segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Enquanto o Brasil se divide, Palmeiras UNIFICA

16 anos. Esse tempo não me é estranho... recorro à memória e lá vem ela, nefasta, terrível e graças a muitos fatores, distante na história. Naquele tempo dos 16 anos de fila, de escassas vitórias e muitas dúvidas, uma certeza pairava no ar: o Palmeiras vivia dividido.

Lembro de uma frase do saudoso Paschoal Giuliano, que dizia “quando o Palmeiras se une, ninguém nos vence”. E parece que o time, à la Felipão, vem se unindo cada vez mais. Afinal um time que consegue juntar um figuraça boa praça como o Deyverson, um pitbull alucinado como o Felipe Melo, egos inflados como Dudu, Lucas Lima e Borja, e ainda assim continuar com a pegada, tem que estar fechado.

Com uma difícil e extensa jornada pela frente, teremos ainda 4 ou 5 rodadas com forte pedreiras no Brasileiro (Grêmio c, Santos c, Flamengo f, Atlético-MG f), ainda mais intercaladas pela Libertadores nos dias 24 e 31. Mas depois disso, uma sequência mais leve (Fluminense c, Paraná f, América c, Vasco f, Vitória c).

Dá gosto de ver a evolução do Dudu em campo. As opções que o Felipão vem trabalhando pra manter o fôlego das 2 competições, a vontade e a garra com que os jogadores vem atuando. E a forma como a linha entre titularidade e reserva se tornou mais tênue, deixando claro que muitos jogadores se valorizaram a despeito do fato de não atuarem todas as partidas.

Tal harmonia é o sonho de todo treinador. Dificílima de se conseguir, haja vista a dificuldade para trazer 11 bons jogadores, o que dizer de outros que chegam badalados e ainda tem que ralar pra ser relacionados.

Essa consciência, esse profissionalismo tem a capacidade de harmonizar o ambiente. É algo mágico, onde os jogadores se respeitam, ouvem e aplicam aquilo que ouvem do treinador e correm pelo companheiro. 

É este momento que vive hoje, o Palmeiras. Derrubando tricolores ávidos em busca de um título em sua própria casa o time se credencia definitivamente como pretendentente-mor à conquista. A continuar com essa “pegada”, podemos muito mais. E o Felipão, atingir o que antes ainda não pode. Épico seria pouco a dizer de tamanha façanha...

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