quarta-feira, 28 de março de 2018

Se não é pelo talento, é pela raça!

Curioso da imprensa que nos aponta como favoritos, ignoram que o dinheiro não cai do céu, mas através de competência e da força de nossa coletividade.

Mas o dinheiro que o futebol hoje exige não é suficiente pra colocar um time na final. Se não houver coesão e sinergia, o barco fica pelo caminho. E quase ficamos ontem.

Não precisava desse sufoco, mas nossa defesa fez questão de servir como elo fraco, caindo de produção justamente na parte mais difícil do campeonato. A dupla AC/TM vinha num crescente, mas precisa de uma remanejamento imediato.
No meio campo também temos dificuldade. Por vezes a marcação do Melo não é suficiente e abrimos espaços fatais. Falta aproximação. Já na parte ofensiva, falta um diálogo maior entre Dudu e Lucas Lima, dois diferenciais que não raro ficam presos à marcação.

Palmeiras em mais uma final. No local onde por tantas e tantas vezes estivemos, é só uma decorrência do trabalho iniciado há muitos anos. Uma final merecida, afinal ponteamos o campeonato desde seu início. Menção honrosa ao Jaílsão da Massa que pode levar o "bicho" em dobro...

Estar nessa final é espetacular e nos remete à 25 anos atrás, quando também tivemos um clássico decidindo o campeonato. Tal como naquela campanha, a conquista, imensamente comemorada, é um grande passo dentro de um objetivo maior. Avanti, Palmeiras!!!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Goleiro é bom, mas não é tudo

Absolutamente nada contra nosso grande Jailsão da Massa. Mas Quando o melhor em campo, mesmo com vitória, é o goleiro... é bom ligar o alerta.

O Palmeiras está se especializando em atuar pontualmente em partidas chave. Noutras, nos vemos num banho-maria em que vigora a falta de contundência e um recuo perigoso pra nossa defesa.

A vitória nos primeiros 90min. da semi-final traz um certo alívio à segunda partida, mas mesmo com a vantagem na torcida, o time precisa estar mais ligado, mais 220v do que esteve neste último sábado.

Jaílsão nota 10 não vai poder garantir todas. Fora ele, nosso grande mérito vem sendo pelas laterais, além do ataque, com Bigode e Keno. Mas o meio campo, bem marcado, fica devendo.

Nada a lamentar profundamente, mesmo porque o placar é favorável e a defesa não foi  vazada. Mas parar nas mãos do goleiro é muito arriscado. Enfrentaremos ataques mais fortes, artilharia pesada.

Na atual circunstância estamos bem no gol, na lateral e no ataque. A volância as vezes um pouco lenta mas na média. Precisamos evoluir na zaga (Thiago Martins/ Antônio Carlos)  e no meio campo por vezes desligado (Dudu, Moisés. Lucas Lima)

O Palmeiras não tem o escudo midiático desfrutado pelo alvinegro da Zona Leste. Já sendo secado e apontado como favorito, não será perdoado ao menor tropeço. O time parece confiante de sua força. então agora é o momento de colocá-la 100% em campo, haja vista a sequência importante de jogos que teremos.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Palmeiras encontra seu melhor futebol

Quando o Palmeiras entrou em campo nesta última quarta-feira, sabia que não precisaria de muito mais do que atenção para sair classificado. Mas queria mais. Queria consolidar seu padrão de futebol, conciso, rápido e contundente.

Pior pro Novorizontino, que repetiu a dupla de mais de 20 anos atrás quando, junto com o Bragantino, rivalizaram com os grandes paulistas. Mas dessa vez, o Palmeiras deitou e rolou em cima, sem o menor conhecimento de causa.

5x0 e ainda foi pouco, não quisesse o Felipe Melo aparecer para familiares, cobrando um pênalti que caberia ao Dudu. Quer saber? Tanto melhor assim, não influiu no resultado e o Melo aprende que não está acima de ninguém. Jogou muito bem por sinal. A dupla com o Bruno Henrique vem ganhando espaço.

Lucas Lima, Keno William e Vitor Luís foram outros que jogaram muito bem. Pela ofensividade, tenho certeza que não demorará a chegar proposta polpuda pelo Keno. O Lucas Lima já está correspondendo ao esperado e o Vitor Luís só nos mostra quanta deficiência tínhamos pela esquerda ano passado.

A equipe jogou bem como um todo. O técnico Roger Carvalho está de parabéns e vem surpreendendo o treinador com um futebol envolvente e tático. Quão longe chegará é impossível dizer. Mas o treinador, que chegou ao clube solicitando não ser demitido em caso de insucesso no Paulista, talvez nem tenha que se preocupar com a demanda...

O Palmeiras pede passagem e se impõe, como um dos melhores times do país, junto com Cruzeiro e Grêmio. Parece um deja vu da década de 90! Pois que seja, tanto merecemos, o novo navegar no alto mar das viórias, construídas sobre uma plataforma de planejamento e competência.

O Palmeiras não vence no apito vergonhoso de uma arbitragem borra botas. Não vence com futebol retranca medíocre, presidente sapo barbudo ou bandeira da Globo. Essa eles podem enfiar nos fornecedores aos quais devem publicamente.

Palmeiras é competente. É Família gente como a gente. É exemplo. É referência aos que querem crescer com as próprias forças e o terror dos que só alcançam algo sob o patronato de uma figura política almejando popularidade ou da infame Vênus Platinada eterna lambe-saco da audiência sem escolaridade.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Nada vem de graça

O Palmeiras passeou e venceu o Novorizontino por 0x3, podendo ainda ser 5 ou 6, tivesse menos displiscência em tantas ocasiões da partida. Percebe-se nitidamente que a equipe “relaxa” em diversos momentos, um perigo em ocasiões mais técnicas.

Somado a isso os resultados da rodada em que fomos o único “grande” a praticamente carimbar a passagem à semi-final do Paulista (desde que não relaxe tanto), colocamo-nos definitivamente como favoritos ao título do Paulistão 2018.

É bom dizer: nossa zaga ainda falha bastante, o meio ainda patina e o ataque também desperdiça o indisperdiçável. Ainda assim erramos menos do que os outros e cá estamos, liderando o campeonato de ponta a ponta.

Roger Carvalho não poderia esperar situação mais favorável. Trabalhou sobre um belo planejamento, pegou o vice-campeão brasileiro e o fortaleceu, com contrataçõs pontuais. Parece idílico, mas assim foi!

Hoje nos comprimentam. Todos dizem que o Paulistão “já era”, que podem nos entregar. Aliás, somos o favorito da temporada, o time a ser vencido (ou secado, melhor dizendo). Sai zica, secadores de plantão, batendo na madeira 3x., o que temos hoje é o fruto mais legítimo de um trabalho e planejamento muito bem executados. Nada caiu do céu ou do apito amigo.

O Palmeiras segue, o Palmeiras avança. Mostrando o caminho e que há esperança.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Bastidores

Já ouvi dirigente falando que “da realidade do futebol, o torcedor não sabe nem 20%'. Outro declarou que 20% é muito... o fato é que existe uma série de fatores que influenciam diretamente nos resultados de uma equipe, que nunca vem à tona. Nesse vácuo, quem acaba levando a pior, via de regra, é o treinador.

Acontece que entre presidentes, diretores, comissão técnica e jogadores, quem mais luta pela conquista de um campeonato é justamente o treinador. Ele não tem “dvd” com as melhores jogadas. Para um treinador, o que pesa no currículo são campeonatos, nada além disso.

O fato é que, por mais forte que uma equipe seja no papel, se não tiver um bom trabalho de bastidor, dificilmente atingirá seu objetivo. E esse trabalho não precisa ser um “esquema 1-0-0” mas simplesmente não deixar que algum time tenha alguma vantagem sobre o seu.

Quando, em no Brasileiro de 2016, um time resolveu jogar conosco fora de casa pra lucrar com a bilheteria, foi massacrado. Chegaram a mudar as regras para impedir tal prática. Menos de 2 anos depois tudo é esquecido, afinal é o Curintcha, o representante imaculado do povo, que não pode ser contrariado ou confrontado. Não... pro “time do povo”, todo pecado é menor.

O Palmeiras não está preocupado com o Bragantino. Apenas que os regulamentos seja coerentes. Se num brasileiro a venda de mando de campo era execrada, porque agora é aceita? Sem dúvida os clubes menores precisam de renda pra equilibrar sua finanças. Então que isso seja aceito e não combatido, justamente quando é o Palmeiras em questão.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Fase 1, completa

Classificar-se em primeiro lugar no Paulistão é só o final da primeira fase dessa temporada, que ainda terá muitas a frente. A explicação do sucesso Palmeirense é qualquer coisa menos efêmera.

O que o Palmeiras vive hoje começou em 2013, ano em que o Paulo Nobre foi eleito. Mergulhado em dívidas e rebaixado à série B, buscava então o clube, alguém diferente do padrão incompetente que vinha se perpetuando desde a saída da Parmalat, mais de 10 anos antes.

Assim que assumiu a presidência, Paulo Nobre declarou que comeríamos o “pão que o diabo amassou” nos primeiros 2 anos, pra depois, aí sim, podermos disputar em pé de igualdade e voltar ao protagonismo nas competições. E assim foi.

De memória curta e assistido por uma imprensa novelesca, o torcedor esqueceu tais avisos e amaldiçoou os 2 primeiros anos da nova administração. Claudicamos em campo, perdemos jogadores que não aceitavam as condições de negociação do clube e quase fomos rebaixados pela terceira vez! Mas não... tal como em um conto de Edgar Allan Poe, o albatroz se foi e levou a maldição.

Cientes do equilíbrio financeiro trazido por Paulo Nobre (que sempre vem antes dos resultados), os associados e conselheiros com direito a voto aprovaram sua reeleição, numa das decisões mais acertadas que o Palmeiras teve em décadas!

A partir daí, começou nossa virada de mesa. Com finanças fortemente equilibradas, o clube capitalizou o maior patrocínio master do país. Com seu estádio novo assistiu seu programa de sócio torcedor explodir e sua renda de bilheteria crescer vertiginosamente.

Implementou o programa de profissionalização e excelência em vários departamentos e construiu um dos maiores e melhores (senão o melhor) Centro de Treinamento e Condicionamento Físico do país. Contratou uma equipe fantástica de profissionais junto com o melhor diretor de futebol do país.

Com o Círculo Virtuoso em pleno funcionamento, conseguimos pagar as dívidas ainda mais rápido e nos projetamos assim para, já nos próximos anos, contar com nossa receita para investimento direto no time.

Então, quando perguntarem porque o Palmeiras tem essa campanha, essa é a resposta. FIZEMOS NOSSA LIÇÃO DE CASA. Scarpas, Melos, Limas, Borjas e Dudus são apenas parte desse processo. E amanhã falaremos deles...

sexta-feira, 9 de março de 2018

Um presente às meninas, 2x0 na freguesia!

É ISSO!!! É ISSO QUE QUEREMOS DIZER quando chamamos atenção daqueles fratelli, daqueles palmeirenses que se tornam a CORNETA da IMPRENSA.

CAAALMA, IRMÃOS! O Palmeiras tem muito mais futebol do que a polêmica da mídia nos faz acreditar. Se a cada 2 ou 3 insucessos nos desesperarmos e partirmos a questionar treinador, jamais compreenderemos a dinâmica do futebol, que exige mais paciência do que temos hoje em dia.

Futebol é esporte, não espetáculo teatral com tudo combinado. É normal que um time, após uma boa sequência de vitórias, apresente uma queda de rendimento. É impossível ter a mesma pegada todos os jogos. Por isso eu digo: há derrrotas SAUDÁVEIS, onde o time relaxa para concentrar forças no momento importante. E assim fizemos!

Chupa Impren$inha, coloca tua crise entrenádegas e sai rebolando.

Voltando ao que interessa, o que foi aquilo, Vitor Luís? Jogou muito, fechou a lateral esquerda e cutucou a bambizada pelos flancos! Ah sim, bom era o Egídio, né Mattos... rs. Bom é poder rir disso agora.

O time apresentou ontem, contra o SP, seu verdadeiro futebol, compacto, atento e participativo. Dudu, Lucas Lima, Felipe Melo, Bruno Henrique, Borja... sem esquecer da nossa zaga que já vinha sendo criticada (Thiago Martins e Antônio Carlos), muito bem disposta. O Roger insistiu com o que considera titular e está se dando bem! Parabéns Roger.

No dia das Mulheres, que merecem todas as homenagens possíveis, demos o presente. À todas as meninas, com carinho e dedicação. 2x0 (que deveria ser 3, não fosse o bandeira), na freguesia tricolete, é presente do Verdão!

quarta-feira, 7 de março de 2018

442? 4231? 352? Alô Roger!


Dentro do esquema proposto pelo Roger Machado, talvez o que traga maior oposição é a utilização do Guerra em posição mais avançada do que deveria, sendo na armação que sua habilidade poderia ser melhor aproveitada.

Exceto essa condição o time busca um jogo compacto, mas contra o São Caetano tivemos uma atuação horrorosa, com destaque (neagtivo) para a defesa com Juninho, Fabiano e Tchetche, além da falta de ofensividade, em parte pelo fator acima citado, em parte pela “adaptação” do Scarpa, assistindo Keno e William Bigode.

Faltou bola no ataque, nosso meio ficou na marcação e a lateral torceu pra bola não chegar alí. Um antifutebol que deixa explícito quanto o entrosamento é importante nesse esporte. Inúmeros times são campeões com jogadores limitados, mas que se encontram numa função bem específica e alí permanecem. Mas é preciso muito entrosamento pra que isso ocorra e via de regra, o elo fraco (principalmente na defesa) bota tudo a perder.

Juninho e Fabiano deixaram essa partida sem convencer que tem técnica pra vestir o manto. Michel Bastos ainda não convenceu. Tchetchê tampouco foi bem e do Guerra ainda esperamos melhores assistências. Pra dizer pouco, o time tem que suar muito pra justificar o troco investido. Bota essa lenha pra queimar, Roger!

terça-feira, 6 de março de 2018

Mimados, vaiamos o líder!


E lá vou eu aqui, novamente, nadar contra a corrente e criticar a nós mesmos. Sei que é um tiro no pé, mas como não sou imprensa pra dizer o que o povo quer ouvir, sigo dizendo o que DEVE ser ouvido.

Lembro da década de 70 e muito bem da década (perdida) dos anos 80. Se há alguma coisa positiva em envelhecer é conseguir traçar um paralelo com tempos passados, avaliando o que hoje acontece. E hoje acontece MUITA coisa melhor, sem dúvida.

Mas entre o que perdemos ao longo das décadas está a capacidade de reflexão mais ponderada, a paciência e o bom senso. Analisamos de forma cada vez mais rápida e deixamos que nossa ansiedade transbordante interfira diretamente em nossos julgamentos. Superficiais e imediatistas.

O time do Palmeiras jogou um futebolzinho de doer ontem a noite. Com um time “reserva” em campo, penou contra o São Caetano, mal vendo a bola chegar ao gol adversário. Só que isso é normal no futebol. Após um início de temporada radiante, o time perde desempenho enquanto os titulares ganham fôlego. Só que esse ganho de fôlego depende da pressão que a queda de rendimento pode trazer.

Da minha parte só digo o seguinte: VERGONHA. Muito além da chateação pelo fraco futebol, me envergonha ver o palmeirense agindo com um torcedor qualquer, chinfrim, infantil e mimado. E não são os organizados, e sim os torcedores comuns! Amendoins, cornetas, crianças mimadas e caretas.

Desconhecedores da psicologia básica, ignoram o fato de que é o APOIAR no momento de falha que mais fortalece um time. Observar e cobrar cada falha pontual, mas não sair vaiando um jogador ainda no primeiro tempo como fizemos, vergonhosamente, com o Fabiano. Não é NUM JOGO que se pode avaliar uma equipe ou um jogador.

Sei que sou voz dissonante. Nado contra a maré sem problemas. Mas ainda nutro aquele desejo utópico de ver nossa torcida DIFERENCIADA, não só nas palavras, mas em atitude.

O time jogou mal, sim! Alguns demonstram que dificilmente terão condições pra ser titulares no Palmeiras. Mas cobrar de forma excessiva e prematura tampouco vai ajudar aos que terão essa missão. A paixão é nossa gênese. E também nossa nêmese...

sexta-feira, 2 de março de 2018

Palmeiras arrasa na Colômbia!

AEEEE FAMÍLIA!!! Digam o que quiserem, mas estrear na Libertadores ganhando de 3, fora de casa, é empolgante. E o melhor da noite não foi nem o resultado, mas encontrar uma nova dupla de volantes, após a entrada do Bruno Henrique.

Com todo o respeito ao polivalente Tchetchê, há momentos onde tática e técnica falam mais alto que a correria. E a Libertadores é um deles. Preciso e atento em seu posicionamento em campo, Bruno Henrique é o segundo volante com boa saída de bola e como todo bom segundo volante, chega na área pra finalizar, afinal sofre menos marcação que os meias e atacantes.

O jogo de ontem foi marcado por alguns lances curiosos. A expulsão do jogador do Barranquilla, numa falta que até nos fez lembrar a pesada do Jaílson, só que em maior intensidade, criminosa. O golaço do Borja (mais a vontade em campo), a surpresa do Bruno Henrique. A trivela exagerada do Felipe Melo (tem crédito), a defesaça do Jaílson e um dos pênaltis mais mal cobrados que vi na vida, felizmente protagonizado pelo adversário!

É isso aí Roger Machado! Firme e forte, moleque! Ainda temos muito a melhorar em vários setores (a zaga ainda não é a ideal, as laterais estão melhorando, Dudu e Lucas Lima podem se ajudar mais, William deu uma apagada), mas nada como liderar 2 competições.

E pensar que a imprensa já colocava o time “em cheque” após uma única derrota. Maníacos da polêmica, não valem a audiência. O que vale é colher os frutos de um planejamento de vários anos muito bem traçado e executado. Parabéns Palmeiras!!!