quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Gestão de Grupo

Celebremos, fratellada!!! Não só pelos resultados, mas por termos achado o caminho. Um caminho, dentro do tortuso metièr ludopédico.

O que o Felipão fez no Palmeiras não é só mérito próprio. O time já vinha se esforçando com o Roger Machado, embora não ganhasse padrão. Aí o Scolari chegou de surpresa, junto a um elenco que vinha lutando na parte tática e sambando no quesito “grupo”. Sua fórmula era tudo o que precisávamos.

Quando saiu do Palmeiras pela última vez, Scolari era um paizão. Mas um paizão reclamão. Num certo ponto os jogadores sentiam-se expostos, o que azedava tudo. Parece ter aprendido a lição. Ficou a orientação, saiu a reclamação.

Assim, falando a língua que o jogador entende, simplificando, orientando e protegendo, ganhou o grupo. Impressionou a todos, sobremaneira. A jornalistada carioca não o tolera, acha-o a antítese do futebol brasileiro. Mas vá falar que não dá liberdade aos jogadores!

O Deyverson é uma comédia a parte. É a alegria em campo. Lembra o Oséas pela forma que “pilha” a torcida (e só por isso!). É a leveza no meio da sisudez de um time que joga de forma intensa.

Ontem o Palmeiras fez um primeiro tempo abaixo do adversário, que foi mais rápido, fluído e dinâmico no meio campo. Tudo bem. A entrada do Bruno Henrique no lugar do Thiago Santos corrigiu um pouco a falha, e começamos a ser mais ofensivos.

Mas foi a movimentação do Deyverson que fez a diferença. Substituindo Borja que joga mais enfiado, Deyverson bagunçou a defesa adversária e deu a assistência primorosa ao primeiro gol, que pôs abaixo as pretensões do Atlético-PR, invicto há 9 partidas.

Mais do que isso, é o discurso que denota o trabalho de grupo. Considerou o gol “100% do William”, dedicou a vitória ao substituído Thiago Santos... parece banal, mas tem um efeito aglutinante fundamental para que um elenco se torne um verdadeiro grupo. Administrado, conduzido e gerido pra se sentir unido e vitorioso. Assim é o Palmeiras hoje. Ainda que tudo mude, fica a lição. Sem uma boa GESTÃO* não se forma um grupo CAMPEÃO.

* Gestão não é passar a mão na cabeça. Não é ser refém de “rodízios” que transformam o time em mera vitrine. É apenas saber o que se quer, deixar isso bem claro e ter coragem. Coragem pra ser sincero e honesto com os jogadores. E, se possível, ter status pra impor respeito ao elenco.

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