou Jean na lateral direita. Tchetche não é intocável, nem Moisés. Temos um ótimo banco que precisa ser acionado. O resto se ajeita.

A semana é curta pro comércio... mas longa pra quem espera por um dos Derbys mais importantes dos últimos tempos. Emoção não falta... AGUEEEENTA, CORAÇÃO!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Vai que é sua, Valentim!

Existe um ditado que diz não haver “se” no futebol. “Se” não tivéssemos perdido o Moisés no primeiro semestre... “se” o Roger Guedes não tivesse entregado 2 pontos de lambuja, “se” o Borja tivesse jogado metade do que jogou ano passado, estaríamos brigando pela primeira e não pela segunda posição do campeonato.

Acontece que esse “se” não acontece apenas para nós. Toda equipe tem o seu “se”. Se o Grêmio não tivesse jogado com o time reserva por exemplo... teriam levado tunda do mesmo jeito! Sim! Ouso dizer que teríamos levado os mesmos 3 pontos, fosse a qual fosse a equipe gremista.

Em campo, o Grêmio foi bem aplicado, com sua força habitual na marcação e qualidade na saída de bola. Mas o futebol, coletivo como é, não deixa margem para falta de entrosamento. Toda falta de entrosamento será castigada. E foi. Dessa vez, melhor para nós!

O Alberto Valentim não mudou muito o jeito do time jogar. Sabiamente manteve a base do Cuca, com variações no ataque (Deyverson e Roger Guedes perderam espaço), Maike na direita e pouco mais. Digo sabiamente pois nas internas é sabido que esse entrosamento, tão fundamental, vem com o tempo. Tempo que a torcida não tem...

Outro fator positivo ao Valentim, além da aprovação do elenco, é a de que voltou com o Felipe Melo só porque o Cuca saiu. Manteve o Bruno Henrique e ganhou respeito do elenco. No ano passado diziam que o Valentim não havia ficado no lugar do Cuca por causa de sua proximidade com o elenco, que poderia deixá-lo vulnerável a este próprio.

Não serão 2 vitórias que o darão estatura de um técnico mais gabaritado. Mas talvez seja o momento para menos estatura e mais gestão de grupo, elemento crucial ao desempenho de qualquer equipe. Flertamos com a vitória e estamos em ascensão. Mas não é hora de comemorar e sim focar no padrão de jogo, no entrosamento e principalmente na defesa. Com o melhor ataque do campeonato, só não temos mais pontos por causa dela. Vai que é sua Valentim!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Voltando ao jogo!

Alô fratellada!!!! Desculpem pela ausência de algumas semanas, acabei aproveitando uma estada fora pra abstrair um pouco do ludopédio. Mas agora tudo volta ao normal.

No último post o Cuca ainda era nosso treinador e comentávamos que tínhamos uma temporada perdida... pois bem... agora TEMOS UM JOGO!!!!

9 pontos atrás do líder pode parecer muito, mas numa perspectiva correta, temos uma distância decrescente, faltando ainda 9 rodadas ou 27 pontos em disputa. E ainda teremos confronto direto contra esse líder.

Quem observou o time do Alberto Valentim percebeu que os mesmos problemas defensivos e de meio campo permanecem, corroborando com a ideia que nem sempre a troca de treinador resolve.

Mas tudo bem, vamos deixar o passado pra trás e se concentrar em fazer A MELHOR RETA FINAL DE CAMPEONATO entre todos os competidores. Além de nos classificarmos à Libertadores, partiremos confiantes à 2018, que desde já promete ser um ano e tanto.

Nas próximas rodadas pegaremos Grêmio, Curintcha e Cruzeiro. Não será nada fácil, mas é uma sequência que pode definir nosso futuro. A Família Palmeiras já está se esquentando pro prélio!

Alberto Valentim já era cogitado pra assumir o time na primeira saída do Cuca. Tem agora uma chance de ouro pra mostrar seu potencial, num time onde é conhecido e bem recebido.

Sugiro a todos que esquentem os motores. Essa reta final será sensacional e faremos nossa parte. Ao Deus o que é de Deus. Ao César, o que é de César. Quem planta colhe e o Palmeiras, quietinho, zendo sua parte para garantir o futuro.


A pergunta que fica.... será que o Borja agora desencanta?! VAMOPALMEIRAS!!!!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Crônica de uma temporada perdida

Iniciamos essa temporada com grandes expectativas. Terminamos torcendo por uma vaga na Libertadores. O que aconteceu nesse caminho que nos distanciou tanto do objetivo? Por que ficamos no caminho da copa continental?

Embora não seja um tema de resposta fácil, podemos encontrar alguns pontos em consenso: a saída do Cuca no fim do ano passado. A perda de jogadores importantes, como Victor Hugo na zaga, Moisés no meio campo (que ficou mais de 6 meses fora) e Gabriel Jesus no ataque.

O Palmeiras não perdeu tempo e fez tudo pra repor as peças da melhor forma possível. Mesmo o Moisés voltou antes do que se esperava, no limite do possível. Mas mesmo assim, naufragamos...

O problema foram as peças de reposição? Quem pode dizer que poderíamos ter trazido jogadores melhores. Depois do desastre todo mundo vira profeta do “eu avisei”, mas a realidade é mais complexa do que nossa retórica “balcão de padaria”.

Na minha opinião, a única posição que não trouxemos reforços foi justamente aquela pela qual mais clamávamos por reforço: a lateral esquerda. Sabíamos das limitações físicas do Zé Roberto e das técnicas do Egídio. E até hoje sofremos pelo setor.

Fora isso trouxemos bons jogadores. A vinda do Melo era arriscada e o risco se comprovou. Mas só aconteceu pela ausência de um comando mais determinado por parte da diretoria. E pra isso temos o Mattos. Mas nem ele foi capaz de estancar a verborragia estapafúrdia de um bom jogador.

Então foi isso: começou com a saída do Cuca e de alguns jogadores. Trouxemos substitutos mas não tivemos paciência com o Batista e trouxemos o Cuca de volta no afogadilho. A troca de treinadores dificultou ainda mais o estabelecimento de um padrão à equipe.

E o principal: a falta de um comando mais presente, de uma presidência que soubesse controlar e blindar o time contra a expectativa gerada pelo investimento feito. Não houve, a pressão foi exagerada e são poucos que conseguem lidar com ela. Sucumbimos à pressão.

Não é bonito. Não é glorioso... é a vida, como ela é (grande Nelson Rodrigues). Mas a única forma de tentar uma temporada melhor, é reconhecendo o que nos atrapalhou nessa. A história pode até se repetir, mas que os erros sejam outros! Bora Palmeiras.