quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

VINCIT QUI SE VINCIT (parte 2)

O negócio é o seguinte: vivemos num mundo em plena transformação. Ainda que nunca tenha sido estática, a história mostra que estamos num momento singular. Nunca tivemos tanta informação, de forma tão instantânea.

Bem, o fato é que lidar com essas mudanças não é fácil, ainda mais para quem tem tanto apreço por sua bagagem cultural. Mas é fato: só quem conseguir entender e incorporar essa nova realidade poderá se manter à frente.

O futebol sofre diretamente com isso. Desde a imensidão de dados disponíveis aos treinadores até a bendita “gestão de grupo”, uma forma de tratar os jogadores de forma a mantê-los motivados. Algo que, visto de fora parece uma obrigação óbvia. Mas que está longe da prática cotidiana.

Vence quem se vence. E como dizer a alguém tão bem sucedido, que ele ou ela deve olhar pra dentro e reconhecer sus fraquezas? Com o passado (e presente) tão glorioso, o Palmeiras, que sempre caminhou a frente, resiste às mudanças.

Poucos times tem uma política tão conturbada. Efeito colateral de uma forte personalidade que todo palmeirense carrega, tal cenário é muito mais relevante do que pensamos. Conseguir harmonia e dedicação dos grupos é dificílimo e qualquer fator externo pode comprometer essa conquista.

Dito tudo isso pra chegarmos a conclusão: o AMBIENTE que uma diretoria propicia ao seu elenco de contratados é MUITO mais importante do que se imagina. Em níveis próximos, um time menos “estrelado” vence o favorito quando joga com mais coesão, determinação e harmonia. E pra isso dá-lhe treino e muita “gestão de grupo”, fator que vai muito além do treinador.

Jamais nos esqueçamos das sábias palavras do jogador Lugano, que disse: “o Tite é um grande encantador de serpentes.” frase emblemática, revela tanto a personalidade dos elencos quanto a ferramenta necessária pra extrair o melhor dele. O Tite entendeu perfeitamente como o futebol moderno funciona e colhe os frutos disso. Tanto em nível tático (foco na defesa e poucos erros) quanto psicológico.

O Palmeiras já vive um “futuro” que muitos outros times ainda correm atrás. Mas ainda flerta com a nostalgia do passado, sem perceber que ele pouco tem a oferecer hoje. O PROFISSIONALISMO e os padrões de EXCELÊNCIA para cada departamento não podem ser relegados ao esquecimento por inveja, vendeta ou pura ingratidão, simplesmente por terem sido implementados – com um enorme sucesso – por um presidente que não baixava a cabeça pra ninguém, colocava o Palmeiras acima de tudo e que por isso colecionou desafetos.

Um presidente que OUSOU colocar o Palmeiras acima de privilégios pessoais, quebrando paradigmas que por tanto tempo nos corroíam. É preciso capacidade, sabedoria, amor ao time e muita coragem. Tarefa nada fácil, mas também essencial para quem pretenda presidir uma instituição de tamanha grandeza.


É o que esperamos para hoje e amanhã. Um clube que tenha capacidade de reconhecer suas fraquezas e fazer o que for preciso para superá-las. Não basta dinheiro. Vincit qui se vincit. Vence quem se vence. E assim as conquistas acontecem naturalmente. Ao futuro Palmeiras!