segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Crônica de uma temporada perdida

Iniciamos essa temporada com grandes expectativas. Terminamos torcendo por uma vaga na Libertadores. O que aconteceu nesse caminho que nos distanciou tanto do objetivo? Por que ficamos no caminho da copa continental?

Embora não seja um tema de resposta fácil, podemos encontrar alguns pontos em consenso: a saída do Cuca no fim do ano passado. A perda de jogadores importantes, como Victor Hugo na zaga, Moisés no meio campo (que ficou mais de 6 meses fora) e Gabriel Jesus no ataque.

O Palmeiras não perdeu tempo e fez tudo pra repor as peças da melhor forma possível. Mesmo o Moisés voltou antes do que se esperava, no limite do possível. Mas mesmo assim, naufragamos...

O problema foram as peças de reposição? Quem pode dizer que poderíamos ter trazido jogadores melhores. Depois do desastre todo mundo vira profeta do “eu avisei”, mas a realidade é mais complexa do que nossa retórica “balcão de padaria”.

Na minha opinião, a única posição que não trouxemos reforços foi justamente aquela pela qual mais clamávamos por reforço: a lateral esquerda. Sabíamos das limitações físicas do Zé Roberto e das técnicas do Egídio. E até hoje sofremos pelo setor.

Fora isso trouxemos bons jogadores. A vinda do Melo era arriscada e o risco se comprovou. Mas só aconteceu pela ausência de um comando mais determinado por parte da diretoria. E pra isso temos o Mattos. Mas nem ele foi capaz de estancar a verborragia estapafúrdia de um bom jogador.

Então foi isso: começou com a saída do Cuca e de alguns jogadores. Trouxemos substitutos mas não tivemos paciência com o Batista e trouxemos o Cuca de volta no afogadilho. A troca de treinadores dificultou ainda mais o estabelecimento de um padrão à equipe.

E o principal: a falta de um comando mais presente, de uma presidência que soubesse controlar e blindar o time contra a expectativa gerada pelo investimento feito. Não houve, a pressão foi exagerada e são poucos que conseguem lidar com ela. Sucumbimos à pressão.

Não é bonito. Não é glorioso... é a vida, como ela é (grande Nelson Rodrigues). Mas a única forma de tentar uma temporada melhor, é reconhecendo o que nos atrapalhou nessa. A história pode até se repetir, mas que os erros sejam outros! Bora Palmeiras.

3 comentários:

  1. Galluzzi, isso é parte, mas como também não estou afim de ficar tocando dedo na ferida, uma por que ja encheu o saco, e outra eu também como torcedor estou machucado. Então só para não passar em branco, caminhamos para o mesmo enredo em 2018 se não definir ja a permanência ou não do Cuca, e inciar o planejamento 2018. Se com ele, façam como ele quiser, assim acaba a desculpa. Se não for com ele que defina já, inclusive o técnico, pois o Alexandre Mattos é Executivo, ele deve participar do planejamento mas não tem que planejar time, ele tem que executar o planejado pela comissão técnica. É o que eu penso.

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    1. Porco Gigante, concordo com voce, tem que matar essa novela de renova ou nao renova com o Cuca ja, ou ele decide ficar e para de falar groselha ou avisa que vai pegar o bone e deixe a diretoria buscar outro, mas se ele for embora pelo menos nos classifique direto pra libertadores, mas creio que ele fique, entao que monte o time a sua cara.

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    2. Grande PG! Olha fratello, sendo sincero te digo que ainda não estou seguro quanto a 2018, mas se tomarmos por exemplo a renovação do Prass, é melhor esperarmos sentados pela negociação com o Cuca. Mas ele não quer sair por "baixo" então acredito que renove, o que - tendo em vista as opções de mercado - pra mim é a melhor opção. Agora é esperar e não fazer mais fumaça do que já existe... valeu, abs!

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