segunda-feira, 28 de maio de 2018

Declare gerra

Declare guerra. Não espere. Não contemporize. Chega de aguentar tanta huilhação. Até quando vai a paciência do torcedor, que paga – e caro – para um time que não corresponde às expectativas?

Esse é o nosso sentimento nessa segunda-feira difícil nesse país onde quem não chora não mama. E o palmeirense está p... da vida com o time. A dor das derrotas sofridas nos tirou qualquer reserva de tolerância, a cada tropeço é um deus nos acuda.

Peguem a folha salarial do Sport de Recife. Esse mesmo que nos enfiou 3 gols em pleno Allianz. Não deve ser 1/5 da nossa. E aí achamos que se fosse outro treinador estaríamos melhor. Num misto de desconhecimento e confusão, optamos sempre pelo óbvio.

Nossa defesa está completamente comprometida. Não se posiciona, não se comunica e não se forma sob um padrão, haja vista sua constante alternância. O quarteto defensivo com Antônio Carlos, Dracena, Felipe Melo e Bruno Henrique já deveria ter se entrosado a ponto de evitar uma derrota de virada, vexatória, em casa.

Sem dúvida o time está nervoso, entra em campo nervoso. E sofre com essa instabilidade, sofrendo gols mesmo tendo saído na frente do placar. E agora, o que é que o Roger faz? Fecha o time e concentra nas partidas finais pré-Copa pra ser salvo pelo gongo.

O fato é esse: o Roger tem que extrair o máximo que puder nessas partidas, para não ser extraído. Infelizmente... por nossa ingênua crença de que a culpa é sempre do treinador, quando o buraco é mais embaixo. Há muitos outros fatores influenciando um time de trocentos milhões jogar na base da canelada (não é, sr. Dudu, sr. Lucas Lima?), mas podemos continar optando pelo caminho mais rápido.

Numa segunda-feira brava como essa, só o que peço é um pouco de serenidade, pra enxergar o mundo através do véu de paixão que cobre nossa razão. Força Palmeiras, serenidade e fé.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Nem tudo é show

Ao final do primeiro tempo, no qual perdíamos por 0x1 do América-MG, uma cena chamou a atenção. Em que se pese o momento de inconformismo, um palmeirense era contido, aos berros, de uma aproximação maior do banco de reservas, crendo eu que dirigia seus impropérios ao nosso treinador, Roger Machado.

Pois bem, gostaria de dizer a esse amigo... te entendo. Certa vez quase fui expulso do Palestra Itália ao me dirigir da mesma forma, só que voltado aos camarotes, mirando diretamente no Mustafá.... devia ser 2002 ou 2003, por aí não lembro ao certo. Mas lembro qua havia tomado várias naquela noite...

O fato é que apesar do campo de futebol ser um lugar propício pra soltar o verbo, caberia a nós um pouco mais de bom senso, evitando assim cairmos no ridículo histriônico sem conteúdo.

2 derrotas pra ZL ainda nos afeta muito. O time jogou um futebol horroroso ontem, mas quer saber a real? Até a Academia de 72, 73 fazia jogos ruins. Lembro jogos agoniantes mesmo na década de 90, em plena era Parmalat.

Hoje, não adianta... o torcedor quer resultado rápido. E quer show. E quer sempre. Que seja, mas não vai conseguir... simplesmente porque a dinâmica do ESPORTE é diferente da dinâmica ECONÔMICA que o rege, onde impera a razão financeira.

Dessa forma o time fica sempre limitado a soluções imediatas, receitas que incham seus números escondendo uma fragilidade que vem à tona em médio ou longo prazo. E todo trabalho se reinicia do zero.

O Palmeiras tem um grande elenco. Mas se há algo que nossas duas doloridas derrotas nos mostrou foi que no futebol o conjunto fala tão ou mais alto que a qualidade individual das peças que o compõe. E conjunto só se adquire com tempo e tranquilidade pra que as mudanças ocorram de forma natural, sem precipitação.

Guerra e Hyoran podem jogar melhor, a zaga deve ser redefinida, o ataque mais efetivo e o Deyverson poderia ser emprestado. Mas temos as armas e as condições pra arrumar a situação... pra isso, é importante ter a consciência que nem tudo é show. E agora é que começa a reta final (6 rodadas) com clássicos antes da Copa... e aí o bicho vai pegar.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Uma nova era política


A aprovação pelo conselho da mudança do estatuto, dando 3 anos de mandato ao presidente ao invés de 2, marcou uma nova era política no clube, onde o dinheiro e mordomias da dna. Leila seduzem mais que a picanha do Mustafá.

Galiotte deve ser reeleito esse ano até 2021. A partir daí, vem a dna. Leila Pereira. Habitualmente eu torceria o nariz para uma “aventureira investidora” na presidência do Palmeiras, uma pessoa que não tem a ligação histórica que sempre buscamos num presidente. Não, isso ela não tem.

Mas há outro fator a ser considerado: todos os últimos presidentes com “história” no Palmeiras – com exceção do Paulo Nobre – tiveram gestões tão criticadas, que a prerrogativa histórica já foi água abaixo.

Leila pode não ter um sobrenome italiano nem aquela ligação umbilical que seu marido tem. Mas tem conhecimento das modernas práticas administrativas. Isso é bom. Só que não tem a malandragem e o traquejo de um Mustafá. Terá que se cercar de bons nomes pra poder bem administrar o futebol do clube.

Leila, não se engane. Futebol é um ninho de serpentes e fogueira de vaidades. Além do dinheiro terás que ter coragem e muita sabedoria pra circular nesse circo de horrores. Mas acima de tudo, jamais se esqueça, está o Palmeiras que muito longe de ser apenas uma mídia à sua marca, é a verdadeira pátria de milhões.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Confirmando a liderança

Palmeiras CONFIRMA melhor classificação na frase de grupos da Libertadores. Há quanto tempo isso não acontecia? Num Allianz Parque meio murchiba, com apenas 25.000 ressabiados, o Palmeiras foi lá e sapecou 3 no Barranquilla.

E o Borja, marrentão por ter feito 3 na mesma partida nem comemorou, com a desculpa de ser “torcedor” do adversário. Papinho, conversa... o problema de MUITOS jogadores dessa geração é que realmente se acham a última bolacha do último pacote de bolacha do universo. E deixam de jogar tudo o que podem, pois já acham que a cada toque devem ser reconhecidos como semi-deuses.

O fato é que mesmo com o elenco que for, sem TEMPO nada funciona. E se alguém disser que um time que teve a melhor classificação no Paulista (perdendo a final por detalhe) e a melhor na Libertadores, com mais de 70% de aproveitamento geral, não tem consistência, não sei mais o que tem. Ou sim... ganhar de quem perdemos as últimas partidas.

Ficou pequeno agora pro Lucas Lima. O time ficou mais dinâmico, mais leve. Tivemos o tremendo azar de perder o Moisés justamente quando voltava ao ritmo de 2016. O Guerra se esforçou pra mostrar que o meio-campo precisa se movimentar mais. É alí que se define a velocidade da equipe. E foi bem.

O time precisa de mais velocidade e leveza no ataque, mas também precisa de marcação correta. E falando em marcação, a zaga sofreu. Só não levamos mais gols pela MAESTRIA do capitão Fernando “Monstro” Prass. Impressionante o que o cara joga, a segurança que transmite! Sei que o Jailson tem a preferência geral. mas PRA MIM, o titular ainda seria o ele. E CAPITÃO.

As laterais ainda foram bem, mas a zaga (Luan e Emerson) e o miolo de meio-campo defensivo (Tchetche e Thiago Santos) foi vencida inúmeras vezes. A zaga demora mesmo pra entrosar. Mas a volância poderia ser mais efetiva.

De toda forma o time respira o ar da vitória, que é o necessário agora pra encontrar e afirmar seu padrão de jogo. Bora aproveitar a sequência pré-copa, ganhando moral para o grandioso segundo semestre.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Histeria pós derrota


A gambazada deve mesmo estar rachando o bico de nós. Não só pela derrota, mas pela catarse revolucionária que sua vitória é capaz de causar por nossas bandas.

É detestável, deplorável, asqueroso e repulsivo perder um derby, quanto mais alguns seguidos. É difícil dormir com um barulho desses. Só que ainda pior é deixar que isso nos prejudique ainda mais.

Segunda feira é o dia universal do treinador novo. Quem seria o novo treinador do Palmeiras? Sim, porque continuar com o Roger “que não faz nada” além de nos assistir perdendo da gambazada, não dá.

O ódio nos cega. E nenhum sentimento foi maior no coração do Palmeirense nesta segunda-feira do que o ódio atávico por um resultado que não se admite. Está tudo errado.

Explicíto: é hora do Roger Machado fazer MUDANÇAS pontuais no elenco, respaldado dessa vez pela necessidade de resultado. Nosso meio-campo é talentoso demais pra eficiência de menos! E nossa defesa é manteiga em diversas situações. Para isso, já foi ventilado a possibilidade de reforços (lateral direita, meio e zaga), talvez até pra acalmar um pouco a torcida.

Seja como for, não adianta nada entrar em estado de histeria coletiva, xingando quebrando todo mundo. MAIS UMA VEZ somos vítimas da paixão ao nos iludirmos achando que a grama do vizinho é mais verde ou algum treinador estaria fazendo melhor.

SEGUE ROGER! FAÇA as mudanças que devem ser feitas, ainda que seja pra tirar medalhões. Sacode essa pasmaceira e não dê ouvidos à histeria reinante. Mas siga o trabalho, pois aqui existe pouco bem senso quanto ao tempo e à dinâmica que o futebol necessita para dar certo.

Nada enaltece tanto o inimigo quanto o disturbio causado no adversário derrotado. Nada o constrange mais do que perceber que o golpe foi assimilado, processado e tem sua resposta preparada para a melhor hora.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Tempo Rei

A declaração do William enaltecendo a participação do treinador Roger Machado na bela vitória sobre o Atlético-PR não foi aleatória, mas fruto da consciência sobre a necessidade de dar tempo ao trabalho do suposto comandante.

Há 3 partidas queríamos a cabeça do treinador. Ontem, enfrentávamos o queridinho da imprensa, que tinha um "grande repertório", Fernando Diniz. Esqueceram de dizer que o Palmeiras vinha em evolução, um pouco pelas cobranças redefinidas e também pelo retorno de jogadores como Moisés e Edu Dracena.

Tempo. O futebol precisa de tempo. Começamos a temporada de forma grandiosa e só não beliscamos o primeiro título por intervenção externa. Sentimos um pouco o baque, mas o time já parece dar a resposta, tendo feito sua melhor partida pela segunda vez consecutiva (contra o Allianza já havíamos "deitado").

Quem sabe de futebol percebe o seguinte: o Fernando Diniz fica refém do estilo de futebol "sem chutão", onde você precisa ter um exímio toque de bola. Caso contrário, com uma pressão acertada, recuperamos a bola perto da área adversária! Assim fizemos...

O Lucas Lima ainda parece dormindo, mas o meio campo vem melhorando no geral. Keno continua encapetado e o Bigode com rápida movimentação, confunde e abre espaço dentro da defesa adversária. A isso somado a eficiência das laterais, um tanto maior que no ano passado, nos dá o panorama atual onde o time é líder num torneio e em busca direta pela liderança noutro.

Relembrando: poucos times tem tanto "fogo amigo" como o Palmeiras... as cornetas dificultam qualquer trabalho. Cobrança sempre haverá, mas é um bom momento pra torcida perceber que com ações mais racionais, o resultado costuma ser bem melhor.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Quando o alviverde atropela

Jogamos praticamente com a equipe reserva, num jogo que pode ser considerado como um dos mais fáceis da temporada. E atropelamos. Ótimo pra confirmarmos a melhor campanha na Libertadores entre todas as equipes, faltando apenas uma rodada, em casa.

Não nos deixemos cair na pataquada da impren$inha que já vem nos cobrar mais vitórias em casa. Impressionante como conseguem achar algo ruim, mesmo quando a maré é positiva. Malditas cornetas midiáticas.

O melhor da partida de ontem foi o Moisés. Finalmente pudemos rever o Moisés de 2016, aquele mesmo que ganhou a 10 com direito a vídeo e tudo. Só aquela assistência pro segundo gol já valeu o jogo!

Adversário combalido, quase com vergonha de jogar, parecia não receber salário há anos. Não é problema nosso. E tivemos a vantagem de poupar vários “titulares”, deixando ainda aquela pressão positiva dos reservas, prontos a ajudar em caso de queda de rendimento de quem está atuando.

Moisés não é bem um reserva, assim como o William Bigode. Talvez nossa grande vantagem seja justamente contar com 14, 15 jogadores em nível titular e o Roger sabe disso. Nossa defesa ainda não está montada e o meio campo não conversa como poderia. Mas o time navega num mar mais tranquilo e disso pode tirar proveito. Só falta nivelar um pouco mais no Brasileiro pra não perdermos terreno demais...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Tecnologia que vem pra ajudar

A parada é a seguinte: perdemos mais 2 pontos por erro direto da arbitragem, invalidando um gol legítimo na última jogada da partida. Fato.

Mas quem assistiu a partida contra a Chapecoense viu que o Palmeiras teve poucos lapsos de qualidade ofensiva, “ficando” na retranca adversária. Quando bateu os 35 do segundo tempo, deu um siricutico na moçada foi um tal de cruzamento, chute, cabeçada... e gol! Que o infeliz do bandeira marcou errado.

O fato é que são duas frentes de batalha. Uma pelo bendito "recurso de vídeo" que deve nos reposicionar vantajosamente em várias partidas, outra é melhorarmos nosso ataque.

A estratégia mais adequada para furar um “catenaccio”, um ferrolho defensivo, é ter paciência pra tocar a bola e “puxar” o adversário, tirando a defesa de posição pra jogar em seu espaço que deve ser rapidamente ocupado.

Parece simples, mas exige um entrosamento perfeito, pra que se visualize a jogada antes da defesa. Acontece que nosso meio-campo ofensivo, com Dudu e Lucas Lima, ainda não “dialoga” como poderia. São 2 jogadores inteligentes e hábeis, mas falta uma triangulação, uma passada puxando a marcação, 1-2...

Quanto ao Borja, é uma grande polêmica... seu substituto direto, o William, parece mais eficiente na movimentação e finalização, ainda mais quando entra durante a partida. Talvez seja esse o jogo, força dupla se revezando.

Após o fôlego retomado com a vitória na Argentina, Roger Machado ganhou espaço pra continuar seu trabalho sem tanta corneta pra atrapalhar. Temos boas notícias pela frente, o Jean está voltando (pode ajudar na direita ou no meio), o Guerra também se recuperando e vamos que vamos. A próxima partida na Libetadores conra o Alianza Lima, no Peru, pode consolidar esse momento e consolidar o time num ambiente mais tranquilo. Ainda que precisemos de pontos no Brasileiro. Agora é torcer.