terça-feira, 24 de abril de 2018

"Obrigação de vencer" tira o prazer da conquista

Já estamos cansados de saber que um dos elementos mais importantes dentro de um time é o bendito “fator psicológico”. Antigamente não existia essa frescura, falava-se de tática, técnica e físico. Mas já havia sim, e ninguém sabia.

Depois da década de 80, quando os salários explodiram, essa pataquada começou a entrar em cena. É um tal de psicólogo, técnico paizão, rodízio de titulares pra motivar o elenco e uma pleura de ações “calmantes”, que visam deixar o jogador alegrinho e motivado.

Acho nojento que um atleta com vencimentos 10, 20, 30.... 100 vezes maior que um cidadão comum precise de mimos pra jogar bem. Chega a dar náuseas. Mas é assim que é. O Dudu por exemplo, ficou “chateado” com as críticas em redes sociais, das quais deveria se abster!

Rede social, fóruns etc., apesar de sua imensa utilidade, são verdadeiros vomitórios de insatisfação. Se quiser manter seu ego incólume, passe longe! Caso contrário, ignore. Algo que ele já deve saber.

Mas a torcida também deve compreender que o conceito de “obrigação de vencer” é paradoxal ao esporte. “Obrigação” só existe a partir de algo COMBINADO. O esporte é contrário a isso! É justamente o fato de não ser nada combinado e sua imprevisibilidade que dão graça ao evento.

Se alguém tem a “obrigação” de vencer, é porque tem uma superioridade técnica inquestionável, não apenas salários maiores. Nesse caso, torcemos pra que? Se nosso time é tão superior a ponto de ter a “obrigação” de vencer, nem torcer  precisamos mais!

Dessa forma, evasia-se todo o prazer da conquista. O que não passa de “obrigação” não nos dá prazer nenhum em fazer. E a partir daí, pra que comemorar um gol, se ele não é mais do que uma “obrigação”?

Devemos ser mais inteligentes e não agir só pela paixão, traço marcante do palmeirense. Nessa inteligência está a psicologia. E nessa psicologia devemos ir ALÉM do óbvio, pra conseguir fazer com que o time vista a camisa e jogue focado 100% do tempo.

Cobrar é importante, mas na hora e da forma certa. Taxar a vitória como “obrigação” não mostra apenas um desconhecimento da dinâmica do esporte, mas também da psicologia humana que, ainda que esteja longe do adequado, precisa do estímulo certo para funcionar a contento. Paixão é fundamental, mas sem sabedoria dificilmente ela conduz a um final feliz.

2 comentários:

  1. Amigo Galluzzi, ja ouviu a expressão; "a ocasião faz o ladrão", a situação favorável q nossos atletas se encontram hoje na SEP, infelizmente colocam os na "obrigação", é automático, olhar para as condições do clube e dizer; "tem que ganhar tudo",mas ... entendemos que isso é o esporte, na verdade é a vida, ela e assim nem mesmo as melhores condições te levam aos melhores lugares ou melhores oportunidades. Mas fico indignado, vendo um clube como o de Itaquera(corrupto, endividado, etc...) tirando onda de melhor time do Brasil, com todo respeito a rivalidade mas o presidente do time de Itaquera, debochou do Rai. Isso é inaceitável, temos 2 situações, sendo a situarão PIOR, levando vantagem na melhor, naquela q seria a exemplar. Abraços!!!

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    1. Amigo Mineiro... tu que tens de alcunha adjetivo que remete às práticas seculares desse nosso país, deve saber que uma situação escabrosa levando vantagem sobre o que pode ser melhor, não nos é raro. Explico: o curintcha navega em céu de Brigadeiro há quase 10 anos, pois soube capitalizar o momento em que o Andrés Sanches aproveitou a proximidade com o Lula pra alinhar seu time junto à Globo e conseguir seu estádio. Os "donos do futebol brasileiro" (como o Alex mesmo falou) simplesmente usam seus REPRESENTANTES ESPORTIVOS, assim como na década de 70/80 se aproximaram do Flamengo e neste século fizeram ainda mais com os da ZL. A Globo constrói SUA IMAGEM se colocando ao lado do "POVO" e ninguém melhor soube utilizar esse conceito que o Rosemberg, ex de mkt do curica. Ou seja, enquanto o Palmeiras se ufana de seguir o caminho correto, de lisura financeira e investimento honesto (case de mkt), os FDP mostram que no Brasil, o caminho marginal às 4 linhas ainda é mais forte. Capisci? Lembra o seguinte fratello: nós somos formadores de opinião. NÓS é que temos a obrigação de esclarecer ao palmeirense comum (infectado pelas mesas redondas) que o ESPORTE NÃO É COMO A MÍDIA DESEJA. Que existe uma polemização, um imediatismo, uma busca eterna pelo conflito que é característico DA MÍDIA mas não deveria contaminar a competição esportiva em si. É muito difícil que as pessoas compreendam a dimensão disso, mas quem sabe, se nós ajudarmos... rs. Sendo publicitário e tendo estudado psicologia, tenho absoluta certeza que um VOTO DE CONFIANÇA dado no momento certo vale mais do que uma COBRANÇA PRECOCE. Apoio após a derrota cria uma OBRIGAÇÃO NATURAL do jogador em vencer... ainda que não possa fugir às cobranças. Vlw, abs!

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